GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Irão diz que não há planos para segunda ronda de negociações e que os "EUA não estão a levar a sério" o processo diplomático
Estreito de Ormuz "fechado"
O Estreito de Ormuz, a rota petrolífera mais importante do mundo, foi "fechado", segundo a Guarda Revolucionária do Irão, citada pela imprensa do regime.
De acordo com o comandante da Guarda Revolucionária citado, as forças iranianas atacarão qualquer navio que tente passar pelo estreito.
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Teerão pronto para "tomar medidas" após forças dos EUA apreenderem embarcação iraniana, diz imprensa estatal
Teerão “tomará as medidas necessárias” contra as forças dos EUA, noticiou a imprensa estatal esta segunda-feira, depois de os militares norte-americanos terem capturado um navio com bandeira iraniana ao longo do congestionado Estreito de Ormuz durante o fim de semana.
O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irão (IRGC) estará “preparado para responder de forma decisiva às forças invasoras americanas” após a sua “agressão flagrante”, segundo a agência de notícias Tasnim, ligada ao IRGC.
No entanto, as forças iranianas “enfrentaram certas limitações” devido à presença de familiares da tripulação a bordo, acrescentou a Tasnim.
“Tendo em conta as circunstâncias atuais, assim que a segurança das famílias e da tripulação do navio visado pelos Estados Unidos estiver garantida, as poderosas forças armadas da República Islâmica do Irão tomarão as medidas necessárias contra as forças militares terroristas dos EUA”, referiu a agência.
As forças navais dos EUA capturaram no domingo um navio de carga iraniano que tentava atravessar um bloqueio norte-americano no Estreito de Ormuz, levando Teerão a recuar de uma segunda ronda de negociações de cessar-fogo prevista para esta semana e agravando ainda mais as tensões entre as partes em conflito.
Preços do petróleo disparam após os EUA apreenderem navio iraniano
Os preços do petróleo estão a recuperar hoje, depois de a Marinha dos EUA ter apreendido um navio de carga iraniano no domingo, comprometendo as perspetivas de um acordo de paz entre Washington e Teerão durante negociações previstas para esta semana.
O Brent, referência global do petróleo, subiu 6,3% para 96 dólares por barril. O WTI, referência dos EUA, avança 7% para 88,3 dólares por barril.
Os preços do petróleo têm registado grande volatilidade desde sexta-feira, quando o Irão afirmou que iria reabrir o Estreito de Ormuz. O Brent caiu mais de 9% nesse dia, fechando no nível mais baixo desde 10 de março. No entanto, Teerão voltou a fechar a via marítima vital no dia seguinte, citando o bloqueio em curso dos EUA aos portos iranianos. O Brent voltou a subir após a reabertura do mercado no final de domingo.
A inversão de posição do Irão em relação ao estreito “tirou força aos mercados”, mas os investidores mantiveram-se “surpreendentemente” otimistas, afirmou Thomas Mathews, responsável pelos mercados da Ásia-Pacífico na consultora Capital Economics. “As probabilidades implícitas de um acordo nos mercados de previsão continuam relativamente elevadas”, escreveu numa nota na segunda-feira.
"Coerção negocial": tomada de cargueiro iraniano foi "demonstração de força" dos EUA
Helena Ferro de Gouveia, comentadora da CNN Portugal, antecipa a nova ronda negocial entre EUA e Irão, agendada para esta segunda-feira.
Estreito de Ormuz transformou-se num "jogo do gato e do rato em que quem paga é o nosso bolso"
Tiago André Lopes, comentador da CNN Portugal, antecipa a nova ronda negocial entre EUA e Irão, agendada para esta segunda-feira.
O momento em que a marinha dos EUA dispara sobre cargueiro iraniano no Estreito de Ormuz
A marinha dos EUA tomou controlo de um cargueiro iraniano que tentou furar o bloqueio norte-americano no Estreito de Ormuz.
Comando Central dos EUA divulga imagens da captura de navio com bandeira iraniana
O Comando Central dos EUA divulgou esta segunda-feira imagens da operação que culminou na apreensão de um navio com bandeira iraniana, no Mar Arábico, detalhando a intervenção levada a cabo pelas suas forças.
