GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Guarda Revolucionária do Irão ameaça EUA com "duro golpe"
Trump promete consequências militares a um "nível nunca antes visto" se o Irão minar o Estreito de Ormuz
Donald Trump disse que, caso o Irão comece a minar o Estreito de Ormuz e recuse remover os engenhos explosivos das águas, as consequências militares a um "nível nunca antes visto" se o Irão minar o Estreito de Ormuz, avança a Reuters.
"Se o Irão colocou minas no Estreito de Ormuz, não temos qualquer indicação nesse sentido, queremos que as removem", disse Trump, acrescentando que esta remoção de explosivos da travessia marítima seria "um passo gigante na direção certa".
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Para Agostinho Costa, Trump "manipulou os mercados" para baixar o preço do petróleo e segunda-feira "vai haver lucros de milhões" para muita gente
Ainda segundo o major-general, e comentador CNN Portugal, este cessar-fogo "foi pedido pelos norte-americanos" porque "não atingiram nenhum dos seus objetivos políticos ou militares"
Seguro enviou condolências a Macron após morte de militar francês no Líbano
O Presidente da República enviou hoje uma mensagem de condolências ao homólogo francês, Emmanuel Macron, após a morte de um militar na sequência um ataque no Líbano contra uma força das Nações Unidas.
Numa nota publicada no site da Presidência da República, lê-se que o chefe de Estado português, António José Seguro, enviou a mensagem de condolências ao Presidente da República Francesa “após tomar conhecimento, com profunda consternação, da morte do militar francês Florian Montorio hoje, no sul do Líbano, ao serviço da UNIFIL e dos demais três militares feridos”.
“Em nome pessoal e do povo português, o Presidente da República apresenta sentidas condolências à família enlutada, às Forças Armadas francesas e ao povo francês. Deseja a rápida recuperação dos três soldados franceses, também feridos nas mesmas circunstâncias”, lê-se na nota.
Seguro realça que os membros das missões de manutenção da paz das Nações Unidas “não podem, em circunstância alguma, ser alvo de ataques, devendo o direito internacional ser plenamente respeitado”.
“Portugal expressa solidariedade para com a França e renova o seu firme compromisso com a promoção da paz e da segurança internacionais”, acrescenta a Presidência.
Uma "guerra justa"? A disputa entre Trump e o Papa na era das armas de destruição maciça
"Na guerra do Irão, infelizmente, estamos a discutir quem é que foi mais homem e mais viril. E isto é uma tragédia"
José Alberto Azeredo Lopes e José Tomaz Castello Branco, comentadores CNN Portugal, analisam a atualidade da guerra no Irão
"Os populistas que se tentam apropriar do nome de Jesus são aqueles que menos cumprem"
Francisco Rodrigues dos Santos e Pedro Costa analisam a atualidade política em "Verdade e Consequência"
"Nós achamos que o regime mudou com a morte de Khamenei, mas já vinha a mudar desde os anos 90"
Manuel Serrano, comentador CNN Portugal e analista de política internacional, parte do presente na guerra do Irão para antecipar as próximas movimentações
Negociações de paz entram em fase decisiva. Cessar-fogo prestes a expirar
Vários altos responsáveis norte-americanos foram vistos este sábado a chegar à Casa Branca, numa altura em que as negociações com o Irão entram numa fase crítica e com o cessar-fogo prestes a expirar dentro de três dias.
Entre os membros da administração presentes estavam o secretário da Defesa, Pete Hegseth, o diretor da CIA e o presidente do Estado-Maior Conjunto. A CNN questionou a Casa Branca sobre se estes responsáveis participariam em reuniões formais.
Entretanto, o Irão afirmou que está a analisar novas propostas dos Estados Unidos, após conversações com o chefe das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, que tem atuado como intermediário entre os dois países.
"Trump quer um acordo para ir justificar aos americanos a razão da guerra"
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"Trump quer mostrar que estes já não são os Estados Unidos de Obama, fracos com o Médio Oriente"
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Guarda Revolucionária ameaça EUA com "duro golpe" caso haja ataques a embarcações iranianas
Um comandante local da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana no estreito de Ormuz afirmou que a Marinha norte-americana sofrerá um “duro golpe” se atacar embarcações iranianas, segundo a televisão estatal.
O mesmo responsável avisou ainda que qualquer navio que ignore os avisos emitidos no estreito de Ormuz será considerado alvo, de acordo com a televisão estatal iraniana.
Entretanto, a Marinha da Guarda Revolucionária declarou que as embarcações e os seus proprietários devem seguir as informações e orientações divulgadas pela força naval do IRGC, acrescentando que as declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o estreito de Ormuz “não têm validade”.
