Em atualização

GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | EUA atacam três petroleiros do Irão, Israel bombardeia Líbano e Washington rejeita expulsão de palestinianos de Gaza

2026-09-05

O QUE ESTÁ A ACONTECER

2026-07-31
06:15

Hamas confirma acordo mas diz que se Israel não implementar o acordo, "nós também não o faremos"

Uma alta autoridade do Hamas disse à BBC que o grupo concordou com o plano do Conselho de Paz para o desarmamento completo em Gaza.

Um membro da equipa de negociação do Hamas afirmou que a questão das armas do grupo está ligada à retirada de Israel de Gaza, bem como ao projeto de reconstrução no território.

"O acordo contém uma cláusula clara que afirma que Israel deve comprometer-se e cumprir as suas obrigações. Se Israel não implementar o acordo, nós também não o faremos", afirmou Ghazi Hamad, citado pelo The Guardian e pela Al-Jazeera.

“Não daremos um único passo a menos que tenhamos a certeza de que Israel também cumprirá os seus compromissos."

A Agence France-Presse também citou Hamad dizendo: "Israel não vai interferir na questão do desarmamento. O Comité Nacional para a Administração de Gaza vai gerir e executar a catalogação e o armazenamento de armas de acordo com o calendário acordado". 

Hamad explicou que o acordo de Gaza foi alcançado após negociações “longas e difíceis” que começaram há cerca de seis meses. O Hamas falou com os mediadores, incluindo os qataris, os turcos e os egípcios.

Segundo Hamad, o Hamas está a fazer “concessões em prol do nosso povo na Faixa de Gaza, para o salvar da morte e da deslocação”.

Siga ao minuto:

2026-09-06
09:34

Explosão de camião-tanque no Irão faz 11 mortos e sete feridos

Um camião-tanque de transporte de petróleo explodiu no oeste do Irão, provocando pelo menos 11 mortos e sete feridos, noticiam os media estatais.

A agência IRNA noticiou, na noite de sábado para domingo, que o camião colidiu com outros veículos antes de pegar fogo perto de um posto da polícia de trânsito, nas imediações da cidade curda de Sanandaj, cerca de 400 quilómetros a oeste da capital, Teerã.

A agência cita uma falha no sistema de freios como causa do acidente.

Os feridos foram transportados para hospitais.

2026-09-06
09:02

Quatro mortos em ataque israelita ao Líbano. "Isto pode indiciar uma escalada considerável por parte de Israel"

João Sousa, jornalista em serviço especial para a CNN a partir do Líbano, faz um ponto da situação após mais um ataque israelita que fez pelo menos quatro mortos no país vizinho

2026-09-06
08:34

Irão ataca navios e um drone naval dos EUA no Estreito de Ormuz

O Irão anunciou este domingo que as suas forças atacaram um drone naval dos EUA que tentava entrar no Estreito de Ormuz, horas depois de atacar navios em retaliação ao ataque norte-americano contra três petroleiros no sábado à tarde.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica — o braço ideológico das forças armadas do Irão — declarou no domingo que "atacou uma embarcação de superfície não tripulada militar americana" que tentava entrar no estreito, segundo um comunicado divulgado pela televisão estatal.

A mais recente onda de confrontos, iniciada com ataques dos EUA na semana passada, ocorre perante um impasse no conflito, que já se prolonga há seis meses.

O Irã mantém o seu controlo rígido sobre o estratégico Estreito de Ormuz, enquanto Washington prossegue com um bloqueio retaliatório aos portos iranianos.

Washington também continua a tentar sufocar a economia iraniana, impondo sanções a entidades com vínculos financeiros à República Islâmica, na tentativa de forçá-la a ceder.

2026-09-06
08:21

Israel volta a atacar sul do Líbano e acusa Hezbollah de enviar drones contra soldados

Israel afirmou hoje que atacou o sul do Líbano, após ter abatido um dos dois drones que acusa terem sido lançados pelo grupo xiita libanês Hezbollah contra o exército israelita "na zona de segurança daquele país".

Num comunicado divulgado nas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que "hoje, terroristas da organização Hezbollah lançaram dois drones contra soldados das FDI que operavam na zona de segurança no sul do Líbano".

