GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Estados Unidos dizem que Estreito de Ormuz está aberto e sob controlo norte-americano
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Israel anuncia detenção de dez alegados membros do Hamas na Cisjordânia
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Gaza enterra 100 corpos recuperados nos últimos dias
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Irão ataca navios e um drone naval dos EUA no Estreito de Ormuz
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Israel volta a atacar sul do Líbano e acusa Hezbollah de enviar drones contra soldados
Irão tenta atacar bases do Reino Unido em Chipre
O secretário da Defesa britânico, John Healey, confirmou que o Irão lançou dois mísseis balísticos contra Chipre. Os mísseis teriam como alvo as duas bases britânicas na ilha, a partir das quais caças Eurofighter e F-35 estão a abater mísseis iranianos que visam Israel e a Jordânia. Healey confirmou ainda que os soldados britânicos no Iraque abateram pelo menos um drone iraniano.
Siga ao minuto:
Representante para Gaza teme que solução de dois Estados se torne impossível
A falta de progressos em Gaza, aliada ao ressurgimento da violência na Cisjordânia, ameaça tornar a solução de dois Estados impossível, alertou hoje Nikolai Mladenov, alto representante para Gaza do "Conselho de Paz" estabelecido pelo presidente norte-americano Donald Trump.
"Se a situação em Gaza se mantiver ou se não houver progressos na implementação do plano de paz (...), a solução de dois Estados tornar-se-á praticamente impossível", declarou o diplomata búlgaro em Abu Dhabi, no Fórum Hili.
"Considerando o que está a acontecer na Cisjordânia, e sabendo que mais de 50% de Gaza está agora sob controlo do exército israelita e menos de 50% sob controlo do Hamas, não existe um caminho credível para uma resolução política do conflito", acrescentou.
O presidente dos EUA está a tentar intermediar um acordo de paz para pôr fim à guerra iniciada por Israel em Gaza após os ataques sem precedentes de 7 de outubro de 2023, perpetrados pelo grupo islamita palestiniano Hamas.
Mas o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, rejeitou no mês passado a parte final do plano que tinha sido aceite pelo Hamas.
Este plano, publicado pelo Conselho de Paz, prevê uma retirada gradual de Israel, a par do desarmamento do movimento islamita.
Este desarmamento será supervisionado pela Força Internacional de Estabilização (FIE), uma unidade atualmente em formação e liderada pelo general norte-americano Jasper Jeffers, que será enviada para Gaza assim que a situação estabilizar.
"A única forma de ter sucesso é estabelecer um governo de transição, prosseguir o desarmamento e a retirada (das tropas israelitas) de Gaza", insistiu Nikolai Mladenov.
"Pedimos a Mladenov que cumpra o seu papel pressionando Israel a respeitar o que foi acordado", respondeu o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem.
No domingo, o enviado especial Jared Kushner, genro de Donald Trump, pareceu pressionar Israel ao declarar, à margem da sua viagem à Ucrânia, que a perspetiva das próximas eleições parlamentares no Estado Judeu estava a tornar os seus líderes "um tanto irracionais".
Mas garantiu "concordar [com os israelitas] quanto ao objetivo final" do desarmamento.
"Estamos a começar a compreender a extensão da militarização de Gaza. É incompreensível. Não se pode entrar se houver armas. Por isso, o desarmamento não será fácil", reconheceu.
Paralelamente à guerra em Gaza, a violência eclodiu na Cisjordânia desde 7 de outubro, com ataques quase diários de colonos e incursões regulares em aldeias palestinianas.
Fora de Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, cerca de três milhões de palestinianos vivem na Cisjordânia, juntamente com mais de 500 mil israelitas que residem nestes colonatos.
Hamas acusa Israel de "destruir provas" ao retirar escombros com cadáveres de desaparecidos de Gaza
O Hamas acusou esta segunda-feira Israel de "destruir provas" dos seus atos em Gaza ao "recolher, destruir e retirar escombros" que podem conter restos mortais de pessoas desaparecidas na Faixa, segundo um comunicado da própria organização.
