Em atualização

Mariana Mortágua vs Paulo Raimundo - AO MINUTO

Coordenadora do Bloco de Esquerda e secretário-geral do PCP num debate à esquerda
2024-02-11
Pulsómetro - saiba mais
2024-02-11
22:29

PCP diz que guerra na Ucrânia tem cinco lados

Paulo Raimundo diz que não acredita que uma guerra mundial seja o cenário vindouro.

O secretário-geral do PCP acredita nas forças da paz, mas lembra que há conflitos de décadas, como na Palestina, que continuam por resolver.

Questionado sobre o orçamento para a defesa, o comunista não esclarece a posição, dizendo apenas que a União Europeia, Estados Unidos e NATO são tão intervenientes na guerra como Rússia e Ucrânia.

2024-02-11
22:27

Mortágua diz que autodeterminação da Ucrânia é condição para a paz

Mariana Mortágua defende uma "voz própria" da União Europeia em matéria de defesa.

A coordenadora do Bloco de Esquerda quer uma organização de sistemas de defesa independentes da NATO, até porque os 27 perderam essa voz na Ucrânia.

Uma voz que era essencial para caminha para a paz, diz, defendendo a autodeterminação do povo ucraniano para que essa paz possa ser alcançada.

Mortágua critica também a questão da integração migratória.

2024-02-11
22:25

Eutanásia? Questão muito complexa, diz PCP

Paulo Raimundo concorda que há divergências, dizendo que há visões diferentes sobre o projeto europeu. Mas o secretário-geral do PCP separa-se das "negociatas" de Angola.

Já sobre a eutanásia, questão "muito complexa", Paulo Raimundo diz que existe um quadro específico a levantar um conjunto de problemas.

2024-02-11
22:22

Eutanásia, Ucrânia e regimes comunistas. Mortágua separa Bloco do PCP

Mariana Mortágua diz que o governo socialista saído de 2015 é aquele em que os portugueses "guardam melhor memória".

Apesar disso a bloquista reconhece as divergências em algumas matérias. A eutanásia é uma delas, com o Bloco de Esquerda a favor e o PCP menos esclarecedor sobre a matéria.

Mas há também divisões internacionais, nomeadamente em relação à Ucrânia ou a natureza de regimes como o chinês ou o angolano.

2024-02-11
22:19

Habitação? E a Cultura, pergunta Paulo Raimundo

Também o PCP discorda das medidas apresentadas por Pedro Nuno Santos. Paulo Raimundo diz que estas propostas deixam de fora os lucros imobiliários e a banca.

Mas o comunista diz que há outro problema por discutir: a Cultura.

Paulo Raimundo quer que esse seja um tema.

2024-02-11
22:16

Mortágua critica propostas do PS para a habitação

Continuam as questões sobre o PS, nomeadamente sobre as medidas apresentadas pelo PS. Mariana Mortágua quer antes ver propostas para baixar os preços das casas, e não propostas de recurso.

São, diz a bloquista, propostas que "não atacam os problemas", porque não há regras para controlar os preços das rendas, porque não há regras para baixar os juros do crédito à habitação.

"Há zonas no centro de Lisboa onde existem mais unidades de alojamento local que casas. Acontece no centro de Lisboa e no centro do Porto", afirma, lamentando a "expansão do número de hotéis".

O controlo do alojamento local é, assim, um dos focos do Bloco de Esquerda.

2024-02-11
22:12

CDU quer maioria de esquerda "que obrigue o PS a vir"

O secretário-geral do PCP diz que tudo o que foi positivo contou com o contributo dos comunistas.

Diz Paulo Raimundo, lembrando 2015, que a CDU não diz que o PS é igual ao PSD. "O problema não são as diferenças, é onde eles se assemelham", disse, falando nas opções sobre os interesses dos grupos económicos e apontando exemplos de Banif ou BES.

Também não se distinguem, diz, na questão da legislação laboral: "Tudo o que tem que ver com salários, veja-se as posturas..."

"PSD nunca faltou à chamada e o PS de facto roubou-lhe as bandeiras", reitera, dizendo que o PS é o PS que se apanhou com a maioria absoluta, com condições de governação, e até com dinheiro, tomou as opções que tomou.

Questionado se admite um acordo por escrito com o PS, Paulo Raimundo diz que a única forma de haver avanços é constituir uma maioria no Parlamento "que obrigue o PS a vir".

2024-02-11
22:09

Mortágua diz que silêncio do PS fala por si

Mariana Mortágua defendeu um acordo pré-eleitoral com o PS, mas os socialistas recusaram. A coordenadora do Bloco de Esquerda queria previsibilidade antes das eleições, dizendo que é no seu campo político que estão as respostas.

"Sabemos como é possível subir o salário médio em Portugal", diz, pedindo o fim da precariedade e a regulação dos contratos de trabalho.

Sobre o silêncio do PS, Mortágua diz que é ao PS que a pergunta deve ser feita - o silêncio fala pelo PS.

Mas também fala da falta de resposta em Portugal, como a falta de resposta do SNS às mulheres que querem fazer uma interrupção voluntária da gravidez.