Os soldados "abriram fogo e abateram um dos drones", sem que se tenham registado feridos entre os militares.

As FDI acrescentaram que o incidente "constitui uma violação flagrante por parte da organização terrorista Hezbollah"

"Em resposta, as FDI estão a realizar ataques no sul do Líbano", acrescentaram.

As forças armadas israelitas reiteraram no comunicado que vão continuar a operar na zona libanesa "para eliminar qualquer ameaça contra civis israelitas e soldados das FDI".

2026-09-05
23:25

Líbano: "Estávamos aqui sentados e, de repente, um míssil atingiu-nos"

Três pessoas morreram e 23 ficaram feridas num ataque israelita no Líbano.

2026-09-05
23:22

"Gostaria de pensar que as autoridades israelitas vão levar todas as nossas preocupações muito a sério"

O correspondente da CNN Internacional em Israel, Jeremy Diamond, acompanhou uma visita do embaixador americano à comunidade americana na Cisjordânia.

2026-09-05
20:59

Irão condena ataque dos EUA contra petroleiros e ameaça resposta “mais severa” se ações continuarem

O Irão condenou este sábado os ataques norte-americanos contra três dos seus petroleiros e avisou que, caso as ações se repitam, responderá “de forma mais severa do que antes” contra navios dos Estados Unidos na região.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano “condenou veementemente” os ataques deste sábado contra “navios mercantes iranianos no golfo Pérsico e no mar de Omã”, classificando-os como uma violação da Carta das Nações Unidas e um “crime de guerra”.

“A responsabilidade pelas consequências da continuação das ações agressivas e intervencionistas dos Estados Unidos na região recairá sobre o regime norte-americano e os seus cúmplices e parceiros”, afirmou o ministério em comunicado.

O porta-voz do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya, tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, advertiu também para consequências militares caso prossigam os ataques contra navios iranianos e o cerco aos portos do país.

“Se continuarem as provocações e as interferências contra os navios iranianos, juntamente com o bloqueio marítimo do Irão, os ataques iranianos contra navios militares norte-americanos na região serão intensificados e existe a possibilidade de esses ataques serem alargados”, avisou Zolfaghari, citado pelos meios de comunicação iranianos.

As Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram este sábado três petroleiros iranianos depois de o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica ter lançado mísseis balísticos contra dois navios de guerra da Marinha norte-americana que patrulhavam as águas da região, informou o Comando Central dos EUA (CENTCOM).

Num comunicado, o CENTCOM explicou que um porta-aviões e um contratorpedeiro lança-mísseis norte-americanos “conseguiram evitar com sucesso vários ataques iranianos” e que nenhum militar dos Estados Unidos ficou ferido.

Os ataques norte-americanos deste sábado acontecem depois de Washington ter realizado esta semana as ações mais intensas em mais de um mês contra a República Islâmica, provocando 19 mortos, quatro dos quais durante um casamento.

Teerão respondeu com bombardeamentos contra o Kuwait, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

O Irão bloqueou o estreito de Ormuz depois do início da guerra, em 28 de fevereiro, e transformou o controlo da passagem numa das principais formas de pressão no conflito. Teerão conseguiu paralisar quase todas as exportações de petróleo, exige autorização aos navios que pretendem atravessar o estreito e ataca embarcações que tentam contornar o bloqueio.

Os Estados Unidos estabeleceram, por sua vez, um cerco a portos e navios iranianos e conseguiram nas últimas semanas restabelecer parte do tráfego marítimo através do estreito, por uma rota mais a sul e próxima de Omã, segundo especialistas em petróleo e no Médio Oriente.

2026-09-05
20:58

Nove habitantes de Gaza feridos por míssil intercetor israelita lançado contra fogo das próprias forças de Israel

Nove habitantes de Gaza ficaram feridos na noite deste sábado na Cidade de Gaza, no norte do enclave, depois de serem atingidos por destroços de um míssil intercetor lançado por engano por Israel contra fogo proveniente das próprias Forças Armadas israelitas.