"A manipulação destes locais e dos restos mortais e provas que contêm constitui uma violação do direito internacional e da resolução do Tribunal Internacional de Justiça que exige a preservação das provas", refere o comunicado do Hamas.
Além disso, o grupo islamita condenou a alegada retirada de restos mortais como um "ataque à dignidade dos mártires e ao direito das suas famílias a recuperar e sepultar os seus entes queridos".
Cerca de 7.400 cadáveres permanecem desaparecidos em Gaza, soterrados por escombros ou em locais inacessíveis, disse à EFE o diretor da unidade responsável pela contabilização das vítimas mortais da ofensiva de Israel no Ministério da Saúde de Gaza, Zaher al Waheidi.
Mais de 53% do território de Gaza situado para lá da linha amarela, para onde as tropas israelitas se retiraram no início da trégua, permanece sob o seu domínio militar e inacessível aos habitantes de Gaza. No entanto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sustenta que controlam até 60% do território.
Neste perímetro, onde as forças armadas israelitas realizam demolições regularmente, podem permanecer restos humanos que seriam afetados pelas obras e pela movimentação de escombros do Exército israelita.
A denúncia do Hamas surge apenas algumas horas depois de a relatora da ONU para a Palestina, Francesca Albanese, ter advertido de que a remoção em grande escala de escombros em zonas de Gaza sob controlo militar israelita poderia ser utilizada para apagar os vestígios de crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou genocídio.
"Destruir provas de crimes atrozes é ilegal. É inaceitável que a reconstrução de Gaza esteja condicionada ao apagamento do seu passado e das provas necessárias para garantir justiça às suas vítimas", advertiu num comunicado
Tráfego no Estreito de Ormuz diminui 28% na última semana
O tráfego no Estreito de Ormuz diminuiu em 28% na última semana para 77 navios, de acordo com a plataforma especializada Kpler, citada pela Al Jazeera. Além disso, o número de embarcações que transportavam carga caiu de 44 para 33.
Pelo menos sete mortos num ataque atribuído à Arábia Saudita contra prisão no Iémen, segundo os houthis
Pelo menos sete pessoas morreram esta segunda-feira e outras sete ficaram feridas num ataque supostamente lançado pela coligação militar liderada pela Arábia Saudita contra uma prisão na província de Al Yauf, no norte do Iémen, informaram fontes oficiais dos rebeldes xiitas houthis.
"Até ao momento, foram recuperados sete corpos e sete feridos. Espera-se que o balanço inicial aumente à medida que prosseguem as operações de busca às vítimas presas sob os escombros", indicou o porta-voz do Ministério da Saúde dos houthis, Anees al Asbahi, na sua conta oficial no X.
O responsável referiu que entre as vítimas mortais confirmadas se encontra uma criança, enquanto uma mãe ficou ferida quando ambos visitavam familiares na prisão central de Al Yauf, província controlada em grande parte pelos houthis.
Até ao momento, a coligação não reagiu a esta informação.
Por outro lado, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Sarea, salientou que "o inimigo saudita intensificou a escalada, lançando ataques aéreos e cometendo massacres, o mais recente dos quais foi o de Al Yauf, além de realizar voos de reconhecimento e fornecer armamento aos seus mercenários".
E advertiu que esta "agressão" contra o Iémen "não ficará impune".
Estados Unidos dizem que Estreito de Hormuz está aberto e sob controlo norte-americano
À Al Jazeera, um oficial dos Estados Unidos afirmou que o Estreito de Ormuz está aberto e sob controlo norte-americano. Além disso, os EUA estão satisfeitos com o atual tráfego de petróleo e gás natural pela região.
ONU pede para países não venderem mais armas a Israel: "Empresas têm de pôr fim às práticas que apoiam os colonatos ilegais"
Volker Turk, alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pediu para que os países não vendam mais armas que podem ser utilizadas para "violar o direito internacional" a Israel.
"É necessário pôr fim à transferência para Israel de armas que possam vir a ser utilizadas para violar o direito internacional. As empresas também têm de pôr fim às práticas comerciais que apoiam os colonatos ilegais", disse, citado pela Al Jazeera.
