Em atualização

AO MINUTO | Sócrates exasperado com procurador: "Perguntar a um ex-PM se se apercebeu que em 2009 as condições financeiras agravaram-se é uma questão de crianças”

2025-09-03
2025-09-03
17:04

Termina a sessão. Julgamento será retomado às 9:30 de quinta-feira

2025-09-03
16:43

Exasperação de Sócrates continua: “O primeiro-ministro não se preocupa com os riscos arqueológicos de um projeto”

Depois da crise de 2008, o procurador-geral-adjunto Rómulo Mateus questiona José Sócrates sobre o risco arqueológico do TGV, Sócrates volta a não compreender a questão.

“O primeiro-ministro não se preocupa com os riscos arqueológicos de um projeto”, resume, acrescentando que esta será uma competência do grupo ministerial.

Susana Seca intervém e questiona qual a relevância das perguntas.

2025-09-03
16:36

“Alguém perguntar a um ex-primeiro-ministro se se apercebeu que em 2009 as condições financeiras se agravaram é uma questão de crianças”

O MP questiona se José Sócrates teve conhecimento de que após a crise de 2008 o risco financeiro aumentou.

Esta foi a resposta: “Alguém perguntar a um ex-primeiro-ministro se se apercebeu que em 2009 as condições financeiras se agravaram é uma questão de crianças”, diz o ex-primeiro-ministro.

Ainda assim, Sócrates acredita que o princípio do descalabro europeu começou com a austeridade implementada um pouco por toda a Europa.

"Foi o fim da austeridade que resolveu a crise europeia, não foi a austeridade que a resolveu, só a agravou. Foi o princípio do declínio da Europa", aponta.

Sócrates garante que percebe perfeitamente as condições financeiras da altura, mas reitera veementemente que foi, é e sempre será contra a política de austeridade que foi adotada.

2025-09-03
16:29

Susana Seca deteta lapso de escrita na acusação

Na sequência de mais uma pergunta do procurador-geral-adjunto Rómulo Mateus, a presidente do coletivo de juízes questionou o MP em que parte da acusação se encontrava o referido despacho.

Após alguma procura, contastou-se que havia um lapso na referência do ano do despacho, onde se encontrava 2010 deveria ler-se 2009.

Foi necessário fazer-se um requerimento de retificação.

2025-09-03
16:19

TGV: "Todo esse discurso de análise financeira e projetos que nos levaram à ruína, isso é treta"

Após nova questão sobre a linha de alta velocidade, Sócrates exalta-se e resume a temática.

“Todo esse discurso de análise financeira e projetos que nos levaram à ruína, isso é treta. Está tudo ultrapassado”, garante.

O antigo primeiro-ministro lembra que "a velocidade é hoje fundamental em qualquer meio de transporte e a ferrovia não exceção” e que “foi por isso que atribui ao TGV uma prioridade". "Não era apenas para ligar à Europa, era para ligar Lisboa ao Porto ou a Leiria", explica, referindo que "era uma política nacional, para o interior de Portugal”.

"Vocês imaginam a minha revolta de ver um governo do PS durante oito anos ignorar o TGV e agora ver um governo do PSD a pegar no projeto", culmina.

2025-09-03
16:12

Recomeça a sessão de julgamento

2025-09-03
15:58

Sessão entra em intervalo de 15 minutos

2025-09-03
15:57

"Uma aventura é não se fazer nada, sr. procurador": Sócrates exalta-se sobre TGV e dá exemplos de Marrocos e Espanha

O MP questiona, mais uma vez, Sócrates sobre o troço de alta velocidade Poceirão-Caia, dando a entender que o governo de então abandonou o projeto, quando antes o Tribunal de Contas já havia dito que seria um erro.

Sócrates lembra: "Estamos hoje, 14 anos depois, temos um Governo a fazer exatamente o mesmo projeto". E acusa Rómulo Mateus e o MP de "querer sustentar uma acusação criminal com base numa opinião política”.

