GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | EUA afirmam ter concluído a mais recente onda de ataques contra o Irão
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Exército norte-americano confirma que bloqueio de portos iranianos começa terça-feira
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Explosões em Bandar Abbas. Defesas aéreas foram ativadas
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Houthis confirmam ter atacado aeroporto saudita e alertam companhias aéreas para que evitem a região
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O estreito não está fechado: 14 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz no domingo
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EUA divulgam imagens do primeiro ataque com um drone suicida
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Trump diz que os EUA vão ser os "guardiões" do Estreito de Ormuz e que vão bloquear os navios do Irão
"Se voltar a acontecer, as consequências serão muito piores": Trump deixa novo aviso ao Irão
O presidente dos EUA já se manifestou em relação aos ataques desta quarta-feira contra o Irão. Na sua rede social, Truth, Donald Trump explicou que a ofensiva é uma "retaliação pelo bombardeamento de navios levado a cabo pelo Irão" esta terça-feira.
"Se voltar a acontecer, as consequências serão muito piores", avisou.
Siga ao minuto:
Índia convoca vice-embaixador do Irão após morte de marinheiro indiano
A Índia convocou esta terça-feira o vice-embaixador do Irão no país, na sequência da morte de um marinheiro indiano no Estreito de Ormuz, disse à CNN um responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros indiano.
No domingo, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão atacou o navio porta-contentores GFS Galaxy, de bandeira cipriota, quando este atravessava o Estreito de Ormuz.
Posteriormente, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia informou que dez cidadãos indianos tinham sido resgatados da embarcação, após esta ter sido atingida ao largo da costa de Omã, mas que um cidadão indiano continuava desaparecido. Na altura, o ministério condenou o ataque.
A Índia é um dos maiores fornecedores mundiais de mão de obra para a marinha mercante, contando com mais de 300 mil marítimos em todo o mundo, segundo o Forward Seamen’s Union.
Em junho, forças norte-americanas que faziam cumprir um bloqueio aos portos iranianos lançaram um ataque contra uma embarcação de bandeira do Palau, matando três marinheiros indianos e provocando indignação na Índia.
Ministro do Petróleo do Irão afirma que as exportações "continuarão como habitualmente", apesar das sanções dos EUA
O ministro do Petróleo do Irão afirmou que as exportações de petróleo do país vão "continuar como habitualmente", apesar de os Estados Unidos terem voltado a impor sanções sobre essas vendas.
O Irão "há muito que estabeleceu as estruturas necessárias" para contrariar o impacto das sanções norte-americanas, afirmou Mohsen Paknejad, ministro do Petróleo iraniano, numa publicação na plataforma Telegram.
Paknejad acrescentou que "estes mecanismos" não foram desmantelados durante o período de isenção de 60 dias e "mantiveram-se em vigor".
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos tinha inicialmente concordado em suspender as sanções sobre a venda de petróleo iraniano durante 60 dias, no âmbito do acordo de cessar-fogo. As sanções foram repostas a 7 de julho, em simultâneo com os ataques lançados pelos Estados Unidos contra o Irão, em resposta a uma série de ataques contra navios comerciais nas proximidades do Estreito de Ormuz.
O Irão recorre há muito a uma frota paralela de petroleiros para contornar as sanções norte-americanas, vendendo a maior parte do seu petróleo à China. Segundo uma análise da TankerTrackers, o país exportou cerca de 50 milhões de barris de petróleo bruto em junho, maioritariamente através dessa frota paralela.
EUA utilizaram drones navais de ataque pela primeira vez durante um ataque ao Irão
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) divulgou na segunda-feira detalhes sobre a primeira utilização, em combate, de drones navais de ataque unidirecional pelas forças armadas norte-americanas, durante um ataque realizado no dia anterior contra um porto iraniano.
"Três embarcações de superfície não tripuladas (USV) Corsair atingiram o porto da Base Naval de Bandar Abbas, assinalando a primeira vez que as forças norte-americanas recorreram a drones navais em operações de combate", refere um comunicado do CENTCOM.
Um vídeo divulgado em conjunto mostra as embarcações a atingirem o que o CENTCOM identificou como sendo um submarino — que aparentava não estar operacional — numa instalação de manutenção naval.
Numa publicação separada nas redes sociais, a empresa norte-americana Saronic Technologies, sediada no Texas, confirmou que os drones utilizados pertencem ao modelo Corsair, uma embarcação com cerca de 7,3 metros de comprimento, velocidade máxima de 64 km/h e autonomia superior a 1.600 quilómetros.
Irão executa dois homens condenados por ligações ao Estado Islâmico
O Irão executou dois homens condenados por serem membros de uma célula militante ligada ao Estado Islâmico e por atos armados contra a República Islâmica, informou esta terça-feira a agência noticiosa do poder judicial iraniano, a Mizan.
A agência referiu que Mohieddin Abdollahi e Hossein Palani foram condenados à morte depois de as suas condenações terem sido confirmadas pelo Supremo Tribunal, acrescentando que a célula tinha planeado ataques no Irão, operando a partir das colinas de Bamo, ao longo da fronteira entre o Irão e o Iraque.