2024-02-11
22:05

Raimundo diz que voto na CDU "obrigará o PS a cumprir todas as promessas"

Segue-se Paulo Raimundo. O secretário-geral do PCP assinala os 17 anos da vitória do sim no referendo da interrupção voluntária da gravidez.

Ainda noutra nota, Paulo Raimundo diz que os tempos atuais, e assinalando a libertação de Nelson Mandela há 34 anos, dão sinais de esperança.

Sobre a afirmação de Pedro Nuno Santos, o comunista diz que será nas maiorias do Parlamento que se vai decidir o destino do país.

Foi sempre assim, indica o secretário-geral do PCP, que entende que é na CDU o único voto útil, que "obrigará o PS a cumprir todas as promessas que está a fazer agora".

2024-02-11
22:03

Mortágua diz que Pedro Nuno Santos disse uma falsidade

A coordenadora do Bloco de Esquerda diz que Pedro Nuno Santos disse uma falsidade, referindo que o PS não teve uma maioria em 2015 e isso não impediu uma maioria à esquerda.

Mariana Mortágua diz que as maiorias se determinam na Assembleia da República, esperando que os votos de dia 10 de março possam indicar uma solução que resolva os problemas do país.

2024-02-11
21:51

BE propõe aumento de salário mínimo de 900€ para 2024 e 50€ todos o anos

A subida dos salários médios é outra “urgência” para o Bloco de Esquerda e voltando a defender a medida de “leques salariais” contra a economia da desigualdade.
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2024-02-11
21:50

Mariana Mortágua só aceita acordo com o PS “escrito” e negociado “antes das eleições”

UM CAFÉ COM...

A menos de um ano de ter sido eleita coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua olha para as eleições legislativas como uma nova oportunidade de entendimento com o Partido Socialista - e isto entre as inúmeras críticas que continua a fazer ao partido agora liderado por Pedro Nuno Santos.

Em entrevista a Anselmo Crespo, Mariana Mortágua assegura que “o Bloco de Esquerda mostrou-se disponível para constituir uma maioria, para negociar um acordo, para permitir ao país ter políticas para superar o desastre da maioria absoluta em várias áreas, saúde e habitação são dois exemplos”. E diz que a “disponibilidade é coerente ao longo do tempo”, mas este acordo tem de ser feito antes de os portugueses irem às urnas.

“O que dissemos e continuamos a dizer é que o entendimento, os principais pontos de diálogo, debate sobre propostas, tem de ser feito antes das eleições porque os eleitores têm direito a saber, quando vão votar, o que podem esperar dos vários partidos, quais as suas disponibilidades para entendimentos, quais as principais prioridades, quais as principais propostas e quais as medidas sobre as quais pode haver entendimento. Essa é a proposta do Bloco de Esquerda”, vinca a coordenadora-geral. E diz que o acordo tem de ficar “escrito” para que possa ser escrutinado.

Mariana Mortágua defende que “entre 2015 e 2019” Portugal teve a “legislatura mais estável de que há memória, foi também a única legislatura em que se cumpriu aquilo que estava acordado”. E, sublinha, foi assim também porque o acordo estava escrito.

Sobre a queda da geringonça em 2021, Mariana Mortágua acusa o PS de, à data, estar “obcecado com uma ideia de maioria absoluta” e dá o exemplo do Serviço Nacional de Saúde como uma bandeira vermelha para o partido ter batido o pé ao orçamento apresentado na altura. “Em 2021, o Bloco de Esquerda bateu-se por um programa para fixar profissionais no SNS, nomeadamente um programa de exclusividade, e, se ele tivesse sido aprovado, o SNS não estava no caos que está hoje.” E sobre a atual proposta do Bloco de Esquerda para este setor, Mortágua diz que o primeiro passo é “impedir” que os médicos e enfermeiros saiam do país e que o regime de exclusividade apenas é possível com “melhorias de carreiras”, descartando qualquer “preconceito” com o setor privado, que, para Pedro Nuno Santos, pode vir a ser uma mais-valia para atuar no imediato na situação atual do SNS. “Onde e quando o serviço público [de saúde] não chega, é óbvio que é preciso contratualizar cos privados, o essencial é que as pessoas tenham acesso à saúde.”

E sobre o facto de, ainda assim, ter sido o partido de António Costa a ganhar uma maioria absoluta, custando lugares na Assembleia da República ao Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua acusa os socialistas de “dominarem” uma certa narrativa sobre o assunto. “A partir do momento em que o orçamento foi chumbado, houve uma disputa de narrativas e o PS conseguiu dominar essa narrativa sobre as causas do chumbo do orçamento. Com o passar do tempo as coisas ficaram mais claras”, dizendo que “foram orçamentos que degradam o SNS”.

“Não há nada de teatro nisto, o Bloco quer entendimentos para resolver os problemas do SNS, queria em 2021, quer agora em 2024. O que eu acho é que, em 2024, depois de uma maioria absoluta do PS, as pessoas compreendem as razões do Bloco de Esquerda ao longo deste tempo todo e porque defendemos o SNS este tempotodo”, destaca a coordenadora nacional.

