Luís Montenegro vs Rui Rocha - AO MINUTO
IL quer pacto para a Justiça mas responsabilizar quem estiver no poder
Rui Rocha é favorável ao envolvimento de todos os partidos, mas não quer uma visão de um pacto como forma de que nunca vai existir.
O liberal quer responsabilizar quem estiver no poder de promover o pacto, mas também que tome decisões.
"Não quero mesmo que qualquer alteração seja no sentido de aumentar as possibilidades de aumentar a intromissão da política na Justiça", conclui, admitindo a preocupação com a corrupção também pelo lado da prevenção.
Montenegro aberto a contributos de todos os partidos para a Justiça
Luís Montenegro admite acordos para um pacto na Justiça com todos, até com o Chega.
O presidente do PSD diz que será difícil atingir um consenso, mas recebe bem qualquer contributo de qualquer partido.
"É superior a qualquer querela partidária", acrescenta.
Rui Rocha teme ver Mortágua a gerir a Caixa Geral de Depósitos
Rui Rocha discorda. Lembra o debate com Mariana Mortágua e a questão dos juros do crédito a habitação e as mudanças de opinião de Pedro Nuno Santos.
O presidente da Iniciativa Liberal não quer o banco público, temendo a "intromissão" de Mariana Mortágua.
O liberal admite o apoio da Caixa na última crise económica, mas lembra os milhares de milhões investidos no banco, reiterando que "não podemos ter um banco sujeito à intromissão política".
"É melhor poupar o país a essa situação. Agora não vai acontecer, mas não sabemos daqui a dez anos", acrescenta.
Montenegro diz que Portugal tem "necessidade de ter um banco público"
A Caixa Geral de Depósitos é outro ponto de desacordo. A IL é a favor da privatização, mas a AD tem uma "posição de princípio".
Luís Montenegro tem uma visão de que Portugal tem "necessidade de ter um banco público", falando da "excelente gestão" e dos resultados positivos do banco.
"Tem de haver um reduto de salvaguarda, uma válvula de segurança", acrescenta, apelando ao respeito pelos depósitos portugueses, mas também a segurança a dar aos investidores.
Rui Rocha quer uma ADSE para todos
Rui Rocha recusa complexos ideológicos, vê "terreno comum" entre ambos e admite entendimentos nas PPP, mas traça uma diferença.
"Para o PSD é possível recorrer aos privados quando o SNS falha. Para nós essa escolha deve existir sempre", afirma, comparando esse cenário à utilização de ADSE para todos.
"É colocar as pessoas na posição que os funcionários públicos têm com a ADSE", acrescenta, falando de pontos de partida diferentes, nomeadamente pela liberdade de escolha.
Montenegro diz que não é possível universalizar o SNS, mas Rui Rocha diz que "já não vamos lá com remendos" no serviço público.
"SNS é forte mas deve estar ao serviço dos portugueses", reitera.
Montenegro traça "diferença conceptual" com a IL
Montenegro assume uma "diferença conceptual" entre ambos, entendendo que a base do sistema de saúde é o SNS, que deve garantir os acessos necessários aos cidadãos, cumprindo a Constituição.
O presidente do PSD lembra a capacidade limitada do serviço, destacando a necessidade de os setores social e privado colaborarem no serviço público.
"A base da proposta da IL é um bocadinho diferente, mais concorrencial, onde a liberdade de escolha estaria assumida ao início", afirmou, voltando a dizer que também neste ponto o objetivo final deve ser o mesmo.
"Pessoas têm de ser premiadas quando fazem mais que as outras"
Montenegro admite que ambos querem chegar a um ponto comum e até que a forma de lá chegar é semelhante, mas foca a necessidade de estimular a economia também pelos jovens.
"As pessoas têm de ser premiadas quando fazem mais que as outras, quando fazem melhor que as outras", sublinha, acusando o Estado de desincentivar os empresários.
Rui Rocha responde novamente com a questão da Função Pública, dizendo que as pessoas que têm uma mesma função ganham o mesmo independentemente do desempenho.
"Não queremos que as pessoas ganhem menos", diz, destacando a importância de distinguir os méritos.
