GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Trump lança ultimato final ao Irão: "Acabou-se o 'Senhor Bonzinho'"
Donald Trump avisa que a NATO enfrenta um "futuro muito mau" se os aliados não ajudarem os EUA no Irão
Donald Trump alertou que a NATO enfrenta um futuro "muito mau" se os aliados dos EUA não ajudarem na abertura do Estreito de Ormuz, enviando uma mensagem direta às nações europeias para que se juntem ao seu esforço de guerra no Irão.
Os comentários de Trump, feitos numa chamada telefónica de oito minutos com o Financial Times, este domingo.
O presidente norte-americano disse que poderá também adiar a sua cimeira com o presidente chinês, Xi Jinping, ainda este mês, enquanto pressiona Pequim para que ajude a desbloquear a importante via navegável. "É justo que aqueles que beneficiam do Estreito ajudem a garantir que nada de mal acontece lá", disse Trump, defendendo que a Europa e a China são altamente dependentes do petróleo do Golfo, ao contrário dos EUA.
"Se não houver resposta, ou se a resposta for negativa, penso que será muito mau para o futuro da NATO", acrescentou.
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Netanyahu volta a adiar presença em tribunal em caso de corrupção
O Tribunal Distrital de Jerusalém aprovou a solicitação do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para cancelar a sua presença, prevista para segunda-feira, no âmbito do processo que enfrenta por corrupção, noticiaram media israelitas.
A decisão implica uma nova suspensão (algo praticamente rotineiro) do testemunho programado para segunda-feira, depois de o governante alegar a existência de restrições relacionadas com a sua agenda e a situação de segurança, informaram o Ynet e o Canal 12.
O Ministério Público tinha-se oposto à petição do chefe do Executivo israelita, ao questionar os motivos expostos para o adiamento da sua declaração, argumentando que não pode invocar razões de segurança no contexto de cessar-fogo em vigor com o Irão e o Líbano.
Preços da gasolina poderão não descer abaixo dos três dólares por galão até 2027
Os preços da gasolina podem não voltar a ficar abaixo dos 3 dólares por galão até "ao próximo ano", afirmou este domingo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, sem excluir a possibilidade de esse valor de referência ser atingido "ainda este ano".
"Ainda assim, os preços provavelmente já atingiram o pico e vão começar a descer. Certamente, com a resolução deste conflito… os preços da energia em geral irão baixar", disse Wright a Jake Tapper no programa State of the Union da CNN.
Os preços da gasolina subiram mais de um dólar por galão para a gasolina sem chumbo normal desde que o conflito com o Irão começou no final de fevereiro, impulsionados principalmente pelas perturbações nos fluxos globais de petróleo através do Estreito de Ormuz.
Há seis semanas, Wright disse no mesmo programa da CNN que os aumentos de preços nas bombas seriam de curta duração, afirmando: "na pior das hipóteses, isto é uma questão de semanas, não de meses".
Questionado sobre a publicação do presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais esta manhã, na qual afirmava que “os Estados Unidos não perdem nada” com o Estreito de Ormuz fechado, Wright respondeu: “Pôr fim a este conflito de 47 anos e impedir que o Irão obtenha armas nucleares, claro, trouxe consigo perturbações a curto prazo.”
"Acho que, no entanto, temos gerido a situação de forma fantástica", acrescentou Wright.
O custo médio de um galão de gasolina normal (cerca de 3,78 litros) nos EUA é atualmente de 4,05 dólares, abaixo do pico recente de 4,17 dólares, mas muito superior aos 2,98 dólares pela mesma quantidade de gasolina que os condutores pagavam antes do início do conflito iniciado pelos EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.
Israel ameaça "usar toda a sua força" no Líbano
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, avisou este domingo que as tropas israelitas têm instruções para usar "toda a sua força" se forem alvo de qualquer ameaça no Líbano, apesar do cessar-fogo em curso.
De acordo com a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), o governante também afirmou, num evento na Cisjordânia ocupada, que o exército recebeu ordens para "destruir as casa nas aldeias próximas da fronteira que servem, de todas as maneiras, de postos avançados terroristas do Hezbollah e ameaçam as comunidades israelitas.
