GUERRA NO MÉDIO ORIENTE • AO MINUTO | Radicais iranianos sabotaram acordo de paz de Teerão com Trump
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Irão está novamente a produzir mísseis balísticos, avança o The Wall Street Journal
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Houthis dizem que o tráfego no Mar Vermelho é seguro para para todas as empresas, menos as sauditas
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Israel anuncia detenção de dez alegados membros do Hamas na Cisjordânia
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Gaza enterra 100 corpos recuperados nos últimos dias
Como será feito o desarmamento do Hamas?
O desarmamento do Hamas em Gaza era um dos principais pontos de discórdia, mas o Hamas concordou.
Isto significa que o grupo terá de entregar as suas armas à Força Internacional de Estabilização (ISF). As áreas de intervenção serão identificadas e desmilitarizadas, e depois passa-se para a fase seguinte, após verificação por um organismo independente.
Os grupos mais pequenos em Gaza serão primeiro desarmados, antes de o Hamas começar a desmantelar a sua infra-estrutura militar estatal, composta por túneis, depósitos de armas e instalações de produção.Serão recolhidas todas as armas pesadas, os túneis e depósitos serão encerrados e os combatentes que operam estas instalações serão desmobilizados.
Este será um "processo muito técnico", onde uma das principais questões será como armazenar as armas recolhidas em segurança.
Finalmente, todas as armas pessoais em Gaza terão de ser "descartadas" de acordo com a lei palestiniana.
A ISF desempenhará três funções. Em primeiro lugar, vai apoiar a formação de uma nova força policial palestiniana. Em seguida, posicionar-se-á entre os israelitas e o povo de Gaza, à medida que os israelitas começarem a retirar, e por fim supervisionará o processo de desarmamento, que inclui o desarmamento da extensa rede de túneis em Gaza.
As autoridades norte-americanas afirmaram que o plano foi deliberadamente construído com base no princípio da "confiança zero" e com verificação, pelo que nem o Hamas nem Israel avançarão para a fase seguinte até que o outro cumpra os seus compromissos.
Os representantes dos EUA e do Conselho de Paz acreditam que este é um novo começo para Gaza, que pode criar algo novo e diferente. No entanto, alertam que todo o processo levará algum tempe: a parte da desmilitarização, disseram, poderá demorar entre 200 a 300 dias.
A Força Internacional de Estabilização será supervisionada por um general americano, mas afirmam já ter o compromisso de várias nações para uma força total de cerca de 5.000 pessoas.
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Radicais iranianos sabotaram acordo de paz de Teerão com Trump
Radicais iranianos sabotaram o acordo de paz de Teerão com o Presidente dos Estados Unidos ao lançarem um ataque não autorizado contra um navio no Estreito de Ormuz, violando o cessar-fogo acordado, noticiou hoje o New York Times.
Segundo o jornal norte-americano, que cita responsáveis do Irão, uma fação iraniana mais conservadora está por trás do ataque a uma embarcação com bandeira do Qatar no Estreito de Ormuz, a 07 de julho, sem o conhecimento do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ou do comandante-chefe da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi.
O artigo, baseado em fontes anónimas, afirma que grande parte da liderança do país desconhecia que uma fação radical tinha decidido agir por conta própria, o que contribuiu para o colapso das negociações com a administração de Donald Trump, que reimpôs o bloqueio naval ao Irão a 14 de julho, após os ataques.
"Estes esforços clandestinos frustraram o ímpeto dos pragmáticos mais moderados no Irão para conseguir o fim das hostilidades com os Estados Unidos e a recuperação da debilitada economia do país", indica o texto, citado pela agência noticiosa espanhola EFE e que tem por base testemunhos de cinco altos funcionários iranianos e dois membros da Guarda Revolucionária.
O diário alega que os radicais tiveram sucesso, em parte, porque o novo Líder Supremo, o ‘ayatollah’ Mojtaba Khamenei, a única figura com autoridade para resolver tais disputas, não aparece em público desde março.
A notícia surge no mesmo dia em que o Presidente Trump declarou que os Estados Unidos "sairão" do Irão "a não ser que" Washington decida "ficar com o petróleo", depois de, no sábado, ter afirmado que a guerra terminaria após as eleições intercalares norte-americanas de 03 de novembro.
"Declínio da administração americana começa a ser surpreendente para todos nós"
Mário Crespo, comentador da CNN Portugal, analisou a visita de Donald Trump à Irlanda, marcada por comentários sobre a unificação do país, e os 25 anos do 11 de Setembro.
Trump afirma que EUA “vão sair” do Irão, "a menos que" Washington decida "ficar com o petróleo como aconteceu na Venezuela"
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou este domingo que os EUA "vão sair" do Irão, "a menos que" Washington decida “ficar com o petróleo, tal como na Venezuela”, onde reiterou que ainda não vê condições para a realização de eleições.