Segundo informou o Exército israelita em comunicado, um míssil intercetor foi lançado contra um “alvo falso que foi posteriormente identificado como fogo das FDI [Forças de Defesa de Israel] proveniente de operações realizadas no sul da Faixa de Gaza”.

A EFE testemunhou uma explosão e uma coluna de fumo no céu da Cidade de Gaza provocadas pelos destroços da interceção, que caíram numa zona onde vivem pessoas deslocadas, perto da chamada linha laranja, até onde se estende o controlo israelita.

Questionado pela EFE, o Exército confirmou que o míssil intercetor “atingiu o alvo sobre o céu da Cidade de Gaza”, acrescentando que o incidente está a ser investigado.

Fontes médicas de Gaza confirmaram que nove pessoas ficaram feridas devido aos destroços da explosão. Algumas foram transportadas pelo Crescente Vermelho Palestiniano para o hospital de campanha da organização.

O Crescente Vermelho informou que os feridos se encontravam no bairro de Al Tufah, no nordeste da Cidade de Gaza, principal cidade do enclave palestiniano, onde vive aproximadamente um milhão de pessoas, cerca de metade da população da Faixa.

2026-09-05
19:52

Exército e colonos israelitas invadem várias aldeias no centro da Cisjordânia

O exército israelita e grupos de colonos (protegidos por militares) atacaram hoje, pelo menos, 11 aldeias e vilas da província de Ramala, no centro da Cisjordânia, ao mesmo tempo que o embaixador norte-americano, Mike Huckabee, visitava palestinianos da região.

Em Al Mugáyer, a nordeste de Ramala, um grupo de colonos entrou com o seu gado em terras palestinianas, segundo relatou à agência de notícias palestiniana Wafa o presidente do conselho local, Amin Abu Aliya.

Posteriormente, as tropas israelitas também entraram na aldeia e dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra as casas, perto da habitação onde se realizava o luto por dois jovens da aldeia mortos na quarta-feira num outro ataque de colonos e militares.

Não foram registados feridos neste novo incidente.

Em Burqa, a leste de Ramala, colonos causaram danos em culturas e oliveiras, denunciou à agência palestiniana o presidente do conselho local, Sáyel Kanaán.

À noite, o exército israelita invadiu, sem efetuar detenções, as aldeias de Arura, Abuein, Yalyulia, Ayul, Ein Arik, Kafr Nima, Bilin e Járbaza Bani Hariz, de acordo com fontes de segurança e locais citadas pela Wafa.

Os ataques ocorreram no mesmo dia em que dois colonos israelitas entraram de mota em Turmusaya, a cerca de 100 metros do local onde Huckabee visitava residentes com cidadania norte-americana, vítimas da violência dos colonos.

O embaixador classificou essa violência como terrorismo e apelou a Israel para que garanta a segurança dos palestinianos na Cisjordânia.

“Devem ser avisados de que haverá consequências graves” decorrentes dos ataques, afirmou Huckabee em declarações recolhidas pelos meios de comunicação israelitas, nas quais o embaixador norte-americano atribuía ao governo de Benjamin Netanyahu a “responsabilidade de garantir a segurança” dos palestinianos afetados.

Por outro lado, Huckabee afirmou que apenas algumas centenas de pessoas — a quem qualificou de “pequeno grupo de saqueadores” — praticam o “comportamento criminoso e terrorista” que os palestinianos da Cisjordânia sofrem quase diariamente.

2026-09-05
16:58

EUA atacam três petroleiros do Irão, Israel bombardeia Líbano e Washington rejeita expulsão de palestinianos de Gaza

Os Estados Unidos atacaram este sábado três petroleiros iranianos, incluindo um ao largo da ilha de Kharg, junto ao principal terminal de exportação de crude do Irão, numa nova escalada da guerra que volta a colocar o estreito de Ormuz no centro da tensão. 

O Comando Central norte-americano (CENTCOM) afirmou que a operação respondeu ao lançamento de mísseis balísticos da Guarda Revolucionária contra dois navios da Marinha dos EUA. “Se dispararem contra dois dos nossos navios, imporemos um custo económico ainda maior”, avisou o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM. 

