ATAQUE AO IRÃO • AO MINUTO | Trump ameaça NATO, Japão e Coreia do Sul. Alemanha reage: "A guerra no Irão não tem nada que ver com a NATO". Israel diz que destruiu avião do antigo líder supremo do Irão
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
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Trump ameaça os aliados: ou a NATO, Japão e Coreia do Sul ajudam no Irão como ele quer ou então "será muito mau" o futuro destas alianças
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Preço do petróleo Brent sobe 2% e ultrapassa os 105 dólares
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Israel diz que destruiu o avião do antigo líder supremo do Irão
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Ataque com drone provocou incêndio em complexo petrolífero nos Emirados
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UE pede a Guterres iniciativa para permitir exportação de petróleo pelo estreito de Ormuz
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Um morto em Abu Dhabi após queda de míssil sobre veículo
Irão promete defender-se de "tentativas de aventureirismo" dos EUA
O chefe da diplomacia do Irão avisou hoje que o país irá defender-se de "quaisquer exigências excessivas ou tentativas de aventureirismo" por parte dos Estados Unidos.
"A República Islâmica utiliza a diplomacia para defender os interesses nacionais do Irão", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, num encontro com o homólogo de Omã, Badr al-Busaidi, antes do início das negociações, na capital de Omã, Mascate, com Steve Witkoff, enviado do Presidente norte-americano, Donald Trump, para o Médio Oriente.
O Irão está "pronto para defender a soberania e a segurança nacional do país contra quaisquer exigências excessivas ou aventureirismo" por parte dos Estados Unidos, acrescentou Abbas Araghchi.
Siga ao minuto:
Itália escusa-se a participar nas operações no Estreito de Ormuz
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano considera que a aproximação correta a utilizar no Estreito de Ormuz é a diplomacia, avança a Reuters.
Antonio Tajani acrescenta que a Itália não tem atualmente nenhuma missão naval que possa ser deslocada para o Estreito de Ormuz.
União Europeia anuncia 458 milhões de euros para o Médio Oriente
De acordo com a Reuters, a União Europeia anunciou 458 milhões de euros em ajuda humanitária destinada ao Médio Oriente.
Ministro da Defesa alemão recusa participação militar no Estreito de Ormuz: "Esta não é a nossa guerra"
O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse que o país não vai participar militarmente nas operações no Estreito de Ormuz.
Pistorius garante que a Alemanha não se vai desviar do objetivo na Ucrânia, mesmo que a pressão mediática se tinha virado para o Irão neste momento.
"Somos contra o aliviar das sanções contra a Rússia", disse, citado pela Reuters.
Pistorius questiona o que é que uma mão cheia de fragatas europeias podem fazer que a poderosa marinha norte-americana não seja capaz? "Esta não é a nossa guerra, não a começámos", culmina.
Grécia sem planos de se envolver nas operações no Estreito de Ormuz
O governo grego anunciou que não tem qualquer intenção de se envolver nas operações no Estreito de Ormuz.
Trump ameaça futuro da NATO - que será "muito mau" - se aliados não ajudarem a reabrir o Estreito de Ormuz
"Trump está perdido, nenhum dos cinco objetivos estabelecidos foi atingido até hoje"
O comentador da CNN Portugal Miguel Baumgartner diz que Trump tenta agora "diluir a responsabilidade" da guerra no Irão, forçando a participação de aliados internacionais para mascarar uma gestão militar e diplomática sem resultados
Trump diz que ganhou a guerra com o Irão — mas pede ajuda internacional para reabrir o Estreito de Ormuz (e ameaça quem não o fizer)
Starmer lembra que reabertura do Estreito de Ormuz não é uma tarefa simples
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, lembrou que quando a guerra acabar vai ser necessário existir algum tipo de acordo com o Irão.
Starmer realçou, no entanto, que a reabertura do Estreito de Ormuz não é uma tarefa simples.
O primeiro-ministro britânico adiantou que o Reino Unido está a trabalhar com os aliados para restaurar a livre navegação na região.
Bruxelas fala em crise de preços energéticos e admite medidas de curto prazo
"A guerra no Irão não tem nada que ver com a NATO", diz Alemanha
Depois do pedido de Trump para a colocação de navios dos aliados no Estreito de Ormuz, o governo alemão lembrou que "a guerra no Irão não tem nada que ver com a NATO", cita a Reuters.
Reino Unido recusa ser arrastado para uma guerra alargada no Irão
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, diz que o Reino Unido não será arrastado para uma guerra alargada no Irão.
Starmer garante que o Reino Unido continuará a trabalhar numa resolução rápida, noticia a Reuters.
Catar diz que Irão tem de parar ataques para que se encontre uma resolução diplomática e denuncia ataques contra alvos civis
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Catar, Majed al-Ansari, disse que o Irão tem de parar ataques para que se encontre uma resolução diplomática.
"Os ataques e ameaças do Irão contra alvos civis têm de parar", realçou.
O Catar garante que não está a par de nenhuma mediação oficial entre os EUA e o Irão neste momento, avança a Reuters.