Segundo meios de comunicação iranianos, a Marinha da Guarda Revolucionária ordenou também que as embarcações não abandonem o fundeadouro no Golfo, advertindo que qualquer aproximação ao estreito de Ormuz será interpretada como cooperação com o “inimigo”.
Presidente angolano defende abertura do Estreito de Ormuz
O Presidente angolano, João Lourenço, defendeu hoje a abertura do Estreito de Ormuz pela via negocial e apelou ao Papa para que continue a desempenhar um papel de construtor de pontes.
O chefe de Estado angolano discursava hoje no salão protocolar da Presidência da República, após receber o Papa Leão XIV, que chegou hoje a Angola, terceiro país do périplo africano do líder da Igreja Católica.
Num encontro que reuniu membros do executivo e do corpo diplomático acreditado em Angola, líderes religiosos e políticos e elementos da sociedade civil, João Lourenço disse que só em paz e em harmonia é possível desfrutar de todos os recursos que a Natureza coloca ao dispor, lamentando "a corrida desenfreada às matérias-primas, aos recursos energéticos, aos recursos minerais e outros, tomados pela força das armas dos exércitos mais poderosos do mundo contra países soberanos”.
“Apelamos ao fim definitivo da guerra, à abertura do Estreito de Ormuz pela via negocial e ao estabelecimento de uma paz duradoura na região”, exortou o chefe do executivo angolano, pedindo ao Papa, face à probabilidade de agravamento do conflito, “para que, do alto da sua autoridade moral, continue a desempenhar um papel de construtor de pontes, de apaziguamento dos espíritos, de resgate dos valores humanistas, de busca da concórdia e do entendimento entre os Homens”.
"Portugal tem reservas de jet fuel para pelo menos sete ou oito meses"
Pedro Castro, especialista em Aviação Civil, e o comandante José Correia Guedes, comentador da CNN, analisam a perspetiva de escassez de combustível de aviação, que fez soar os alarmes nas companhias aéreas
Há gente a ficar rica (muito rica) no Polymarket: a guerra no Irão também se jogou nos mercados de apostas
"Novo bloqueio em Ormuz? Dá ideia que há uma ala dura no regime iraniano que está contra a ala mais cordata do mesmo"
O coronel José Carmo, especialista militar, analisa o novo bloqueio no Estreito de Ormuz, anunciado este sábado, "que é mais uma volta de 180 graus em relação ao que o Irão tinha dito antes"
"Apesar do cessar-fogo, Israel ataca porque o Hezbollah atacou"
Cátia Moreira de Carvalho, comentadora CNN Portugal e especialista em extremismo violento e processos de radicalização, lembra que no acordo de cessar-fogo "está estipulado que, caso o Hezbollah ataque posições israelitas, ou Israel, Israel reserva-se a si próprio o direito de atacar em retaliação". Até ao cessar-fogo de 17 de abril, 46 dias de guerra tinham deixado 2.196 mortos no Líbano (a maioria civis) por ataques israelitas e 15 mortos do lado israelita (13 militares e dois civis) no conflito com o Hezbollah.
Irão vai dar prioridade na passagem pelo estreito de Ormuz a navios que paguem, diz responsável
O Irão dará prioridade aos navios que paguem para atravessar o estreito de Ormuz, disse à CNN este sábado um alto responsável iraniano.
“Tendo em conta a limitação do número de embarcações a que será permitido passar, o Irão decidiu dar prioridade aos navios que respondam mais rapidamente aos novos protocolos do estreito de Ormuz e paguem os custos dos serviços de segurança e proteção”, afirmou o responsável.
Segundo a mesma fonte, a passagem das embarcações que não paguem essas taxas será “adiada”.
No sábado, o Irão voltou a impor restrições à passagem de navios pelo estreito de Ormuz, invocando “repetidas quebras de confiança” por parte dos Estados Unidos no cessar-fogo entre os dois lados.
O alto responsável descreveu esta medida de prioridade como parte dos esforços do Irão para gerir o tráfego marítimo “à luz da nova ordem que rege este estreito”.
Pelo menos 17 cadáveres de migrantes recuperados na costa da Líbia
Pelo menos 17 cadáveres de migrantes foram encontrados e recuperados em Zuara, cidade da costa oeste da Líbia, durante operações de busca, informou hoje o Centro de Medicina de Emergência e Apoio.
