AO MINUTO • ADMIRÁVEL MUNDO | Europeus temem mais os Estados Unidos de Trump do que a China
Fique por dentro das mudanças que moldam o mundo e subscreva a newsletter do Admirável Mundo Trump aqui. Saiba mais sobre este projeto aqui
"Vamos realizar audiências": Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes promete audiências com vítimas de Epstein
O representante dos EUA James Comer, presidente do Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes, afirmou esta sexta-feira que concorda com o apelo da primeira-dama Melania Trump para a realização de audiências no Congresso com vítimas de Jeffrey Epstein, prometendo: “Vamos realizar audiências”.
“Sempre planeámos realizar uma audiência com vítimas de Epstein assim que as deposições estiverem concluídas, por isso ainda temos mais alguns homens de alto perfil que vão comparecer”, afirmou Comer durante uma entrevista à Fox News, citada pela Reuters.
Melania Trump "decidiu falar agora sobre o caso Epstein porque alguma coisa se saberá nos próximos dias. Quis antecipar-se"
Nuno Nogueira, especialista em política norte-americana, lembra que “o caso Epstein não está, neste momento, nas primeiras páginas dos jornais”, pelo que “não se percebe por que razão Melania Trump decidiu falar agora”.
Brasil e EUA vão lançar ação conjunta para combater o crime organizado
O governo brasileiro deve anunciar esta sexta-feira uma ação conjunta entre o Brasil e os EUA contra o crime organizado, segundo um comunicado do Ministério da Fazenda
brasileiro, escreve a Reuters.
A iniciativa visa integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar carregamentos ilícitos de armas e narcóticos e faz parte de uma agenda mais ampla entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald
Trump, acrescentou.
Europeus temem mais os Estados Unidos de Trump do que a China
Um estudo realizado em seis países da União Europeia revela que os cidadãos europeus encaram agora os Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, como uma ameaça maior do que a China. Apenas 12% dos inquiridos na Polónia, Espanha, Bélgica, França, Alemanha e Itália consideram Washington um aliado próximo, enquanto 36% veem o país como um risco.
Espanha lidera o sentimento de desconfiança, com 51% dos espanhóis a apontarem os EUA como uma ameaça à Europa. Este ceticismo estende-se a Itália (46%) e Bélgica (42%), superando as preocupações com Pequim em quatro das seis nações analisadas. Apenas em França e na Polónia é que a China continua a ser vista como um perigo superior ao americano.
A Rússia permanece isolada como o "inimigo claro", sendo identificada como uma ameaça direta por 70% dos europeus inquiridos. A Polónia surge como a grande exceção no apoio transatlântico: devido à proximidade geográfica com o território russo, apenas 13% dos polacos veem os EUA como um risco, mantendo a dependência militar de Washington.
O inquérito "European Pulse", conduzido pela Cluster17 para o Politico, ouviu mais de 6.600 pessoas na terceira semana de março. Os dados confirmam um distanciamento diplomático profundo entre os blocos, alimentado pela retórica de Trump em relação à NATO e pelas recentes tensões militares no Médio Oriente.
Cessar-fogo "mostra claramente que Trump procurava desesperadamente uma rampa de saída desta guerra"
Marcos Farias Ferreira, especialista em política internacional, analisa o anúncio de um cessar-fogo temporário entre os EUA e o Irão, momentos antes do fim do prazo estabelecido pelo presidente norte-americano para novos ataques a Teerão.
"Trump poderia dramatizar isto e dizer 'ou abrem o estreito ou vou dar ordens às minhas Forças Armadas para retomarem os bombardeamentos'"
Tiago Almeida Vasconcelos, analista de estratégia e política internacional, analisa a postura de Donald Trump perante a notícia de que o Irão mandou parar petroleiros no Estreito de Ormuz após violação do cessar-fogo por parte de Israel.
Trump vai discutir saída da NATO com Mark Rutte
"Declarações de Trump estão em completa contradição com a posição norte-americana desde o início da guerra"
Daniela Nascimento, especialista em Resolução de Conflitos, considera que os Estados Unidos não podem declarar, "em circunstância nenhuma", vitória neste conflito, "por muito que Donald Trump o queira fazer"
"Donald Trump tinha de arranjar uma saída para o sarilho em que se meteu"
O tenente-general Marco Serronha analisa o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão
Casa Branca nega planos para uso de armas nucleares após declarações de JD Vance
A Casa Branca negou que os Estados Unidos estejam a considerar o uso de armas nucleares contra o Irão, após declarações do presidente, Donald Trump, que ameaçou exterminar “uma geração inteira”.
A posição foi clarificada depois de um discurso do vice-presidente norte-americano, JD Vance, em visita a Budapeste, Hungria, no qual referiu que Washington D.C dispõe de “ferramentas” ainda não utilizadas no conflito.
“Nada do que o vice-presidente disse sugere” o recurso a armamento nuclear, explicou a Casa Branca numa mensagem divulgada nas redes sociais, rejeitando interpretações nesse sentido.
