Em atualização

AO MINUTO | Tânger, Cotrim, Oliveira e Fidalgo em debate para as Europeias

2024-05-20
2024-05-20
22:12

Fim do debate

Termina aqui este acompanhamento Ao Minuto

2024-05-20
22:11

“Chega nunca foi pro-Rússia” apesar de integrar família política com “ligação”

Confrontado sobre a integração no grupo Identidade e Democracia (ID), Tânger Corrêa defende que o Chega “nunca foi pro-Rússia”. “Alguns partidos têm uma ligação”, admite.

O candidato lembra que o Chega e o IL votaram a resolução do partido para criminalizar Moscovo pela invasão da Ucrânia.

“Itália, com um governo conservador, é o país que neste momento mais apoio dá aos refugiados ucranianos”, aponta. É lembrado que o partido no governo em Itália não se insere no ID.

Assume que não irá alinhar em iniciativas de partidos do ID contra a Ucrânia? “Assumo totalmente essa responsabilidade. Podem contar com o Chega para defender a Ucrânia”, responde Tânger Corrêa.

2024-05-20
22:07

"Acredito tanto nos planos da Rússia para controlar a Europa como acreditei nas armas de destruição massiva do Iraque"

Se a Rússia vencer a Ucrânia, é uma ameaça para a Europa? “Acredito tanto nos planos da Rússia para controlar a Europa como acreditei nas armas de destruição massiva do Iraque”, reage o comunista, lembrando que este discurso é feito para “alimentar a guerra”.

2024-05-20
22:04

"O mundo democrático e livre tem a obrigação de se defender"

"Enquanto houver no espaço europeu, no espaço mundial, tiranos e tiranetes, imperalistas, sanguinários, disponíveis a sacrificar o seu povo e o dos outros para ambições pessoais, o mundo democrático e livre tem a obrigação de se defender", insiste Cotrim.

O liberal defende que serão necessárias "escolhas difíceis". "Se não tivermos crescimento económico, essas escolhas vão ser difíceis e pode resultar até em perdas desse tipo de políticas" de coesão.

2024-05-20
22:01

PAN quer mostrar que não “ficou preso no século passado” na defesa

O candidato do PAN diz que o partido deixou claro “quem é o adulto responsável da sala” e “quem ficou preso no século passado”.

É interrompido pelo comunista: “o papel dos ecologistas em relação à guerra é por cravo nas espingardas, não é defender a indústria do armamento”. “Foi preciso espingardas para deitar abaixo a ditadura”, reage Cotrim.

Fidalgo Marques acusa depois os comunistas de votarem contra o Acordo de Paris, “um dos pilares fundamentais” para essa transição climática. Oliveira clarifica depois que o PCP absteve-se.

“Temos de ser pragmáticos e objetivos: temos uma guerra na Europa. E temos de estar preparados para ela”, diz, dando o exemplo da vontade da criação de forças de intervenção rápida.

E insiste na contribuição sobre os lucros excessivos das empresas poluentes e na reflexão sobre uma má distribuição dos fundos para aumentar o esforço de defesa.

2024-05-20
21:52

Chega insiste que Portugal deve ter “capacidade dissuasora” na defesa

Como argumenta o Chega ser contra uma guerra em curso e querer tirar partido económico dela? O candidato argumenta que a indústria de defesa “não é necessariamente uma indústria que produz equipamentos ofensivos”.

Tânger Corrêa defende Portugal deveria ter uma “capacidade dissuasora”, porque Portugal é um “país geoestrategicamente fraco”.

2024-05-20
21:52

PCP insiste que indústria da defesa não é o caminho. IL responde: “se queres a paz, prepara-te para a guerra”

João Oliveira defende que a indústria da defesa não é o caminho para a reindustrialização defendida pelo PCP. “Não nos parece que seja esse o caminho que deva seguir o mundo. Pelo contrário, o mundo já gasta demasiado dinheiro em armas”.

“A corrida ao armamento não se faz nunca com um corredor só”, avisa.

“O que entendemos é que as nossas Forças Armadas devem ter as capacidades para cumprir a missão que a Constituição lhe atribuiu: a garantia da independência e da soberania nacional. Não é para participar em guerras de agressão nem irem morrer em nome da NATO”, atirou, fazendo depois uma crítica a Gouveia e Melo.

Cotrim de Figueiredo exalta-se, pedindo explicações ao comunista sobre como devem os ucranianos defender-se: “se queres a paz, prepara-te para a guerra”.

2024-05-20
21:47

Novo ataque ao Chega, “a seara em que frutificam as ideias antidemocráticas”

João Oliveira defende que o combate à desinformação se faz “com o aprofundamento da democracia, que é tudo o oposto do que disse o Tânger Corrêa”.

