GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Ataques israelitas matam 12 pessoas no Líbano
Trump garante que o Irão concordou em "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz"
Na sua décima publicação na Truth Social numa só hora, Donald Trump afirmou que o Irão “concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz”.
“Deixará de ser usado como uma arma contra o mundo!”, escreveu Trump.
Siga ao minuto:
EUA "deixaram claro que qualquer apoio" da China ao Irão será "prejudicial" para a relação de ambos
Os Estados Unidos esperam persuadir a China a assumir um papel mais ativo na contenção das ações do Irão no Golfo Pérsico. É esta a expectativa do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, numa entrevista transmitida esta quarta-feira pela Fox News durante a visita de Trump a Pequim.
Drone do Hezbollah faz feridos em Israel junto à fronteira com o Líbano
Vários civis israelitas ficaram feridos esta quinta-feira após a queda de um drone explosivo lançado pelo Hezbollah junto à fronteira entre Israel e o Líbano, informou o exército israelita.
O aparelho caiu em território israelita e provocou ferimentos em várias pessoas, que foram levadas para unidades hospitalares para receber tratamento, escreve a Reuters, citando militares israelitas.
Teerão deixa ameaça após alegada viagem de Netanyahu aos Emirados
O Irão advertiu que "aqueles que se aliam a Israel para semear a discórdia serão responsabilizados", após o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter revelado uma alegada visita secreta aos Emirados Árabes Unidos.
Numa mensagem publicada na noite de quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano disse que Teerão já tinha conhecimento "há muito tempo" da visita que Netanyahu alega ter feito aos Emirados.
Abbas Araghchi declarou nas redes sociais que "Netanyahu revelou agora publicamente o que os serviços de segurança iranianos já tinham confirmado há algum tempo".
"Inimizade com o grande povo do Irão é uma aposta insensata. Conluio com Israel a este respeito: imperdoável", afirmou Araghchi, alertando "aqueles que se aliam a Israel para semear a discórdia" que "serão responsabilizados".
Horas antes, o gabinete de Netanyahu anunciou que o primeiro-ministro visitara secretamente os Emirados durante a ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, tendo sido recebido pelo Presidente, o xeque Mohammed bin Zayed Al-Nahyan.
“Em pleno decurso da operação [militar], o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, efetuou uma visita secreta aos Emirados Árabes Unidos”, indicou um comunicado oficial.
JD Vance sublinha que nuclear é 'linha vermelha' nas negociações com Teerão
O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou esta quarta-feira haver "progressos" nas negociações com o Irão para pôr fim ao conflito, mas sublinhando que o acesso da República Islâmica a armas nucleares é uma 'linha vermelha' para Washington.
Em conferência de imprensa, Vance indicou que manteve hoje contactos com Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados da Casa Branca encarregues de negociar com o Irão, bem como com aliados norte-americanos no mundo árabe, que recusou identificar.
"Acho que houve progressos. A questão fundamental é se estamos a progredir o suficiente para atingir a 'linha vermelha' do Presidente (Donald Trump)", disse Vance, enfatizando que esta é a de que a República Islâmica não obtenha uma arma nuclear.
Governo libanês reporta mais dez mortos em ataques israelitas no sul
Mais 10 pessoas foram esta quarta-feira mortas em ataques aéreos israelitas no sul do Líbano, adiantaram as autoridades locais, elevando o número de mortos do dia para pelo menos 22.
O ministério da Saúde libanês informou que seis pessoas, "incluindo três crianças e duas mulheres", foram mortas na cidade de Arab Salim, enquanto outra criança foi morta num ataque em Harouf, e outras três pessoas, "incluindo duas crianças", foram mortas em Roumin. As três localidades ficam no sul do Líbano.
EUA querem que a China pressione o Irão a mudar de rumo no Golfo
Os Estados Unidos esperam convencer a China a desempenhar um papel mais ativo na tentativa de persuadir o Irão a abandonar o rumo que está a seguir no Golfo, afirmou o secretário de Estado norte‑americano, Marco Rubio, numa entrevista transmitida pela Fox News esta quarta‑feira.
Emirados negam visita de Netanyahu ao país
O ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos negou, esta quarta‑feira, as notícias sobre uma alegada visita do primeiro‑ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ao país, acrescentando que quaisquer afirmações sobre visitas não anunciadas são “infundadas”.
Irão executou mais um prisioneiro
O Irão executou um homem condenado por esfaquear repetidamente e matar um polícia durante protestos que ocorreram em todo o país no início de 2026, informa a Reuters citando a agência de notícias Fars.
De acordo com o grupo de direitos humanos HRANA, as autoridades não permitiram que advogados independentes assumissem o caso.
Líbano apresenta queixa à ONU contra o Irão por arrastar país para a guerra
O Líbano apresentou uma queixa formal às Nações Unidas contra as autoridades iranianas, acusando-as de interferir nos assuntos internos e "de arrastar" o país para a guerra em curso na região.
