GUERRA NO MÉDIO ORIENTE • AO MINUTO | Houthis anunciam captura de importante arquipélago para o comércio mundial
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Irão está novamente a produzir mísseis balísticos, avança o The Wall Street Journal
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Houthis dizem que o tráfego no Mar Vermelho é seguro para para todas as empresas, menos as sauditas
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Israel anuncia detenção de dez alegados membros do Hamas na Cisjordânia
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Gaza enterra 100 corpos recuperados nos últimos dias
Papa pede fim da violência contra civis na Cisjordânia
O Papa Leão XIV apelou este domingo ao fim da violência contra a população civil palestiniana na Cisjordânia e instou a comunidade internacional a avançar no sentido da solução de dois Estados, para uma paz justa e duradoura.
“Reitero o meu apelo para que cessem os repetidos atos de violência contra a população civil palestiniana na Cisjordânia”, afirmou o pontífice, após a tradicional oração do Angelus, que hoje presidiu a partir do palácio pontifício de Castelgandolfo.
O papa pediu “urgentemente” à comunidade internacional “que garanta o avanço no sentido da solução de dois Estados para uma paz justa e duradoura” na Palestina.
Siga ao minuto:
Petróleo Brent sobe mais de 6% e dispara para mais de 107 dólares
O preço do barril de Brent para entrega em novembro subiu esta quinta-feira 6,34 %, situando-se nos 107,63 dólares no fecho da sessão no mercado de futuros de Londres, o seu nível mais alto desde meados de maio, no contexto da escalada do conflito no Médio Oriente.
O petróleo do Mar do Norte, referência na Europa, subiu hoje 6,42 dólares na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, em comparação com o preço de liquidação da última sessão, quando se situou nos 101,21 dólares.
O Brent continuou nesta quinta-feira a sua tendência de alta e registou uma recuperação significativa durante a sessão, tendo chegado mesmo a ultrapassar os 108 dólares.
Exército israelita mata um palestiniano num ataque a um veículo em Gaza
O Exército israelita matou esta quinta-feira pelo menos um palestiniano num ataque a um veículo na Faixa de Gaza, segundo fontes médicas desse enclave palestiniano, o que eleva para 5 o número total de mortos do dia.
Segundo o pessoal do hospital Al Naser, em Gaza, um bombardeamento israelita contra um veículo que circulava em Jan Yunis (sul da Faixa) matou pelo menos um homem, identificado como Mumin Yabr Abu Lebda, de 33 anos.
O ataque, segundo estas fontes, feriu ainda várias pessoas e provocou incêndios na zona do impacto.
O Exército israelita ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Esta manhã, um primeiro ataque israelita contra uma habitação a norte de Gaza matou um casal e as suas filhas de 8 e 12 anos, segundo informou à EFE o hospital Shifa, em Gaza, que recebeu os corpos.
Num comunicado, o Exército israelita afirmou que o ataque teve como alvo uma "estrutura militar" próxima da "linha amarela" a partir da qual se encontram as tropas israelitas e "de onde tinha sido previamente identificada a operação terrorista".
O comunicado acrescentou que o pai da família morta, Mumin Abdel Rahman Ahmad — cujo nome foi confirmado por fontes médicas de Gaza —, era "um militar que tinha participado diretamente em combates contra as tropas das FDI (Forças de Defesa de Israel)".
De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde de Gaza, as tropas israelitas mataram 73.670 pessoas desde o início da ofensiva de Israel em Gaza, em outubro de 2023, das quais 1.359 desde a entrada em vigor do cessar-fogo, há agora onze meses.
Apesar dessa trégua, todos os dias Israel lança ataques em Gaza que causam várias mortes, por vezes com drones contra alvos específicos que costuma atribuir a membros do Hamas e, noutras ocasiões, contra palestinianos próximos da chamada "linha amarela", a partir da qual se encontram as tropas israelitas.
“Na cabeça de Donald Trump não há competição política, há apenas inimigos”
Rui Henrique Santos, comentador da CNN Portugal, analisa o impacto do discurso de Donald Trump, durante a madrugada desta quinta-feira, no decurso da guerra no Irão.
Opositor israelita processa mulher de Netanyahu por "teorias da conspiração"
O opositor Yair Golan vai processar a mulher do primeiro-ministro israelita por alegadas “teorias da conspiração” promovidas por Sara Netanyahu, sugerindo que o ex-general sabia previamente dos ataques do grupo islamita palestiniano Hamas em 7 de outubro de 2023.
O líder do partido de esquerda Democratas interpôs um processo por difamação e incitamento à violência, condenando “teorias da conspiração engendradas por mentes maliciosas", com o objetivo de prejudicar a sua dignidade e reputação, segundo documentos judiciais citados hoje pela agência France-Presse (AFP), a menos de dois meses das eleições legislativas em Israel.
Em resposta às declarações de Sara Netanyahu, Golan exige uma indemnização de 2,5 milhões de shekels (cerca 700 mil euros), de acordo os documentos judiciais.
No final de agosto, a mulher do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, sugeriu, durante uma entrevista a um canal televisivo próximo do Governo, que o antigo general e atual político opositor estava ao corrente dos ataques executados pelo Hamas no sul de Israel, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.