"Agora temos um procurador a dizer que era um desperdício. Um desperdício foi não termos feito nada", diz o ex-primeiro-ministro, lembrando que "em Espanha, a conversa era igual, mas acabou por ser um êxito" e dando ainda Marrocos como exemplo.

"O Tribunal de Contas tem todo o direito a ter o seu ponto de vista, eu tinha outro. Nunca concordei com isto", diz Sócrates.

“Lembre-se de 2014, quando o Tribunal de Contas dizia que isto era tudo uma aventura. Não, sr. Procurador, uma aventura foi não fazer nada”, remata.

2025-09-03
15:47

José Sócrates reconhece “gesto de grandeza” do procurador-geral-adjunto Rómulo Mateus

Na questão don MP, Rómulo Mateus refere um relatório sobre o troço de alta velocidade Poceirão – Caia. 

Sócrates corrige o MP e lembra que aquele não um relatório focado no troço em questão. Rómulo Mateus reconhece a confusão.

O ex-primeiro-ministro reconhece a atitude e classifca-a como um “gesto de grandeza”. "Não faz ideia como apreciei o seu gesto".

2025-09-03
15:37

Procura-geral-adjunto confunde o consórcio Elos com o consórcio LGV

O procurador-geral-adjunto Rómulo Mateus constrói uma questão tendo como contexto que participação da Lena no consórcio Elos aumentou ao longo do tempo para 17,25% e pergunta se Sócrates tinha conhecimento disso.

O ex-primeiro-ministro diz que não sabia, mas que a ser verdade há uma alteração: "Há uma coisa que muda, os prejuízos da Lena foram ainda maiores".

Pouco depois percebeu-se que tinha havido uma confusão do MP e que o aumento de participação, afinal era a quota do Grupo Lena de 17,25% era no Consórcio LGV – Engenharia e Construção de Linhas de Alta Velocidade e não no consórcio Elos.

2025-09-03
15:12

Sócrates reage à escuta: "Uma conversa num âmbito estritamente profissional"

De realçar que aquando desta chamada, Sócrates trabalhava para a Octapharma e Paulo Castro era o responsável pela empresa em Portugal, por isso mesmo o ex-primeiro-ministro diz que a escuta é "uma conversa num âmbito estritamente profissional".

"Quanto estou a falar de fundos, estou a referir-me a fundos financeiros", explica, acrescentando: "Isto é uma conversa altamente normal entre alguém que trabalha para a Octaharma e alguém que gere a Octaparma".

"Eu tinha esta programação e estava a dizer ao meu diretor", diz.

Quanto ao venezuelano Temir, Sócrates revela que acabaram por nunca se encontrar "porque ele não foi". "O que me diziam é que o Temir era um tipo importante", reforça o arguido.

2025-09-03
15:06

Nova escuta: conversa entre José Sócrates e Paulo Lalanda e Castro

Depois questionar Sócrates sobre os "fundos" da Venezuela, Rómulo Mateus pede que seja reproduzida a escuta de um telefonema de 6 de novembro de 2013 entre o ex-primeiro-ministro e Paulo Lalanda e Castro, ex-responsável da Octapharma em Portugal.

A chamada começa com José Sócrates a dizer: "Combinei um almoço com o Lula e com o Paulo qualquer coisa da Octapharma para irmos comer uma feijoada e gostava que também fosse, isto pode ser dia 22 ou 24".

"Então isso calha mesmo bem porque é a data que os senhores querem", responde Paulo Castro. Ao que Sócrates responde: "Só queriam a confirmação para fechar com eles".

Paulo Castro: "E é desta veze que vamos ao norte?". "Como assim? Não estou a perceber", responde Sócrates.

"À Venezuela", aponta Paulo Castro.

"Vou me encontrar com o Temir, um dos braços direitos do Maduro. Vai a Londres e depois vai ter comigo a Paris para jantarmos, é mesmo isso. Deixe-me marcar aqui", diz o ex-primeiro-ministro, acrescentando "isto era uma coisa boa para também falarmos os três".

Ao que o responsável da Octapharma pergunta: "Ele tem alguma pasta fundamental?" 