A situação permanece muito instável no Líbano, onde um frágil cessar-fogo entrou em vigor na quinta-feira, anunciado por Washington após uma reunião, no início da semana, entre os embaixadores libanês e israelita nos Estados Unidos, o primeiro encontro deste tipo em décadas.
O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel, em 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.
No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os seus ataques aéreos contra o país vizinho.
Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país.
Em declarações feitas no sábado, o líder do Hezbollah prometeu retaliar contra os ataques israelitas no Líbano.
"Um cessar-fogo significa a cessação completa de todas as hostilidades. Como não confiamos neste inimigo [Israel], os combatentes da resistência permanecerão no terreno, prontos para disparar, e responderão a quaisquer violações", garantiu Naim Qassem num comunicado lido na televisão, acrescentando que uma trégua não pode ser unilateral.
O líder do Hezbollah afirmou que a forma como "os Estados Unidos estão a impor o seu texto e a falar em nome do Governo libanês" é um insulto ao Líbano.
Teerão reitera que bloqueio naval dos Estados Unidos viola cessar-fogo
O Irão reafirmou que o bloqueio naval norte-americano constitui "não só uma violação do cessar-fogo", mas também "um ato ilegal e criminoso".
“Ao infligir deliberadamente punição coletiva ao povo iraniano, configura-se um crime de guerra e um crime contra a humanidade”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, à agência X.
Hoje, o presidente norte-americano, Donald Trump, acusou o Irão de violar o acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz.
Macron vai receber primeiro-ministro do Líbano na terça-feira
O Presidente francês, Emmanuel Macron, vai receber em Paris o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, na terça-feira, no quadro de um frágil cessar-fogo no Líbano e da morte de um soldado francês ao serviço das forças de manutenção da paz.
"Esta visita será uma oportunidade para o chefe de Estado reiterar o seu compromisso com o pleno e completo respeito pelo cessar-fogo no Líbano, o apoio da França à integridade territorial do país e às ações empreendidas pelo Estado libanês para garantir a plena e completa soberania do país e o monopólio das armas", elencou o Palácio do Eliseu, a sede da Presidência francesa.
A reunião entre Macron e Salam também ocorre após a morte, no sábado, de um soldado francês ao serviço da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), numa emboscada que também fez três feridos, atribuída à milícia armada xiita Hezbollah, que por seu lado negou o envolvimento.
“A França exige às autoridades libanesas que detenham imediatamente os culpados e assumam as suas responsabilidades juntamente com a FINUL", instou Emmanuel Macron, na rede social X, quando soube da morte do soldado francês.
A situação permanece muito instável no Líbano, onde um frágil cessar-fogo entrou em vigor na quinta-feira, anunciado por Washington após uma reunião, no início da semana, entre os embaixadores libanês e israelita nos Estados Unidos, o primeiro encontro deste tipo em décadas.
O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel, em 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.
No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os seus ataques aéreos contra o país vizinho.
Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país.
Em declarações feitas no sábado, o líder do Hezbollah prometeu retaliar contra os ataques israelitas no Líbano.
"Um cessar-fogo significa a cessação completa de todas as hostilidades. Como não confiamos neste inimigo [Israel], os combatentes da resistência permanecerão no terreno, prontos para disparar, e responderão a quaisquer violações", garantiu Naim Qassem num comunicado lido na televisão, acrescentando que uma trégua não pode ser unilateral.
O líder do Hezbollah afirmou que a forma como "os Estados Unidos estão a impor o seu texto e a falar em nome do Governo libanês" é um insulto ao Líbano.
Representantes de Trump viajam para o Paquistão após ameaças ao Irão
O Presidente Donald Trump confirmou este domingo que uma delegação de representantes dos Estados Unidos está a caminho de Islamabad, no Paquistão, para uma ronda decisiva de negociações com o Irão.
Numa publicação na rede social Truth Social, Trump ironizou a tentativa iraniana de fechar a rota marítima, afirmando que o bloqueio naval imposto pelos EUA já paralisou a passagem e que o Irão está a perder 500 milhões de dólares por dia.