“No final, vamos sair (do Irão), a menos que decidamos ficar e ficar com o petróleo, como na Venezuela. Já não se fala da Venezuela, pois não? Recebemos milhares e milhares e milhares de milhões de milhões de dólares. Pagámos a guerra muitas vezes”, declarou o mandatário aos meios de comunicação social na Irlanda.
Primeiro a "retaliação de grande escala" depois o sangrento conflito sem fim: eis as opções para resolver o conflito com os houthis
IDF anunciam que eliminaram dois membros do Hamas num ataque na cidade de Gaza
As forças armadas israelitas afirmaram ter neutralizado dois membros do Hamas na cidade de Gaza no sábado, depois de a comunicação social palestiniana ter noticiado que duas pessoas tinham sido mortas e 13 ficaram feridas num ataque israelita na zona.
Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), citadas pelo jornal israelita Haaretz, os dois homens faziam parte da unidade de engenharia da ala militar do Hamas. As forças armadas acusaram os dois de produzir e desenvolver armas, afirmando que as suas ações constituíam uma «violação sistemática do cessar-fogo» assinado em outubro de 2025.
Donald Trump prevê fim da guerra com o Irão após as eleições intercalares nos Estados Unidos
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou este domingo que espera ver o fim do conflito armado com o Irão ainda este ano, apontando para uma resolução logo após a realização das eleições intercalares norte-americanas, marcadas para novembro.
O líder da Casa Branca associou o desfecho das hostilidades a um alívio imediato no custo global da energia, prevendo uma descida expressiva nos preços do petróleo e da gasolina.
"O conflito com o Irão vai acabar logo a seguir, talvez antes, mas vai acabar logo após as eleições intercalares. A gasolina vai cair a pique", afirmou Trump em declarações aos jornalistas em Doonbeg, na Irlanda, à margem do torneio de golfe Irish Open.
Teerão avisa que acordo marítimo com Omã não reabre o Estreito de Ormuz
O aguardado acordo bilateral entre o Irão e o Sultanato de Omã para regular o tráfego no Estreito de Ormuz não vai desencadear a reabertura imediata desta via marítima estratégica, admite o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.
Em declarações ao jornal Al-Araby Al-Jadeed, o chefe da diplomacia de Teerão adiantou que a delegação iraniana vai apresentar os termos práticos do entendimento e as cartas náuticas com a nova delimitação geográfica durante um encontro multilateral com os Estados do Golfo, agendado para esta segunda-feira em Mascate.
O plano desenha um canal de trânsito conjunto entre a costa iraniana e as águas territoriais omanis para reorganizar a entrada e saída do Golfo Pérsico.
Israel intensifica bombardeamentos no sul do Líbano após visita surpresa do Presidente libanês
A Força Aérea de Israel intensificou, este domingo, as operações de bombardeamento contra a província de Nabatieh, no sul do Líbano. A nova vaga de ataques aéreos surge no dia seguinte à deslocação surpresa do Presidente libanês, Joseph Aoun, à capital regional para avaliar os danos e as necessidades da população afetada pelo conflito.
De acordo com a Agência Nacional de Notícias libanesa (ANN), caças israelitas executaram pelo menos duas incursões consecutivas na zona da colina de Al Dabsha, nos arredores de Nabatieh al Fawqa, a sul do perímetro urbano principal. Até ao momento, não há registo de vítimas mortais ou feridos resultantes destas investidas.
A agência estatal libanesa reportou ainda três bombardeamentos adicionais sobre a localidade de Kfar Tebnit, situada a curta distância do setor visado inicialmente. O governo libanês classificou os ataques como uma escalada deliberada por parte das forças de Telavive.
Vários geradores em hospitais de Gaza deixam de funcionar devido à falta de combustível e peças de substituição
Diversos geradores elétricos em hospitais da Faixa de Gaza deixaram de funcionar ao longo dos últimos dias devido à escassez prolongada de combustível, óleos industriais e peças sobressalentes, de acordo com o Ministério da Saúde local, sublinhando que a interrupção no fornecimento de energia coloca os cuidados hospitalares essenciais sob risco imediato de paralisia.
Segundo as autoridades de saúde do enclave, os equipamentos entraram em falha operacional de forma sucessiva. A tutela acrescenta que os carregamentos de combustível autorizados por Israel a entrar no território representam volumes muito reduzidos, sendo suficientes apenas para alimentar serviços mínimos e intervenções médicas de emergência iminente.
Israel mata dois palestinianos num ataque aéreo no sudoeste da cidade de Gaza
As forças armadas israelitas mataram este domingo dois palestinianos num ataque aéreo contra uma viatura no bairro de Tal Al Hawa, a sudoeste da cidade de Gaza, adiantaram fontes médicas do Crescente Vermelho Palestiniano à agência EFE.
O Hospital Al-Shifa recebeu os corpos das duas vítimas mortais, transportadas em ambulâncias daquela organização de socorro.
A instituição prestou assistência e encaminhou ainda outros 13 feridos no mesmo bombardeamento para o Hospital Al-Quds.
