GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Chefe das forças armadas do Irão aconselha soldados americanos a não colocar os seus "pés sujos em solo iraniano"
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Irão acusa EUA de "ataque bárbaro" após bombardeamento junto a hospital infantil
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Netanyahu cancela viagem aos EUA prevista para a próxima semana
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Paquistão pede que norte-americanos e iranianos retomem negociações
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Irão não vê razões para cumprir memorando de entendimento
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Iranianos "vão ser derrotados em breve", avisa Trump
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Exército dos EUA confirma nova vaga de ataques contra o Irão
"A probabilidade de Trump estar a ser enganado é elevada", diz deputado iraniano
Um deputado de linha dura do Irão alertou que o presidente Donald Trump pode estar a agir de forma enganadora ao anunciar um "grande acordo" para pôr fim à guerra, incitando, pelo contrário, o Irão a continuar os seus ataques.
"A probabilidade de Trump estar a ser enganado é elevada", disse o deputado Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, numa publicação no X. Acrescentou que o presidente norte-americano, ao contrário disso, "quer manter a situação calma por enquanto".
Rezaei afirmou que o Irão deveria, em vez disso, "atacar com mais força, destruir e aniquilar as infraestruturas, os centros económicos e a inteligência artificial do inimigo na região para que sintam mais dor".
Na quinta-feira à noite, Trump afirmou ter "terminado a guerra" com o Irão e anunciou um "grande acordo", numa mudança repentina de posição poucas horas depois de ter alertado para um ataque "MUITO FORTE" ao Irão e de ter prometido tomar a Ilha de Kharg – o principal centro de exportação de petróleo do Irão. Trump disse mais tarde que tinha cancelado estes ataques planeados.
Noutra publicação, Rezaei alertou os EUA contra um ataque à ilha de Kharg, dizendo: "Se vierem, não voltarão vivos".
A pequena ilha do Golfo Pérsico é vital para a economia iraniana e representa cerca de 90% das exportações de crude do país.
Rezaei não é o único iraniano de linha dura a expressar suspeitas sobre os EUA e Trump. Ao longo das negociações em curso, uma pequena, mas influente, fação de linha dura conhecida como "Jebhe-ye Paydari", ou Frente de Resistência, tem trabalhado para sabotar um possível acordo com os EUA, considerando tal acordo como uma capitulação.
Por Por Jessie Yeung
Siga ao minuto:
Navios continuam a alterar rotas no Mar Vermelho após ameaças dos houthis
Quatro navios-tanque alteraram a sua rota no Mar Vermelho esta quarta-feira, com dois deles a indicarem o Canal do Suez como o novo destino, depois de a milícia Houthi do Iémen ter aconselhado os navios a evitarem navegar para portos sauditas, mostraram dados de rastreamento marítimo da LSEG e da MarineTraffic.
Todos os navios alteraram a sua direção, com os outros dois a indicarem como destino águas abertas no Mar Vermelho.
Um quinto navio, transportador de veículos, pareceu ter alterado o rumo no Golfo de Áden esta quarta-feira, depois de ter indicado o porto saudita de Jidá como o seu próximo destino, de acordo com dados de navegação.
Força naval da UE aconselha navios com ligações aos EUA, Israel ou Arábia Saudita a evitarem viagens pelo Mar Vermelho
Os navios com ligações a Israel, aos Estados Unidos ou à Arábia Saudita correm um risco mais elevado de serem atacados pelos houthis do Iémen, milícia alinhada com o Irão, e, por isso, são aconselhados a evitar viagens através do Mar Vermelho e do Golfo de Áden, afirmou na quarta-feira a força naval da União Europeia Aspides.
"A EUNAVFOR ASPIDES recomenda que os navios mercantes ligados a interesses israelitas, norte-americanos ou sauditas evitem atravessar o Mar Vermelho e o Golfo de Áden até que o nível de ameaça diminua", afirmou a força no seu aviso dirigido ao setor marítimo, consultado pela Reuters.
Rubio garante que Donald Trump está interessado num acordo, mas "não vamos ficar parados enquanto navios são destruídos"
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, garante que os EUA “gostariam muito de chegar a um acordo em que eles [o Irão] digam que já não patrocinam o terrorismo e que não vão prosseguir com uma arma nuclear ou com os elementos necessários para criar uma".
