Em atualização

ATAQUE AO IRÃO • AO MINUTO | Responsáveis do governo Trump e de Israel dizem que os combates no Irão vão continuar durante semanas

2026-03-15

GUIA RÁPIDO DE LEITURA

2026-02-05
12:07

China apoia direito do Irão ao “uso pacífico da energia nuclear”

A China “apoia o direito legítimo do Irão ao uso pacífico da energia nuclear” e “opõe-se à ameaça de força e à pressão de sanções”, afirmou Liu Gin, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da China, ao vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão em Pequim, esta quinta-feira.

"A China continuará a promover a resolução adequada da questão nuclear iraniana", afirmou Liu, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

Siga ao minuto:

2026-03-15
19:57

Países do Golfo prometem estar a fazer "os possíveis" para encontrar soluções enquanto o Irão "apenas a aumenta a pressão"

Apesar de Trump já ter afirmado que os Estados Unidos venceram a guerra no Irão, não parece haver fim à vista. Os Estados Unidos atacaram este sábado um importante centro petrolífero iraniano e o regime de Teerão ameaça retaliar. O correspondente da CNN Internacional Nic Robertson divulga mais detalhes.

2026-03-15
19:46

Irão "está isolado diplomaticamente" mas conta com estes dois aliados "importantes"

Helena Ferro Gouveia, comentadora da CNN Portugal, analisa o papel da Rússia e da República Popular da China, dois países que estão ao lado do Irão no conflito no Médio Oriente.

2026-03-15
19:36

"Porque é que a China ainda não está na região do Médio Oriente? Está muito empenhada em apoiar o seu aliado Paquistão"

Tiago André Lopes, comentador da CNN Portugal, não tem a certeza de que o Irão esteja "assim tão isolado" no contexto internacional e analisa a posição chinesa perante o conflito no Médio Oriente.

2026-03-15
19:29

Iraque diz que ataque com rockets no aeroporto de Bagdad faz 5 feridos

Um ataque com rockets  contra o Aeroporto Internacional de Bagdad, que alberga uma instalação diplomática dos EUA, feriu cinco pessoas, incluindo membros das forças de segurança, disseram as autoridades iraquianas.

“Cinco rockets atingiram o Aeroporto Internacional de Bagdad e os seus arredores, ferindo quatro funcionários do aeroporto e membros das forças de segurança, bem como um engenheiro”, lê-se no comunicado, que acrescenta que alguns rockets “atingiram o aeroporto e uma central de dessalinização de água”, enquanto outros caíram perto de uma prisão onde estão detidos suspeitos do grupo Estado Islâmico e de uma base aérea iraquiana junto a uma instalação diplomática dos EUA.

2026-03-15
19:11

Israel e Líbano deverão realizar negociações nos próximos dias

Israel e Líbano deverão realizar negociações nos próximos dias com o objetivo de garantir um cessar-fogo duradouro que leve ao desarmamento do Hezbollah, disseram este domingo à Reuters duas autoridades israelitas.

2026-03-15
19:08

"Há alguns estados que certamente não estarão muito interessados em colaborar com os EUA, desde logo a República Popular da China"

Mário João Fernandes, especialista em Direito Internacional, antecipa a resposta dos vários estados convocados por Donald Trump para mobilizarem meios para o Estreito de Ormuz.

2026-03-15
18:54

Responsáveis da administração Trump acreditam que o conflito no Irão vai terminar dentro de algumas semanas ou “antes”

Os responsáveis ​​da administração Trump afirmaram hoje que esperam que o conflito no Irão termine dentro de algumas semanas ou “antes”, enquanto os economistas manifestam preocupação com a possibilidade de a interrupção no fornecimento de petróleo no Médio Oriente desencadear uma recessão.

“Acredito que este conflito chegará ao fim certamente nas próximas semanas. Poderá ser antes disso… e veremos uma recuperação da oferta e uma queda dos preços depois disso”, disse o secretário de Energia, Chris Wright, no programa “This Week”, da ABC.

Kevin Hassett, diretor do Conselho Económico Nacional da Casa Branca, corroborou esta opinião numa entrevista ao programa “Face the Nation”, da CBS.

“Esperamos que a economia global tenha um grande choque positivo assim que isto terminar”, disse. Afirmou que a operação está “adiantada em relação ao calendário” estimado pelo governo, que previa uma duração de quatro a seis semanas a partir do início da guerra, a 28 de fevereiro.

Wright reconheceu os impactos económicos do conflito, mas disse que suportar a “dor de curto prazo” é melhor do que “ter um Irão com armas nucleares”.

Os comentários surgiram depois de o exército israelita ter informado a CNN que planeia pelo menos mais três semanas da sua campanha no Irão. O presidente Donald Trump apresentou cronogramas contraditórios para o fim da guerra, que entra na terceira semana.

As autoridades da administração Trump tentaram também minimizar a preocupação com o encerramento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irão, afirmando que outros países provavelmente ajudarão na reabertura da via navegável estratégica.

O embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, disse a Jake Tapper, da CNN, no programa "State of the Union", que "estão em curso conversações" com países que poderão juntar-se aos EUA no envio de forças navais para garantir a segurança da rota. Wright afirmou que "todos os recursos militares dos EUA" e de outros países "vão trabalhar para abrir o estreito".