Questionado pela EFE, o exército israelita confirmou ter visado a viatura e garantiu que os dois ocupantes eram "terroristas do Hamas", sem apresentar provas adicionais.
O movimento islamista palestiniano, por seu lado, não confirmou até ao momento se as duas vítimas mortais pertenciam às suas fileiras.
Irão denuncia que Estados Unidos estão a bloquear acesso da população a bens alimentares e medicamentos
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, denunciou este domingo que a guerra promovida por Washington contra o seu país está a impedir a população de aceder a "alimentos e medicamentos", numa alusão ao endurecimento das sanções e ao bloqueio naval norte-americano imposto a Teerão.
Numa mensagem publicada na rede social X, o chefe de Estado persa questionou a postura norte-americana: "Se são humanos, por que razão privam as populações de água, comida e medicamentos?".
O responsável acusou os Estados Unidos de estarem a travar "uma guerra contra as infraestruturas civis, os recursos alimentares e os meios de subsistência do povo".
"Se os americanos são corajosos, que enfrentem as nossas bravas forças armadas", desafiou Masoud Pezeshkian, assegurando que os cidadãos iranianos "não se deixam intimidar" e que o país "não vai ceder" a este nível de coerção.
Teerão confirma ataque contra navio comercial iraniano no Estreito de Ormuz
Um navio mercante iraniano foi alvo de um ataque no Estreito de Ormuz, que causou uma vítima mortal e três feridos, informaram as autoridadesi iranianas.
"Um navio mercante foi atingido por volta das 05:00 (02:30 em Lisboa) desta manhã ao largo da ilha de Hengam e da ilha de Qeshm. Uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas", afirmou, sem especificar a origem deste ataque, o governador da cidade de Qeshm, Amir Teymouri, citado pela televisão estatal e pela agência Tasnim.
Foram relatadas várias explosões durante a noite nas proximidades de Qeshm, que é a maior ilha do estreito de Ormuz.
O Gabinete de Operações Marítimas Comerciais do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês), informou esta madrugada que um navio que atravessava o Estreito de Ormuz foi atingido por um projétil de origem desconhecida, sem indicar se o incidente causou vítimas ou danos materiais.
"A UKMTO recebeu um relatório sobre um incidente no Estreito de Ormuz. Um projétil desconhecido atingiu um navio enquanto este atravessava o estreito", indicou a organização num comunicado divulgado nas redes sociais, precisando que não dispunha de informações sobre a situação dos membros da tripulação, a extensão dos possíveis danos no navio ou as eventuais repercussões ambientais decorrentes do impacto.
"Apesar de tudo o que disse, Donald Trump pode simplesmente decidir que, finalmente, é altura de passar para uma ofensiva terrestre"
O jornalista da CNN Portugal Rolando Santos afirma que as recentes conquistas dos Houthis no Mar Vermelho podem precipitar uma operação terrestre por parte dos EUA.
"Os Houthis são muito mais que um proxy do Irão. O Iémen é um Estado muito frágil"
Manuel Serrano, comentador da CNN Portugal, analisou a situação atual do Iémen, com foco nas conquistas recentes dos Houthis no Mar Vermelho.
Liderança de Donald Trump "é de baixa complexidade, profundamente binária, sem zonas cinzentas"
O comentador da CNN Portugal Rui Henrique Santos abordou as promessas feitas por Donald Trump no recente discurso em Dallas, na convenção intercalar do Partido Republicano.
Discurso de Donald Trump em Dallas "significa que tem alguns problemas de uma qualquer dimensão da saúde"
José Azeredo Lopes, comentador da CNN Portugal, analisou a convenção da última semana do Partido Republicano, marcada pelos discursos de Donald Trump e JD Vance.
"Netanyahu parte para as eleições com o discurso gasto e fragilizado"
O comentador da CNN Portugal Miguel Baumgartner analisou a atualidade política de Israel, país que vai a eleições legislativas a 27 de outubro, com foco nas alegações de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu saberia de um possível ataque do Hamas ao território do país antes do 7 de Outubro.
Projétil lançado pelos Houthis faz dois feridos na Arábia Saudita
O Arábia Saudita anuncia que um projétil lançado pelos Houthis atingiu Jizan e fez dois feridos.
De acordo com a Defesa Civil saudita, citada pela Reuters, o projétil provocou danos numa mesquita, em vários edifícios e carros.
Ouvidas duas explosões no mar junto à ilha de Qeshm
De acordo com a Reuters, foram ouvidas duas explosões vindas do mar na ilha iraniana de Qeshm.
Pelo menos 76.000 deslocados no Iémen desde julho
Pelo menos 76 mil pessoas fugiram das suas casas com a intensificação dos confrontos no Iémen, anunciou hoje a ONU, alertando para um agravamento da crise no país.
“Pelo menos, 76.000 pessoas fugiram das suas casas desde julho com a intensificação dos combates”, anunciou, em comunicado, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), alertando que esta crise se está a agravar rapidamente e muda a “cada hora”.