O responsável, citado pela Sky News, diz, no entanto, que as negociações estão a ser comprometidas por uma “falta de confiança” no adversário, apesar de os Estados Unidos estarem “preparados e dispostos” a alcançar um entendimento.
Após as alegadas violações do memorando, por parte de Teerão, Rubio questiona-se sobre se “eles [iranianos] estão a falar a sério sobre um acordo a curto prazo. O presidente prefere sempre negociar e chegar a um acordo sobre estas questões", acrescenta.
"Mas também não vamos ficar parados enquanto navios são destruídos ou enquanto americanos são atacados”, avisa.
Petróleo continua a subir enquanto a guerra no Irão não mostra sinais de abrandamento
Os preços do petróleo estão a subir depois de os Estados Unidos terem realizado a 11.ª noite consecutiva de ataques contra alvos militares iranianos. Subida também acontece depois de os houthis no Iémen terem ameaçado interromper uma rota alternativa crucial para as exportações de petróleo da Arábia Saudita.
O Brent, a referência mundial do petróleo, subia 3,7%, para 94,40 dólares por barril, pouco antes das 5:00 (hora da costa leste dos EUA). O West Texas Intermediate (WTI), ou petróleo norte-americano, subia 4%, para 87,71 dólares por barril.
"Os movimentos mais recentes do petróleo surgem numa altura em que os ataques entre os EUA e o Irão não mostram sinais de abrandamento, e também não existem ainda sinais concretos de um acordo de paz", escreveram analistas do Deutsche Bank numa nota.
Chefe das forças armadas do Irão aconselha soldados americanos a não colocar os seus "pés sujos em solo iraniano"
O comandante-chefe das forças armadas do Irão, Amir Hatami, afirmou que Teerão está "firme" e a "controlar" o Estreito de Ormuz, de acordo com a imprensa iraniana, que cita declarações do responsável.
"Estamos a disparar contra os americanos, eles têm de saber que a República Islâmica do Irão é uma potência credível e reconhecer a dignidade da nação iraniana”, sublinhou, desaconselhando uma eventual invasão terrestre por parte dos EUA.
O chefe militar avisou que, se as tropas americanas colocarem os seus “pés sujos em solo iraniano”, vão encontrar pessoas que os vão “confrontar com tudo o que têm”.
"Donald Trump ainda tem um conjunto de operações militares pela frente até resolver minimamente aquilo em que se meteu"
O tenente-general Marco Serronha, comentador da CNN Portugal, analisa os mais recentes acontecimentos nas guerras do Médio Oriente e também da Ucrânia
Jordânia sob fogo iraniano: forças aéreas do país já intercetaram quatro mísseis
A Jordânia afirma que as suas defesas aéreas "intercetaram e abateram quatro mísseis" vindos do Irão, de acordo com uma fonte militar das forças armadas do país.
Outros dois mísseis "caíram em duas zonas remotas e desabitadas, sem causar vítimas nem danos materiais", acrescentou.
Possibilidade de uma nova guerra de Israel contra o Irão "subiu de média para alta"
Henry Galsky, correspondente da CNN Portugal em Israel, comenta a possibilidade de o Estado hebraico vir a atacar novamente o Irão
O que é a montanha de Pickaxe, a instalação nuclear secreta do Irão que Trump promete atacar "muito em breve"?
Irão confirma que realizou ataques com drones contra bases norte-americanas no Bahrain e na Jordânia
As forças iranianas dizem ter realizado um ataque com drones contra "edifícios de alojamento e de serviços, bem como a um armazém de equipamento" das forças armadas dos Estados Unidos na base de Al-Azraq, na Jordânia, segundo as agências de notícias iranianas Mehr e Fars.
Foram igualmente conduzidos ataques contra um "armazém e hangares de armazenamento de equipamento" e um "hangar de manutenção e reparação de aeronaves pesadas" pertencentes às forças armadas dos Estados Unidos na base de Sheikh Isa, no Bahrain.
