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AO MINUTO • ADMIRÁVEL MUNDO | EUA começam a libertar 172 milhões de barris da reserva de petróleo

"Admirável Mundo Trump" é uma frase carregada de ironia, tanto como título do livro distópico de Aldous Huxley, quanto no original de William Shakespeare, em "A Tempestade"
2026-03-14

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2026-01-23
16:50

Palavras de Trump sobre tropas da NATO no Afeganistão são "insultuosas e francamente chocantes", diz Keir Starmer

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou de "insultuosas e francamente chocantes" as palavras do presidente dos EUA sobre a participação das tropas da NATO nas operações no Afeganistão.

Trump disse que as tropas não americanas "ficaram um bocadinho fora da linha da frente". "Nunca precisámos deles. Dirão que enviaram algumas tropas para o Afeganistão... e enviaram, mas ficaram um pouco para trás, um pouco afastadas da linha da frente", disse o líder americano.

"Considero as declarações do presidente Trump insultuosas e, francamente, chocantes. E não me surpreende que tenham causado tanta dor aos entes queridos das pessoas que foram mortas ou feridas", reagiu Starmer, citado pela Sky News.

Durante a invasão do Afeganistão morreram 3621 soldados, 1160 dos quais não americanos. O Reino Unido foi o segundo o país com mais soldados mortos, num total de 457.

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2026-03-14
23:41

Trump diz que líder do Irão pode não estar vivo

O presidente Trump disse ainda à NBC News que ouviu dizer que o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, pode não estar vivo.

2026-03-14
23:40

Trump: EUA podem voltar a atacar a Ilha de Kharg "só por diversão"

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os Estados Unidos podem realizar mais ataques à ilha de Kharg, no Irão, um importante centro de exportação de petróleo. Afirmou que, embora Teerão pareça pronta para fechar um acordo para pôr fim ao conflito, "os termos ainda não são suficientemente bons".

À NBC News, Trump disse que os ataques dos EUA "demoliram totalmente" a maior parte da Ilha de Kharg, declarando que "podemos atingi-la mais algumas vezes, só por diversão".

2026-03-14
22:41

"A linguagem já mudou": EUA estão a dizer ao mundo que a guerra no Irão "agora é um problema de todos"

O comentador da CNN Portugal Manuel Serrano critica os Estados europeus por "estenderem a passadeira vermelha" a Donald Trump, e agora, diz, "não temos forma de o parar".

2026-03-14
22:35

Adesão de outros países à escolta em Ormuz "permite aos EUA dizer que esta é a nossa guerra"

José Azeredo Lopes, comentador da CNN Portugal, acredita que aquilo que os EUA querem realmente é "trazer para o conflito outros Estados", após Donald Trump ter encorajado vários países a auxiliarem a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

2026-03-14
18:45

"Ele não está interessado nisso agora": Trump recusa negociações diplomáticas com o Irão

A administração do presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou os esforços dos aliados do Médio Oriente para iniciar negociações diplomáticas com o objetivo de pôr fim à guerra entre os EUA e Israel, segundo três fontes familiarizadas com os esforços citadas pela Reuters.

O Irão, por sua vez, rejeitou a possibilidade de qualquer cessar-fogo até que os ataques dos EUA e de Israel cessem, disseram duas fontes iranianas de alto nível à agência noticiosa, acrescentando que vários países têm tentado mediar o fim do conflito.

Um alto funcionário da Casa Branca confirmou que Trump rejeitou os esforços para iniciar negociações de cessar-fogo e está focado em avançar com a guerra para enfraquecer ainda mais as capacidades militares de Teerão, segundo a Reuters.

"Ele não está interessado nisso agora, e vamos continuar com a missão sem interrupções. Talvez um dia isso mude, mas não agora", disse o responsável, segundo a Reuters.

“O presidente Trump disse que uma nova potencial liderança no Irão indicou que deseja dialogar e que, eventualmente, dialogará. Por enquanto, a Operação Fúria Épica continua sem cessar”, disse um segundo alto funcionário da Casa Branca à Reuters.

Uma terceira fonte terá afirmado que o principal responsável de segurança do Irão, Ali Larijani, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, também procuraram utilizar o Omã como canal para negociações de cessar-fogo que envolveriam o vice-presidente dos EUA, JD Vance. No entanto, estas negociações não se concretizaram.