"Eles estão a ajudar-nos sem saber", escreveu o presidente, sublinhando que o tráfego marítimo global está a desviar-se para portos americanos no Texas, Louisiana e Alasca.
Trump lança ultimato final ao Irão: "Acabou-se o 'Senhor Bonzinho'"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou a sua rede social Truth Social para enviar mais um aviso ao regime de Teerão, após o incidente em que lanchas da Guarda Revolucionária (IRGC) dispararam contra embarcações no Estreito de Ormuz.
"Estamos a oferecer um ACORDO muito justo e razoável, e espero que eles o aceitem porque, se não o fizerem, os Estados Unidos vão destruir cada uma das Centrais Elétricas e cada uma das Pontes no Irão. ACABOU-SE O SENHOR BONZINHO!", escreveu o presidente americano.
Trump classificou o ataque como uma "violação total" do acordo de cessar-fogo e revelou que os disparos visaram um navio francês e um cargueiro do Reino Unido.
Na sua publicação, o presidente americano ironizou a decisão do Irão de fechar o Estreito, afirmando que o bloqueio naval dos EUA "já o tinha fechado" e que Teerão está a perder 500 milhões de dólares por dia com a paralisia.
Donald Trump garantiu ainda que os EUA não perdem nada com o fecho da rota, revelando que muitos navios já estão a ser redirecionados para portos no Texas, Louisiana e Alasca para carregamento.
EUA utilizam "robôs marinhos" para detetar e destruir minas no Estreito de Ormuz
As forças militares dos Estados Unidos estão a recorrer a uma frota de drones subaquáticos e navios não tripulados para limpar o Estreito de Ormuz de minas colocadas pelo Irão.
Segundo o The Wall Street Journal, que cita fontes da Defesa norte-americana, a operação combina "capacidades tripuladas e não tripuladas" para acelerar a reabertura do tráfego comercial, paralisado pelas recentes hostilidades.
Especialistas militares explicam que a utilização de Veículos Subaquáticos Não Tripulados permite mapear canais seguros em poucos dias, em vez de semanas. Uma vez detetados os engenhos explosivos, outros "robôs marinhos" são enviados para proceder à sua destruição controlada, minimizando o risco para as tripulações humanas da marinha americana.
Teerão critica UE após advertências de Kaja Kallas sobre estreito de Ormuz
Teerão criticou Bruxelas após declarações da chefe da diplomacia europeia sobre o estreito de Ormuz, numa nova troca de acusações em torno da legalidade internacional e da segurança marítima na passagem estratégica.
"Essa 'lei internacional'?! Aquela que a UE tira da gaveta empoeirada para dar sermões aos outros enquanto, em voz baixa, dá luz verde a uma guerra de agressão dos EUA e de Israel e faz vista grossa às atrocidades contra os iranianos?!", disse no sábado o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei.
O responsável instou a UE a evitar o que considera serem discursos moralistas: "Poupem-nos aos sermões; o fracasso crónico da Europa em praticar o que prega transformou o seu discurso sobre o 'direito internacional' no cúmulo da hipocrisia", acrescentou.
Presidente do parlamento diz que negociações avançaram mas acordo "está longe"
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou no sábado que as negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos avançaram, mas um acordo final "ainda está longe".
"Ainda estamos longe de ter concluído o debate", declarou Ghalibaf numa entrevista à televisão iraniana.
O presidente do parlamento iraniano participou nas negociações de 11 e 12 de abril, em Islamabade, juntamente com a delegação norte-americana, liderada pelo vice-presidente dos Estados Unidos JD Vance.
Para Agostinho Costa, Trump "manipulou os mercados" para baixar o preço do petróleo e segunda-feira "vai haver lucros de milhões" para muita gente
Ainda segundo o major-general, e comentador CNN Portugal, este cessar-fogo "foi pedido pelos norte-americanos" porque "não atingiram nenhum dos seus objetivos políticos ou militares"
Seguro enviou condolências a Macron após morte de militar francês no Líbano
O Presidente da República enviou hoje uma mensagem de condolências ao homólogo francês, Emmanuel Macron, após a morte de um militar na sequência um ataque no Líbano contra uma força das Nações Unidas.