"Dos pontos fulcrais que levaram a esta ofensiva americana, o nuclear é o que mais longe está da mesa de negociações"
Teresa Duarte Fernandes, especialista em Relações Internacionais, analisa os mais recentes acontecimentos no Médio Oriente
Teerão ameaça responder a eventuais ataques norte-americanos contra instalações nucleares
O Irão ameaçou esta quarta-feira atacar interesses dos Estados Unidos e dos aliados no Médio Oriente, caso Washington lance ataques contra as instalações nucleares iranianas, numa altura em que se agravam tensões militares.
O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o comando conjunto das Forças Armadas iranianas, condenou as ameaças dos Estados Unidos sobre ataques a "instalações nucleares e outros locais sensíveis" da República Islâmica, afirmando que as operações norte-americanas seriam encaradas como uma expansão da guerra na região.
O alerta iraniano ocorreu após o anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, de atacar "muito em breve e com grande força" o "Mountain Peak", um complexo subterrâneo que Washington afirma estar ligado ao programa nuclear do Irão.
A instalação está situada numa zona montanhosa, o que dificulta a eventual destruição através de ataques convencionais e levanta questões sobre as capacidades necessárias para atingir às estruturas subterrâneas.
Irão rejeita alegações francesas sobre detenção de diplomatas em Teerão
O membro do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão Mohammad Tanhaei rejeitou aquilo que diz ser uma "falsa alegação" de que os dois diplomatas franceses detidos em Teerão tenham sido agredidos.
“Assim que os agentes das autoridades policiais souberam que as duas pessoas pertenciam à Embaixada de França em Teerão, transferiram-nas para a sede da polícia diplomática", sublinhou, segundo a Sky News.
De acordo com a imprensa iraniana, Tanhaei adiantou que “foram encontrados numerosos documentos que indicam atividades contra a segurança neste local, os quais estão a ser investigados pelas autoridades competentes."
Trump vai marcar presença na cerimónia de homenagem aos militares norte-americanos mortos em ataques iranianos
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai participar esta quarta-feira na cerimónia solene de transferência dos restos mortais de militares norte-americanos mortos nos recentes ataques iranianos. A homenagem está marcada para as 11:00 na Base Aérea de Dover, no estado de Delaware, segundo a agenda oficial do presidente.
Ainda não foi divulgado quais os militares que integrarão esta cerimónia. Entre as vítimas estão três soldados norte-americanos mortos durante um ataque iraniano contra a base onde estavam destacados, na Jordânia, incluindo um militar que inicialmente tinha sido dado como desaparecido.
Além dessas baixas, um quarto militar dos Estados Unidos morreu no Iraque durante a detonação controlada de um drone iraniano.
Secretário da Defesa dos EUA estima que guerra custe 32,9 mil milhões de euros
O secretário da Defesa dos EUA estimou hoje que a guerra no Irão custará aos Estados Unidos 37,5 mil milhões de dólares até ao final de setembro, um aumento de quase 30% em comparação com a estimativa anterior.
Pete Hegseth apresentou esta estimativa de 37,5 mil milhões de dólares (32,9 mil milhões de euros) a uma comissão do Senado dos EUA, onde defendeu o pedido da administração Trump para um financiamento adicional de 67 mil milhões de dólares (58,7 mil milhões de euros) para o Pentágono.
Este valor representa um aumento de 8,5 mil milhões de dólares (7,45 mil milhões de euros) em pouco mais de dois meses e acontece numa altura em que o conflito, que começou em 28 de fevereiro, se prolonga mais do que o previsto.
Hegseth, interrompido por manifestantes durante o seu depoimento, pediu aos senadores um orçamento total de 1,5 biliões de dólares (1,32 biliões de euros) para o Pentágono.
Terceiro militar norte-americano morre após ataque iraniano na Jordânia
O exército norte‑americano anunciou a morte de um terceiro militar no ataque de sexta‑feira contra uma base na Jordânia, elevando para 18 o número de militares dos EUA mortos desde o início da guerra.
Após o ataque, o Comando Central dos EUA anunciou duas mortes e um militar desaparecido. No dia seguinte, informou que tinham sido encontrados restos mortais não identificados e que decorria um processo de verificação, agora concluído.
Na segunda‑feira, o Pentágono identificou o tenente Tyler James Feehan, 25 anos, do Havai, e a recruta Isabella Gonzales, 19 anos, do Texas, como as outras duas vítimas mortais na Jordânia, confirmando agora a morte do sargento Angel S. Rampersad, 28 anos, de Nova Iorque.
