GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | GUERRA | Começam as conversações trilaterais entre o Irão, os EUA e o Paquistão
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
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Irão enviou as suas linhas vermelhas ao primeiro-ministro do Paquistão. E são várias
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Fonte iraniana diz que os EUA concordaram libertar os ativos congelados. Casa Branca nega
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Serviços secretos dos EUA indicam que a China está a preparar um carregamento de armas para o Irão
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Depois do seu famosos tweet de 2017 que ninguém percebeu e no qual usava o termo (ou neologismo) "covfefe", Trump volta a escrever uma frase intrigante nas redes sociais: "WORLD’S MOST POWERFUL RESET!!! President DJT". Entretanto esclareceu - mais ou menos - o que isto quer dizer
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Irão impõe duas condições aos EUA para iniciar as negociações de paz
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"A Espanha difamou os nossos heróis. Temos o exército mais moral do mundo", diz Netanyahu - que anuncia decisão para fazer Espanha "pagar". Pedro Sánchez já reagiu: pede a suspensão do Acordo de Associação entre a UE e Israel, de forma a que se evite"uma nova Gaza no Líbano"
Israel diz que destruiu o avião do antigo líder supremo do Irão
De acordo com a Reuters, Israel anunciou que destruiu o avião usado pelo antigo líder supremo do Irão, Ali Khamenei, no Aeroporto Internacional de Mehrabad.
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China "tem agora uma oportunidade de surgir, no plano internacional, como o grande pacificador"
Pedro Trovão do Rosário, especialista em direito internacional, analisa o papel da República Popular da China no conflito entre EUA e Irão.
Trump afirma que EUA iniciaram desbloqueio do Estreito de Ormuz
O Presidente Trump afirmou este sábado que os Estados Unidos (EUA) iniciaram o desbloqueio do Estreito de Ormuz, acusando novamente vários países de não estarem a fazer o suficiente para garantir a segurança desta importante via navegável bloqueada pelo Irão.
“Estamos agora a iniciar o processo para desobstruir o Estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo, incluindo a China, o Japão, a Coreia do Sul, a França, a Alemanha e muitos outros”, escreveu o Presidente norte-americano, Donald Trump, na sua plataforma Truth Social.
Trump acusou ainda aqueles países de “inacreditavelmente”, não terem “a coragem ou a vontade de fazer eles próprios o trabalho”.
Segundo o portal norte-americano Axios, citando um responsável norte-americano, vários navios da Marinha dos EUA transitaram hoje pelo Estreito de Ormuz, numa operação destinada a dar confiança aos navios comerciais para também tentarem navegar pelo estreito.
Segundo a AFP, um alto funcionário militar iraniano, citado pela televisão estatal, desmentiu a reportagem do Axios.
Donald Trump atacou ainda os meios de comunicação social, que, segundo ele, afirmam que o Irão está a ganhar a guerra contra os Estados Unidos, “quando na realidade todos sabem que estão a perder, e a perder feio”.
“A única coisa a favor deles é a ameaça de que um navio possa 'atingir' uma das suas minas navais” no estreito, reconheceu, ao mesmo tempo que afirmou que “todos os seus 28 navios minadores estão no fundo do mar” desde os ataques norte-americanos.
A mensagem de Donald Trump surge no início das conversações de paz entre os EUA e o Irão no Paquistão, durante as quais a questão da navegação pelo Estreito de Ormuz será um tema central.
A navegação continua dificultada nesta via navegável estratégica para o petróleo e o comércio global, que está praticamente bloqueada pelo Irão desde o início da guerra, embora a sua reabertura tenha sido uma condição do cessar-fogo.
Sem adiantar detalhes, o Presidente norte-americano afirmou ainda que “petroleiros vazios de muitos países estão a caminho dos Estados Unidos para carregar petróleo”.
