GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Teerão afasta qualquer acordo após Trump rejeitar proposta iraniana
Irão declara Estreito de Ormuz "completamente aberto" depois de cessar-fogo no Líbano
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou esta sexta-feira que o Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios comerciais durante o período que resta de cessar-fogo.
“Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais através do Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta durante o período restante do cessar-fogo, pela rota coordenada conforme já anunciado pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irão”, escreveu Araghchi no X.
Ainda não é claro se o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos se mantém após o anúncio de Teerão.
In line with the ceasefire in Lebanon, the passage for all commercial vessels through Strait of Hormuz is declared completely open for the remaining period of ceasefire, on the coordinated route as already announced by Ports and Maritime Organisation of the Islamic Rep. of Iran.
— Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) April 17, 2026
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União Europeia afasta risco imediato de falta de combustível nos aviões
A Comissão Europeia disse hoje estar a mapear as reservas de emergência na União Europeia (UE) dada a crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente, mas descartou qualquer problema no abastecimento de combustível de aviação neste momento.
"As refinarias da UE cobrem cerca de 70% do consumo de combustível de aviação na Europa. Apenas 20% é importado dos países do Golfo e, nesta fase, não temos qualquer prova nem sinais de que exista um problema de abastecimento de combustível de aviação [jet fuel]", disse o comissário europeu dos Transportes, Apostolos Tzitzikostas.
Falando em conferência de imprensa em Bruxelas, no dia em que apresentou uma iniciativa de bilhete único para o setor ferroviário, o responsável apontou que a instituição vai "mapear as capacidades de refinação europeias, avaliar as necessidades e identificar possíveis ações coletivas para garantir a plena utilização das capacidades existentes e o acesso aos produtos em toda a UE, bem como aumentar a produção de biocombustíveis sustentáveis".
"Por outras palavras, queremos saber - e sabemos exatamente - quais são as reservas de emergência em cada país e em que quantidade existem, e apenas se necessário, o que não é o caso neste momento, nem há sinais de que venha a ser necessário num futuro próximo. Se necessário, começaremos a libertar reservas de emergência, mas de forma ordenada e com coordenação da UE", salientou.
De acordo com Apostolos Tzitzikostas, "o principal objetivo é maximizar a disponibilidade e a capacidade operacional do setor de refinação europeu e, ao mesmo tempo, estar preparado para qualquer possível cenário de, por exemplo, escalada no Médio Oriente".
"Naturalmente, o papel de coordenação da Comissão é essencial no acompanhamento e na decisão de ações coletivas, e estamos a trabalhar em todos os cenários possíveis nesta fase", referiu.
"Se necessário, poderemos até adotar algumas das políticas e decisões que já tomámos para facilitar os Estados-membros, companhias aéreas ou qualquer outro setor ou componente da economia europeia, novamente, se e apenas se for necessário, o que não é o caso atualmente", reforçou ainda Apostolos Tzitzikostas.
"Durante esta pausa, o Irão abriu a entrada para os túneis e acedeu aos sistemas lançadores e a mais munições"
O major-general Jorge Saramago, especialista militar da CNN Portugal, analisa a atual capacidade militar do Irão e dos EUA, à medida que as negociações parecem estar estagnadas.
As sanções americanas não impediram estas instalações petrolíferas de continuar a financiar o Irão
A algumas centenas de quilómetros do local onde Xi Jinping vai receber Donald Trump, uma rede de refinarias de petróleo chinesas tem injetado milhões de dólares na economia iraniana, apesar das sanções impostas pelos Estados Unidos.
A reportagem da CNN Internacional revela mais detalhes sobre este caso.
Irão tem "um terço da capacidade militar original anterior à guerra", diz Israel
De acordo com Yuval Steinitz, presidente da principal empresa do setor de defesa israelita, citado pelo correspondente da CNN Portugal em Israel, Henry Galsky, o Irão vai demorar "entre dois a quatro anos" a reconstruir a infraestrutura destruída pelos ataques conjuntos dos EUA e Israel.
Ataques israelitas fazem pelo menos oito mortos no sul do Líbano
Pelo menos oito pessoas morreram, incluindo dois menores, na sequência de uma série de ataques aéreos israelitas numa autoestrada costeira no sul do Líbano, informa a Aljazeera.
Os ataques ocorreram em Barja, Jiyeh e Saadiyat, na autoestrada Sidon-Sul, aponta Ministério da Saúde.
Ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão e Azerbaijão discutem guerra no Médio Oriente
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, falou por telefone com o homólogo do Azerbaijão, Jeyhun Bayramov, numa conversa centrada na guerra que envolve o Irão, os Estados Unidos e Israel.
Segundo a emissora estatal iraniana IRIB, os dois responsáveis discutiram as relações bilaterais e os mais recentes desenvolvimentos regionais, incluindo esforços diplomáticos ligados ao conflito no Médio Oriente.