Nenhum militar norte-americano ficou ferido. A agência iraniana Tasnim noticiou que quatro mísseis atingiram um petroleiro na zona de ancoragem de Kharg, sem vítimas, e que a tripulação estava a ser retirada.

A escalada surge depois de uma semana de novos ataques entre Washington e Teerão e quando o tráfego comercial através de Ormuz continua muito abaixo dos níveis anteriores à guerra. O Brent encerrou sexta-feira nos 96,28 dólares por barril. 

Donald Trump ameaçou ainda atacar “muito em breve” a Pickaxe Mountain, uma zona fortificada próxima da instalação nuclear de Natanz. 

Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha preparam, em paralelo, uma resolução para pedir à Agência Internacional de Energia Atómica que remeta o incumprimento nuclear iraniano para o Conselho de Segurança da ONU.

No Líbano, ataques israelitas mataram três pessoas e feriram quase duas dezenas e meia no sul do país e no vale de Bekaa. Israel afirmou ter atacado posições do Hezbollah em resposta ao lançamento de um drone contra tropas israelitas. 

A tensão mantém-se também na estratégica colina de Ali al-Taher, perto de Nabatiyeh, que Israel diz controlar operacionalmente depois de retirar combatentes do Hezbollah de túneis no local. “A missão foi concluída e os túneis foram limpos de terroristas”, declarou o ministro da Defesa, Israel Katz. 

Em Gaza, Washington distanciou-se das propostas de dois ministros israelitas para retirar em massa palestinianos do enclave. “Não há qualquer plano para deslocar pessoas de Gaza contra a sua vontade”, garantiu o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee. 

O ministro da Segurança Nacional, o ultranacionalista de extrema-direita Itamar Ben-Gvir, tinha defendido um plano de sete anos de “emigração voluntária”, dizendo que era tempo de “fazer as malas”. 

Na Cisjordânia ocupada, Mike Huckabee visitou Turmus Ayya e classificou a violência de colonos israelitas como “comportamento criminoso e terrorismo”.

No Iémen, os houthis, apoiados pelo Irão, acusaram forças governamentais de matar pelo menos três pessoas em Hodeida e Taiz, enquanto o exército iemenita afirmou ter realizado mais de 15 ataques aéreos. 

O Egito apelou entretanto aos EUA e ao Irão para regressarem às negociações e pediu uma desescalada que garanta a segurança da navegação em Ormuz.

2026-09-05
15:05

Forças armadas dos EUA confirmam ataque a três petroleiros do Irão no Golfo Pérsico

Autoridades do Irão ainda não reagiram. Confirmação chega horas depois de media semiestatais do Irão terem noticiado ataque norte-americano a um petroleiro ao largo da ilha de Kharg
Leia mais aqui
2026-09-05
13:25

Embaixador dos EUA em Israel defende "consequências severas" face à violência na Cisjordânia

O embaixador norte-americano em Israel apelou hoje a “consequências severas” para pôr fim à violência na Cisjordânia ocupada e garantiu não existir qualquer “plano” para expulsar palestinianos da Faixa de Gaza.

“A nossa mensagem é clara: um crime é um crime, um ato de terrorismo é um ato de terrorismo. Quem os comete deve contar com consequências severas”, declarou Mike Huckabee aos jornalistas durante uma visita a Turmus Ayya, uma localidade da Cisjordânia, por ocasião de um encontro com cidadãos palestiniano-americanos ali residentes e que têm sido alvo de ataques por parte de colonos.

Ainda assim, o embaixador recusou-se a criticar Israel.

Na sequência de um recrudescimento dos ataques por parte de colonos, o embaixador norte-americano afirmou que o Governo israelita tem a responsabilidade de garantir a segurança dos palestinianos na Cisjordânia ocupada.

“Uma das mensagens que transmitimos e que continuaremos a transmitir é que os habitantes destas comunidades têm o direito de viver em segurança e que o governo tem a responsabilidade de garantir que assim seja”, afirmou Huckabee.

O diplomata garantiu ainda que não existe “nenhum plano” para expulsar palestinianos da Faixa de Gaza, depois de alguns ministros israelitas terem apelado a que se esvaziasse o território dos seus dois milhões de habitantes e os transferisse para o estrangeiro.