Iranianos em Lisboa pedem reatamento da guerra para efetiva mudança de regime
Dezenas de iranianos reuniram-se hoje em frente da embaixada norte-americana em Lisboa para pedir o reatamento da guerra até que se verifique uma verdadeira mudança de regime no Irão, quando se iniciaram as negociações entre Teerão e Washington.
Cerca de 50 iranianos de várias regiões do país juntaram-se para transmitir aos Estados Unidos que o atual regime iraniano continuará a ser uma ameaça para o povo, admitindo a possibilidade da continuação da guerra desde que seja consumado o fim da República Islâmica.
Estados Unidos e Irão acordaram um frágil cessar-fogo de duas semanas na terça-feira e enviaram delegações para o Paquistão para negociações que deverão decorrer ao longo do fim de semana.
Navio militar dos EUA recebeu aviso do Irão para não atravessar o estreito de Ormuz
A televisão estatal iraniana avançou que foi emitido um aviso a um navio militar dos EUA de que seria atacado "dentro de 30 minutos" se tentasse atravessar o Estreito de Ormuz, escreve a Reuters.
O navio terá depois recuado, afirmou um alto funcionário militar iraniano.
No entanto, um funcionário dos EUA, já veio negar que um navio militar norte-americano tenha recebido um aviso do Irão.
Irão nega passagem de navios dos EUA
Um alto oficial militar iraniano veio negar a notícia de que navios dos Estados Unidos tinham atravessado o estreito de Ormuz, avança a estação de televisão estatal, citada pela Reuters.
Primeiro separados, depois a três
Os meios de comunicação iranianos anunciaram o início das negociações para pôr fim à guerra entre o Irão e os Estados Unidos que têm lugar no Paquistão, mediador dos esforços de paz.
Referindo-se, nomeadamente, aos “progressos alcançados nas conversações e à limitação dos ataques do regime sionista no sul de Beirute, no Líbano”, as agências iranianas Fars e Tasnim indicaram que tinha sido “decidido iniciar negociações entre o Irão e os Estados Unidos em Islamabad”, sem especificar nem a agenda nem se o formato era de negociações diretas ou indiretas.
Outras agências iranianas, a Mehr e a Isna, publicaram a mesma informação, após o anúncio do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que recebeu as duas delegações separadamente, sobre o início das negociações.
Vários navios da marinha dos EUA atravessam o estreito de Ormuz
Vários navios da marinha dos Estados Unidos atravessam o estreito de Ormuz este sábado, escreve a agência Reuters, citando um jornalista da Axios.
Já começam as conversações trilaterais entre o Irão, os EUA e o Paquistão
Já começam as conversações trilaterais entre o Irão, os EUA e o Paquistão, escreve a Reuters, que cita uma fonte do Paquistão.
Também o canal de televisão a CBS avançou que as negociações de paz sobre o Irão em Islamabad já começaram.
Macron discutiu o cessar-fogo no Irão e a situação na Ucrânia com Erdogan
O presidente francês Emmanuel Macron afirmou este sábado sábado que tinha discutido as negociações de cessar-fogo no Irão e a situação na Ucrânia com o presidente turco Tayyip Erdogan, escreve a Reuters.
"Discutimos inicialmente a situação no Médio Oriente, e apelámos a todas as partes para que respeitem o cessar-fogo e garantam que este se aplique ao Líbano, bem como para que todas as partes respeitem a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, e
salientámos a importância de se chegar a uma solução diplomática forte e duradoura", escreveu Macron no X.
Ataques israelitas no Líbano causam 10 mortos, incluindo três socorristas
Ataques aéreos israelitas no sul do Líbano mataram este sábado 10 pessoas, incluindo três socorristas, informou o Ministério da Saúde, enquanto meios de comunicação estatais avançaram que cerca de 10 localidades foram alvo da ofensiva.
Segundo o governo libanês, citado pela AFP, três ataques atingiram três locais no distrito de Nabatieh, matando, entre outros, um membro da Defesa Civil e dois socorristas do Comité Islâmico de Saúde, afiliado do grupo xiita libanês pró-iraniano Hezbollah.