Segundo detalhou a instituição especializada em assistência médica e humanitária, particularmente ativa na Líbia, citada pela agência espanhola EFE, apenas um dos corpos foi identificado como sendo de um cidadão do Bangladesh, que havia sido recambiado para Trípoli.
Entre os restantes, 14 corpos não identificados foram enterrados conforme “os protocolos estabelecidos", referiu o centro, sem mais detalhes e sem dar indicações sobre os outros dois dos cadáveres.
Desde a queda do regime de Muammar Kadhafi, em 2011, a Líbia converteu-se num território de trânsito massivo de migrantes em direção à Europa, provenientes sobretudo dos países da África subsariana.
Irão diz que EUA apresentaram novas propostas para paz duradoura
O Irão anunciou hoje que recebeu "novas propostas" dos Estados Unidos para terminar a guerra no Médio Oriente de forma permanente, mas ainda não respondeu, noticia a agência noticiosa oficial, a Irna.
"Nos últimos dias, durante a visita a Teerão do comandante do exército paquistanês, na qualidade de mediador, os americanos apresentaram novas propostas; o Irão está atualmente a analisá-las e ainda não respondeu", lê-se numa nota do Conselho Supremo de Segurança Nacional.
Na nota noticiada pela Irna e citada pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), os dirigentes iranianos garantem que os seus negociadores não farão "qualquer compromisso".
Os Estados Unidos e Israel lançaram no dia 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, justificando-o com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Deslocados regressam ao sul do Líbano com cessar-fogo ainda frágil
A estrada costeira do Líbano voltou a encher-se de carros carregados de colchões, sacos e restos de uma vida suspensa.
Pelo segundo dia consecutivo, milhares de deslocados regressaram ao sul do país, enquanto o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah parecia resistir, apesar de novos ataques israelitas esporádicos, relata o New York Times.
Nas filas de trânsito, houve quem fizesse sinais de paz pela janela. Outros saíam dos carros para esticar as pernas. Muitos seguiam sem saber se ainda teriam casa quando chegassem.
Zakri Zakaria, de 55 anos, voltava com a família para Kfar Tebnit, uma das localidades atingidas pelos bombardeamentos. Não quis pedir fotografias nem relatos a vizinhos. Preferia ver com os próprios olhos. “Vamos sem saber o que vamos encontrar ou o que poderá já não estar lá”, afirmou ao jornal norte-americano.
A trégua mediada pelos Estados Unidos entrou em vigor na madrugada de sexta-feira e trouxe ao Líbano uma pausa depois de semanas de guerra. Segundo o Ministério da Saúde libanês, cerca de 2300 pessoas morreram no conflito, número que ainda poderá subir com a retirada de corpos dos escombros. Israel contabiliza pelo menos 13 soldados e dois civis mortos.
Mas o regresso continua condicionado pela presença militar israelita no sul do Líbano. Benjamin Netanyahu já avisou que as tropas permanecerão numa “faixa de segurança” dentro do território libanês. O Hezbollah exige a retirada e diz manter “o dedo no gatilho”.
Este sábado, o Exército israelita confirmou novos ataques contra pessoas que descreveu como “terroristas” em zonas onde as suas tropas continuam posicionadas. Também admitiu fogo de artilharia e demolições.
A fragilidade da trégua ficou ainda mais evidente com a morte de um soldado francês da UNIFIL, a força das Nações Unidas no Líbano, num ataque no sul do país. Outros três ficaram feridos. A ONU atribuiu o ataque a “atores não estatais”. O Hezbollah negou envolvimento.
Irão ameaça manter Ormuz fechado até ao fim da guerra e à “paz duradoura”
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão garantiu que vai manter o controlo total sobre a circulação no estreito de Ormuz até que “a guerra termine plenamente e seja alcançada uma paz duradoura na região”.
Num comunicado citado pela Associated Press, o órgão iraniano revela que o chefe do Exército do Paquistão, que tem servido de intermediário, levou a Teerão novas propostas dos Estados Unidos durante uma visita recente. O conteúdo dessas propostas não foi divulgado e continua a ser analisado pelas autoridades iranianas.
Teerão ainda não respondeu formalmente. Mas avisa que qualquer novo diálogo dependerá de Washington abandonar “exigências excessivas” e ajustar os seus pedidos “às realidades no terreno”.
O Conselho acrescenta que o Irão passará a recolher informação detalhada sobre os navios que atravessem o estreito, emitir certificados de trânsito e aplicar portagens.
A mesma estrutura considera ainda que o bloqueio naval norte-americano viola o cessar-fogo. Por isso, sustenta, não haverá reabertura do estreito de Ormuz enquanto esse bloqueio não for levantado.