Vance afirma que os EUA estão a "fazer progressos" nas negociações com o Irão
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse acreditar que estão a ser feitos progressos nas negociações com o Irão, depois de Trump ter rejeitado a última proposta de Teerão por ser inaceitável.
"Penso que estamos a progredir. A questão fundamental é se estamos a progredir o suficiente para satisfazer a linha vermelha do presidente", disse Vance aos jornalistas na Casa Branca. "E a linha vermelha é muito simples. Ele precisa de ter confiança de que implementámos uma série de proteções para que o Irão nunca tenha uma arma nuclear."
"Os EUA utilizaram armamento de precisão para minimizar danos colaterais [no Irão]. Não quer dizer que isso voltará a acontecer"
O tenente-general Rafael Martins considera que a intelligence ocidental "não funcionou a 100%" em relação ao Irão.
"Ao admitir que a China ganhou peso na guerra, Trump teria de reconhecer que precisa de Pequim"
O comentador da CNN Portugal Miguel Baumgartner afirma que Donald Trump nunca vai admitir a influência da China na região do Golfo Pérsico.
Emirados Árabes Unidos reafirmam diplomacia e rejeitam confronto com o Irão
Anwar Gargash, conselheiro do presidente dos Emirados Árabes Unidos, afirmou que os EAU continuam empenhados em soluções políticas e na diplomacia para resolver as tensões regionais, ao mesmo tempo que enfatizou o direito do país de defender a sua soberania.
De acordo com a Reuters, o responsável diz que os EAU não procuraram o conflito e trabalharam para o evitar, acrescentando que as relações entre os Estados árabes e o Irão não devem ser baseadas em confrontos.
"Donald Trump precisa da China para uma série de coisas, mas não pode reconhecer isso"
Marcos Farias Ferreira, especialista em Relações Internacionais, afirma que um encontro bilateral com Xi Jinping é benéfico para o presidente dos EUA, que "projeta uma imagem de estadista e de racionalidade de Estado".
"A questão do Irão está interligada à questão de Taiwan"
O comentador da CNN Portugal Tiago André Lopes afirma que tanto Xi Jinping como Donald Trump se consideram líderes da maior superpotência do mundo, tendo ambos "argumentos para isso".
"O ataque dos EUA ao Irão tem sempre os olhos postos na China"
Jorge Silva Carvalho, especialista em Informações e Defesa da CNN Portugal, aborda os principais temas da agenda internacional entre EUA e China, num dia em que Donald Trump chegou a Pequim para uma visita oficial.
Netanyahu fez “visita secreta” aos Emirados Árabes Unidos durante a guerra com o Irão
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, visitou os Emirados Árabes Unidos durante a guerra contra o Irão, anunciou o seu gabinete.
“Em plena Operação “Rugido do Leão”, o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu fez uma visita secreta aos Emirados Árabes Unidos e reuniu-se com o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed. Esta visita representou um avanço histórico nas relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos”, refere o comunicado.
"A China vai tentar convencer Trump a não fazer muito aquilo que fez na Venezuela e no Irão"
O tenente-general Marco Serronha afirma que Pequim "não gosta" e "não se dá bem no caos" e que, por isso, vai recomendar ao líder americano para não desestabilizar muito a ordem internacional.
Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão exige libertação imediata de quatro iranianos detidos no Kuwait
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, disse que o Kuwait atacou "ilegalmente" um barco iraniano e deteve quatro cidadãos iranianos no Golfo,
acrescentando que Teerão exige a sua libertação e reserva-se o direito de responder.
Na terça-feira, o Kuwait disse ter detido quatro pessoas ligadas à Guarda Revolucionária do Irão que tentaram infiltrar-se no país do Golfo por via marítima.
Petroleiro chinês atravessa com sucesso o Estreito de Ormuz no início da visita de Trump a Pequim
Um superpetroleiro de bandeira chinesa atravessou com sucesso o congestionado Estreito de Ormuz e está agora no Golfo de Omã, rumo à cidade insular chinesa de Zhoushan, como indicam os dados de rastreio.
A travessia acontece enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, visita a China, o principal importador de petróleo iraniano. Espera-se que incentive o líder chinês Xi Jinping a pressionar o Irão para reabrir a importante via navegável.
O petroleiro carregado, chamado Yuan Hua Hu, é uma das várias embarcações ligadas à China que transitaram pelo estreito nos últimos dias, antes da importante visita de Trump, de acordo com dados do fornecedor de informações marítimas MarineTraffic.
Os dados da MarineTraffic mostram que o Yuan Hua Hu atravessou o estreito hoje usando a rota norte perto da Ilha Larak, que o serviço de análise marítima Lloyd’s List Intelligence já tinha descrito como um posto de controlo utilizado pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão para controlar o acesso ao estreito.
O tráfego através da via navegável, uma importante rota de transporte de petróleo, diminuiu drasticamente desde o início da guerra com o Irão, com os navios relutantes em arriscar ataques ou apreensões no meio dos confrontos entre Teerão e Washington.
Por Billy Stockwell