“O problema de fundo é a capacitação para serem pessoas de corpo inteiro e cidadãos críticos capazes de refletir sobre o mundo que têm à volta”, resume o comunista, insistindo no investimento no ensino.

E lembra que o discurso da extrema-direita “vai ao âmago disso”, porque uma sociedade desinformada é “a seara em que frutificam as ideias antidemocráticas”.

“Quando ouvimos o Chega a falar de liberdade de expressão, é uma conveniência de discurso”, porque o que procuram “é condicionar” essa mesma liberdade.

Na resposta, Tânger Corrêa diz ser “extraordinário” que o comunista fale em liberdade e democracia.

Cotrim de Figueiredo pede também aos comunistas que façam a sua “autocrítica” sobre os ataques dos regimes comunistas à liberdade de expressão.

Oliveira lembra a Holanda, onde liberais e conservadores se “juntaram à extrema-direita”.

2024-05-20
21:43

Cotrim usa ironia para criticar Chega e fala em prioridades na desinformação

João Cotrim de Figueiredo começa por referir que “há sempre teorias interessantes que o Tânger Corrêa traz para a discussão, esta do domínio das minorias ainda vou pensar nela para casa”.

O liberal lembra que o problema de desinformação é “grave”, havendo desinformação política e geopolítica.

“É muito tentador tentar matar esse risco, criando um problema ainda maior”, diz, argumentando que deixaria as “democracias pouco liberais” através do controlo do discurso.

“Sem nunca cair no risco de, a propósito do combate à desinformação, limitar a expressão das pessoas”.

2024-05-20
21:39

Chega: “Respeitamos as minorias, desde que sejam minorias”

Confrontado sobre o Chega e André Ventura tem sido alvo de bloqueios do Facebook por disseminarem discurso de ódio e ofensivo em relação a maiores, Tânger Corrêa defende que “a liberdade de expressão não pode ter limites, não há cá linhas, ou há ou não há”.

O candidato diz que as tentativas de calar o Chega são, em si, “discurso de ódio”.

“Lutamos por uma democracia. Em democracia, quem manda são as maiorias. As minorias têm de ser respeitadas, mas quem manda são as maiorias”, junta.

“O que estamos a ver neste momento, com as agendas woke e outro tipo de radicalismos, que esses sim são nocivos à evolução da democracia, é que as maiorias estão a tomar conta do discurso político e da narrativa social. Isso não podemos aceitar”, reage.

"As maiorias não podem ser postas em causa pelas minorias", insiste.

Porquê? “Porque isso vai contra os direitos das maiorias e são elementos destruidores da sociedade tal como a vemos”. “Respeitamos as minorias, desde que sejam minorias”, completa, quando confrontado se é intolerância.

2024-05-20
21:34

“Tem de haver uma linha vermelha no discurso de ódio, porque o discurso de ódio mata”

O candidato do PAN defende um maior investimento em “inovação e tecnologia” para o combate às notícias falsas e à desinformação, “muita dela criada pela extrema-direita”.

“Muitas vezes esta parte da cibersegurança é esquecida e é investimento que tem de ser assegurado”, junta.

E como se garante a liberdade de expressão? “Tem de haver uma linha vermelha no discurso de ódio, porque o discurso de ódio mata”.

2024-05-20
21:31

PAN rejeita regresso da austeridade: “não faz sentido nenhum”

Pedro Fidalgo Marques diz que “não faz sentido nenhum” admitir um regresso da austeridade com o regresso das regras orçamentais.

“Se estamos aos países um investimento em áreas fundamentais como a habitação ou as alterações climáticas, não podemos continuar presos nesta questão do défice e da dívida”, argumenta.

Cotrim lembra que o investimento verde faz parte das exceções às regras orçamentais.

2024-05-20
21:30

Chega quer menor controlo da Comissão: e acaba atacado pelas contradições de Ventura

Tânger Corrêa não consegue classificar as regras europeias como uma forma de estrangulamento nem de evitar o caos.

“Pode ser os dois, de alguma forma. Somos contra o reforço das normas orçamentais, completamente controladas pela Comissão. Achamos que a Comissão tem demasiado poder dentro das instituições europeias. Somos favoráveis a uma maior intervenção do Parlamento Europeu e do Conselho”, diz o candidato do Chega.

Porque foi “acusado de ser anti-europeísta”, Tânger Corrêa faz uma tomada de posição: lembra que já trabalhou para a União Europeia, que foi enviado especial para a paz no Kosovo. O candidato do PAN questiona se é candidato do Chega ou independente, perante as diferenças de posições.

