DECISÃO 25 AO MINUTO | No debate dos substitutos, lutou-se para ver quem "mora em Marte"
O debate entre Nuno Melo e Isabel Mendes Lopes na íntegra
A líder parlamentar do Livre e o presidente do CDS-PP, partido que integra a AD, estiveram frente a frente na CNN Portugal.
Decisão 25: no debate dos substitutos, lutou-se para ver quem "mora em Marte"
As notas dos comentadores da CNN Portugal ao debate entre Nuno Melo e Isabel Mendes Lopes
Luís Rosa, Pedro Tadeu, Margarida Davim e Mafalda Anjos avaliaram o debate entre as segundas figuras de Livre e AD.
Bingo da CNN (antecipámos o debate)
Debate terminado
Chega ao fim o debate dos "substitutos" onde se falou de defesa e de habitação, com muitos ataques de parte a parte.
"A escolha é muito clara"
"O Livre votou contra este Orçamento do Estado porque aumentava a desigualdade", reage Mendes Lopes.
"A escolha é muito clara, entre um governo que continua a agravar a desigualdade e que tem um risco de termos um défice, como alerta o Conselho de Finanças Públicas, ou termos um governo progressista que garanta uma maior igualdade em Portugal e qual é o lugar de Portugal no mundo", diz.
Livre: Governo "não esteve ao lado das famílias"
Mendes Lopes que o Governo teve "um ano" para regular o fundo de emergência para a habitação.
Acusa o Governo de "não ter estado ao lado" das famílias na hora de votar a proposta para o alargamento da licença parental.
E diz ser "chocante" que tenha sido chumbada uma proposta para aumentar o valor das licenças dos pais que têm de apoiar filhos com cancro.
Nuno Melo lembra o trabalho feito nas carreiras da administração pública, que não teria sido possível do lado do Livre, que votou o Orçamento do Estado.
Líder do Livre cita presidente da IL para lembrar origem da crise política: "Spinumviva"
Mendes Lopes cita o presidente da Iniciativa Liberal para justificar porque motivo o país vai a eleições: "Citando o presidente da Iniciativa Liberal, Luís Montenegro, entre a Spinumviva e o país, escolheu sempre a Spinumviva".
"Admito cumprirmos o que está no programa da AD"
Questionado sobre se garantia pública aos jovens na compra de casa é para manter, mesmo que faça subir os preços das casas: "Admito cumprirmos o que está no programa da AD".
Acusa o Livre de ter tido "deriva estalinista" com tentativa de arrendamentos forçados. Depois, de ter "viabilizado quase tudo o que era do Chega".
"Não é verdade", reage Mendes Lopes.
"Se não tivesse feito caído o Governo, tinha os 100 milhões de euros"
"Se não tivesse feito caído o Governo, tinha os 100 milhões de euros", responde Melo. Diz que a regulamentação desse fundo estava "mesmo a terminar".
Acusa o Livre de ter "dado a mão ao resto da esquerda e ao populismo de direito" e lembra alguns dos "resultados" do executivo nos últimos meses, cujo trabalho não foi possível concluir.
Melo usa cartada Joacine
Nuno Melo recupera o nome de Joacine Katar Moreira para novo ataque ao Livre.
"Temos primários no Livre e Rui Tavares não era candidato", responde Mendes Livre.
Melo conclui: "Os partidos, tal como os países fazem escolhas. Às vezes acertam, às vezes não. Rebentar com organizações multilaterais apenas porque num momento não gostam de uma determinada administração mostra toda uma inconsciência"
"Este Governo não tem tido vontade de resolver esta emergência na habitação que nós temos"
Isabel Mendes Lopes que há bebés "retidos" nas maternidades porque as mães não têm condições de habitabilidade e habitação "autoconstruída, com barracas nos arredores das grandes cidades. É inadmissível num país no século XXI".
"Este Governo não tem tido vontade de resolver esta emergência na habitação que nós temos", junta. E lembra que o executivo nunca avançou com um fundo de emergência de 100 milhões para a habitação que foi proposto pelo Livre.