Numa nota publicada no site da Presidência da República, lê-se que o chefe de Estado português, António José Seguro, enviou a mensagem de condolências ao Presidente da República Francesa “após tomar conhecimento, com profunda consternação, da morte do militar francês Florian Montorio hoje, no sul do Líbano, ao serviço da UNIFIL e dos demais três militares feridos”.
“Em nome pessoal e do povo português, o Presidente da República apresenta sentidas condolências à família enlutada, às Forças Armadas francesas e ao povo francês. Deseja a rápida recuperação dos três soldados franceses, também feridos nas mesmas circunstâncias”, lê-se na nota.
Seguro realça que os membros das missões de manutenção da paz das Nações Unidas “não podem, em circunstância alguma, ser alvo de ataques, devendo o direito internacional ser plenamente respeitado”.
“Portugal expressa solidariedade para com a França e renova o seu firme compromisso com a promoção da paz e da segurança internacionais”, acrescenta a Presidência.
Uma "guerra justa"? A disputa entre Trump e o Papa na era das armas de destruição maciça
"Na guerra do Irão, infelizmente, estamos a discutir quem é que foi mais homem e mais viril. E isto é uma tragédia"
José Alberto Azeredo Lopes e José Tomaz Castello Branco, comentadores CNN Portugal, analisam a atualidade da guerra no Irão
"Os populistas que se tentam apropriar do nome de Jesus são aqueles que menos cumprem"
Francisco Rodrigues dos Santos e Pedro Costa analisam a atualidade política em "Verdade e Consequência"
"Nós achamos que o regime mudou com a morte de Khamenei, mas já vinha a mudar desde os anos 90"
Manuel Serrano, comentador CNN Portugal e analista de política internacional, parte do presente na guerra do Irão para antecipar as próximas movimentações
Negociações de paz entram em fase decisiva. Cessar-fogo prestes a expirar
Vários altos responsáveis norte-americanos foram vistos este sábado a chegar à Casa Branca, numa altura em que as negociações com o Irão entram numa fase crítica e com o cessar-fogo prestes a expirar dentro de três dias.
Entre os membros da administração presentes estavam o secretário da Defesa, Pete Hegseth, o diretor da CIA e o presidente do Estado-Maior Conjunto. A CNN questionou a Casa Branca sobre se estes responsáveis participariam em reuniões formais.
Entretanto, o Irão afirmou que está a analisar novas propostas dos Estados Unidos, após conversações com o chefe das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, que tem atuado como intermediário entre os dois países.
"Trump quer um acordo para ir justificar aos americanos a razão da guerra"
Miguel Baumgartner, comentador CNN Portugal e especialista em Relações Internacionais, analisa a atualidade da guerra no Irão
"Trump quer mostrar que estes já não são os Estados Unidos de Obama, fracos com o Médio Oriente"
Diana Soller, no espaço de comentário "América em Foco", analisa a atualidade da guerra no Irão
Guarda Revolucionária ameaça EUA com "duro golpe" caso haja ataques a embarcações iranianas
Um comandante local da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana no estreito de Ormuz afirmou que a Marinha norte-americana sofrerá um “duro golpe” se atacar embarcações iranianas, segundo a televisão estatal.
O mesmo responsável avisou ainda que qualquer navio que ignore os avisos emitidos no estreito de Ormuz será considerado alvo, de acordo com a televisão estatal iraniana.
Entretanto, a Marinha da Guarda Revolucionária declarou que as embarcações e os seus proprietários devem seguir as informações e orientações divulgadas pela força naval do IRGC, acrescentando que as declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o estreito de Ormuz “não têm validade”.
Segundo meios de comunicação iranianos, a Marinha da Guarda Revolucionária ordenou também que as embarcações não abandonem o fundeadouro no Golfo, advertindo que qualquer aproximação ao estreito de Ormuz será interpretada como cooperação com o “inimigo”.