“Posso afirmar categoricamente que não existe qualquer plano israelita para expulsar a população de Gaza contra a sua vontade”, declarou Mike Huckabee aos jornalistas.

2026-09-05
13:25

Netanyahu acusa segurança de não o terem acordado "deliberadamente"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, desencadeou nos últimos dias uma forte polémica em Israel ao acusar altos responsáveis militares e de segurança de terem decidido "deliberadamente" não o acordar na madrugada de 7 de outubro de 2023, em declarações que a oposição e os responsáveis pela segurança classificaram como uma "teoria da conspiração" com fins eleitorais.

O chefe do Governo israelita lançou a acusação num vídeo divulgado pelo Canal 12 israelita e repetiu o argumento num podcast, onde perguntou de forma retórica, referindo-se aos altos responsáveis do Exército e do Shin Bet (os serviços de informações internos israelitas) da época: "Porque é que não me acordaram?".

O ataque do Hamas naquele dia deixou cerca de 1 200 mortos e 251 reféns sequestrados e levados para Gaza. Segundo Netanyahu, os chefes da cúpula de segurança temiam que, caso o tivessem avisado a tempo, ele tivesse ordenado a mobilização imediata do Exército e que se disparasse contra quem se aproximasse da vedação fronteiriça, algo que - afirma ele - teria precipitado um confronto com o Hamas que preferiam evitar por receio de um "erro de cálculo".

2026-09-05
11:53

Irão acusa EUA de ataque a petroleiro perto da Ilha de Kharg

A emissora estatal do Irão (IRIB) informou este sábado que quatro mísseis dos EUA atingiram um navio-tanque a cerca de 10 quilómetros da Ilha de Kharg. A emissora relatou que a tripulação está a ser evacuada e que não houve vítimas resultantes do ataque.

A emissora não apresentou provas nem incluiu comentários de autoridades iranianas. O Comando Central dos EUA não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Associated Press.

A Ilha de Kharg é o principal terminal de exportação de petróleo do Irão e um ponto estrategicamente importante para os embarques de petróleo bruto do país.

O local tem sido alvo frequente de ameaças durante o conflito entre os EUA e o Irão, com ataques norte-americanos a instalações militares na ilha em março.

A informação mais recente surge dias depois de os EUA terem retomado os ataques a alvos iranianos, após uma pausa de um mês, perante a intensificação dos combates na região do Estreito de Ormuz.

2026-09-05
11:46

Secretas dos EUA temem "escalada significativa" do Irão e intenção de prolongar conflito durante meses

Ao final de meio ano de conflito, o Irão está mais confiante na sua capacidade de atacar alvos no Médio Oriente e parece determinado a prolongar o conflito durante meses para frustrar as ambições dos Estados Unidos, indicam relatórios de inteligência dos EUA produzidos nas últimas semanas e cujo conteúdo foi revelado este sábado pelo New York Times.

"Em muitos aspectos, as avaliações refletem o que tem sido observado no terreno, à medida que os combates recomeçam após um período de relativa calma", indica o diário nova-iorquino.

Na semana passada, o Irão atacou navios no Estreito de Ormuz e tropas americanas na região, e as forças dos EUA realizaram ataques dentro do território iraniano, matando militares e civis.

As novas trocas de ataques têm sido limitadas até o momento. Contudo, os relatórios dos serviços de informações, segundo pessoas com acesso a eles ouvidas pelo jornal, sugerem que o governo do Irão pode estar a cogitar uma escalada significativa.

2026-09-05
10:32

Trump prometeu "Dia D económico" para o Irão. Mas até agora, as medidas têm vindo a conta-gotas

Em vez de uma ofensiva abrangente e única, as medidas têm sido implementadas de forma gradual ao longo das quase duas semanas desde o anúncio inicial. Especialistas e diplomatas estão céticos quanto à eficácia das medidas da administração Trump
Leia mais aqui
2026-09-05
10:27

UE "alarmada" com a recente escalada de ataques no Médio Oriente

 União Europeia (UE) mostrou-se "alarmada" com a recente onda de ataques no Médio Oriente, incluindo várias ofensivas iranianas contra países do Golfo, segundo um comunicado europeu divulgado na sexta-feira à noite.