Livre não quer habitação "nas mãos do mercado e da especulação imobiliária"
Agora fala-se de habitação. Mendes Lopes fala num "problema gravíssimo, uma emergência", a que o Livre responde com várias medidas.
Sobre a proposta de investir mil milhões por ano em habitação pública, argumenta que é fundamental para "garantir que não temos estas flutuações, que não estamos nas mãos do mercado e da especulação imobiliária".
Serviço militar obrigatório? "Não ir por esse caminho"
Serviço militar obrigatório? "No atual contexto, não consideramos que se deva ir por esse caminho", responde Mendes Lopes
"Parece-me que Nuno Melo é que está a viver em Marte"
Isabel Mendes Lopes diz que Nuno Melo está a fazer "caricaturas".
"Parece-me que Nuno Melo é que está a viver em Marte", começa, para criticar a postura do Governo português em relação a Donald Trump.
A porta-voz do líder recorda as proximidades do PSD a Donald Trump.
"Temos forças militares altamente profissionalizadas"
Serviço militar obrigatório deveria voltar? "A minha posição é de que temos forças militares altamente profissionalizadas e é por aí que devemos caminhar".
E atira novamente a leste, que diz estar "completamente a leste", por ter um "problema de princípio, doutrinário" em relação aos EUA.
Melo aconselha Rui Tavares a "despir o fatinho de esquerdista e a vestir o fatinho de historiador".
"O Livre vive em Marte. Mas se fizer contas, perceba quanto teria de gastar para, saídos os EUA, criar capacidades equivalentes numa perspetiva estritamente europeia".
E lembra o trabalho feito nos últimos meses pelo Governo em relação às Forças Armadas.
Melhores salários para Forças Armadas
Isabel Mendes Lopes defende que o investimento em defesa, em Portugal, implica "dignificar as Forças Armadas para conseguirem ter capacidade de retenção", que passa também por melhores salários.
E junta que é necessário investir e apoiar empresas que podem apoiar o esforço de defesa, como nos sensores e nos drones. "A defesa não se faz só com armas", vinca.
"O Livre não quer acabar com a NATO, não quer que Portugal saia da NATO"
"O Livre não quer acabar com a NATO, não quer que Portugal saia da NATO", vinca Isabel Mendes Lopes.
A líder parlamentar lembra a postura de Donald Trump em relação à instituição. "Para nós é claro, a comunidade europeia tem de se organizar numa comunidade europeia de defesa".
"O futuro da NATO é incerto por causa dos EUA", junta.
Defende que a Europa deve investir em defesa, mas também aumentar a "cooperação" entre os diferentes estados-membros.
"O mundo corre riscos reais de guerra"
Nuno Melo vinca que investir em defesa "é uma obrigação". "O mundo corre riscos reais de guerra. E quando assim acontece, Portugal no contexto da NATO, tem de estar à altura dos compromissos que firmou com os seus aliados".
Insiste na necessidade de reforçar no "pilar europeu" de defesa da NATO.
Quanto ao alerta do Conselho de Finanças Públicas sobre o risco de défice, recorda que a organização alertava no início março para a possibilidade de superavit. E insiste que a AD tem conseguido "superar todas as previsões".
Melo acusa Livre de ser "irresponsável" por querer "acabar com a NATO"
Sobre a necessidade de investir em defesa, o que poderá criar défice, Nuno Melo garante que a perspetiva de que não haverá um desinvestimento noutras áreas não é uma ilusão.
"Não é uma ilusão e é, de resto, uma oportunidade que me dá", reage. Melo é ministro da Defesa. Acusa o Livre de ser "irresponsável" num contexto "perigoso e incerto" que o mundo vive.
"Quando militares portugueses, enfrentando perigos reais, estão por exemplo na Lituânia, na Roménia, na Eslováquia, o melhor que o Livre tem para dizer é que tem de se acabar com a NATO e colocar os americanos do lado de fora da equação".