IL quer "mais dinheiro no bolso" para quem trabalha
Rui Rocha reconhece a emergência com os jovens e percebe as propostas do PSD para o setor, mas assinala que há um prejuízo a partir do momento que fazem 35 anos.
O presidente da Iniciativa Liberal vê a questão dos prémios "melhor que a que o PS apresenta hoje", mas critica o facto de o 15.º mês deixar de fora várias pessoas, incluindo funcionários públicos.
"A proposta da IL é para todos. Representa a transformação do país para quem quer crescer pelo seu trabalho, seja no Estado ou no privado", afirma, dizendo que "quem trabalha tem de ter mais dinheiro no bolso".
Ambição a mais ou falta dela?
Rui Rocha deixa dez propostas à AD, começando pelos impostos. Diz o liberal que há mais ambição do seu lado, traçando uma diferença entre ambos.
"A nossa proposta muda a vida das pessoas", diz, acusando o PSD de ser pouco mais ambicioso que o PS.
Montenegro responde. Diz que há ambição na AD para "alavancar" maior riqueza e melhores salários para um Estado social mais eficaz.
"A visão de Rui Rocha é muito redutora da visão fiscal da AD", afirma, reconhecendo o exemplo concreto, mas complementando que a descida do IRS é acompanhada por propostas como a taxa máxima de 15% para jovens até aos 35 anos e a isenção de IRS em prémios de produtividade.
Rui Rocha diz que "solução para o país está nesta mesa"
Rui Rocha diz que os portugueses "percebem" que "a solução para o país está nesta mesa".
Qualquer voto diferente "atrasa" a solução, sendo o contrário "manter o PS no Governo".
Apesar disso o liberal diz que não é o voto na AD que é suficiente para resolver os maiores problemas do país.
"Há um voto que traz mesmo mudança, porque não temos mais tempo. E esse voto que muda mesmo o país é na IL", reitera, reafirmando a transparência do partido.
Entendimento com a IL? Montenegro diz que corrida é com Pedro Nuno
O presidente do PSD afirma que a Iniciativa Liberal "não integrou a AD por vontade própria".
Luís Montenegro lembra que o partido inviabilizou o governo dos Açores, atirando para uma "vitória histórica" da AD e responsabilizando os dirigentes da IL.
Diz o social-democrata que a atitude liberal é legítima, mas que o que está em causa é a eleição de um primeiro-ministro.
"A escolha entre duas opções: PS e Pedro Nuno Santos e a AD e eu próprio liderar um governo", diz, traçando as linhas para os eleitores e pedindo-lhes que tenham este fator em conta.
IL quer solução "que se aplica a Miguel, que se aplica a António"
O presidente da Iniciativa Liberal entende que não são as circunstâncias judiciais a definir a política.
Para Rui Rocha há uma posição de princípio, pelo que o partido entende que Miguel Albuquerque não tem condições para continuar e que devem ser marcadas novas eleições, recusando apoiar um governo com o atual presidente do Governo Regional.
O liberal diz mesmo que deve ser aplicada a mesma solução do Governo nacional, depois da demissão de António Costa.
Montenegro confia em Albuquerque e admite que possa ser recandidato na Madeira
O presidente do PSD garante que o partido está sempre preparado para ir a eleições, falando sobre a questão da Madeira.
Questionado se admite Miguel Albuquerque como candidato, Luís Montenegro diz apenas que confia no candidato.
Admira Obama e dava "um bilhete de ida para Bruxelas a João Cotrim Figueiredo": 120 segundos para conhecer Rui Rocha
A TVI/CNN Portugal traz-lhe 120 segundos de factos e curiosidades sobre os candidatos de todos os partidos. Às vezes é quanto basta para os ficarmos a conhecer melhor. Desta vez é Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal
Tem talentos culinários, arrepende-se "do que fez algures em janeiro de 2019" e quer agradecer à senhora do café que lhe arranjou as calças: 120 segundos para conhecer Luís Montenegro
A TVI/CNN Portugal traz-lhe 120 segundos de factos e curiosidades sobre os candidatos de todos os partidos. Às vezes é quanto basta para os ficarmos a conhecer melhor. Desta vez é Luís Montenegro, presidente do Partido Social Democrata
Um café com: Luís Montenegro recandidata-se a líder do PSD se perder as eleições legislativas (e vai pedir na campanha "uma maioria que o deixe governar"; sobre a Madeira: ficou em silêncio "por lealdade")
Luís Montenegro garante que nem a derrota nas eleições legislativas de 10 de março o vai afastar da liderança do PSD, assumindo mesmo que se recandidata novamente à liderança do partido.