2026-03-14
18:34

"Trump foi levado a crer que esta era uma guerra necessária e caiu na história que Netanyahu conta há anos"

João Ferreira Dias considera que os objetivos dos EUA e de Israel são "distintos desde o início" da guerra. Para o comentador da CNN Portugal, Benjamin Netanyahu quer o "controlo do sul do Líbano, ser a única potência militar e nuclear na região" e, no fundo, construir "uma grande Israel".

2026-03-14
18:29

"O Irão é o principal inimigo dos EUA. Mas o principal empenho de Israel está no Líbano"

O comentador da CNN Portugal José Tomaz Castello Branco acredita que há "duas frentes abertas" na guerra do Médio Oriente, tendo em conta que os EUA estão aparentemente mais focados em combater o Irão e Israel o Líbano, mais concretamente o Hezbollah.

2026-03-14
18:11

"Há cerca de três meses que não chega petróleo a Cuba". Presidente cubano diz que negociações com os EUA estão em curso

Cuba anunciou que deu início às conversações com os Estados Unidos para tentar pôr fim àquela que tem sido "uma das piores crises energéticas" a atingir o país e que tem sido agravada pelas ameçadas de Donald Trump.

O correspondente da CNN Internacional Patrick Oppman dá conta dos últimos desenvolvimentos.

2026-03-14
17:45

Trump tentou enviar uma "mensagem muito clara" ao Irão com ataque a Kharg. E é por isto que não atacou a sua infraestrutura petrolífera

Depois de os EUA lançarem uma onda de ataques em grande escala sobre a ilha de Kharg, no Irão, esta sexta-feira, Donald Trump admitiu ter poupado intencionalmente a infraestrutura petrolífera da ilha.

O correspondente da CNN Internacional em Israel, Jeremy Diamond, explica como os ataques seletivos norte-americanos foram uma tentativa de enviar uma mensagem ao regime iraniano.

2026-03-14
09:15

Aliado de Trump deixa liderança do Kennedy Center

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou sexta-feira a saída de Richard Grenell da liderança do Kennedy Center, após mudanças profundas que levaram muitos artistas a abandonar o icónico centro cultural da capital, Washington DC.

Para o lugar de Grenell, veterano conselheiro republicano, Trump anunciou que indicou Matt Floca, até agora vice-presidente do Kennedy Center responsável pelas operações das instalações, e que elogiou por ajudar a "alcançar um progresso tremendo, elevando o Centro ao mais alto nível de excelência".

"Uma reconstrução completa do Centro Trump Kennedy terá início após as comemorações do 4 de julho (dia da independência dos Estados Unidos), estando prevista uma grande reinauguração para daqui a aproximadamente dois anos", frisou Trump nas redes sociais.

A Grenell, agradeceu por ajudar a coordenar vários elementos do Centro durante o período de transição, realizando um "trabalho excecional".

"O Centro Trump Kennedy será, quando estiver concluído, a melhor instalação do género em todo o mundo!", exclamou Trump.

Depois de praticamente ignorar o centro durante o seu primeiro mandato, Trump transformou-o, a partir de 2025, num ponto focal na sua guerra contra a esquerda e a cultura "woke". 

O republicano destituiu a antiga direção do Kennedy Center e substituiu-a por um conselho de curadores escolhido por si, que votou a mudança do nome do centro para Trump Kennedy Center.

A mudança, segundo académicos e legisladores, deveria ser iniciada pelo Congresso.

Mais recentemente, o nome de Trump foi fisicamente adicionado à fachada icónica do edifício da capital norte-americana.

As mudanças foram mal recebidas pela comunidade artística, com musicais de renome a cancelarem atuações, como "Hamilton". 

A atriz Issa Rae e a escritora Louise Penny também cancelaram as suas participações, enquanto consultores como o músico Ben Folds e a cantora Renée Fleming renunciaram aos seus cargos.

2026-03-14
08:52

Famílias dos EUA pagam mais 2.200 euros em 2026, segundo democratas

As tarifas alfandegárias impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, custarão às famílias do país, em média, 2.512 dólares (2.200 euros) em 2026, segundo um estudo divulgado pelo Partido Democrata. 

