GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Ataques israelitas matam 12 pessoas no Líbano
Exército do Líbano acusa Israel de violar cessar-fogo
O Exército do Líbano denunciou hoje ataques israelitas, poucas horas após o início do cessar-fogo acordado entre Beirute e Telavive, que entrou em vigor à meia-noite (22:00 de quinta-feira em Lisboa).
As forças armadas libanesas afirmaram, em comunicado, ter registado "vários ataques israelitas, além de bombardeamentos intermitentes que afetaram uma série de aldeias", classificando-os como "violações do acordo".
Na sequência destes ataques, o Exército pediu à população para não regressar às localidades do sul do país.
Um acordo de cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel entrou em vigor à meia-noite local, após negociações mediadas pelos Estados Unidos.
A trégua foi anunciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, após conversas telefónicas com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o Presidente libanês, Joseph Aoun, em discussões que não incluíram o grupo xiita Hezbollah, responsável pelos ataques ao norte de Israel a partir do Líbano.
A tensão entre Israel e o Líbano ameaçava abalar o frágil cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, que terminará no dia 22, enquanto se espera que as conversações de paz sejam retomadas no Paquistão.
O serviço de alertas de Israel registou um possível ataque no norte do país, muito perto da fronteira com o Líbano, uma hora após a entrada em vigor da trégua temporária, apesar de o Hezbollah não ter reivindicado qualquer bombardeamento e de o exército israelita não se ter pronunciado sobre o assunto.
Siga ao minuto:
JD Vance sublinha que nuclear é 'linha vermelha' nas negociações com Teerão
O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou esta quarta-feira haver "progressos" nas negociações com o Irão para pôr fim ao conflito, mas sublinhando que o acesso da República Islâmica a armas nucleares é uma 'linha vermelha' para Washington.
Em conferência de imprensa, Vance indicou que manteve hoje contactos com Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados da Casa Branca encarregues de negociar com o Irão, bem como com aliados norte-americanos no mundo árabe, que recusou identificar.
"Acho que houve progressos. A questão fundamental é se estamos a progredir o suficiente para atingir a 'linha vermelha' do Presidente (Donald Trump)", disse Vance, enfatizando que esta é a de que a República Islâmica não obtenha uma arma nuclear.
Governo libanês reporta mais dez mortos em ataques israelitas no sul
Mais 10 pessoas foram esta quarta-feira mortas em ataques aéreos israelitas no sul do Líbano, adiantaram as autoridades locais, elevando o número de mortos do dia para pelo menos 22.
O ministério da Saúde libanês informou que seis pessoas, "incluindo três crianças e duas mulheres", foram mortas na cidade de Arab Salim, enquanto outra criança foi morta num ataque em Harouf, e outras três pessoas, "incluindo duas crianças", foram mortas em Roumin. As três localidades ficam no sul do Líbano.
EUA querem que a China pressione o Irão a mudar de rumo no Golfo
Os Estados Unidos esperam convencer a China a desempenhar um papel mais ativo na tentativa de persuadir o Irão a abandonar o rumo que está a seguir no Golfo, afirmou o secretário de Estado norte‑americano, Marco Rubio, numa entrevista transmitida pela Fox News esta quarta‑feira.
Emirados negam visita de Netanyahu ao país
O ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos negou, esta quarta‑feira, as notícias sobre uma alegada visita do primeiro‑ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ao país, acrescentando que quaisquer afirmações sobre visitas não anunciadas são “infundadas”.
Irão executou mais um prisioneiro
O Irão executou um homem condenado por esfaquear repetidamente e matar um polícia durante protestos que ocorreram em todo o país no início de 2026, informa a Reuters citando a agência de notícias Fars.
De acordo com o grupo de direitos humanos HRANA, as autoridades não permitiram que advogados independentes assumissem o caso.
Líbano apresenta queixa à ONU contra o Irão por arrastar país para a guerra
O Líbano apresentou uma queixa formal às Nações Unidas contra as autoridades iranianas, acusando-as de interferir nos assuntos internos e "de arrastar" o país para a guerra em curso na região.
Vance afirma que os EUA estão a "fazer progressos" nas negociações com o Irão
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse acreditar que estão a ser feitos progressos nas negociações com o Irão, depois de Trump ter rejeitado a última proposta de Teerão por ser inaceitável.
"Penso que estamos a progredir. A questão fundamental é se estamos a progredir o suficiente para satisfazer a linha vermelha do presidente", disse Vance aos jornalistas na Casa Branca. "E a linha vermelha é muito simples. Ele precisa de ter confiança de que implementámos uma série de proteções para que o Irão nunca tenha uma arma nuclear."
"Os EUA utilizaram armamento de precisão para minimizar danos colaterais [no Irão]. Não quer dizer que isso voltará a acontecer"
O tenente-general Rafael Martins considera que a intelligence ocidental "não funcionou a 100%" em relação ao Irão.
"Ao admitir que a China ganhou peso na guerra, Trump teria de reconhecer que precisa de Pequim"
O comentador da CNN Portugal Miguel Baumgartner afirma que Donald Trump nunca vai admitir a influência da China na região do Golfo Pérsico.
Emirados Árabes Unidos reafirmam diplomacia e rejeitam confronto com o Irão
Anwar Gargash, conselheiro do presidente dos Emirados Árabes Unidos, afirmou que os EAU continuam empenhados em soluções políticas e na diplomacia para resolver as tensões regionais, ao mesmo tempo que enfatizou o direito do país de defender a sua soberania.
De acordo com a Reuters, o responsável diz que os EAU não procuraram o conflito e trabalharam para o evitar, acrescentando que as relações entre os Estados árabes e o Irão não devem ser baseadas em confrontos.