Yair Golan já estava "vestido e pronto" ao amanhecer de 7 de outubro de 2023, "enquanto outros não sabiam de nada, incluindo o primeiro-ministro", afirmou Sara Netanyahu na entrevista, embora sem o acusar explicitamente de cumplicidade.
“Afinal, quem é o primeiro-ministro para saber que uma guerra está prestes a começar? Para quê dar-lhe conhecimento?”, questionou sarcasticamente.
"É uma realidade que não se vai concretizar": Agostinho Costa garante que a guerra "não acaba" quando Trump disse
O major-general Agostinho Costa, especialista militar da CNN Portugal, analisa o impacto do discurso de Donald Trump, durante a madrugada desta quinta-feira, no decurso da guerra no Irão.
Trump acaba de fazer uma "jogada arriscadíssima"
Nuno Miguel Lemos, especialista em Relações Internacionais, analisa o impacto do discurso de Donald Trump, durante a madrugada desta quinta-feira, no decurso da guerra no Irão.
Situação na Cisjordânia é "extremamente preocupante", diz Paulo Rangel
O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou esta quinta-feira que a situação na Cisjordânia é “extremamente preocupante”, justificando as limitações ao comércio de bens produzidos nos colonatos defendidas por Portugal e outros 11 países.
“Numa altura em que a situação na Cisjordânia é extremamente preocupante, [Portugal] reitera aquela que tem sido a nossa posição e que temos sempre defendido no quadro da União Europeia” perante o aumento dos colonatos israelitas na região, ilegais perante o Direito Internacional, disse Paulo Rangel.
Numa posição divulgada na terça-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros de 12 Estados - Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido - confirmaram a intenção de introduzir restrições nacionais e apoiar medidas europeias que limitem o comércio de bens provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia.
Esta posição, afirmou o chefe da diplomacia portuguesa aos jornalistas à margem de uma audição no parlamento, “não tem nenhuma novidade” do ponto de vista de Portugal.
“Na verdade, não dissemos nada de novo relativamente àquilo que eu tenho defendido sempre nos Conselhos dos Negócios Estrangeiros da União Europeia e que tenho dito publicamente”, comentou, admitindo que para o Reino Unido, “tem algumas novidades”.
Irão está novamente a produzir mísseis balísticos, avança o The Wall Street Journal
Guarda Revolucionária do Irão diz que atingiu navio americano não-tripulado no estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária do Irão anunciou esta quinta-feira ter atingido um navio americano não-tripulado no estreito de Ormuz.
Irão está novamente a produzir mísseis balísticos, avança o The Wall Street Journal
O The Wall Street Journal avança esta quinta-feira que o Irão está novamente a produzir mísseis balísticos utilizando componentes em stock.
Citando fontes americanas e do Médio Oriente, o jornal afirma que o Irão está a produzir os mísseis em instalações subterrâneas, incluindo em Khojir, no norte do país.
De acordo com as fontes, Teerão está a fabricar tanto mísseis de propulsão líquida como de propulsão sólida.
Houthis anunciam captura de importante arquipélago para o comércio mundial
Houthis capturam arquipélago de Hanish, perto do estreito de Bab el-Mandeb
Os Houthis conquistaram o arquipélago de Hanish, perto do estreito de Bab el-Mandeb, afirmaram duas fontes do governo iemenita à Reuters.
A conquista deste arquipélago sucede-se à tomada da cidade costeira de Mocha, também esta quinta-feira, naquela que é uma importante conquista para o esforço dos Houthis para controlar as águas do estreito.
Ofensiva dos Houthis vai acabar quando "os ataques ao Iémen terminarem e o bloqueio for levantado"
Segundo Mohammed Abdul Salam, porta-voz dos Houthis, "as operações em curso cessarão quando os ataques ao Iémen terminarem e o bloqueio for levantado", noticiou a Al Jazeera.
Salam afirmou que os ataques do grupo "limitam-se a alvos específicos e têm caráter defensivo".
Gasolina deve descer na próxima semana, mas gasóleo pode voltar a subir
Petróleo Brent acima de 105 dólares por barril, o valor mais elevado desde maio
O petróleo Brent ultrapassou hoje os 105 dólares por barril, o valor mais elevado desde maio, devido à escalada do conflito no Médio Oriente, que se está a alastrar com ataques dos houthis do Iémen.
Pelas 14:35 (hora de Lisboa) o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em novembro, subia 3,58%, para 104,83 dólares, depois de ter atingido 105,84 dólares, o valor mais elevado desde maio.
O equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em outubro, avançava 3,66%, para 99,57 dólares, depois de ter atingido 100,88 dólares.
Houthis dizem que o tráfego no Mar Vermelho é seguro para para todas as empresas, menos as sauditas
O Centro de Coordenação de Operações Humanitárias do Iêmen, comandado pelos houthis, anunciou que o tráfego no Mar Vermelho é seguro para todas as empresas marítimas, menos para as sauditas, noticiou a Reuters.