Depois de dizer que não governará com o Chega, Luís Montenegro assegura que “não é comigo” que André Ventura irá governar. “Isto é um assunto muito sério, não é para estar aqui com brincadeiras. O PSD tem uma liderança, a liderança é assumida por mim e a nossa liderança já balizou as condições com que vamos exercer a governação, o doutor André Ventura depois tomará as decisões que entender”, vinca.
Sobre a sua continuidade no PSD caso não consiga vencer as eleições legislativas, Luís Montenegro rejeita sair. “Eu tenho um mandato que vou cumprir. O PSD é muito maior do que eu, eu não tenho nenhuma tentação de me fazer maior que o PSD”, mas rejeita sair mesmo em cenário de derrota legislativa.
Quanto à dificuldade em conseguir uma maioria de direita sem o Chega, Montenegro diz que “o PSD vai lutar para conseguir essa maioria sozinho, no âmbito da Aliança Democrática”. Luís Montenegro diz ainda que pedirá “uma maioria que nos deixe governar”, deixando o aviso que um “voto no Chega ajuda a manter um governo do PS”.
Numa altura em que a crise política na Madeira domina o espaço político, Luís Montenegro quebrou finalmente o silêncio, mas apenas em parte, sem se adiantar muitos nos comentários. O líder social-democrata defende que Miguel Albuquerque fez bem em demitir-se, tendo tomado a “decisão correta” num “momento inesperado”. “Quem decidiu demitir-se foi o próprio”, diz, descartando qualquer pressão do PSD nacional nesta matéria e dizendo mesmo que não está para “tutelar o PSD Madeira”.
Sobre o seu silêncio sobre a crise política na Madeira, Luís Montenegro diz que foi por uma questão de “lealdade”. “Nunca falei dessa possibilidade [da demissão de Miguel Albuquerque] sem que fosse veiculada por quem devia de ser, que era pelo próprio Miguel Albuquerque, por uma razão de lealdade, para com a pessoa e para com a autonomia regional”, vinca, deixando claro que o objetivo não é “tutelar o PSD Madeira”.
No entanto, o líder social-democrata critica Ireneu Barreto, representante da República, mas diz-se preparado para ir a eleições no arquipélago. “O PSD Madeira está preparado para ir a votos”, assegura.
Outro ponto: vai aos Açores para a noite eleitoral, "sou de dar o corpo às balas".
Um café com…: assumido "radical por denunciar o que está mal", Rui Rocha diz que o país "precisa de um primeiro-ministro liberal"
Mudou de imagem: tirou os óculos, fez a barba, mas Rui Rocha garante que a mensagem se mantém. O presidente da Iniciativa Liberal diz que já andava muitas vezes sem óculos, e até assegura que vê bem na mesma.
No arranque da rubrica “Café com…”, da CNN Portugal, o líder dos liberais afirmou que a Iniciativa Liberal “é o partido com princípios mais democráticos”.
Uma conversa de quase meia hora conduzida por Anselmo Crespo, e no qual foi abordado o papel do partido no dia após as eleições, mas também as expetativas para o resultado de 10 de março.
Rui Tavares acusa Chega de "cavar discurso de ódio e agressividade" e admite "dimensão criminal" após polémica sobre os filhos
O porta-voz do Livre afirmou que existe uma dimensão criminal a ser investigada após divulgação de dados sobre os seus filhos. Na chegada à TVI, onde vai debater com Luís Montenegro, Rui Tavares acusou o Chega de "cavar um discurso de ódio e divisão em Portugal".