O Ministério da Saúde denunciou os ataques contra socorristas como “sistemáticos” por parte de Israel, que está em guerra com o movimento libanês pró-Irão desde 02 de março.
Os Estados Unidos (EUA) e o Irão iniciam hoje negociações de paz, em Islamabad, capital do Paquistão, dominadas pelo fim do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.
Além do fim daquele bloqueio, o programa nuclear iraniano e a produção de mísseis de longo alcance também estão no centro das conversações.
Teerão exigiu que o cessar-fogo abranja também os confrontos entre Israel e o Hezbollah e o desbloqueio dos ativos do país antes de se sentar à mesa das negociações.
Israel e EUA consideraram que o Líbano não está abrangido pelo cessar-fogo em vigor, apesar de a mediação paquistanesa ter dito o contrário e de Teerão incluir os ataques de Israel no país vizinho nas violações da trégua que diz terem sido já cometidas.
Primeiro-ministro paquistanês reuniu-se com vice-presidente norte-americano
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou que se reuniu hoje com o vice-presidente norte-americano, JD Vance, no início das negociações com o Irão para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, em Islamabad.
“Com o início das Conversações de Islamabad hoje, o primeiro-ministro paquistanês, Muhammad Shehbaz Sharif, reuniu-se com sua excelência JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos da América”, informou o gabinete do primeiro-ministro, em comunicado citado pelas agências internacionais, sem especificar como as conversações irão prosseguir.
O enviado especial dos Estados Unidos (EUA), Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, também estiveram presentes, acrescentou a mesma nota.
Segundo a televisão estatal iraniana, a delegação iraniana em Islamabad reuniu-se também com Sharif, cujo país está a desempenhar um papel de mediador no conflito.
Na sua declaração, Sharif elogiou “o empenho de ambas as delegações em se envolverem de forma construtiva”, expressando a sua esperança de que “estas negociações sirvam de trampolim para uma paz duradoura na região”.
EUA e Irão iniciam hoje negociações de paz, em Islamabad, dominadas pelo fim do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.
Além do fim daquele bloqueio, o programa nuclear iraniano e a produção de mísseis de longo alcance também estão no centro das conversações.
Teerão exigiu que o cessar-fogo abranja também os confrontos entre Israel e o grupo xiita libanês pró-iraniano Hezbollah e o desbloqueio dos ativos do país antes de se sentar à mesa das negociações.
Israel e Estados Unidos consideraram que o Líbano não está abrangido pelo cessar-fogo em vigor, apesar de a mediação paquistanesa ter dito o contrário e de Teerão incluir os ataques de Israel no país vizinho nas violações da trégua que diz terem sido já cometidas.
Trump diz que muitos petroleiros vazios estão a caminho dos Estados Unidos
Donald Trump diz que muitos petroleiros completamente vazios, alguns dos maiores do Mundo, estão a caminho dos Estados Unidos neste momento para abastecerem com petróleo (e gás), escreve a agência Reuters.
Irão enviou as suas linhas vermelhas ao primeiro-ministro do Paquistão. E são várias
As propostas e linhas vermelhas do Irão foram anviadas ao primeiro-ministro do Paquistão, afirmou o jornalista da televisão estatal iraniana que se encontra em Islamabad, citado pela agência Reuters.
As linhas vermelhas incluem o estreito de Ormuz, o pagamento de reparações de guerra, o desbloqueamento dos ativos congelados e um cessar-fogo em toda a região, adiantou a mesma fonte.
Deputado do Hezbollah repudia negociações diretas do Líbano com Israel
O deputado do Hezbollah Hassan Fadlallah reafirmou hoje a recusa do movimento libanês pró-iraniano de negociações diretas entre o Líbano e Israel, previstas para a próxima semana.
A Presidência libanesa anunciou a realização de um encontro, na próxima semana, em Washington, entre representantes do Líbano e Israel.
