GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | “A assinatura de Trump não tem qualquer valor”: Khamenei ameaça EUA com “lições inesquecíveis”
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Irão acusa EUA de "ataque bárbaro" após bombardeamento junto a hospital infantil
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Netanyahu cancela viagem aos EUA prevista para a próxima semana
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Paquistão pede que norte-americanos e iranianos retomem negociações
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Irão não vê razões para cumprir memorando de entendimento
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Iranianos "vão ser derrotados em breve", avisa Trump
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Exército dos EUA confirma nova vaga de ataques contra o Irão
Trump volta a ameaçar o Irão: "Terá de pagar o preço" por "demorar demasiado tempo a negociar"
O presidente dos EUA afirmou esta quarta-feira que o Irão demorou demasiado tempo a negociar um acordo "que seria ótimo para eles". Agora, diz, Teerão "terá de pagar o preço", sem fornecer mais detalhes.
Na mesma publicação, na Truth Social, onde deixou o aviso, Donald Trump garantiu que o "bully do Médio Oriente está MORTO!!!"
Siga ao minuto:
Estados Unidos lançam nova vaga de ataques contra o Irão após morte de dois militares na Jordânia
Os Estados Unidos lançaram este sábado à noite novos ataques contra o Irão, anunciou o Comando Central norte-americano (CENTCOM), sem revelar de imediato os alvos atingidos ou os meios envolvidos na operação.
A nova ofensiva surge depois de sete noites consecutivas de bombardeamentos norte-americanos contra instalações militares iranianas.
Nas operações anteriores, Washington atingiu sistemas de vigilância e defesa aérea, infraestruturas logísticas, depósitos subterrâneos de armamento e capacidades marítimas iranianas.
Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases e infraestruturas em países aliados dos Estados Unidos, incluindo Kuwait, Bahrein e Jordânia. Dois militares norte-americanos morreram e um terceiro continua desaparecido depois de um desses ataques na Jordânia.
A escalada agravou-se desde o colapso, na última semana, do acordo provisório de cessar-fogo assinado em junho. No centro do confronto está o controlo da navegação no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, numa altura em que os Estados Unidos retomaram o bloqueio naval aos portos iranianos e o Irão intensificou os ataques à navegação e aos aliados de Washington na região.
Médio Oriente: "A primeira guerra" e "a guerra que estamos a viver a guerra"
Miguel Baumgartner, comentador CNN Portugal, faz um paralelo entre o conflito antes do memorando de entendimento e aquele que se desenvolve agora, depois de o memorando ter caído".
Estreito de Ormuz "tem um efeito muito mais dissuasor do que uma arma nuclear"
Mário Vaz, especialista em Política Internacional, analisa os desenvolvimentos da guerra no Irão.
Ataques dos EUA ao Irão: "Falta de explicação interna do que está a fazer leva a rejeição da ação"
Pedro Costa Mendes, especialista em Direito Internacional, analisa os últimos desenvolvimentos da guerra no Irão.
Guerra no Irão: "Trump, neste momento, já não pode retroceder"
Sónia Sénica, comentadora da CNN Portugal, analisa os últimos desenvolvimentos dos conflitos no Médio Oriente.
"Está assumido que a superioridade militar e tecnológica não é suficiente para ganhar uma guerra"
Tenente-general Marco Serrona, comentador militar da CNN Portugal, analisa os desenvolvimentos da tensão no Médio Oriente e da Guerra no Irão.
Discurso à Nação de Trump "abre uma caixa de Pandora"
Diana Soller, comentadora da CNN Portugal, analisa os últimos e os próximos desenvolvimentos da política norte-americana.
EUA enviam mais aviões de combate para o Médio Oriente com agravamento da guerra com o Irão
Os Estados Unidos estão a enviar mais aviões de combate para o Médio Oriente, além de aeronaves de reabastecimento, à medida que se intensificam os confrontos com o Irão, avança o Wall Street Journal.
O reforço inclui caças furtivos F-35 e aviões F-16, capazes de atacar os radares iranianos utilizados no lançamento de mísseis terra-ar.
EUA emitem alerta mundial de viagem perante risco de escalada no Médio Oriente
O Departamento de Estado norte-americano emitiu um alerta mundial de viagem e recomendou aos cidadãos dos Estados Unidos que reforcem os cuidados no estrangeiro, devido ao agravamento das tensões no Médio Oriente e ao risco de uma “escalada imprevista”.
