AO MINUTO | Gémeas eram chamadas no Hospital de Santa Maria de "meninas do Presidente"
- Santa Maria tentou obter medicação para gémeas de forma gratuita ao inscrevê-las num sorteio científico mundial, mas não conseguiu
- Mãe das gémeas enviou um e-mail a Teresa Moreno a 14 de novembro de 2019
- A neuropediatra apenas viu as gémeas pela primeira vez a 2 de janeiro de 2020
- Teresa Moreno não sabia que a consulta tinha sido marcada e desmarcada nos Lusíadas. Teve conhecimento pela comunicação social
- A médica nega qualquer contacto direto com Nuno Rebelo de Sousa, Lacerda Sales ou com a sua secretária, nem Presidência da República
- Teresa Moreno diz que foi o diretor clínico Luís Pinheiro quem revelou 'cunha' acima da secretaria de Estado
Terminou a audição de Teresa Moreno, a neuropediatra que acompanhou as gémeas e prescreveu o Zolgensma. A médica garantiu que a decisão do tratamento foi clínica, mas acusou pressão política para a marcação da consulta, deixando no ar que a ordem surgiu de alguém “acima da secretaria de E
Teresa Moreno fala de uma maior curiosidade de Luís Pinheiro no caso das gémeas, revelando que “foram solicitados mais follow-ups sobre as gémeas”.
Gémeas eram chamadas “as meninas do Presidente”
Sobre o que se dizia nos corredores do hospital, Teresa Moreno diz que era dito, “entre o rumor e a brincadeira, dito a rir, ‘as meninas do presidente’. Isto até nas auxiliares da consulta”
Se as bebés tivessem ido para o Lusíadas, “seriam referenciadas a uma consulta” no público, garante a médica
"Nunca deixamos de tratar nenhum doente cá com os mesmos critérios"
Médica reconhece “Impulso emocional negativo” quando colocou no relatório clínico das bebés que a consulta tinha sido pedida pela secretaria de Estado.
“Obedeci a uma ordem hierárquica, irritou-me, mas obedeci”
“A carta [enviada ao diretor clínico[ estava no computador de quem a escreveu, i premium-se outra vez, não se reinventou a carta”
Médica diz que "neste tratamento específico" os pacientes deveriam ficar em Portugal, pelo "seguimento apertadíssimo que têm nos meses, dois anos, a seguir à medicação"
Em resposta a João Paulo Correia, do PS, Teresa Moreno diz que, “aparentemente, foi a familiar que marcou e desmarcou consulta nos Lusíadas”.
Teresa Moreno nega contacto com José Pedro Vieira, responsável da neuropediatria do Estefânia à data dos factos.
“Não tive direito a contraditório” no relatório da IGAS
Médica confirma rumores sobre interferência da Presidência da República sobre o caso das gémeas
“Acima dos secretários de Estado só há ministros e Presidentes”, comentou Moreno, de forma informal, com colegas.
“É o diz que disse”, mas médica revela que lhe disseram que marcação de consulta vinha de ordem “acima da secretaria de Estado”
Médica nega "coação" para dar luz verde ao medicamento
“Os meus superiores nunca interferiram na decisão de tratamento. Usei nas gémeas os critérios usados nos outros doentes e que se aplicam aos 36 doentes tratados até agora com Zolgensma. A decisão era médica, era minha”.