"Donald Trump precisa da China para uma série de coisas, mas não pode reconhecer isso"
Marcos Farias Ferreira, especialista em Relações Internacionais, afirma que um encontro bilateral com Xi Jinping é benéfico para o presidente dos EUA, que "projeta uma imagem de estadista e de racionalidade de Estado".
"A questão do Irão está interligada à questão de Taiwan"
O comentador da CNN Portugal Tiago André Lopes afirma que tanto Xi Jinping como Donald Trump se consideram líderes da maior superpotência do mundo, tendo ambos "argumentos para isso".
"O ataque dos EUA ao Irão tem sempre os olhos postos na China"
Jorge Silva Carvalho, especialista em Informações e Defesa da CNN Portugal, aborda os principais temas da agenda internacional entre EUA e China, num dia em que Donald Trump chegou a Pequim para uma visita oficial.
Netanyahu fez “visita secreta” aos Emirados Árabes Unidos durante a guerra com o Irão
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, visitou os Emirados Árabes Unidos durante a guerra contra o Irão, anunciou o seu gabinete.
“Em plena Operação “Rugido do Leão”, o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu fez uma visita secreta aos Emirados Árabes Unidos e reuniu-se com o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed. Esta visita representou um avanço histórico nas relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos”, refere o comunicado.
"A China vai tentar convencer Trump a não fazer muito aquilo que fez na Venezuela e no Irão"
O tenente-general Marco Serronha afirma que Pequim "não gosta" e "não se dá bem no caos" e que, por isso, vai recomendar ao líder americano para não desestabilizar muito a ordem internacional.
Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão exige libertação imediata de quatro iranianos detidos no Kuwait
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, disse que o Kuwait atacou "ilegalmente" um barco iraniano e deteve quatro cidadãos iranianos no Golfo,
acrescentando que Teerão exige a sua libertação e reserva-se o direito de responder.
Na terça-feira, o Kuwait disse ter detido quatro pessoas ligadas à Guarda Revolucionária do Irão que tentaram infiltrar-se no país do Golfo por via marítima.
Petroleiro chinês atravessa com sucesso o Estreito de Ormuz no início da visita de Trump a Pequim
Um superpetroleiro de bandeira chinesa atravessou com sucesso o congestionado Estreito de Ormuz e está agora no Golfo de Omã, rumo à cidade insular chinesa de Zhoushan, como indicam os dados de rastreio.
A travessia acontece enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, visita a China, o principal importador de petróleo iraniano. Espera-se que incentive o líder chinês Xi Jinping a pressionar o Irão para reabrir a importante via navegável.
O petroleiro carregado, chamado Yuan Hua Hu, é uma das várias embarcações ligadas à China que transitaram pelo estreito nos últimos dias, antes da importante visita de Trump, de acordo com dados do fornecedor de informações marítimas MarineTraffic.
Os dados da MarineTraffic mostram que o Yuan Hua Hu atravessou o estreito hoje usando a rota norte perto da Ilha Larak, que o serviço de análise marítima Lloyd’s List Intelligence já tinha descrito como um posto de controlo utilizado pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão para controlar o acesso ao estreito.
O tráfego através da via navegável, uma importante rota de transporte de petróleo, diminuiu drasticamente desde o início da guerra com o Irão, com os navios relutantes em arriscar ataques ou apreensões no meio dos confrontos entre Teerão e Washington.
Por Billy Stockwell
Irão "tem sido bem-sucedido" a atacar aliados dos EUA
O coronel José Carmo comenta o mais recente relatório do New York Times, que dá conta da capacidade militar do Irão ao fim de dois meses de guerra.
Ataques israelitas matam 12 pessoas no Líbano
Os ataques israelitas mataram pelo menos 12 pessoas – incluindo uma mãe e duas crianças – no Líbano, esta quarta-feira, segundo as autoridades de saúde, num momento de escalada de violência entre Israel e o grupo militante Hezbollah.
Três ataques letais contra as cidades costeiras de Barja, Jiyeh e Saadiyat, "visando a autoestrada costeira que liga Sidon ao sul", mataram oito pessoas, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), citando o Ministério da Saúde Pública do país. A CNN contactou o exército israelita para obter comentários.
Pode ver-se fumo cinzento a subir sobre edifícios altos arborizados e carros ficaram em chamas depois de o exército israelita ter lançado ataques contra uma extensa área de cidades e aldeias no sul, acrescentou a NNA. Ataques contra veículos no distrito de Tiro e em Sidon mataram quatro pessoas, informou o Ministério da Saúde libanês.
Esta quarta-feira, o exército israelita começou a atacar o que descreveu como "infraestruturas terroristas do Hezbollah" em várias partes do sul do Líbano.
O Hezbollah também lançou 10 ataques contra postos militares israelitas, de acordo com vários comunicados do grupo. As forças israelitas reportaram o lançamento de “vários rockets” e “drones explosivos” contra soldados no sul do país, acrescentando que não houve feridos.
A campanha israelita matou 2.896 pessoas e feriu outras 8.824 desde o início de março, informou o Ministério da Saúde do Líbano. Os defensores dos direitos humanos têm apelado reiteradamente a um cessar-fogo definitivo entre Israel e o Líbano antes das negociações a nível dos embaixadores em Washington, D.C., ainda esta semana.
Por Charbel Mallo, Dana Karni e Sana Noor Haq
China "não tem pressa" para resolver bloqueio em Ormuz - tem reservas suficientes para sete meses
Miguel Baumgartner analisa a posição em que se encontram os EUA e a China, antes de ambas as partes partirem para conversas sobre o Irão. O comentador da CNN Portugal lembra também que Donald Trump sabe que Pequim pode ajudá-lo a desbloquear o problema em Teerão, dada a importância que a China tem na região.