Vance tinha afirmado anteriormente que o presidente norte-americano poderá recorrer a todos os meios disponíveis caso Teerão não altere o seu comportamento, sublinhando que os Estados Unidos ainda aguardam uma resposta iraniana.
“Estamos confiantes de que poderemos obter uma resposta dos iranianos, seja positiva ou negativa”, disse Vance, acrescentando que Washington pretende garantir a livre circulação de petróleo e gás e evitar o que classificou como “terrorismo económico”.
As declarações de Vance surgem poucas horas antes do ultimato imposto por Trump ao Irão para reabrir o Estreito de Ormuz expirar, num contexto de crescente tensão militar entre Washington, Telavive e Teerão.
Trump propõe cortar 9.400 funcionários da TSA e 1,5 mil milhões de dólares do orçamento
A Casa Branca propõe cortar mais de 9.400 funcionários e pouco mais de 1,5 mil milhões de dólares do orçamento da Administração de Segurança nos Transportes (TSA), que conta com 60.000 funcionários e é responsável pelas operações de segurança nos aeroportos, de acordo com documentos orçamentais, segundo a Reuters.
Trump chama de "tolos" os americanos que se opõem à guerra contra o Irão
A partir da Casa Branca e questionado sobre o que diria aos americanos que se opõem à guerra, Trump respondeu que estes "são tolos".
"A guerra tem um único objetivo: o Irão não pode ter armas nucleares", justificou ainda.
Trump reitera prazo de segunda-feira para o Irão fechar um acordo
O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou o seu prazo de segunda-feira para que o Irão feche um acordo e abra o Estreito de Ormuz, sob pena de sofrer ataques às suas infraestruturas energéticas, numa entrevista telefónica com o repórter da Fox News, Trey Yingst.
Caso não cheguem a acordo com os EUA, estes irão assumir o controlo do petróleo iraniano, prometeu Trump.
"A administração Trump tem-se rodeado de nacionalistas cristãos que têm abusado da narrativa evangélica para legitimar a guerra"
O jornalista Joaquim Franco mede o impacto do discuro do chefe da igreja católica, Leão XIV, durante a bênção da Páscoa "Urbi et Orbi", na administração Trump.
Resgate do aviador é "muito importante para a comunicação MAGA de Trump, para esta ideia da pátria que não deixa ninguém para trás"
João Ferreira Dias, comentador da CNN Portugal, afirma que os EUA conseguiram ganhar uma "vantagem" ao "roubar o potencial negocial" do Irão, mas o regime não saiu necessariamente a perder depois do alegado resgate do soldado americano: "O Irão aproveitou isto para recompensar o povo e dizer: 'Vão caçar o inimigo, que serão homenageados'."
Donald Trump "quer acabar este conflito" - só "não o fará através de uma vitória militar porque sabe que não a vai ter"
Miguel Baumgartner, comentador da CNN Portugal, analisa os recentes desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente, depois de os EUA afirmarem esta madrugada que conseguiram resgatar com sucesso o segundo tripulante do caça abatido pelas defesas iranianas.
Trump anuncia novos bombardeamentos na terça-feira: "Abram o raio do Estreito, seus sacanas loucos, ou vão viver no inferno"
O presidente americano Donal Trump ameaça o Irão com novos bombardeamentos na terça-feira, se o estreito de Ormuz continuar fechado.
Na Truth Social escreveu: "Terça-feira será o Dia da Central Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irão. Não haverá nada igual!!! Abram o raio do Estreito, seus sacanas loucos, ou vão viver no inferno. Esperem para ver"
Trump dará conferência de imprensa na segunda-feira
"Resgatamos o tripulante/oficial do F-15, gravemente ferido e extremamente corajoso, do interior das montanhas do Irão. As Forças Armadas iranianas estavam à sua procura, em grande número, e aproximavam-se. É um coronel muito respeitado", afirma o presidente dos EUA, Donald Trump, numa nova mensagem na sua plataforma Truth Social sobre o resgate do segundo aviador norte-americano
"Este tipo de ataque raramente é tentado devido ao perigo para as 'pessoas e equipamento'. Simplesmente não acontece! O segundo ataque ocorreu após o primeiro, em que resgatamos o piloto em plena luz do dia, algo também invulgar, após sete horas a sobrevoar o Irão. Uma demonstração incrível de bravura e talento de todos!"
Trump anunciou ainda uma conferência de imprensa que terá lugar amanhã às 13:00 na Sala Oval (às 18:00 em Portugal continental)
Trump enviou "dezenas de aviões equipados com as armas mais letais do mundo" para resgatar soldado americano
A reportagem da CNN Internacional atualiza todos os detalhes da operação complexa levada a cabo pelos Estados Unidos para resgatar o tripulante americano.
"Os ultimatos de Trump não são bem ultimatos porque ele acaba sempre por apresentar uma justificação para prolongar esta guerra"
José Palmeira, especialista em Relações Internacionais, considera que o alegado resgate do tripulante norte-americano no Irão é uma "boa notícia" para Donald Trump, mas o abate das aeronaves "não deixa de desmentir o seu discurso triunfalista alegando superioridade aérea completa sobre o Irão".