Ministro dinamarquês responde ao pedido de Trump sobre o Estreito de Ormuz
Em resposta ao pedido de Donald Trump relativamente à colocação de navios militares no Estreito de Ormuz, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, disse que é preciso analisar-se a questão com espírito aberto de maneira a que se possa contribuir para facilitar a navegação, noticia a Reuters.
Irão diz que Estreito de Ormuz apenas está fechado para os inimigos
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, diz que o Estreito de Ormuz apenas está fechado para "inimigos e para aqueles que suportam a sua agressão", noticia a Reuters.
Araghchi garante ainda que Irão não está nem tem estado em contacto com os EUA. Quanto a um cessar-fogo, o responsável iraniano afirma que "a guerra tem de acabar de uma maneira que assegure que não se volta a repetir".
Alemanha quer saber quais são os objetivos de EUA e Israel e diz que não vê papel para a NATO no Estreito de Ormuz
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha considera que EUA e Israel têm de comunicar claramente quando os seus objetivos forem alcançados.
"Assim que conhecermos os objetivos de EUA e Israel podemos começar a desenhar uma arquitetura para a segurança regional", diz.
Johann Wadephul acrescena, segundo a Reuters, que a Alemanha vai apoiar sanções contra os responsáveis pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, mas reconhece que não vê um papel para uma intervenção da NATO no Estreito de Ormuz.
A Alemanha alerta ainda que a situação no Líbano é "dramática" e anuncia um pacote de ajuda humanitária de 188 milhões de euros.
Quanto às sanções contra a Rússia, apesar da crise energética, Wadephul garante que não serão aliviadas.
China evita responder a Trump sobre envio de navios para o Estreito de Ormuz
Por Jessie Yeung
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China voltou a manifestar preocupação com a situação no Estreito de Ormuz e com o conflito em curso no Médio Oriente, mas não fez qualquer referência ao envio de navios para ajudar a proteger esta via marítima vital - horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter instado Pequim a fazê-lo.
O porta-voz do ministério, Lin Jian, descreveu a situação como “tensa” e prejudicial para a estabilidade global, acrescentando: “A China volta a apelar a todas as partes para que cessem imediatamente as ações militares, evitem uma nova escalada das tensões e impeçam que a turbulência regional provoque impactos ainda maiores no desenvolvimento económico global.”
Horas antes, Trump tinha afirmado, numa entrevista ao Financial Times publicada no domingo, que poderia adiar uma cimeira planeada com o líder chinês, Xi Jinping, acrescentando que “a China também deveria ajudar, porque recebe 90% do seu petróleo através do Estreito”.
Questionado sobre estas declarações na segunda-feira, Lin respondeu: “A diplomacia ao nível dos chefes de Estado desempenha um papel indispensável ao fornecer orientação estratégica às relações China-Estados Unidos. As duas partes mantêm comunicação sobre a visita do presidente Trump à China.”
O porta-voz evitou igualmente responder diretamente quando questionado sobre se Pequim tinha recebido algum pedido dos Estados Unidos para enviar navios para as águas em torno do Estreito de Ormuz.
A China não é o único país sob pressão de Washington para prestar assistência. No sábado, Trump afirmou esperar que “a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros” enviem meios navais para garantir a liberdade de navegação nesta passagem estratégica — que tem estado, na prática, encerrada desde o início da guerra.
Ataque aéreo fere três militares no no Iraque
Um ataque aéreo atingiu as posições das Forças de Mobilização pPopular do Iraque no nordoeste de Mosul. Há três militares feridos.
"Descoordenação e falta de critério". Esta guerra tem algo "inédito" junto da população americana
Para o especialista Rodrigo Vaz, a atual intervenção militar no Irão está marcada por uma "falta de critério" desde o primeiro momento. Em entrevista à CNN Portugal, o analista destaca o caráter "inédito" da reação da opinião pública americana e aponta falhas estratégicas que podem comprometer o desfecho da operação.
Ataque com drone provocou incêndio em complexo petrolífero nos Emirados
Um ataque com um drone provocou hoje um incêndio na zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, informaram as autoridades locais.
Segundo o gabinete de imprensa do complexo petrolífero de Fujairah, um aparelho aéreo não tripulado (drone) provocou o incêndio na zona industrial, não se tendo registado feridos.
As autoridades acrescentaram que as equipas de emergência estão ainda a tentar extinguir as chamas.
O local situa-se na costa dos Emirados Árabes Unidos no Golfo de Omã, para além do Estreito de Ormuz, que foi encerrado pelo Irão.
Teerão ameaçou atacar as infraesturas da televisão Iran International
As Forças Armadas do Irão ameaçaram os países da região que cooperam com a televisão Iran International, sediada em Londres, afirmando que as infraestruturas regionais do canal foram consideradas objetivos militares.
No domingo, as autoridades iranianas anunciaram a detenção de pelo menos 18 pessoas no Irão acusadas de enviar imagens e informações para a estação de televisão.
O Centro de Comando Conjunto Khatam al-Anbiya num comunicado divulgado no domingo à noite disse que o canal de televisão utiliza satélites e infraestruturas mediáticas de "certos países da região".