O valor estimado pelos democratas no Congresso representa um aumento de 44% em relação aos 1.745 dólares gastos com tarifas no ano passado, numa altura em que os consumidores se queixam do elevado custo de vida e com a guerra com o Irão a fazer subir os preços da energia.

"Enquanto as famílias americanas continuam a lutar contra os elevados custos, o Presidente continua a optar por aplicar novas tarifas que aumentarão ainda mais os preços", disse a senadora Maggie Hassan, líder democrata na Comissão Económica do Congresso.

A decisão do Supremo Tribunal em fevereiro de ‘chumbar’ as sobretaxas alfandegárias aplicadas por Trump no início do seu mandato obrigam à aplicação de novas tarifas para compensar a receita federal perdida.

Apesar da decisão do Supremo Tribunal "de que grande parte da agenda tarifária de Trump é ilegal”, disse Hassan, o governo “recusa-se a fornecer alívio às famílias”.

Kush Desai, porta-voz da Casa Branca, classificou o estudo como "falso", reiterando que a política tarifária visa “renegociar acordos comerciais falhados, reduzir os preços dos medicamentos e garantir biliões em investimentos para o povo norte-americano".

Trump invocou em 2025 a Lei dos Poderes Económicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) de 1977 para impor tarifas de dois dígitos a quase todos os países do mundo.

Mas o Supremo Tribunal decidiu que a IEEPA não dava ao Presidente autoridade para impor tarifas. 

O governo deve agora fazer reembolsos — estimados em cerca de 175 mil milhões de dólares — aos importadores que pagaram as tarifas da IEEPA, declaradas ilegais, mas o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as novas tarifas a aplicar "resultarão em receitas tarifárias praticamente inalteradas em 2026".

Trump já anunciou uma tarifa de 10%, invocando a Lei do Comércio de 1974, e pode aumentá-la para 15%.

Mas este aumento é válido por apenas por 150 dias, a menos que o Congresso aceite prorrogá-las. 

2026-03-14
07:59

Tribunais recusam conceder amnistia a presos políticos na Venezuela

A organização não governamental (ONG) Foro Penal, que lidera a defesa dos presos políticos na Venezuela, acusou vários tribunais de estarem em “desacato judicial” por se recusarem a conceder amnistia a presos políticos.

“Vimos, esta semana, várias decisões judiciais que negam a amnistia a pessoas que, indiscutivelmente, são beneficiárias da mesma. Estes juízes estão a ignorar a lei e, além disse, a ordem que lhes foi dada pela Assembleia Nacional”, denunciou na sexta-feira, o presidente da Foro Penal.

Numa mensagem publicada na rede social X, Gonzalo Himiob lembra que o parlamento venezuelano aprovou a Lei de Amnistia para a Convivência Democrática em 19 de fevereiro, e sublinha que a lei “é uma ordem, não uma sugestão”.

Por outro lado, também na X, o diretor da ONG, Alfredo Romero, advertiu que os funcionários do sistema de justiça da Venezuela não podem fugir à sua responsabilidade legal, argumentando ter recebido instruções externas para emitir decisões contrárias à lei.

“Vou dizer algo muito óbvio: os juízes ou procuradores não podem justificar a sua cumplicidade, encobrimento ou atuações como recusar amnistias ou violar direitos humanos, por exemplo, o direito à defesa, dizendo que agiram por terem recebido ordens superiores”, explicou Romero.

2026-03-14
07:57

ONG confirma libertação de pelo menos 690 presos políticos na Venezuela

A organização não governamental (ONG) Foro Penal, que lidera a defesa dos presos políticos na Venezuela, confirmou a libertação de pelo menos 690 presos políticos na Venezuela desde 08 de janeiro.

O número foi divulgado, na rede social, pelo presidente da organização, Alfredo Romero, que sublinhou que o número de detidos libertados tinha sido contabilizado até às 18:30 de sexta-feira (22:30 em Lisboa).

Romero não revelou quantos detidos foram libertados da prisão, mas continuam sujeitos a processos judiciais e a medidas cautelares — como comparecer em tribunal ou serem proibidos de sair do país — e quantos casos de liberdade plena, em que a pessoa é libertada sem acusações ou restrições legais.

A organização também não especificou o número de libertações concedidas ao abrigo da lei de amnistia, uma vez que os números incluem presos políticos libertados tanto antes como depois da aprovação da lei.