Washington lembra que instalações diplomáticas norte-americanas, incluindo fora da região, já foram atacadas e admite que grupos favoráveis ao Irão possam atingir outros interesses dos Estados Unidos no estrangeiro. O último alerta mundial deste tipo tinha sido emitido em março, durante a guerra, por razões semelhantes.
Ataques mostram que "existe uma paz podre muito, muito, muito grande"
Cátia Moreira de Carvalho, especialista em Relações Internacionais, comenta os últimos desenvolvimentos na guerra entre Irão e Estados Unidos.
"O memorando caiu e, durante a vigência dele, não deixaram de haver ataques"
Paulo Trovão do Rosário, especialista em Direito Internacional, comenta os últimos desenvolvimentos na guerra entre o Irão e os Estados Unidos.
Dois militares norte-americanos mortos em ataque iraniano a base na Jordânia
Dois militares norte-americanos morreram na sexta-feira num ataque iraniano contra uma base na Jordânia e um terceiro está desaparecido em combate, de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares no Médio Oriente.
A base foi atingida por mísseis balísticos e drones lançados pelo Irão. São as primeiras mortes norte-americanas conhecidas desde que o cessar-fogo entre Washington e Teerão se desfez, na semana passada.
“A assinatura de Trump não tem qualquer valor”: Khamenei ameaça EUA com “lições inesquecíveis”
O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, acusou este sábado os Estados Unidos de violarem repetidamente os compromissos assumidos com Teerão e afirmou que a conduta de Washington demonstrou que a assinatura do Presidente norte-americano, Donald Trump, é “completamente desprovida de valor e credibilidade”.
Numa mensagem escrita divulgada pelas autoridades iranianas, Khamenei referiu-se ao memorando de entendimento assinado pelos presidentes dos dois países e garantiu que o Irão e a chamada “frente de resistência” ainda têm “lições inesquecíveis” para dar aos Estados Unidos, segundo a Reuters.
A mensagem surge depois do colapso, há uma semana, do cessar-fogo entre Washington e Teerão. Os Estados Unidos completaram sete noites consecutivas de bombardeamentos contra alvos militares iranianos, enquanto o Irão atacou instalações e países aliados de Washington no Golfo, incluindo o Kuwait e o Bahrain, e anunciou operações na Jordânia.
Khamenei continua sem aparecer em público desde que foi escolhido como líder supremo, a 8 de março, depois de o pai, Ali Khamenei, ter sido morto num ataque norte-americano e israelita. Fontes citadas pela Reuters garantem que sofreu ferimentos e ficou com o rosto desfigurado nesse ataque, acrescentando que razões médicas e de segurança explicam o desaparecimento. Desde então, não foi divulgada qualquer fotografia, gravação de vídeo ou registo de voz do novo líder iraniano.
Com os bombardeamentos norte-americanos e as retaliações iranianas a atingirem infraestruturas militares, energéticas e de abastecimento de água, o fim da trégua voltou a colocar os dois países à beira de uma guerra em grande escala.
Ataques dos Estados Unidos cortam ligações no sul do Irão e aumentam receio entre a população. Só que os Estados Unidos negam ter atacado infraestruturas civis — o que seria um crime de guerra
Os ataques norte-americanos realizados durante a noite no sul do Irão danificaram três pontes e um túnel, condicionando as ligações entre a província de Hormozgan e o resto do país e levando as autoridades locais a aconselhar a população a evitar viagens desnecessárias. Os Estados Unidos garantem, no entanto, que a operação teve como alvo apenas instalações e capacidades militares, sem reconhecerem ter atingido infraestruturas civis.
A diferença entre as duas versões é juridicamente importante. Pontes, estradas e túneis são geralmente considerados bens civis, mas podem perder essa proteção quando são usados de forma efetiva em operações militares e a sua destruição oferece uma vantagem militar concreta. Um ataque deliberado contra estruturas exclusivamente civis pode constituir um crime de guerra. Até ao momento, não foi demonstrado publicamente que utilização militar era dada às ligações atingidas, nem as informações apresentadas por Teerão e Washington puderam ser verificadas de forma independente.