Os três soldados foram atingidos por mísseis balísticos e drones iranianos, tornando-se as primeiras baixas diretas provocadas por fogo iraniano desde os dias iniciais do conflito, e as primeiras baixas norte-americanas registadas desde a quebra do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, há quase duas semanas.
Pelo menos 18 militares norte-americanos morreram desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de fevereiro, uma ofensiva contra o Irão, que ripostou com ataques contra bases norte-americanas no Médio Oriente.
Rubio avisa que autorizar Teerão a controlar o estreito de Ormuz criaria um "precedente perigoso"
O secretário de Estado norte‑americano, Marco Rubio, alertou hoje que permitir ao Irão controlar o estreito de Ormuz criaria um “precedente perigoso” com consequências para além do Médio Oriente, onde Teerão e Washington retomaram as hostilidades.
“Se criarmos um precedente no Médio Oriente em que um Estado pode decidir controlar uma via marítima internacional, cobrar uma taxa e afundar navios se não se pagar, estaremos a abrir caminho a que isso se repita noutras partes do mundo, incluindo nesta região”, afirmou Rubio numa reunião com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) em Manila.
O responsável sublinhou que o Irão reivindica um direito “sem qualquer base jurídica existente” ao controlar o tráfego no estreito de Ormuz.
“Há um princípio fundamental de liberdade de navegação que está ameaçado. A economia mundial está em risco, tal como as regras que regem o comércio internacional há 150 anos, e não podemos deixar que isso aconteça”, acrescentou.
O exército norte‑americano lançou esta madrugada o 11.º ataque noturno contra o Irão, numa nova vaga de bombardeamentos que se soma à escalada de violência no Médio Oriente e que tem ofuscado os esforços diplomáticos do Paquistão para salvar o acordo de cessar‑fogo interino, entretanto violado.
Kuwait a responder a ataques de drones
O Kuwait está neste momento a responder a ataques hostis de drones.
A informação está a ser avançada pela agência Reuters, que cita as Forças Armadas daquele Estado.
As explosões ouvidas até ao momento são, ainda assim, provocadas pelo funcionamento dos sistemas de defesa.
À população é pedido que procure um local seguro e siga as instruções das autoridades.
EUA garantem que China e Rússia estão a ajudar o Irâo
A China e a Rússia estão "em diferentes níveis" a facilitar algumas das atividades do Irão durante a guerra Irão-EUA, disse o secretário da Defesa, Pete Hegseth, aos deputados na terça-feira.
"Há muitas formas de dissuadir isto... e a profundidade e a extensão disto devem permanecer sigilosas", disse Hegseth perante a Comissão de Orçamento do Senado.
"Mas há formas como ambos os países estão... a diferentes níveis, facilitando algumas das coisas que o Irão está a fazer", disse Hegseth em resposta a uma pergunta do senador John Hoeven, Republicano do Dakota do Norte.
A China preparava-se para entregar novos sistemas de defesa aérea ao Irão, noticiou a CNN em abril, citando fontes familiarizadas com os serviços de informação norte-americanos. A Rússia estava a ajudar o Irão com táticas avançadas de drones, adquiridas durante a guerra na Ucrânia, para atingir alvos americanos e de países do Golfo no Médio Oriente, informou a CNN em março, citando um oficial dos serviços de informação ocidentais.
Quando questionado pela mesma pessoa por Hoeven - se a China e a Rússia estavam a ajudar o Irão na guerra - o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, disse não querer abordar a questão num contexto não classificado.
EUA já gastaram quase 40 mil milhões no Irão. Conta real pode ser bem maior
A guerra com o Irão custou aos Estados Unidos 37,5 mil milhões de dólares, segundo o secretário da Defesa, Pete Hegseth, mas a conta é provavelmente muito maior, disseram anteriormente especialistas à CNN.
O senador democrata Dick Durbin perguntou ao secretário, durante uma audição sobre o orçamento, se prevê que este custo aumente agora que o cessar-fogo entre os EUA e o Irão chegou ao fim.
Hegseth respondeu que parte dos 37,5 mil milhões de dólares se refere a despesas, como refeições para as tropas, até ao final do ano fiscal.