Irão suspende a cobrança de taxas aos petroleiros estrangeiros com destino a portos iranianos
O Irão suspendeu a cobrança de uma taxa de 10% que aplicava aos navios estrangeiros que exportavam ou importavam petróleo e gás para o país persa, uma medida tomada no contexto do cerco marítimo que os Estados Unidos impuseram aos portos iranianos.
"O vice-presidente para os Assuntos Jurídicos (Mayid Ansari) emitiu uma ordem para suspender a cobrança de uma taxa de 10% sobre os custos de transporte de derivados de petróleo e gás importados e exportados por frotas marítimas não iranianas", informou esta quinta-feira a agência Fars.
O meio de comunicação iraniano indicou que o objetivo da suspensão da taxa é «aumentar o incentivo e a disponibilidade das frotas marítimas estrangeiras para transportar mercadorias de ou para o Irão».
Produção de petróleo bruto da OPEP no Golfo aumenta 1,6%, apesar da forte queda no Irão
A produção de petróleo bruto dos países da OPEP no Golfo Pérsico aumentou 1,6% em agosto em relação ao mês anterior, apesar da acentuada queda na produção do Irão (-16%), compensada principalmente pelo forte aumento da produção no Iraque, segundo informou esta quinta-feira o cartel com sede em Viena.
Os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) extraíram, em agosto, 24 milhões de barris por dia, mais 1,46% do que no mês anterior, de acordo com dados de fontes independentes incluídos na análise mensal do mercado publicada hoje pelo grupo.
A produção dos doze países do grupo (incluindo ainda os Emirados Árabes Unidos, que anunciaram a sua saída em maio) é 15% inferior à de janeiro, antes da guerra desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que provocaram bloqueios no Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo consumido no planeta.
Os autores do documentário sobre Gaza em Veneza: "O assassinato de civis continua"
Os realizadores israelitas Yuval Abraham e Rachel Szor estrearam esta quinta-feira no Festival de Veneza o seu documentário "Naza", no qual denunciam a estratégia de destruição e massacres em Gaza, e, durante a apresentação, acusaram o seu país de cometer crimes sistémicos no enclave palestiniano.
"Não sei quantos de vós sabem, mas o assassinato de civis em Gaza continua. Só esta semana, durante este festival, uma menina de sete anos foi assassinada juntamente com o pai no seu carro. Israel bombardeou uma escola em Gaza. O que mostramos é algo que continua a acontecer e, por isso, sentimos a necessidade de tornar essa negação mais difícil", afirmou Abraham na conferência de imprensa da Mostra.
Os dois realizadores, que fazem parte da equipa que rodou o filme vencedor de um Óscar "No Other Land" (2024), estrearam na competição de Veneza o seu último trabalho, "Naza", um documentário no qual entrevistam, nos telhados de Telavive, oficiais do Exército israelita (ocultando a sua identidade) para revelar a estratégia de destruição de Gaza.
O filme foi aceite no festival "in extremis", uma semana antes do seu início, e esta quinta-feira foi recebido com grande expectativa e aplausos.
"Naza", o termo utilizado pelos comandantes israelitas para se referirem às "vítimas colaterais" dos seus bombardeamentos em Gaza, baseia-se nos testemunhos utilizados em reportagens dos últimos anos por meios de comunicação como "The Guardian", que produz o filme.
Rachel Szor explicou na conferência de imprensa que, embora "muitas" das declarações já sejam conhecidas, "é diferente ouvir as pessoas que conceberam e operaram esses sistemas a falar perante as câmaras".
"Neste filme, conversámos com 24 oficiais dos serviços secretos e soldados israelitas para analisar um sistema de assassinatos, de assassinatos em massa, que se baseia na vigilância em massa", referiu o seu colega durante a apresentação.
Abraham recordou que as provas dos "crimes" israelitas "estão aí", também recolhidas pelos jornalistas no terreno, mas afirmou que ouvir soldados e oficiais do exército "pode tornar mais difícil negar" os factos.
Szor, por seu lado, sublinhou que o objetivo final é "exercer pressão sobre Israel para que isto acabe".
O documentário foi filmado à noite, enquanto pelas janelas dos edifícios residenciais de Telavive se pode ver a vida aparentemente tranquila dos seus habitantes.
"O nosso filme foi rodado na escuridão e, de certa forma, creio que é um reflexo da escuridão em que todos vivemos. É um filme que, na minha opinião, não oferece muitos motivos para a esperança", declarou o realizador.
Embora tenha deixado claro que, se se aspira a um futuro "de luz", tem de haver "um reconhecimento" e "uma prestação de contas" pelos crimes que foram cometidos contra a população de Gaza.
Agência nuclear da ONU confirma atividade na Montanha de Kolang
Segundo a Bloomberg, a Agência Internacional de Energia Atómica da ONU confirmou atividades de construção na Montanha de Kolang, um dos locais mas protegidos do Irão.
Ainda não há confirmação das atividades que ocorrem nesta região, mas os Estados Unidos suspeitam que o Irão usa a Montanha de Kolang para fins nucleares.
"Há alguns indícios de que há movimento neste local", disse Rafael Grossi, diretor da entidade da ONU. "Não dispomos de informações concretas sobre as atividades que possam estar a decorrer".