“Somos sistematicamente acusados de dizer coisas que não dizemos, nem sequer pensamos”. Cotrim lembra que André Ventura queria fundos europeus a pagar pensões. O comunista João Oliveira reforça que o Chega agora quer fundos de pensões.

2024-05-20
21:25

CDU: controlo orçamental europeu “já pouco se distingue dos tempos da troika”

O esforço necessário para a transição climática pode fazer regressar a austeridade à Europa?

“Não, creio que não, mas tem que se fazer escolhas”, reage Cotrim de Figueiredo, que reforça depois a necessidade de “reter os melhores europeus”, perante a perda de competitividade do bloco.

O comunista João Oliveira defende que o regresso das regras orçamentais europeias vai dificultar o processo de transição verde. “Mais do Pacto de Estabilidade, está transformado num Pacto de Austeridade”, classifica, perante o “grau de controlo” dos orçamentos nacionais por Bruxelas.

“Já pouco se distingue dos tempos da troika”, diz. “Que exagero”, reage Cotrim.

2024-05-20
21:21

PAN: “Todos os anos são dados em apoios aos combustíveis fósseis o dobro do que Portugal recebeu em 38 anos”

Pedro Fidalgo Marques do PAN é desafiado a justificar onde se vai buscar os 500 mil milhões de euros necessários para fazer a transição ambiental.

O candidato começa por atirar ao Chega, dizendo que ficou “claro” que “o Chega quer colocar em causa o estilo de vida dos portugueses”.

O cabeça de lista lembra do retorno para a economia das energias renováveis e refere que são dados anualmente subsídios aos combustíveis fósseis “cerca de 300 mil milhões de euros”. Valor que compara com os valores recebidos de Portugal da União Europeia: “cerca de 160 mil milhões”.

“Todos os anos são dados em apoios aos combustíveis fósseis o dobro do que Portugal recebeu em 38 anos”, compara.

2024-05-20
21:15

João Oliveira: “desindustrialização foi, provavelmente, uma das maiores dificuldades que nos foi criada”

O candidato da CDU lembra que os comunistas têm defendido “outra abordagem” sobre a capacidade de produção em cada país e de “defesa dos setores produtivos”.

“E encontramos a situação de países como Portugal em que a desindustrialização foi, provavelmente, uma das maiores dificuldades que nos foi criada”, aponta.

João Oliveira defende uma abordagem para se “criarem condições para que cada país possa encontrar as soluções mais adaptadas à sua circunstância para poder desenvolver a sua produção”.

Oliveira fala da “política dos campões europeias” para vincar que a visão predominante é de que “a única forma de a União Europeia poder competir com outros blocos económicos” é através de “ganhos de escala” – algo que “é em prejuízo da ideia da coesão”.

2024-05-20
21:11

Tânger Corrêa: “Não é por haver mais integração europeia que a Europa vai voltar a ser competitiva novamente”

Seria a favor de transferir competências dos Estados para Bruxelas? “Não”, responde Tânger Corrêa. “Somos a favor de um maior entendimento entre os países, mas não um entendimento forçado”.

O candidato lembra que a origem do problema está na deslocalização da indústria para a Ásia, “com mão-de-obra mais barata”. Acabou por representar uma “transferência tecnológica” que deixou a Europa “menos competitiva”.

“Não é por haver mais integração europeia que a Europa vai voltar a ser competitiva novamente”, diz. “Defendo que os mercados nacionais podem ser mais competitivos do que são”, responde, perante uma integração dos mercados.

2024-05-20
21:07

Cotrim: “A Europa está a ficar para trás e as pessoas não têm noção da dimensão deste atraso”

O debate começa com a perda de competitividade da Europa. Como se coloca a Europa a crescer com um mercado único fragmentado e empresas sem escala global?

“A Europa está a ficar para trás e as pessoas não têm noção da dimensão deste atraso”, começa o liberal Cotrim de Figueiredo.

O candidato fala numa “dificuldade” da Europa de “manter os olhos na bola”. “Deixámos de ter a paz assegurada, deixámos de ter as liberdades suficientemente defendidas e deixámos de ser prósperos”, lamenta.

O liberal lembra que há diretivas que nao estão a ser bem "transportas" ou "executadas".

2024-05-20
20:54

Arranca agora o debate

Boa noite,

Bem-vindo a este acompanhamento Ao Minuto daquele que é o quarto debate a quatro para as eleições europeias de 9 de junho.

O painel de hoje é composto pelos cabeças de lista destas forças políticas

- Chega, António Tânger Corrêa

- Iniciativa Liberal: João Cotrim de Figueiredo

- CDU: João Oliveira

- PAN: Pedro Fidalgo Marques