Numa mensagem publicada na rede social X, as autoridades norte-americanas explicaram que fuzileiros navais partiram do navio de assalto anfíbio USS Tripoli (LHA 7), transportados por helicóptero, com o objetivo de abordar o cargueiro M/V Touska.
U.S. Marines depart amphibious assault ship USS Tripoli (LHA 7) by helicopter and transit over the Arabian Sea to board and seize M/V Touska. The Marines rappelled onto the Iranian-flagged vessel, April 19, after guided-missile destroyer USS Spruance (DDG 111) disabled Touska’s… pic.twitter.com/mFxI5RzYCS
— U.S. Central Command (@CENTCOM) April 20, 2026
Preço do petróleo Brent sobe mais de 5%
O preço do petróleo Brent para entrega em junho subiu hoje quase 5,6%, ultrapassando os 95 dólares por barril no mercado de futuros de Londres, no meio de novas tensões entre os Estados Unidos e o Irão.
Às 07:55 de hoje (06:55 em Lisboa), segundo dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o petróleo Brent, referência europeia, estava a subir 5,6%, cotado nos 95,35 dólares.
No entanto, durante a madrugada, chegou a ultrapassar os 97 dólares.
O Brent voltou a subir depois de ter caído mais de 9% na sexta-feira, para pouco mais de 90 dólares, depois do anúncio do Irão sobre a reabertura do Estreito de Ormuz em resposta ao cessar-fogo declarado no Líbano.
Pelo menos 3.375 pessoas morreram desde o início do conflito
Pelo menos 3.375 pessoas morreram no Irão, desde o início da guerra desencadeada por Israel e os Estados Unidos, divulgou hoje o chefe da Organização de Medicina Legal iraniana.
Segundo o chefe da Organização de Medicina Legal do Irão, Abbas Masjedi, apenas quatro corpos deste novo número estão por identificar.
Masjedi, citado pela agência de notícias Mizan, órgão oficial de comunicação do poder judiciário do Irão, não detalhou as baixas entre civis e forças de segurança, afirmando apenas que 2.875 eram homens e 496 mulheres.
Segundo disse, 383 tinham menos de 18 anos de idade.
Forças armadas iranianas adiam retaliação pela apreensão do navio até que a tripulação esteja em segurança
O Irão estará a adiar a sua prometida “retaliação” na sequência da apreensão de um navio pelas forças norte-americanas no Estreito de Ormuz, numa operação associada ao bloqueio imposto aos portos iranianos.
De acordo com o porta-voz do comando conjunto das forças armadas iranianas, o país encontrava-se “pronto para enfrentar de forma decisiva as forças agressoras americanas” após o incidente.
Ainda assim, a resposta foi temporariamente suspensa. Segundo a mesma fonte, citada pela Sky News, a decisão prende-se com a presença de familiares da tripulação a bordo, cuja segurança poderia ser comprometida em caso de uma ação imediata.
Irão diz que não há planos para segunda ronda de negociações e que os "EUA não estão a levar a sério" o processo diplomático
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, afirmou esta segunda-feira que, por enquanto, não há planos para uma segunda ronda de negociações com os EUA.
Baghaei acrescentou numa conferência de imprensa que os EUA demonstraram que "não estão a levar a sério" o processo diplomático e que cometeram atos agressivos e violaram as disposições do cessar-fogo, segundo a Reuters.
China manifesta preocupação com a apreensão de um navio de carga iraniano pelos EUA
A China manifestou preocupação com a "intercepção forçada" pelos EUA de um navio de carga com bandeira iraniana, afirmou esta segunda-feira um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, instando as partes envolvidas a respeitarem o acordo de cessar-fogo de forma responsável.
"A situação no Estreito de Ormuz é delicada e complicada", afirmou o porta-voz Guo Jiakun durante uma conferência de imprensa regular. As partes envolvidas devem evitar uma nova escalada e "criar as condições necessárias para que o trânsito normal pelo Estreito seja retomado", acrescentou.
Os EUA afirmaram nas últimas horas que dispararam contra e apreenderam um navio de carga iraniano que tentou furar o bloqueio imposto aos portos iranianos. As forças armadas do Irão afirmaram que o navio vinha da China e prometeram retaliação contra o que chamaram de «pirataria armada pelas forças armadas dos EUA».
Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirma que o país não tem planos para novas negociações com os EUA
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou esta segunda-feira que o Irão não tem planos para uma nova ronda de negociações com os EUA, segundo a Aljazeera.
"Nunca excluímos o princípio da negociação". Teerão diz estar disposto a conversar com Washington mas não confirma presença em Islamabad
O presidente da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, declarou hoje que Teerão vai manter conversações com Washington, mas sem confirmar presença em Islamabad, onde está prevista a chegada da delegação norte-americana.
"Depende se Teerão recebe sinais positivos. Nunca excluímos o princípio da negociação. Quem sabe, hoje ou amanhã (terça-feira), após uma avaliação mais atenta, possamos considerar enviar uma delegação, desde que a equipa de negociações norte-americana e as suas mensagens sejam positivas”, disse, em entrevista à televisão Al Jazeera.
Azizi frisou que há ‘linhas vermelhas’ que “devem ser respeitadas” e ameaçou Estados Unidos e Israel com consequências caso “tomem medidas contrárias aos interesses” da República Islâmica, considerando que ir ao Paquistão “não significa negociar a qualquer preço” nem aceitar qualquer proposta da outra parte.
O também ex-comandante da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que "a questão do Líbano foi muito importante", acrescentando que "a libertação dos ativos [financeiros] congelados" pelas sanções internacionais é uma "das condições prévias".
Os Estados Unidos anunciaram o envio de uma comitiva liderada pelo vice-presidente de Donald Trump, JD Vance, à semelhança de há uma semana, mas ameaçaram com novos ataques caso não haja progresso nas conversações.
Os responsáveis iranianos condicionaram os contactos ao fim do bloqueio norte-americano à navegação no estreito de Ormuz, algo que consideram "ilegal e criminoso".
Preço do petróleo Brent sobe mais de 5%
O preço do petróleo Brent para entrega em junho subiu hoje quase 5,6%, ultrapassando os 95 dólares por barril no mercado de futuros de Londres, no meio de novas tensões entre os Estados Unidos e o Irão.
Às 07:55 de hoje (06:55 em Lisboa), segundo dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o petróleo Brent, referência europeia, estava a subir 5,6%, cotado nos 95,35 dólares.
No entanto, durante a madrugada, chegou a ultrapassar os 97 dólares.
O Brent voltou a subir depois de ter caído mais de 9% na sexta-feira, para pouco mais de 90 dólares, depois do anúncio do Irão sobre a reabertura do Estreito de Ormuz em resposta ao cessar-fogo declarado no Líbano.
Entretanto, o preço do crude West Texas Intermediate (WTI), referência americana, subiu mais de 6%, para 88,9 dólares por barril.
A subida do Brent ao início da manhã ocorreu após uma nova escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irão e o agravamento das tensões no Estreito de Ormuz.
Forças armadas israelitas exortam residentes do sul do Líbano a evitarem as zonas restritas
Esta segunda-feira, as forças armadas israelitas alertaram os residentes do sul do Líbano para que não se deslocassem para sul de uma linha específica de aldeias nem se aproximassem das zonas próximas do rio Litani, afirmando que as suas forças permanecem destacadas na área durante o cessar-fogo devido ao que descreveram como atividade contínua do Hezbollah.
Num comunicado, o porta-voz militar Avichay Adraee instou também os civis a não regressarem a várias aldeias fronteiriças até nova ordem, invocando riscos de segurança, segundo a Reuters.
Embaixador iraniano garante a passagem segura pelo Estreito de Ormuz
O Irão garantiu a passagem segura da navegação pelo Estreito de Ormuz ao abrigo de um novo regime jurídico, segundo declarações do embaixador do Irão em Moscovo, citadas pelo jornal Vedomosti esta segunda-feira.
O embaixador Kazem Jalali afirmou que os ataques dos EUA e de Israel ao Irão falharam, uma vez que a sua intenção declarada era provocar uma mudança de regime, mas a República Islâmica está mais unida do que antes.
