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AO MINUTO | Montenegro anuncia bónus para pensionistas e 3 mexidas no IRC. Líder do PS referiu-se a Ventura como "fanfarrão" e Aguiar-Branco não gostou - e por isso houve uma celeuma de 10 minutos

É dia de debate do Estado da Nação. Siga tudo aqui ao minuto
2025-07-17
2025-07-17
20:06

A sua vida não está melhor? Tem azar, não vive no mesmo país de Luís Montenegro

ANÁLISE || E o que é uma vida melhor? Pois. Entretanto: o debate do Estado da Nação abriu com dois anúncios: um deles deixa já em setembro mais dinheiro no bolso de alguns portugueses, o outro logo se verá em que bolsos é que vai deixar o dinheiro
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2025-07-17
20:05

Termina o debate do Estado da Nação

Terminou o debate do Estado da Nação, depois de cinco horas em que se falou da falta de tempo, mas também se cruzaram citações erradas entre os políticos.

A CNN Portugal deixa publicado um texto que resume o que se passou.

2025-07-17
20:03

Governo admite erros e pede confiança aos portugueses para ultrapassá-los

“O estado da nação ainda não é o que desejamos para Portugal”, admite.

“Mas não confundamos realismo com resignação”, diz Carlos Abreu Amorim.

Novo pedido aos portugueses, para que confiem no Governo para resolver os problemas do país. “Temos uma ideia clara para Portugal”, diz.

2025-07-17
20:02

Novo apelo à responsabilidade da oposição: “Não estaremos disponíveis para conversações inócuas”

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, insiste na necessidade de procurar entendimentos com outros partidos. “Chegar a consensos é transformar Portugal com todos os portugueses”.

Novo apelo às forças da oposição, para que tenham a mesma “vontade inabalável de enfrentar os problemas estruturais do país e igual coragem de subordinar as divergências imóveis no tempo ao interesse nacional”.

“Não estaremos disponíveis para conversações inócuas, que empatem as decisões imprescindíveis. Não alimentaremos rondas negociais que apenas sirvam para perdermos o rumo necessário, não nos prestaremos a encenações”.

2025-07-17
20:00

Parlamento mostra “descrença de mãos dadas com a inércia crónica”

É o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, quem encerra o debate. Traça conclusões: a governação de Portugal impõe o dever de “agir com propósito, visão e determinação; exige “capacidade de ação” onde se tomem decisões que superem “bloqueios crónicos”; implica “estabilidade governativa” e “cooperação democrática” com o Parlamento.

O ministro argumenta que, no Parlamento, é possível assistir à “descrença de mãos dadas com a inércia crónica que matiza tantas páginas da nossa história recente”.

“Somos e queremos ser diferentes”, assegura, perante o voto dos portugueses, interpretado como um pedido para uma “nova forma de fazer política”, diz.

Carlos Abreu Amorim vinca a vontade de uma governação a quatro anos com “vontade transformada e espírito reformista”.

2025-07-17
19:54

Hugo Soares: "Entre as acusações de um PS frouxo e de um Chega fanfarrão, sobra mesmo a moderação da AD”

Hugo Soares, do PSD, conclui que o estado da Nação hoje é “bem melhor”. E elenca três certezas deste debaixo: suplemento para idosos, descida do IRC e alargamento do apoio à deslocação para professores.

E há outras conclusões a nível parlamentar: “Entre as acusações de um PS frouxo, as acusações de um Chega fanfarrão, sobra mesmo a moderação da AD e um Governo que governa”.

2025-07-17
19:49

PS defende honra (e Chega usa Sócrates)

Brilhante Dias pede a defesa da ordem da bancada.

"Da minha parte, da parte do PS, havia abundantes evidências para que tornássemos este debate o julgamento de uma parte substantiva da bancada do Chega, mas não fizemos isso".

"Há aqui gente que é saudosista de outros tempos, em que havia corrupção mas ninguém era julgado".

Ventura lembra que basta ligar as televisões para ver que José Sócrates está "em julgamento". "Pode pedir a defesa da honra as vezes que quiser. Atiraram para o lodo a nossa democracia".

2025-07-17
19:47

Ventura “O Chega nunca dará o colo à corrupção como vocês deram durante 50 anos”

André Ventura faz a última intervenção. Faz um “esclarecimento” a Brilhante Dias do PS: “No meu colo não esteve nem Luís Montenegro como primeiro-ministro, nenhum ministro deste Governo. E o Chega nunca dará o colo à corrupção como vocês deram durante 50 anos”.