O Azerbaijão, país vizinho do Irão e com uma numerosa comunidade azeri em território iraniano, enviou ajuda humanitária a Teerão e mostrou disponibilidade para apoiar iniciativas diplomáticas e de paz, aponta a Aljazeera.
"O mundo está a esgotar reservas de petróleo a um ritmo recorde", alerta AIE
As reservas mundiais de petróleo estão a diminuir rapidamente devido às perturbações no abastecimento causadas pela guerra com o Irão, cenário que poderá provocar novos aumentos acentuados nos preços da energia, alertou esta quarta-feira a Agência Internacional da Energia (AIE).
"O mundo está a esgotar reservas de petróleo a um ritmo recorde, numa altura em que os países importadores enfrentam perturbações sem precedentes no abastecimento proveniente do Médio Oriente", refere a AIE no relatório mensal sobre o mercado petrolífero divulgado esta quarta-feira.
"A rápida redução das reservas de segurança, num contexto de perturbações contínuas, poderá antecipar novos picos de preços", acrescenta a agência.
Segundo a AIE, as reservas globais de petróleo caíram 246 milhões de barris entre março e abril, para um total de 7,9 mil milhões de barris.
O relatório indica ainda que, só em abril, a redução diária das reservas mundiais correspondeu aproximadamente ao consumo diário combinado do Canadá e do Reino Unido.
As crescentes perdas de abastecimento provenientes do Estreito de Ormuz, que ultrapassam agora os mil milhões de barris, provocaram uma queda acentuada na procura global de petróleo, à medida que as empresas e as famílias reduziram o consumo em resposta ao aumento dos preços e à menor disponibilidade.
As "perdas mais acentuadas" verificam-se no setor petroquímico, onde há menos petróleo e gás natural para produzir bens essenciais, como plásticos, fertilizantes e produtos farmacêuticos, afirma a AIE.
O número de voos a descolar em todo o mundo «também se situa bem abaixo dos níveis normais, ajudando a aliviar parte da pressão sobre os preços do combustível para aviões, que quase triplicaram após o corte das exportações do Médio Oriente», acrescenta a agência.
"A crescente destruição da procura é impulsionada pela subida dos preços do petróleo desde o início da guerra”, sublinha a AIE.
A agência prevê agora que a procura mundial de petróleo atinja os 104 milhões de barris por dia este ano, menos 1,3 milhões de barris por dia do que a sua previsão pré-guerra.
Compra petróleo iraniano contornando sanções: é assim que a China tem conseguido ajudar Teerão
Cada vez mais perto de completar os três meses, a guerra no Irão mantém-se ativa, mesmo com negociações de paz em curso. O conflito começou no Médio Oriente mas já extravasou as fronteiras, contando com a influência de países como a China. A jornalista da CNN Portugal Andreia Palmeirim explica de que maneira Pequim tem dado apoio a Teerão.
Trump "não precisa" da ajuda de Xi no Irão: "Vamos ganhar de uma forma ou de outra"
A guerra com o Irão vai ser um dos assuntos em destaque na visita de Donald Trump à China. No entanto, o presidente norte-americano garante que não precisa da ajuda de Xi Jinping para resolver o conflito.
"A moeda de troca para que a China influencie o Irão a chegar a acordo poderá ser uma cedência americana em relação a Taiwan"
O comentador da CNN Portugal Filipe Santos Costa nota que Taiwan está "num sufoco", sem saber o que esperar do "impulsivo" presidente dos EUA nesta visita a Pequim.
Negociações de paz entre EUA e Irão "estão num coma" rodeadas de "generais e diplomatas à espera de ver como o paciente reage"
O coronel José Carmo analisa o impasse no processo negocial entre os EUA e o Irão, num momento em que ambas as partes mantém objetivos "inconciliáveis". O especialista militar da CNN Portugal antecipa também os efeitos que a visita de Trump a Pequim pode produzir nas conversações de paz.
China "tem interesse em que esta fragilidade dos EUA continue", por isso "não vai" falar com o Irão "sem nada em troca"
Nuno Gouveia, especialista em política norte-americana, antecipa a visita do presidente dos Estados Unidos a Pequim, onde o líder americano tem encontro marcado com o seu homólogo chinês, Xi Jinping.
Bolsas europeias recuperam apesar do impasse entre EUA e Irão
As bolsas europeias negociavam em alta, ao início da manhã, recuperando de uma forte queda registada na sessão anterior - numa altura em que os preços do petróleo aliviaram e as negociações entre os Estados Unidos e o Irão continuam bloqueadas.
O índice pan-europeu STOXX 600 subia 0,7%, para 611,06 pontos, às 08:03 de Portugal, depois de ter encerrado a sessão anterior com perdas de 1%.