"A União Europeia está alarmada com a mais recente escalada militar no Médio Oriente. Condenamos veementemente a mais recente onda de ataques iranianos contra o Kuwait, a Jordânia, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos", disse um porta-voz do Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE).

O bloco europeu lamentou também "os recentes ataques perpetrados contra navios mercantes sauditas que transitavam pelo estreito de Ormuz" e reiterou que violam o direito internacional, apelando "à desescalada e à plena implementação da Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU".

Por outro lado, a declaração instou as partes em conflito a "absterem-se de qualquer ação que ameace ainda mais a segurança e a estabilidade regional e que possa prejudicar os esforços para uma resolução pacífica e duradoura do conflito", apelando ainda à proteção da população civil.

2026-09-05
10:22

Com guerra num impasse, Trump diz que EUA podem atacar montanha de Kolang "muito em breve"

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse aos jornalistas na sexta-feira que os Estados Unidos podem atacar a Montanha de Kolang, no Irão, "muito em breve".

"Podemos atacar Kolang muito em breve porque, se houver algo a acontecer em Kolang...", disse Trump, acrescentando que a inteligência dos EUA está a monitorizar de perto a atividade no local.

"Sabemos quem está a movimentar-se em Kolang; sabemos quem está a movimentar-se por toda parte no Irão. E se algo der errado, nós vamos atacá-los; nós atacaremos com força", disse Trump.

A Montanha de Kolang, localizada perto da instalação de enriquecimento de urânio de Natanz — que sofreu graves danos em ataques anteriores —, é um local fortemente fortificado que abriga dois complexos de túneis profundamente subterrâneos.

A ameaça reflete a escalada das tensões, uma vez que o confronto dos Estados Unidos com o Irão vive um impasse mais de meio ano após o início das hostilidades e a menos de dois meses das cruciais eleições intercalares nos EUA.

Trump disse na sexta-feira que a guerra com o Irão é algo "insignificante" para os Estados Unidos, na mais recente tentativa da sua administração para minimizar o conflito antes das importantes eleições ao Congresso, marcadas para novembro.

Os comentários de Trump ocorreram um dia depois de o seu vice-presidente, JD Vance, ter dito: "Eu não chamaria isso de guerra", apesar do recente escalar dos confrontos entre o Irão e os Estados Unidos no Estreito de Ormuz.

"Muita gente não chama a isto uma guerra. Eu chamo-lhe conflito militar, porque é algo insignificante para nós", disse ontem Trump aos jornalistas na Sala Oval, ao ser questionado sobre as declarações de Vance.

2026-09-05
09:15

Explosões ouvidas perto da ilha de Kharg, origem ainda é desconhecida

A agência de notícias iraniana Fars noticiou este sábado de manhã que foram ouvidas explosões perto da ilha de Kharg, no Golfo Pérsico.

Kharg, onde o Irão processa cerca de 90% das suas exportações petrolíferas, foi recentemente alvo de ameaças de ataque pela administração Trump.

Citada pela Reuters, a agência diz que as explosões são, para já, de origem desconhecida. Um correspondente da agência iraniana diz que ainda não é visível fumo na ilha.

A Nournews, outra agência noticiosa ligada ao Estado iraniano, diz haver relatos não confirmados de fontes locais de que um navio-tanque iraniano foi atingido perto de Kharg por um míssil dos EUA.

O site de notícias Asr Iran informou que o navio-tanque foi atingido por quatro projéteis disparados por forças dos EUA e que está a ser descarregado na sequência do ataque.

Não houve anúncio oficial imediato por parte das autoridades iranianas ou dos EUA sobre os relatos.

2026-09-05
08:56

Com Putin a ameaçar ataque em larga escala e Trump a ameaçar tomar ilha de Kharg, "o quadro vai continuar a piorar"

João Rodrigues dos Santos, economista e professor universitário, comenta a subida acentuada do preço dos combustíveis que vai ter lugar na próxima segunda-feira, a maior do ano