Hormozgan, onde se encontra a cidade portuária de Bandar Abbas, estende-se ao longo do estreito de Ormuz e ocupa uma posição estratégica para o comércio marítimo e para a atividade militar iraniana. Uma habitante da cidade contou ao The New York Times ter recebido relatos de amigos segundo os quais as estradas nos arredores tinham ficado profundamente danificadas. Ela e os restantes iranianos ouvidos pelo jornal foram identificados apenas pelo primeiro nome, por recearem represálias das autoridades.
Apesar dos danos, algumas das ligações interrompidas começaram a ser parcialmente recuperadas ao longo de sábado. Os meios de comunicação estatais iranianos anunciaram o regresso dos comboios de passageiros à estação de Bandar Abbas e a abertura de uma estrada alternativa a leste da cidade, numa tentativa de reduzir o isolamento provocado pelos bombardeamentos dos últimos dias.
Os ataques não se limitaram a Hormozgan. A imprensa estatal iraniana informou que pelo menos seis áreas do país foram atingidas durante a noite, incluindo Ahvaz, capital da província petrolífera de Khuzestan, cerca de 800 quilómetros a noroeste do estreito de Ormuz, e as cidades de Lar e Darab, no interior da província de Fars. A televisão estatal afirmou ainda que uma instalação de dessalinização de água na região de Jask tinha sido atingida.
Os militares norte-americanos apresentaram uma descrição diferente da operação. Segundo Washington, os bombardeamentos visaram locais de vigilância, infraestruturas de logística militar, depósitos subterrâneos de armamento e capacidades marítimas. O comunicado não mencionou as pontes, o túnel ou a central de dessalinização referidos pelas autoridades iranianas.
Em Ahvaz, os ataques noturnos tornaram-se entretanto uma presença quase habitual. Um comerciante de 34 anos disse ao jornal norte-americano que as explosões parecem concentrar-se na periferia sudeste da cidade, onde existem bases e instalações militares, e não no centro urbano. Isso não impede, porém, que as ondas de choque cheguem às zonas residenciais e assustem quem vive mais perto dos locais atingidos.
Uma moradora de 30 anos descreveu a noite de quinta-feira como a pior desde o recomeço dos combates. As explosões foram tão próximas e intensas que algumas pessoas chegaram a pensar que encontrariam grande parte da cidade destruída quando saíssem de casa. As crianças foram particularmente afetadas pelo ruído e pela força das ondas de choque.
Os bombardeamentos tornaram-se menos intensos nas noites seguintes, mas a imprevisibilidade permanece. Os habitantes sabem que as forças norte-americanas dizem visar áreas militares, mas não conseguem antecipar quando ocorrerá o ataque seguinte, que locais serão atingidos ou até onde chegará o impacto das explosões.
A guerra veio juntar-se às dificuldades que Ahvaz já enfrentava. Com temperaturas que chegaram esta semana aos 49 graus, os cortes de eletricidade continuam a ocorrer diariamente e podem prolongar-se por mais de duas horas. Quando a energia falha, o abastecimento de água é também interrompido, tornando ainda mais difícil suportar o calor extremo.
As lojas permanecem abastecidas, mas recebem poucos clientes. A prolongada crise económica iraniana agravou-se com a guerra: os preços dos alimentos subiram, várias empresas despediram trabalhadores e muitas famílias têm cada vez menos dinheiro para comprar bens essenciais. Aos problemas económicos e aos cortes de água e eletricidade somam-se agora as explosões noturnas, as estradas danificadas e o receio de que novas infraestruturas indispensáveis à vida quotidiana possam ser atingidas.
Teerão anuncia suspensão dos compromissos com EUA em dia de novos ataques
Os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão trocaram hoje ataques a infraestruturas e alvos militares, ao mesmo tempo que um negociador iraniano anunciou a suspensão dos compromissos de Teerão no âmbito do acordo provisório com os norte-americanos.
O Comando Central dos EUA afirmou hoje que a sua sétima noite consecutiva de ataques atingiu “locais de vigilância, infraestruturas logísticas militares, armazéns subterrâneos de armas e capacidades marítimas”.
Por sua vez, Kazem Gharibabadi, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, disse à televisão estatal iraniana que “os EUA violaram os seus compromissos ao abrigo do acordo assinado há cerca de um mês e agora o Irão já não está a cumprir [os seus próprios compromissos]”.