As principais bolsas regionais também registavam ganhos, com o IBEX 35, em Espanha, a subir 0,6%, e o DAX, na Alemanha, a avançar 0,7%.
"As preocupações com possíveis interrupções no fornecimento e a incerteza em torno do Médio Oriente continuam a sustentar os preços do petróleo, mesmo numa altura em que os investidores têm dificuldade em identificar uma direção clara”, explicou Priyanka Sachdeva, analista sénior de mercados da Phillip Nova, citado pela Aljazeera.
"Se pensam que negociar passa por obter 100% de satisfação, isso não vai acontecer", diz MNE iraniano
O Irão garante que nunca vai aceitar que os Estados Unidos se imponham no processo de negociação de paz. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano acusa mesmo Washington de impor exigências maximalistas.
Petroleiro chinês atravessa Estreito de Ormuz enquanto Trump segue para Pequim
Um petroleiro de bandeira chinesa foi visto esta quarta-feira a tentar atravessar o congestionado Estreito de Ormuz, numa altura em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, seguia viagem para Pequim para uma reunião de alto risco com o líder chinês Xi Jinping.
O navio Yuan Hua Hu foi detetado a navegar para leste através do estreito durante a manhã de quarta-feira, segundo dados da plataforma MarineTraffic.
A embarcação deixou de aparecer nos sistemas de monitorização marítima por volta das 08:45 locais. Não é claro se desligou posteriormente o sistema automático de identificação (AIS).
O tráfego no Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, reduziu-se drasticamente desde o início da guerra com o Irão. Os navios que tentam fazer a travessia arriscam-se a ser atacados ou detidos. Os Estados Unidos impuseram também um bloqueio naval aos portos iranianos.
Dados da MarineTraffic indicam que o navio esteve no porto iraniano de Asaluyeh a 28 de fevereiro, dia em que começou o conflito, tendo permanecido desde então no Golfo Pérsico. O último porto onde atracou foi nos Emirados Árabes Unidos, a 20 de março.
Espera-se que Donald Trump pressione Xi Jinping a convencer o Irão a reabrir o Estreito de Ormuz e a aceitar um acordo de paz considerado aceitável por Washington.
A China é o principal importador de petróleo iraniano, recorrendo a uma rede de navios da chamada "shadow fleet" para transportar crude entre os portos iranianos e pequenas refinarias independentes chinesas.
Infarmed pede ao setor do medicamento que avalie riscos no abastecimento
O Infarmed pediu aos agentes económicos do setor do medicamento que avaliem potenciais riscos indiretos da guerra no Médio Oriente nas cadeias de fornecimento, assim como a dependência de fornecedores e matérias-primas.
Segundo uma nota divulgada no ‘site’, o Infarmed pediu igualmente aos fabricantes, titulares, importadores, distribuidores por grosso e outros operadores que reforcem os mecanismos de monitorização dos níveis de ‘stock’ e da capacidade de fornecimento de produtos críticos e que comuniquem ao Infarmed “com a maior brevidade possível” quaisquer constrangimentos “atuais ou previsíveis” que possam comprometer a disponibilidade de medicamentos ou dispositivos médicos.
Esta posição, segundo explica a informação divulgada, foi tomada após uma reunião, em abril, entre o Infarmed, a Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED) e a Associação Portuguesa de Medicamentos pela Equidade em Saúde, que representa a indústria dos genéricos e biossimilares.
Irão executa homem acusado de espionagem a favor de Israel
O Irão executou um homem condenado por espionagem a favor dos serviços secretos de Israel, depois de o Supremo Tribunal ter confirmado a sua sentença de morte, informou esta quarta-feira a agência noticiosa Mizan, ligada ao poder judicial.
De acordo com o grupo de direitos humanos HRANA, o arguido de 32 anos, chamado Ehsan Afrashteh, foi detido em 2024 e condenado à morte em 2025 com base em confissões forjadas.
Teerão afasta qualquer acordo após Trump rejeitar proposta iraniana
O Governo iraniano rejeitou a possibilidade de alterar as suas propostas para um fim duradouro da guerra, que o Presidente norte-americano Donald Trump considerou inúteis, mantendo-se assim o impasse diplomático no Médio Oriente.
"Não há alternativa senão aceitar os direitos do povo iraniano, tal como estabelecidos na proposta de 14 pontos. Qualquer outra abordagem seria infrutífera", sublinhou o principal negociador da República Islâmica, Mohammad Bagher Ghalibaf, na rede social X, mais de um mês após o estabelecimento de uma trégua precária.
O também presidente do Parlamento desafiou os negociadores norte-americanos, afirmando que "quanto mais protelarem, mais os contribuintes norte-americanos pagarão", numa altura em que os preços do petróleo se mantêm em níveis persistentemente elevados.