A Miguel Guimarães, que associou o Chega ao D de “demagogia”, responde: “Esqueceu-se de um D. O D que o PSD deixou cair para ficar igual ao PS nos últimos 50 anos”.

Ventura avisa Montenegro que chegou a este debate com “quase tudo por fazer”.

E conclui: "Habituem-se, porque nós viemos para ficar".

2025-07-17
19:42

PS: “Não nos vamos mesmo habituar” ao bloco de direita “radical”

Nova crítica à proximidade do Governo com o Chega por Eurico Brilhante Dias: “A AD construiu com o Chega um bloco de direita, um bloco radical, que não olha para as medidas que toma”

O deputado aponta o PS como a alternativa a uma “direita com matiz radical”. “Não nos vamos mesmo habituar”, conclui.

Reage Cristina Rodrigues do Chega para dizer que o que preocupa o socialista “é que o PSD já não ande de braço dado com o PS”.

Vem depois Miguel Guimarães, do PSD, para acusar o PS de “descaramento”, por fazer “política sem verdade”, porque têm “medo” dado que “o Governo está a fazer cada vez melhor”.

Brilhante Dias recomenda a Miguel Guimarães que vá ler as mais recentes declarações do bastonário da Ordem dos Médicos.

2025-07-17
19:36

“O primeiro-ministro disse-nos que ia planar. Planou, planou e aterrou no colo de André Ventura” 

Eurico Brilhante Dias, do PS, reitera que “o país está pior em muitas dimensões, vai sem rumo noutras”, com a Aliança Democrática a aproximar-se da extrema-direita, “incumprindo a sua promessa eleitoral”.

“O primeiro-ministro disse-nos que ia planar. Planou, planou e aterrou no colo de André Ventura”, afirma.

O Governo, insiste, dá múltiplas provas de “inconseguimento”. “E ninguém se responabiliza neste Governo”, atira. Dirige-se à ministra da Saúde: “daqui, com sorte, ainda acaba presidente da CP” – é referência a antiga secretária de Estado da Saúde que foi nomeada para o Metro de Lisboa.

"É a meritocracia à moda da AD. Um prémio pela mais profunda incompetência, uma imoralidade", fecha.

2025-07-17
19:30

Livre foca na habitação: "A Nação não se vai deixar arrastar para o estado onde a querem levar"

Isabel Mendes Lopes, do Livre, acusa Montenegro de governar “em função do que a extrema-direita grita”, em vez de enfrentar os “verdadeiros papões” como os preços da habitação.

“Nunca nos habituaremos, recusamos habituar-nos, a este estado para o qual o Governo e o PSD nos querem arrastar à revelia de toda a sua responsabilidade e memória”, conclui.

"A Nação não se vai deixar arrastar para o estado onde a querem levar", junta.

2025-07-17
19:27

E agora… a história do Senhor Manuel

Pedro Frazão do Chega traz “a voz dos portugueses reais”, neste caso o Senhor Manuel, um agricultor sexagenário, que perdeu apoios e decidiu não semear. “Chama-se Manuel, um nome bem português, espero que não haja problemas”, ironiza. Frazão refere ainda o Senhor Rui, um pescador que decidiu vender as embarcações "aos espanhóis".

Do Chega, ainda Felicidade Vital, que diz que o primeiro-ministro anunciou uma “esmola” aos pensionistas, "com fins eleitorais". "Depois os populistas somos nós".

2025-07-17
19:24

Bate-boca entre Chega e PCP

Ricardo Reis, do Chega, na reação, considera “caricato e engraçado” que o PCP fale de tudo e “não de juventude”. “Não falam de jovens porque foram forçados a emigrar. Foi por culpa vossa e dos vossos amigos que se sentam à vossa direita”, atira. “São os cúmplices e os culpados”. “Conhecem algum jovem que vote no PCP, é que eu não, sinceramente”, conclui.

Paula Santos diz que “o Chega anda muito distraído”, porque se há partido que traz à Assemblei a da República a defesa dos jovens tem sido o PCP – para todos os jovens e “não para os jovens endinheirados como o Chega defende”.

2025-07-17
19:18

PCP: “O Governo anda entretido a falar de um país ficcionado, deslumbrado com a sua própria propaganda”

Paula Santos, do PCP, avisa que “os recursos do país estão a saque”, com os portugueses “empurrados para o empobrecimento”.