A maioria absoluta foi amplamente criticada por Mariana Mortágua, que diz que “não há quem não saiba do desastre da maioria absoluta, mesmo dentro do Partido Socialista não há quem não reconheça o desastre da maioria absoluta”, afirmando ainda que “todos os ministros foram corresponsáveis” pelo estado atual do país, também na habitação.

2024-02-11
21:49

Quis ser bombeiro e Benfica é a sua palavra preferida: 120 segundos para conhecer Paulo Raimundo

A TVI/CNN Portugal traz-lhe 120 segundos de factos e curiosidades sobre os candidatos de todos os partidos. Às vezes é quanto basta para os ficarmos a conhecer melhor. Desta vez é Paulo Raimundo, do PCP

2024-02-11
21:49

Tem consigo uma lista dos financiadores do partido de André Ventura, é introvertida e gostava de ter uma memória de elefante: 120 segundos para conhecer Mariana Mortágua

A TVI/CNN Portugal traz-lhe 120 segundos de factos e curiosidades sobre os candidatos de todos os partidos. Às vezes é quanto basta para os ficarmos a conhecer melhor. Desta vez é Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda.

2024-02-11
21:49

Paulo Raimundo considera "irrepetível" a geringonça de 2015 mas não fecha a porta a novo acordo com o PS (também não a abre muito)

UM CAFÉ COM...

Naquelas que são as suas primeiras eleições legislativas enquanto secretário-geral do PCP, cargo que ocupa desde 5 de novembro de 2022, Paulo Raimundo defende que o Partido Socialista apenas é um “partido confiável” quando não tem maioria absoluta na Assembleia da República.

“O PS é um partido confiável a partir do momento em que não tenha na sua mão a força toda para impor o seu projeto porque, se tiver a força toda, estes últimos dois anos revelam ao que vem”, diz, dando como exemplo uma das bandeiras da campanha de Pedro Nuno Santos, o fim das portagens em algumas autoestradas. “Por que razão agora e não nos últimos anos em que houve maioria absoluta?”

Sobre a quebra da aliança com o PS em 2021, Paulo Raimundo coloca as culpas no partido liderado então por António Costa. “Há duas formas de olhar para esses acontecimentos em 2021 - ou o PCP fez cair o governo ou o PS forçou a que o PCP fosse obrigado a não acompanhá-lo no orçamento, dizendo-se “inclinado” para a segunda.

Quando questionado sobre se o PCP, voltando atrás no tempo, deixaria cair a ‘geringonça’ mesmo sabendo que isso iria custar a perda de deputados na Assembleia da República, Paulo Raimundo dá a entender que sim. “Não peçam ao PCP para pôr uma assinatura num documento que já sabíamos à partida que não ia responder aos problemas”, diz, sem responder diretamente à questão.

Questionado sobre se admite ou não novo entendimento com o PS em 2024, não responde nem "sim" nem "não" - diz que não pode responder dessa maneira porque há condições que vão além de um "sim" ou de um "não", condições mais complexas que a simplicidade de uma resposta com uma palavra só. Mas não fecha a porta a nada.

E sobre o facto de o PS ter conseguido uma maioria absoluta após o fim da ‘geringonça’, o secretário-geral comunista diz que “o PS conseguiu impor uma narrativa” colada àquelas que diz terem sido propostas comunistas, reconhecendo que “se calhar é um bocadinho demasiado dizê-lo desta forma”. E deu um exemplo concreto para se fazer entender: “Nos últimos discursos de António Costa enquanto dirigente do Partido Socialista, há uma intervenção curiosa em que medidas que identifica como positiva foram aquelas que o PCP propôs - o passe, os manuais escolares...”.

A chegada de Pedro Nuno Santos à liderança do Partido Socialista não muda em nada a forma como Paulo Raimundo olha para o partido do Largo do Rato. “O PS é o PS”, diz. “No fim do dia, o PS é o PS”, volta a dizer, desvalorizando o facto de Pedro Nuno Santos ser visto dentro e fora do partido como mais chegado à ala esquerda socialista.

Em conversa com Anselmo Crespo, Paulo Raimundo refere ainda que “para nós é muito claro” que um voto no PS não é o mesmo que um voto na Aliança Democrática (AD) e destaca que “esse partido” - referindo-se ao Chega - “tem tanto tempo de antena, tanto tempo de antena, que farei o máximo possível para não lhe dar mais tempo de antena”.

Sem mencionar o nome do partido de André Ventura, Paulo Raimundo considera que “as pessoas insatisfeitas, indignadas, têm três opções” nestas eleições legislativas: “ou não vão votar” ou “transferem os votos para partidos mais verbais, menos verbais” ou “transferem o voto para aquele partido de protesto que também é de soluções e que é o PCP”.

2024-02-07
01:32

Entre Bloco de Esquerda e CDU correu tudo bem até chegarmos à eutanásia e à Ucrânia

Questão de costumes e visões internacionais de ambos os partidos chocaram. Até lá houve uma certeza: votos na esquerda são essenciais para reeditar uma solução como a geringonça
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