"A questão dos fundos", Sócrates explica que Temir foi secretário de Maduro e atualmente era um dos braços direitos do presidente venezuelano. "É um dos tipos que manda lá nos fundos", termina a escuta.

2025-09-03
14:48

"Não, não sabia": José Sócrates exalta-se após pergunta sobre perigo de rotura na Lena

O procurador-geral-adjunto Rómulo Mateus questiona José Sócrates sobre um SMS de Carlos Santos Silva em que se podia ler que havia "perigo de rotura da tesouraria da Lena por causa dos pagamentos em atraso". O MP adianta que faltariam pagar à empresa portuguesa cerca de 100 milhões de euros.

José Sócrates não gosta da pergunta e reitera que não teve conhecimento desta situação.

2025-09-03
14:37

Sócrates admite que tinha conhecimento que Lena e outras empresas tinham problemas com os pagamentos vindos da Venezuela

Após questão do MP, José Sócrates admite que, em 2014, foi informado que Lena e outras empresas tinham problemas com os pagamentos vindos da Venezuela.

O ex-primeiro-ministro diz que se recorda que a empresa Lena lhe pediu para intervir no desbloqueamento desta situação. Diz que acredita que o pedido tenha vindo do “amigo Carlos Santos Silva”, com a ressalva de poder estar a ser traído pela sua memória.

“Entendi que era o meu dever moral” tentar desbloquear o cumprimento destes pagamentos, diz José Sócrates, explicando que para isso tentou contactar Nicolás Maduro.

2025-09-03
14:31

Recomeça a sessão de julgamento

2025-09-03
14:31

Sócrates volta a falar em "humilhação" e tenta acabar com o grande mistério: houve ou não jantar em casa de Ricardo Salgado?

O alegado jantar em casa de Ricardo Salgado voltou a marcar a sessão, mas impasse mantêm-se. MP usa geolocalização e contactos no telemóvel do ex-primeiro-ministro para dizer que sim. Sócrates continua a garantir que não e que o interrogatório a Ricardo Salgado prova isso mesmo
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2025-09-03
12:31

Sessão segue para pausa de almoço e será retomada às 14:15

2025-09-03
12:25

MP pergunta se Sócrates sabia a data da AG da ONU: "Era em setembro, tal como o Natal é sempre em dezembro"

Depois de ouvida a escuta, Rómulo Mateus pergunta a Sócrates se sabia qual era a data da Assembleia Geral das Nações Unidas.

José Sócrates respondeu: "Era em setembro, tal como o Natal é sempre em dezembro".

A juíza Susana Seca questiona se sabia o dia exato, o ex-primeiro-ministro diz que já não se recorda. O procurador-geral-adjunto questiona se voltou a ligar a Manuel Vicente para saber o dia em que começava, Sócrates aponta que é possível, mas não se recorda.

2025-09-03
12:17

"São umas pessoas minhas amigas, que conheço há muitos anos e a quem devo muitas atenções": a frase

Na escuta entre Sócrates e Manuel Vicente pode ouvir-se que é Sócrates que liga a Manuel Vicente, em que começa por dizer: "Tenho uma boa notícia, é que há uma vida boa à nossa espera cá fora e é melhor", de notar que já não era primeiro-ministro de Portugal.

Depois surge o momento que gera dúvidas ao MP, quando Sócrates diz: "O que eu queria pedir era se me podia receber ou se podia receber umas pessoas que lhe vou recomendar. (...) São umas pessoas minhas amigas, que conheço há muitos anos e a quem devo muitas atenções".

Por fim, Sócrates e Manuel Vicente acabam por tentar conjugar agendas, até que percebem que ambos iriam estar na Assembleia das Nações Unidos, em Nova Iorque, onde acabaram por se encontrar.

2025-09-03
12:13

Escuta do telefonema entre Sócrates e Manuel Vicente reproduzida

Após tentativa de explanação de José Sócrates parece ter sido insuficiente para o MP e para a juíza, que acede ao pedido de reprodução da escuta do telefonema entre Sócrates e Manuel Vicente reproduzida.