Sobe para 12 o número de mortos em ataques israelitas no Líbano. Duas crianças entre as vítimas
Pelo menos 12 pessoas morreram, entre elas quatro mulheres, duas crianças e um paramédico, e outras dez ficaram feridas em ataques israelitas realizados na madrugada desta segunda-feira contra um edifício e um veículo civil na cidade de Kfar Ruman, na região de Nabatieh, no sul do Líbano, informou o Ministério da Saúde libanês.
Dos dois ataques aéreos, segundo um comunicado daquele departamento, o mais mortífero teve como alvo um edifício de três andares em Kfar Ruman e provocou a morte de 11 pessoas, incluindo quatro mulheres e duas crianças, além de oito feridos, entre eles três crianças e um paramédico.
O segundo "ataque do inimigo atingiu um veículo na mesma localidade e deixou um paramédico mártir e outros dois feridos, todos da Associação Islâmica 'Al Resala'", acrescentou a nota do Centro de Emergências do Ministério da Saúde, citada pela Agência Nacional de Notícias (ANN) libanesa.
Irão acusa Emirados de impedirem regresso de dez pescadores iranianos sem explicação
O Irão denunciou esta segunda-feira que os Emirados Árabes Unidos impediram a saída de dez pescadores iranianos retidos no país árabe, num novo episódio de tensão entre as duas partes no contexto da guerra entre os Estados Unidos e o país persa.
"Os bilhetes de regresso a Bandar Abbas [cidade do sul da província de Hormozgan] dos pescadores detidos nos Emirados Árabes Unidos já tinham sido emitidos e tinham sido feitas todas as coordenações necessárias entre as autoridades iranianas e dos Emirados para o seu regresso. No entanto, no último momento, a parte dos Emirados impediu a sua saída", afirmou o responsável pela representação do Ministério dos Negócios Estrangeiros na província de Hormozgan, Mohammad Soleimani, segundo informou a agência Mehr.
Segundo o responsável, as autoridades dos Emirados não deram qualquer explicação para os motivos da decisão.
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, a viagem dos pescadores para Bandar Abbas estava marcada para esta segunda-feira.
Duas versões para incidente mortal no estreito de Ormuz: Omã fala em projétil, Irão em minas
As autoridades de Omã afirmaram esta segunda-feira que o petroleiro saudita SIDR foi "atingido por um projétil" na semana passada, num incidente em que morreram dois tripulantes, ambos filipinos, contrariando a versão da Guarda Revolucionária iraniana, que atribuiu o sucedido à colisão do navio com minas navais.
"As autoridades competentes concluíram as operações de apoio e assistência ao petroleiro SIDR, de bandeira saudita, após um incidente em que a embarcação foi atingida por um projétil a aproximadamente duas milhas náuticas a noroeste da província de Musandam", indicou o Centro de Segurança Marítima de Omã na sua conta oficial no X, sem especificar o tipo de projétil nem identificar os responsáveis pelo ataque.
Um navio da Marinha Real de Omã deslocou-se em apoio do petroleiro e prestou assistência logística aos seus 25 tripulantes, além de retirar 16 membros da tripulação e garantir que recebessem os cuidados médicos necessários, segundo a mesma fonte.
O incidente provocou a morte de dois tripulantes, ambos de nacionalidade filipina, de acordo com as informações fornecidas na semana passada pela companhia de navegação saudita Bahri.
Na passada quarta-feira, a Bahri confirmou a morte dos dois marinheiros após um "incidente de segurança" sofrido pelo SIDR quando navegava pelo estreito de Ormuz, a 31 de agosto, embora a empresa não tenha então detalhado as circunstâncias do sucedido.
A Guarda Revolucionária iraniana tinha informado, no próprio dia do incidente, que um superpetroleiro sofrera um incêndio depois de colidir com duas minas navais no estreito de Ormuz, sem identificar o navio nem informar inicialmente sobre vítimas.