Para o deputado libanês, estas negociações constituem “uma violação flagrante do pacto (nacional), da Constituição e das leis libanesas”.
“Exacerbam as divisões internas num momento em que o Líbano precisa, mais do que nunca, de solidariedade e unidade interna para fazer face à agressão israelita”, declarou o deputado, num comunicado.
Noutro comunicado, o embaixador israelita nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, afirmou na sexta-feira que Israel recusa discutir qualquer cessar-fogo com o movimento pró-iraniano Hezbollah durante as negociações com o Líbano.
Leiter vincou, na sequência de uma reunião com o homólogo libanês para organizar as conversações em Washington, que "recusa discutir um cessar-fogo com a organização terrorista Hezbollah".
A reunião agendada para terça-feira visa estabelecer "uma trégua e uma data para o início das negociações entre Líbano e Israel sob orientação dos Estados Unidos", segundo o comunicado emitido hoje pelo gabinete da Presidência do Líbano.
A confirmação do encontro surge depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter anunciado, na quinta-feira, o início de negociações diretas com o Governo libanês destinadas a desarmar o grupo xiita Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países.
Também na quinta-feira, o Líbano manifestou a intenção de obter um cessar-fogo antes do início de qualquer negociação, segundo uma declaração prestada por um elemento do Governo à agência France Presse (AFP).
Estados Unidos e o Irão acordaram um cessar-fogo para abrir espaço a negociações sobre o conflito que atinge a região do Golfo desde 28 de fevereiro, mas Washington e Telavive argumentaram que o cessar-fogo não se aplica ao Líbano, apesar de o Paquistão, país mediador, ter inicialmente indicado o contrário.
Delegação iraniana reúne-se com PM paquistanês para definir termos das negociações
A delegação iraniana que irá, hoje, ter negociações com os Estados Unidos em Islamabad, encontrou-se com o primeiro-ministro paquistanês Shahbaz Sharif, mediador das conversações e do cessar-fogo atualmente em vigor, indicou a televisão estatal iraniana.
De acordo com a televisão iraniana, citada pela agência France-Presse (AFP), os detalhes das conversações entre as partes, cuja agenda e formato ainda não são conhecidos, serão definidos após esta reunião.
O Irão decidirá depois se pretende ou não iniciar as negociações hoje, afirmou a agência de notícias iraniana Fars, acrescentando que foram trocadas "novas mensagens" entre o Irão e os Estados Unidos na sexta-feira à noite.
Teerão afirma ainda ter estabelecido duas pré-condições para as negociações: "um cessar-fogo no Líbano", onde Israel trava uma campanha sangrenta contra o Hezbollah (apoiado pelo Irão), e o "desbloqueio dos ativos iranianos".
O primeiro vice-presidente do Irão afirmou hoje que se os Estados Unidos derem prioridade aos seus interesses em vez dos de Israel pode haver
Já o presidente do parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, que encabeça a delegação do seu país nas negociações, afirmou que mantém a "boa vontade" de negociar, mesmo que tenha realçado a sua absoluta falta de confiança nos Estados Unidos.
Estados Unidos e Irão iniciam hoje negociações de paz, em Islamabad, dominadas pelo fim do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados e Israel contra a República Islâmica.
Além do fim daquele bloqueio, o programa nuclear iraniano e a produção de mísseis de longo alcance também estão no centro das conversações.
Teerão exigiu que o cessar-fogo abranja também os confrontos entre Israel e o grupo xiita libanês pró-iraniano Hezbollah e o desbloqueio dos ativos do país antes de se sentar à mesa das negociações.
Israel e Estados Unidos consideraram que o Líbano não está abrangido pelo cessar-fogo em vigor, apesar de a mediação paquistanesa ter dito o contrário e Teerão inclua os ataques de Israel no país vizinho nas violações da trégua que diz terem sido já cometidas.