Irão resgata tripulação de um graneleiro após colisão no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias Fars
O Irão resgatou 23 tripulantes estrangeiros após um graneleiro ter colidido com outra embarcação a norte da Ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, informou esta terça-feira a agência de notícias semioficial Fars.
O graneleiro sofreu graves danos no casco e começou a encher-se de água, o que levou o capitão a ordenar uma evacuação de emergência, informou a Fars, acrescentando que todos os tripulantes foram transferidos em segurança para a ilha de Qeshm.
Irão afirma ter atacado uma base aérea norte-americana na Jordânia
Uma base aérea norte-americana na Jordânia foi alvo de mísseis balísticos iranianos esta terça-feira, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica num comunicado publicado pela agência Fars News, apelando ao povo jordaniano para que desmantele as bases norte-americanas no seu país.
"Sabem muito bem que não só não temos qualquer inimizade com o vosso país, como também vos amamos, povo nobre, que compreende a dor e a opressão do povo palestiniano mais do que qualquer outra nação", afirma o comunicado.
Trump acredita que acordo com Teerão ainda é possível
O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu que ainda é possível um acordo com o Irão, apesar dos novos ataques aéreos dos Estados Unidos (EUA) e do restabelecimento do bloqueio aos portos iranianos.
Trump questionado, na segunda-feira na Sala Oval, se acreditava que um acordo com Teerão era concebível e respondeu afirmativamente, alegando também que o Irão queria continuar as negociações.
"Penso que tínhamos um acordo com eles há dois dias, mas eles queriam continuar a negociar", destacou Trump aos jornalistas na Sala Oval, sem apresentar detalhes sobre o alegado acordo ou os seus termos.
Trump afirmou que, apesar das conversações com Teerão, a sua administração não conseguiu chegar a um acordo final porque o Irão optou por prolongar o diálogo.
O Presidente norte-americano insistiu que a pressão sobre o Irão vai continuar até que haja um acordo que satisfaça Washington e defendeu a utilização combinada de medidas económicas e de ação militar como mecanismo para forçar Teerão a aceitar as suas condições.
Teerão ataca dois petroleiros dos Emirados Árabes Unidos
Os Emirados Árabes Unidos denunciaram hoje ataques de mísseis iranianos contra dois petroleiros no estreito de Ormuz, que provocaram a morte de um tripulante, após nova vaga de ataques dos Estados Unidos contra o Irão.
“O Ministério da Defesa anuncia que os petroleiros nacionais Mombasa e al-Bahiyah foram alvo de dois mísseis de cruzeiro iranianos enquanto transitavam pela rota meridional do estreito de Ormuz, em águas territoriais de Omã”, indicou o ministério na rede social X.
A ofensiva causou a morte de “um tripulante indiano a bordo do Mombasa e feriu outras oito pessoas, quatro delas com gravidade”, acrescentou. Entre os feridos contam-se seis indianos e dois ucranianos. Os navios sofreram danos após incêndios a bordo, entretanto controlados.
O Ministério da Defesa do emirado condenou “este ataque flagrante, considerado uma violação grave e uma infração manifesta ao direito internacional, que ameaça a segurança e a estabilidade da região”.
EUA afirmam ter concluído a mais recente onda de ataques contra o Irão
As forças armadas dos EUA anunciaram nas últimas horas que as suas forças concluíram a mais recente onda de ataques contra o Irão.
"Durante a missão de cinco horas, as forças dos EUA atacaram com sucesso alvos militares em todo o Irão, incluindo Bushehr, Chah Bahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas", afirmou o Comando Central dos EUA num comunicado publicado no X.
Míssil atinge área que pertence a grupo curdo iraniano
Uma área que pertence a um grupo iraniano curdo de oposição foi atingido por um míssil, noticiou a Reuters. A região é localizada próxima a Erbil, no Iraque.
Emirados Árabes Unidos acusam Irão de atacar navios no Estreito de Ormuz
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos afirmou que dois navios-tanque foram alvo de ataques do Irão, que utilizou mísseis de cruzeiro, avançou a Reuters. A ofensiva ocorreu enquanto as embarcações estavam em águas que pertencem a Omã no Estreito de Ormuz.
Um membro da tripulação morreu e outros oito ficaram feridos.
Estados Unidos querem ser "reembolsados" por segurança no Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos querem ser reembolsados pela segurança no Estreito de Ormuz, anunciou Donald Trump. "Queremos ser reembolsados porque estamos a proteger uma parte rica do mundo, estamos a gastar muito dinheiro. O que vai acontecer é que vamos ser reembolsados pela segurança por países que estamos a ajudar".
Além disso, o presidente afirmou que o país deveria ter iniciado a guerra contra o país persa há anos, e culpou os antigos presidentes. "A diferença é que ninguém negociou como eu. Isso deveria ter sido feito por Bush, Obama, Biden e pessoas antes deles. Por 47 anos eles estão a roubar todo mundo e a matar milhares de pessoas".