Segundo essa versão, o petroleiro terá desrespeitado as regras e navegado por uma rota que o Irão classificou como "ilegal" no sul do estreito.
Exército israelita mata três palestinianos, incluindo uma criança de seis anos, em ataques em Gaza
O Exército israelita matou esta segunda-feira três palestinianos, incluindo uma criança de seis anos, num ataque na zona de Deir al Balah, no centro de Gaza, e noutro realizado em Khan Younis, no sul, informaram fontes médicas da Faixa de Gaza à EFE.
Uma criança de seis anos, residente em Beit Lahia, no norte, mas refugiada na escola Jawla Bint Al Azraq, em Deir al Balah, morreu depois de um míssil atingir o estabelecimento de ensino, segundo a unidade de informação e contagem de vítimas do Ministério da Saúde de Gaza.
Três pessoas, incluindo o irmão da criança, ficaram também feridas neste ataque, de acordo com o Hospital dos Mártires de Al Aqsa.
Segundo estas informações, um míssil atingiu uma sala de aula da escola, mas não explodiu, o que levou à retirada das pessoas deslocadas que ali se encontravam refugiadas, para garantir a sua segurança.
Além disso, outras duas pessoas morreram e várias ficaram feridas quando um drone disparou dois mísseis contra uma mota numa rua próxima da prisão de Asdaa, a norte de Khan Younis, segundo o Hospital Nasser.
Nas últimas 24 horas, o Ministério da Saúde de Gaza informou que os ataques israelitas fizeram cinco mortos e 30 feridos na Faixa de Gaza.
Presidente do Líbano acusa Israel de "crimes condenáveis" após novos ataques no sul do país
O presidente libanês, Joseph Aoun, classificou esta segunda-feira como "injustificados" os contínuos ataques de Israel contra o sul do Líbano e afirmou que atentam contra o acordo-quadro alcançado entre os dois países para avançar no caminho para a paz, após os últimos bombardeamentos, nos quais morreram pelo menos nove pessoas.
O presidente libanês afirmou, durante uma reunião com o ministro da Justiça francês, Gérald Darmanin, que "os repetidos ataques de Israel, o assassinato de civis inocentes, incluindo crianças e mulheres, a destruição e o incêndio de habitações e a demolição de propriedades são crimes condenáveis, rejeitados e injustificados".
"Estas ações atentam contra o acordo-quadro e comprometem todos os esforços para travar a escalada no sul e na região no seu conjunto", afirmou Aoun, em declarações citadas pela Agência Nacional de Notícias (ANN) libanesa.
Estas declarações surgem num momento em que se intensificaram os ataques israelitas contra o sul do Líbano. Esta segunda-feira, um bombardeamento israelita contra a localidade de Kfar Rumman, no distrito de Nabatieh, provocou nove mortos e 13 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês.
Ataque atinge refinaria da gigante petrolífera Saudi Aramco
A refinaria de Jazan, da petrolífera Saudi Aramco, foi atingida esta segunda-feira num ataque, avança o Financial Times, citado pela Reuters.
A dimensão dos danos está ainda a ser avaliada, segundo duas fontes com conhecimento do caso citadas pelo jornal.
A Reuters aponta que não conseguiu confirmar de forma independente a informação.
Irão ameaça empresas energéticas dos EUA: "Se atacarem os nossos ativos, serão atacados"
O Irão advertiu esta segunda-feira que atacará empresas energéticas norte-americanas no Médio Oriente se Washington bombardear instalações iranianas, num contexto de trocas de ataques dos últimos dias contra navios e petroleiros no estreito de Ormuz.
"É simples: a cadeia de produção de petróleo e gás aqui é extensa, acessível e está exposta. As empresas norte-americanas de petróleo e gás que operam nestas águas e nestas instalações partilham essa vulnerabilidade. Se atacarem os nossos ativos, serão atacados", afirmou no X o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país nas conversações de paz, Mohamad Baqer Qalibaf.
O dirigente iraniano acrescentou que Teerão já demonstrou a sua capacidade para atingir alvos norte-americanos durante mais de seis meses de guerra e afirmou: "Perguntem às bases que já não estão operacionais".