Além do vice-presidente norte-americano, JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump.
Uma delegação do Irão liderada pelo presidente do parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf, aterrou na sexta-feira em Islamabad.
Casa Branca nega que EUA tenham concordado em descongelar ativos
A Casa Branca veio negar a notícia de que os EUA teriam concordado em descongelar ativos iranianos, avança a agência Reuters.
Se EUA priorizarem os seus interesses aos de Israel pode haver acordo, assume Teerão
O primeiro vice-presidente do Irão afirmou este sábado que se os Estados Unidos derem prioridade aos seus interesses em vez dos de Israel pode haver acordo nas negociações de paz que se iniciam hoje no Paquistão.
"Se negociamos em Islamabad com representantes dos 'Estados Unidos primeiro', é provável alcançar um acordo que beneficie ambas as partes e o mundo", escreveu Mohamed Reza Aref, primeiro vice-presidente do Irão, na rede social X, citado pela agência Efe.
If we negotiate in Islamabad with representatives of 'America First,' an agreement beneficial to both sides and the world is probable. However, if we face representatives of 'Israel First,' there will be no deal; we will inevitably continue our defense even more vigorously than…
— Aref| First VP Iran (@fvpresidentiran) April 11, 2026
A horas do início das negociações entre as delegações dos Estados Unidos e do Irão em Islamabad, Aref acrescentou que se Teerão enfrentar "representantes de 'Israel primeiro', não haverá acordo".
Nesse caso, assinalou que "inevitavelmente o Irão continuará a sua defesa com ainda mais firmeza do que antes, e o mundo enfrentará maiores custos".
Já o presidente do parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, que encabeça a delegação do seu país nas negociações, afirmou que mantém a "boa vontade" de negociar, mesmo que tenha realçado a sua absoluta falta de confiança nos Estados Unidos.
"Temos boa vontade, mas não confiamos nos Estados Unidos devido às experiências das últimas negociações", disse, em referência às negociações sobre a questão nuclear de 2025 e de janeiro, que terminaram em ofensivas israelo-americanas contra o país persa.
Além de Qalibaf, fazem parte da delegação iraniana o ministro dos Negócios Estrangeiros Abbas Araghchi e o secretário do Conselho de Defesa do Irão, Ali Akbar Ahmadian, entre outras autoridades do setor militar e financeiro.
A delegação dos Estados Unidos é formada pelo vice-presidente JD Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e o assessor Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, além de representantes do Pentágono.
Fonte iraniana diz que os EUA concordaram libertar os ativos congelados
Uma fonte iraniana de alto nível disse à agência Reuters que os Estados Unidos concordaram libertar os ativos iranianos congelados no Catar e em outros bancos estrangeiros.
A mesma fonte acrescentou que isso foi visto por Teerão como um gesto de boa vontade e um sinal de seriedade em relação a um acordo de paz duradoro.
A mesma fonte admitiu que o descongelamentos destes ativos está também "diretamente ligado à garantia de uma passagem segura pelo estreito de Ormuz", antes de qualquer acordo de paz.
Delegação do Irão no Paquistão é composta por 71 pessoas
A delegação iraniana em Islamabad é composta por 71 pessoas, incluindo negociadores, especialistas, representantes da comunicação social e pessoal de segurança, informou no sábado a agência estatal Tasnim.
Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, lidera a delegação, que inclui também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, informou a Tasnim.
"Dada a complexidade e a elevada sensibilidade das negociações entre o Irão e os Estados Unidos, a delegação iraniana inclui não só os principais negociadores, mas também comissões técnicas e de peritos para as consultas necessárias", referiu a reportagem.
Exigências feitas por Irão e EUA para o fim do conflito "são incompatíveis, mas não são difíceis de dirimir-se"
Khalid Sacoor Jamal, presidente do Instituto de Cooperação Luso-Árabe, analisa as posições defendidas por EUA e Irão nas negociações para o fim do conflito no Médio Oriente.