Trump, no entanto, não mencionou por que não tomou esta atitude durante o seu primeiro mandato. Na época, o presidente optou por sair de um acordo que limitava a produção de urânio do Irão que havia sido assinado por Obama.
Novo "grande ataque" dos Estados Unidos contra o Irão esta noite
Segundo Donald Trump, os Estados Unidos farão mais um "grande ataque" esta noite, avançou a Reuters. O país iniciou uma nova ofensiva contra o país persa às 21h45 desta segunda-feira.
Trump afirma que "um acordo é possível" com o Irão
Ao falar com jornalistas no Salão Oval, o presidente Donald Trump falou sobre a opção por reestabelecer o bloqueio americano no Estreito de Ormuz. "É um bloqueio apenas para o Irão. Qualquer um que faz negócios com o Irão não pode passar, qualquer outro país pode passar. É um bloqueio muito forte, o bloqueio provavelmente é mais eficiente que atacar o Irão, mas acredito que a combinação é o que é necessário".
Questionado na sequência se acredita que ainda é possível chegar a um acordo com o Irão, garantiu: "Acho que um acordo é possível, claro".
Trump diz que Irão está a ser "estúpido" e promete ataques à infraestrutura no Estreito de Ormuz
"Acredito que [a guerra] está a ir rápido. Destruímos o exército, estamos a acertá-los com força, tínhamos um acordo ontem ou anteontem e eles quebraram este acordo imediatamente porque descobriram que havia algo no acordo que eles não gostaram. Não vamos aceitar isso. Vamos atacá-los hoje. Estamos a tirar toda a capacidade deles para qualquer coisa relacionada ao Estreito de Hormuz. O que estão a fazer é ser muito tolos, muito estúpidos. Eles trataram pessoas horrivelmente, mataram 52 mil manifestantes. Teremos isso sob controlo rapidamente", afirmou Donald Trump no Salão Oval esta segunda-feira.
Diversas explosões em Jam
A agência de notícias iraniana Fars, citada pela Reuters, reportou diversas explosões em Jam, cidade que fica na província de Bushehr.
Novas explosões ouvidas no Irão
Segundo a agência de notícias Mehr News, citada pela Reuters, foram ouvidas explosões no sul da ilha Qeshm. Esta é o terceiro local no país que registou explosões após a nova onda de ataques dos Estados Unidos esta noite.
Israel volta a negociar retirada de exército do sul do Líbano
A nova sessão de negociações diretas entre Israel e o Líbano deve desenrolar-se terça e quarta-feira em Roma, disse hoje uma fonte oficial libanesa à AFP.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano tinha indicado na semana passado à AFP que o sexto ciclo de discussões deveria ocorrer na quarta e quinta-feira.
Após cinco rondas negociais em Washington, Israel e o Líbano concluíram um acordo-quadro em 26 de junho com vista a uma “paz duradoura” entre os dois países, em estado de guerra desde há décadas.
O acordo prevê que o exército libanês restabeleça a sua autoridade no sul do país, sob reserva de desarmamento do Hezbollah, a começar em ‘zonas piloto’, das quais se retirariam os militares israelitas.
“A delegação libanesa recebeu como instrução reclamar o início imediato da retirada das forças israelitas de duas zonas piloto antes de qualquer discussão”, indicou a Presidência libanesa, em comunicado, depois de uma reunião entre o presidente, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro, Nawaf Salam.
Uma delegação militar dos Estados Unidos (EUA) iniciou sábado em Beirute discussões com os militares libaneses sobre as modalidades de aplicação da retirada israelita de uma destas zonas.
O movimento islamita pró-iraniano Hezbollah opõe-se a estas negociações e recusa ser desarmado.
Huthis atacam Arábia Saudita em retaliação por ofensiva contra aeroporto
Os rebeldes Huthis do Iémen reivindicaram hoje o ataque a um aeroporto no sul da Arábia Saudita em retaliação por uma ofensiva que atribuem a Riade contra o aeroporto de Sana, que controlam.
O porta-voz militar Huthi, Yahya Saree, referiu num vídeo que as forças do movimento pró iraniano lançaram um ataque ao Aeroporto Internacional de Abha com recurso a mísseis e ‘drones’.
A mesma fonte alertou ainda "todas as companhias aéreas para que não sobrevoem o espaço aéreo do Reino da Arábia Saudita".
O Governo iemenita, apoiado por Riade, reivindicou a responsabilidade pelo ataque ao aeroporto, mas os Huthis culparam a Arábia Saudita e prometeram retaliar.
O ataque ao aeroporto de Sana é o incidente mais grave entre as duas partes em anos e ameaça o cessar-fogo mediado pela ONU em 2022.
Explosões ouvidas na ilha Kish
Segundo a Reuters, a agência de notícias iraniana YJC anunciou duas explosões na ilha Kish após ataques americanos serem registados também em Bandar Abbas.