Qalibaf respondia assim ao secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, que no domingo ameaçou o Irão com a destruição dos seus petroleiros caso o país persa atacasse navios norte-americanos.
"A frota de petroleiros do Irão está indefesa: o Irão não tem marinha nem força aérea. Os nossos aviões, navios e submarinos podem atacá-los a todos", escreveu Hegseth no X.
A troca de ameaças ocorre depois de vários dias de tensão no estreito de Ormuz, onde se registaram ataques contra petroleiros.
Três mortos e nove detidos no Irão em operação contra alegadas células ligadas aos EUA
Pelo menos três pessoas morreram e outras nove foram detidas numa operação contra alegados grupos ligados aos Estados Unidos na conturbada província de Sistão e Baluchistão, no sudeste do Irão, num recrudescimento da violência nesta região nos últimos dias.
Na operação foram desmanteladas três células "ligadas ao inimigo norte-americano-sionista" quando tentavam entrar no país e antes de poderem realizar "qualquer ato de sabotagem ou ação terrorista", informou o Ministério da Inteligência iraniano num comunicado citado pela agência Mizan.
De acordo com o Ministério, estes grupos terão "recebido formação militar, bem como treino no fabrico e colocação de explosivos e em assassinatos" fora do país e dispunham de "uma quantidade considerável de armas e munições de guerra".
No entanto, o Ministério não forneceu pormenores sobre o local onde ocorreram os factos nem sobre o grupo a que pertenciam os alegados terroristas.
Mais de 1.300 palestinianos mortos em Gaza desde o alegado cessar-fogo, denuncia ONU
Mais de 1.300 palestinianos morreram em Gaza nos ataques que Israel tem lançado diariamente contra este território desde o alegado cessar-fogo anunciado há quase um ano, denunciou esta segunda-feira o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, na abertura da 63.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.
Durante este período, também não cessaram as restrições à entrada de ajuda humanitária, as propostas israelitas para expulsar à força toda a população da Faixa de Gaza e o recurso, por parte de altos responsáveis políticos israelitas, a uma retórica destinada a desumanizar os palestinianos, afirmou Türk.
O alto-comissário denunciou também as execuções e torturas de vários palestinianos acusados de colaborar com Israel às mãos de grupos armados ligados ao Hamas.
Na Cisjordânia, o alto responsável alertou que a anexação israelita está a avançar sem obstáculos, apesar do parecer do Tribunal Internacional de Justiça, que declarou "ilegal" a ocupação israelita e ordenou a sua retirada.
A este respeito, apelou aos Estados para que impeçam a consolidação da ocupação nos territórios destinados a um futuro Estado palestiniano, de acordo com a solução internacionalmente aceite para a coexistência de dois Estados.
Por outro lado, Türk pediu às empresas que abandonem as práticas comerciais que contribuem para a manutenção dos colonatos israelitas ilegais, que continuam a expandir-se e estão na origem da multiplicação dos despejos forçados de palestinianos das suas casas na Cisjordânia.
Criação de nova zona restrita no Golfo por parte do Irão "antecipa a ideia de controlo absoluto sobre o Estreito de Ormuz"
O tenente-general Rafael Martins, especialista militar da CNN Portugal, considera, no entanto, que as recentes declarações do regime iraniano se enquadram ainda no campo da retórica.
"Sondagens indicam que a coligação de governo de Netanyahu não vai conseguir estabelecer uma maioria mínima no parlamento"
O correspondente da CNN Portugal em Israel, Henry Galsky, faz o balanço da opinião pública sobre o governo israelita.
Irão envia delegação ao Catar para investigar caso de três pilotos alegadamente detidos
O Irão afirmou esta segunda-feira que uma delegação técnica do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas viajou nos últimos dias para o Catar para investigar o caso de três pilotos alegadamente detidos naquele país árabe.