Hoje, os danos mais significativos ocorreram no Kuwait, quando o Irão atacou uma estação de dessalinização de água e uma instalação petrolífera, de acordo com as autoridades do Kuwait e a Kuwait Petroleum Corporation.
Os ataques feriram várias pessoas nas instalações petrolíferas e provocaram um incêndio na estação de dessalinização, obrigando várias unidades de produção de energia a interromperem o funcionamento.
O Kuwait fechou temporariamente o seu espaço aéreo devido a ameaças de mísseis, e a Kuwait Airways informou que estava a reprogramar a maioria dos voos de e para a capital.
A Guarda Revolucionária Islâmica, entretanto, reforçou o seu aviso de que os países que acolhem forças norte-americanas devem estar “preparados para receber uma resposta correspondente”, segundo a televisão estatal iraniana.
As autoridades iranianas reconheceram que os recentes ataques dos EUA mataram dezenas de pessoas e feriram centenas no Irão. As forças armadas norte-americanas, por sua vez, admitiram que vários dos seus militares ficaram feridos.
Os ataques ocorrem num momento em que o Irão e os EUA disputam o controlo do Estreito de Ormuz.
O Irão afirmou que o estreito deve estar sob o seu controlo exclusivo e que os navios devem pagar taxas a Teerão.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, por seu turno, voltou a ameaçar atacar centrais elétricas e pontes para tentar obrigar o Irão a afrouxar o seu controlo sobre o estreito. Os EUA também restabeleceram um bloqueio naval aos portos iranianos para travar os seus embarques de petróleo bruto.
Egito também condena ataques iranianos no Golfo
"A República Árabe do Egito condena nos termos mais veementes os ataques iranianos que atingiram o Estado do Kuwait, o Reino do Bahrein e o Sultanato de Omã, incluindo ataques que atingiram diversas instalações civis e infraestruturas vitais — uma violação flagrante da soberania desses Estados e uma escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade da região do Golfo e aumenta a intensidade da tensão regional", disse o Ministério dos Negócios Exteriores do Egito no X (antigo Twitter).
"O Egito reafirma sua total solidariedade com as nações irmãs, e seu apoio, permanecendo ao lado delas no enfrentamento de qualquer coisa que ameace sua segurança, estabilidade e integridade territorial".
Catar condena ataques do Irão que "violam todas as linhas vermelhas"
"O Estado do Catar condena veementemente os novos ataques lançados pela República Islâmica do Irão contra os territórios do Reino Haxemita da Jordânia, do Reino do Bahrein e do Estado do Kuwait", anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar no X (antigo Twitter). "Consideramos que se trata de uma violação flagrante da soberania e da integridade territorial dos países visados, bem como de uma violação evidente do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e dos princípios de boa vizinhança".
Além disso, o órgão afirmou que "atacar centrais elétricas e plantas de dessalinização no Kuwait viola todas as linhas vermelhas".
Ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e dos Emirados Árabes conversam sobre guerra no Médio Oriente
Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, conversou com o seu homólogo dos Emirados Árabes Unidos por telefone. Na ligação, ambos falaram sobre a guerra no Médio Oriente e reafirmaram a necessidade de manter a navegação pelo Estreito de Hormuz segura e aberta a todos, avançou a agência de notícias russa Ria Novosti.
Irão executa homem acusado de matar um agente de segurança em 2022
O Irão executou um homem que foi condenado por matar um agente de segurança durante protestos em 2022. Na ocasião, a população foi às ruas devido ao assassinato de uma mulher que estava detida pela política, noticiou a Reuters, que citou a agência de notícias Mizan.
Netanyahu é um "criminoso de guerra", diz Mamdani
Zohran Mandani, presidente da Câmara de Nova Iorque, afirmou que o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu é um "criminoso de guerra que foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional", noticiou a Al Jazeera.
Além disso, Mamdani afirmou que está a conversar com o departamento legal da cidade para entender se ele tem jurisdição para ordenar a prisão de Netanyahu caso o político vá à Assembleia Geral da ONU na cidade em setembro. O israelita pode ser detido devido a um mandado de prisão emitido pelo TPI por crimes de guerra.