"O Irão garante a segurança da passagem. Com base nas medidas de segurança e no regime jurídico do Estreito de Ormuz, os navios e embarcações podem passar", referiu Jalali, segundo o Vedomosti.
"O que Trump não conseguiu alcançar na guerra, não conseguirá nas negociações", diz embaixador iraniano
O embaixador do Irão na Rússia, Kazem Jalali, afirmou que os EUA e Israel fracassaram nos seus ataques ao Irão e advertiu que Washington não terá melhor sorte na mesa das negociações.
"Eles afirmaram que poderiam conquistar todo o Irão em poucos dias e levar a cabo uma mudança de regime", começou por referir Jalali numa entrevista ao jornal russo Vedomosti. "Pergunta: em qual das suas tarefas é que alcançaram sucesso? Em nenhuma. Os ataques ao Irão pelos Estados Unidos e por Israel falharam", acrescentou.
Dois homens executados no Irão por acusações de pertencerem a uma "rede de espionagem" israelita
O Irão executou dois indivíduos acusados de envolvimento numa rede de espionagem ligada ao serviço de informações israelita Mossad, de acordo com meios de comunicação iranianos afiliados ao Estado.
Os dois homens foram identificados como Mohammad Masoum Shahi e Hamed Validi. De acordo com o órgão de comunicação social do poder judicial iraniano, Mizan, ambos tinham recebido formação no estrangeiro, incluindo no Curdistão iraquiano.
A execução acontece menos de 24 horas depois de a comunicação social iraniana ter noticiado que quatro pessoas tinham sido detidas no noroeste do país em relação a uma "rede de espionagem ligada aos EUA e a Israel".
Presidente do Irão destaca a importância da diplomacia, ao mesmo tempo que sublinha a desconfiança em relação aos EUA
O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou esta segunda-feira que "todas as vias racionais" e "diplomáticas" devem ser utilizadas para reduzir as tensões com os EUA, ao mesmo tempo que sublinhou que a vigilância e a desconfiança nas interações com Washington constituem uma "necessidade inegável", de acordo com a agência estatal de notícias IRNA.
Um cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os EUA está previsto expirar na quarta-feira, com representantes dos EUA a chegarem a Islamabad para negociações com o Irão esta segunda-feira, enquanto Teerão ainda não anunciou se enviará uma delegação ao Paquistão.
Exército israelita confirma que soldado destruiu uma estátua de Jesus no Líbano
O exército de Israel confirmou hoje que o soldado fotografado a destruir uma estátua de Jesus Cristo com um martelo numa aldeia cristã no sul do Líbano é um militar israelita.
"Após uma análise inicial, foi determinado que esta fotografia mostra um soldado israelita em missão no sul do Líbano", escreveram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), na rede social X.
"Serão tomadas medidas apropriadas contra os envolvidos, de acordo com as conclusões da investigação", acrescentou o exército, assegurando que estava a tratar o assunto com "o máximo rigor".
As IDF reiteraram o compromisso de "ajudar a comunidade a recolocar a estátua no seu lugar" e afirmaram que não tinham "qualquer intenção de danificar as infraestruturas civis, incluindo edifícios ou símbolos religiosos".
A imagem tem circulado amplamente nas redes sociais desde que o jornalista palestiniano Yunis Tirawi a partilhou no domingo.
A fotografia ostra um soldado israelita, empunhando um longo martelo, a golpear o rosto de uma estátua de Jesus Cristo crucificado que tinha sido retirada da cruz, deixando-a de cabeça para baixo no chão. A fotografia foi tirada num espaço aberto, não dentro de uma igreja.
Segundo Tirawi e o jornal israelita Yedioth Ahronoth, a estátua estava localizada na aldeia de Debel, na região centro-sul do Líbano, que continua sob ocupação militar israelita.
As tropas israelitas permaneceram na zona e demoliram mais casas no domingo, de acordo com a agência de notícias oficial libanesa ANI.
Israel assumiu o controlo de várias áreas no sul do Líbano, um bastião do Hezbollah, depois de o movimento pró-Irão ter atacado Israel a 02 de março, em retaliação pela ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão. Um cessar-fogo entrou em vigor no Líbano na sexta-feira.