"O acompanhamento do destino dos três corajosos pilotos do país está constantemente presente em todas as consultas diplomáticas, e uma delegação técnica do Estado-Maior das Forças Armadas também viajou para o Catar nos últimos dias para realizar investigações especializadas", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, numa conferência de imprensa.
O porta-voz da diplomacia iraniana afirmou que o país prossegue as conversações "com toda a seriedade" e "não renunciará à defesa dos direitos destes cidadãos até alcançar um resultado definitivo".
Bagaei não forneceu mais pormenores sobre as circunstâncias em que se encontram os pilotos, depois de as Forças Armadas iranianas terem informado, no final de agosto, que o seu estado de saúde "não é bom" e pedido a sua transferência para um hospital "o mais rapidamente possível".
O Irão sustenta que o Catar mantém como prisioneiros os pilotos Javad Salehi, Abdolmajid Dashtian e Omran Barushian, capturados com vida pelas forças do Catar depois de os seus caças Su-24 se terem despenhado durante uma operação contra alvos norte-americanos em março, enquanto um quarto piloto morreu na operação e o seu corpo foi devolvido ao Irão.
Teerão tinha anteriormente acusado o país árabe de dificultar a investigação sobre o paradeiro destes militares.
O Catar, por sua vez, tinha negado manter os pilotos como prisioneiros e convidado as autoridades iranianas a visitar o país para resolver a disputa, convite ao qual Teerão não tinha respondido, segundo as autoridades do Catar.
Irão acusa Israel de agir "sem limites" e aponta apoio dos EUA e "inação" da ONU
O Irão acusou Israel de violar a soberania e a integridade territorial do Líbano com a invasão e ocupação do sul do país e considera que os acontecimentos deixam "uma lição" para toda a região.
Segundo Baghaei, do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Israel tem beneficiado de "uma forma de impunidade" devido ao "apoio total" dos EUA, à "inação da ONU" e à "indiferença" dos países europeus que dizem defender o direito internacional e os direitos humanos.
Para Teerão, o que está a acontecer mostra também a importância de o Líbano ter capacidade para defender a sua soberania, dignidade e integridade territorial.
"Os acontecimentos são uma lição para o Líbano e para a região perante uma parte que não reconhece limites. Preservar a soberania nacional exige resistência e firmeza", afirmou Baghaei, citado pela Al Jazeera.
Irão duplica preço da gasolina para grandes consumidores em plena guerra e sob bloqueio naval dos EUA
O Governo iraniano anunciou um aumento do preço da gasolina não subsidiada para os grandes consumidores devido a um défice diário de 10 milhões de litros, num momento de intensificação das sanções e do bloqueio naval dos Estados Unidos.
"Haverá um ajustamento dos preços a partir da madrugada de terça-feira: o preço da gasolina não subsidiada aumentará para 100.000 riais (0,04 dólares) por litro", explicou a porta-voz do Governo, Fatemeh Mohajerani, num vídeo publicado na página do Executivo ao final da noite de domingo.
A porta-voz afirmou que não haverá qualquer alteração no preço da gasolina subsidiada, que corresponde a 110 litros mensais por veículo.
O sistema de racionamento do Irão aplica três níveis de preços à gasolina: 15.000 riais (0,006 dólares) por litro para os primeiros 60 litros; 30.000 riais (0,013 dólares) por litro para os 50 litros seguintes; e, a partir de terça-feira, qualquer quantidade que exceda esse valor passará de 50.000 riais (0,02 dólares) para 100.000 riais (0,04 dólares) por litro.
O Irão estabeleceu, em dezembro passado, um terceiro preço para a gasolina, de 50.000 riais por litro, destinado aos condutores que consumiam mais de 160 litros por mês, um valor que duplicará a partir de terça-feira.
O aumento do preço da gasolina no Irão é uma questão muito delicada e, em 2019, desencadeou protestos em todo o país que provocaram mais de 300 mortos.
O Irão tem um dos preços da gasolina mais baixos do mundo e enfrenta o dilema de manter elevados subsídios, apesar de possuir algumas das maiores reservas mundiais de gás e petróleo, tendo, ainda assim, de importar parte da gasolina que consome.