“O Governo anda entretido a falar de um país ficcionado, deslumbrado com a sua própria propaganda. Mas o país, e a vida das pessoas, estão mesmo pior”, conclui.

Perante as dificuldades, “a primeira prioridade do Governo, em convergência com o Chega, é atacar os direitos dos imigrantes, numa agenda retrógrada e desumana”.

“O estado a que o país chegou exige a rutura com a atual política”, vinca.

2025-07-17
19:12

Chega: “não vemos qualquer rasgo reformista deste Governo” na Defesa - e há laranjas liberais para medir "ambição" de Montenegro

Nuno Simões de Melo, do Chega, destaca que na Defesa “não vemos qualquer rasgo reformista deste Governo”. O deputado defende que é preciso um “conceito estratégico” abrangente para Portugal.

Mário Amorim Lopes, da Iniciativa Liberal, considera que os deputados estiveram a discutir “um estado de estagnação”. “O que foi feito até agora ainda é muito curto”, atira. E dá o exemplo da redução do IRS, “lei que vai devolver quatro euros a quem ganha 1200 euros”. “Em laranjas, permite comprar dois quilos. Se for um sumo de laranja do café, dará para sumo e meio. É esta a medida da ambição do Governo?”.

Vem depois Rodrigo Taxa, do Chega, vincar que não se falou de Justiça neste debate e pedir prioridades concretas. “Não sei se é um tema do qual o seu Governo foge como o diabo da cruz”.

2025-07-17
19:08

Agora é “não é sim”

Em reação ao discurso de Emídio Guerreiro, o socialista Pedro Delgado Alves defende que, olhando para as várias políticas, ficou claro que o PSD esqueceu o seu “pressuposto” eleitoral de que “não é não” ao Chega. Agora a lógica é outra: “não é sim”.

Emídio Guerreiro reage: “não vale a pena insistir em mentiras”, lembrando que muitas matérias estavam plasmadas no programa eleitoral.

2025-07-17
19:04

PSD aproveita para novo ataque à herança socialista

Emídio Guerreiro, deputado do PSD, faz uma intervenção, para vincar que o Governo está a levar a cabo “medidas concretas e firmes” para “transformar” o país. 

“Dialogamos com todos e sem preferência. Ouvimos os portugueses”, refere. O deputado começa pelo IRS, passa pelo SNS e termina na imigração, para vincar a herança socialista nesta matéria. “Como podem falar de humanismo se no vosso tempo de governação abriram a porta sem regulação, permitindo a entrada de milhares de imigrantes clandestinos, tantas vezes vítimas de extorsão?”.

Palavra ainda para a necessidade de um maior investimento em Defesa, "numa altura em que o contexto internacional exige firmeza e preparação".

2025-07-17
18:59

Chega foca na agricultura, Livre na desinformação

João Aleixo, do Chega, lamenta que não se tenha dedicado “um segundo à agricultura” no debate, sobretudo após a “desastrosa” gestão socialista nesta área. Lamenta os atrasos nos apoios ao setor. Questiona Montenegro que medidas vai implementar para que “casa da agricultura esteja arrumada”. 

Patrícia Gonçalves, do Livre, fala num “momento perigoso para a democracia” com a desinformação, que se reflete na comunicação política. A deputada fala em uso de dados como “arma de arremesso político”. “A perceção e a realidade estão a divergir e isso não é inocente”, conclui.

2025-07-17
18:55

IL fala em “estado de negação" na Saúde

Joana Cordeiro, deputada da Iniciativa Liberal, fala num “estado de negação” sobre a Saúde em Portugal, área onde “se está a gastar cada vez mais sem a garantia de mais e melhores cuidados”. A liberal pede “coragem política”, citando o caso da Dermatologia no Hospital de Santa Maria, onde “ninguém parece saber se os valores reportados são normais”.

2025-07-17
18:53

Chega: mulheres sentem-se inseguras com imigrantes

Período de intervenções em curso. Rui Paulo Sousa, do Chega, aborda a questão da insegurança, “associada à imigração descontrolada”, com o exemplo de Torre Pacheco, em Espanha. Fala de jovens filmadas sem consentimento em espaços públicos. “Isto não é integração, é abandono descarado por parte do Estado”, diz. “As políticas de fronteiras abertas do PS falharam redondamente. E quem paga o preço são as nossas mulheres, as nossas jovens, que vivem com medo de andar na rua ou irem à praia sozinhas”. O deputado insiste na deportação de imigrantes ilegais que não aceitam as regras e a cultura de Portugal.