O parlamento, controlado pelo regime chavista, aprovou a 19 de fevereiro uma Lei de Amnistia para o julgamento de presos políticos desde 1999, mas aplicar-se-á apenas a 13 "eventos" ocorridos em 13 anos diferentes, excluindo, portanto, o restante período estabelecido, bem como os casos relacionados com operações militares.

2026-03-14
07:55

Estados Unidos começam a libertar 172 milhões de barris da reserva de petróleo

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (EUA) lançou o primeiro leilão como parte da libertação gradual das reservas estratégicas de petróleo para mitigar as consequências económicas da guerra no Médio Oriente.

O leilão, dirigido às empresas petrolíferas, "abrangerá 86 milhões de barris" de um total de 172 milhões a serem libertados progressivamente, informou o departamento.

De acordo com os termos do acordo, as empresas petrolíferas terão de devolver ao departamento "o petróleo emprestado, mais barris adicionais", refere o comunicado divulgado na sexta-feira.

O objetivo do Departamento de Energia é "reforçar as reservas estratégicas de petróleo, estabilizando os mercados".

Na quinta-feira, o secretário da Energia dos EUA, Chris Wright, disse que a entrega do total de 172 milhões de barris "levará cerca de 120 dias".

2026-03-13
23:47

Reabrir o Estreito de Ormuz pela força "parece uma missão completamente impossível"

O major-general Agostinho Costa analisa a possibilidade levantada pelos EUA de escoltar petroleiros através do Estreito de Ormuz, de modo a protegê-los dos ataques do Irão.

2026-03-13
23:47

Delcy Rodríguez pede a Trump suspensão das sanções americanas

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu hoje a Donald Trump o levantamento das sanções americanas "que afetam os povos", durante a receção, em Caracas, de uma delegação de ministros colombianos.

"As medidas coercivas unilaterais contra o povo venezuelano afetam os povos da nossa América Latina", afirmou no dia seguinte ao da sua reunião cancelada, à última hora por razões de segurança, com o presidente colombiano de esquerda Gustavo Petro.

"Elas também têm um impacto na economia da Colômbia, na economia da Venezuela e nos nossos povos", acrescentou Delcy Rodríguez.

Rodríguez assumiu o cargo em janeiro, após a operação militar dos Estados Unidos que capturou o então presidente Nicolás Maduro.

2026-03-13
23:46

"Telefonema de Trump a Putin tem que ver com a necessidade de estabelecer um canal de comunicação entre Washington e Teerão"

O major-general Arnaut Moreira analisou no CNN 20 Horas a relação entre EUA e Rússia e os impactos da proximidade entre Donald Trump e Vladimir Putin

2026-03-13
23:43

"Acredito que tenha sido uma colisão": o que pode explicar a queda do avião reabastecedor americano no Iraque

O comandante José Correia Guedes, comentador da CNN Portugal, analisa a queda de um avião reabastecedor americano no Iraque, que provocou a morte de seis militares

2026-03-13
23:11

Donald Trump: "A guerra vai ser tão longa quanto tiver de ser, mas o Irão está a colapsar"

Donald Trump disse esta sexta-feira que os EUA estão numa "posição dominante nunca antes vista", na guerra conjunta que conduzem com o Israel contra o Irão.

"Praticamente tudo desapareceu", acrescentou, referindo-se às Forças Armadas iranianas e aos sistemas de defesa do país.

Quando questionado sobre uma data para o fim deste conflito, o presidente afirmou que "tem a sua opinião pessoal, mas não sabe": "A guerra vai ser tão longa quanto tiver de ser, mas o Irão está em má forma, a colapsar."

"Não vou dizer uma data, mas estamos muito à frente do planeado", sublinhou.

2026-03-13
22:59

Donald Trump garante que EUA vão escoltar navios através do Estreito de Ormuz "muito em breve"

O presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu esta sexta-feira que a Marinha norte-americana irá escoltar navios pelo Estreito de Ormuz “muito em breve”.

Em declarações aos jornalistas, o líder americano disse também não ter dúvidas de que os preços dos combustíveis "vão baixar, assim como tudo o resto, quando tudo isto acabar".

"Mas temos de acabar com a ameaça nuclear", sublinhou.