Isto acontece depois de Trump ter afirmado, numa publicação nas redes sociais no sábado, que "outros países" vão enviar navios de guerra "em conjunto" com os EUA. Mas, na mesma publicação, Trump disse: "Espero que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros" enviem navios para a região.

Por Aileen Graef

2026-03-15
18:50

Irão diz que nunca pediu um cessar-fogo

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que Teerão "nunca pediu um cessar-fogo, nunca sequer pedimos negociação".

Esta declaração surge na sequência de comentários anteriores de Donald Trump, que afirmou que o Irão desejava um acordo, mas que não estava disposto a aceitá-lo "porque os termos ainda não são suficientemente bons".

"Não vemos razão para falarmos com os americanos, pois estávamos a falar com eles quando decidiram atacar-nos", disse ao programa Face the Nation, da CBS News.

"Esta é uma guerra de escolha do presidente Trump e dos Estados Unidos, e vamos continuar a nossa autodefesa".

2026-03-15
18:38

Duas semanas de guerra custaram aos EUA 12 mil milhões de dólares

O principal conselheiro económico da Casa Branca, Kevin Hassett, confirmou hoje que as primeiras duas semanas de guerra com o Irão custaram aos Estados Unidos cerca 12 mil milhões de dólares (10,5 mil milhões de euros).

Hassett confirmou este valor à cadeia NBC News, no seguimento da informação que recebeu na semana passada à porta fechada de altos militares norte-americanos durante uma reunião com membros do Congresso e responsáveis da administração em Washington.

O também diretor do Conselho Económico Nacional recusou, no entanto, confirmar os rumores de que a Casa Branca estaria a preparar um pedido ao Congresso para mais 50 mil milhões de dólares (43,6 mil milhões de euros) em gastos com a ofensiva aérea conjunta com Israel, desencadeada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.

"Já temos as armas necessárias, por isso não creio que um reforço seja preciso ", disse Hassett, apesar de reconhecer que o Pentágono prevê mais duas a quatro semanas de operações.

O Governo de Israel anunciou pelo seu lado mais 2,6 mil milhões de shekels (cerca de 723 milhões de euros) para a "aquisição urgente e essencial de equipamento de defesa" para as suas operações militares no Irão e no vizinho Líbano, após ter aprovado na passada semana um orçamento especial para o setor que, segundo a imprensa israelita, atinge oito mil milhões de euros, a somar aos mais de 30 mil milhões de euros já previstos.

Segundo um comunicado do executivo, a despesa hoje anunciada é justificada pelo "estado de emergência em que Israel se encontra" e a "necessidade urgente e imediata" de fornecer uma "resposta operacional" à intensidade dos combates atuais.

2026-03-15
18:29

"Não sei se Donald Trump tem uma margem negocial tão grande como ele próprio reivindica"

O comentador da CNN Portugal José Azeredo Lopes analisa a tentativa, até agora falhada, de estabelecer negociações para alcançar um cessar-fogo no Irão.

2026-03-15
18:28

"Queres contar o número de dedos?": Netanyahu responde a rumores sobre a sua morte

Para acabar com os boatos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou um vídeo na rede social X, para mostrar que continua no ativo - e a fazer de tudo para fragilizar o Irão.

2026-03-15
18:22

A passagem de Rafah, em Gaza, reabrirá na quarta-feira para "circulação limitada de pessoas"

A principal porta de entrada de Gaza, a passagem de Rafah com o Egipo, que foi encerrada no início da guerra com o Irão, vai ser reaberta na quarta-feira à circulação limitada de pessoas em ambos os sentidos, disse no domingo o COGAT de Israel, o organismo militar responsável pelos assuntos humanitários, citado pela Reuters.

A passagem tinha sido reaberta no início de fevereiro, depois de ter permanecido praticamente fechada desde maio de 2024, nos primeiros meses da guerra de Israel contra o Hamas em Gaza. A sua reabertura ofereceu algum alívio aos palestinianos que desejam deixar Gaza para tratamento médico ou àqueles que desejam regressar após fugirem dos combates.

2026-03-15
18:04

Israel intensifica ataques contra o Líbano, mas neste bairro "a destruição é de outro nível"

Nos arredores de Beiture, o bairro de Dahiya, onde, segundo Israel, funcionam as principais instalações do Hezbollah, tem sido fustigado pelos ataques norte-americanos e israelitas.

No entanto, as investidas não parecem limitar-se aos bastiões do grupo terrorista, como relata a repórter da CNN Internacional Isobel Yeung.

2026-03-15
18:02

Esta é a "panóplia de meios" necessária para a operação de desminagem no Estreito de Ormuz

O major-general Jorge Saramgo, especialista militar da CNN Portugal, analisa os contornos militares da operação de desminagem que os EUA pretendem conduzir no Estreito de Ormuz para reabrir a rota no Golfo.

2026-03-15
17:56

Face à guerra no Irão, Von der Leyen pede uso de "todos os instrumentos de diplomacia migratória" e reforço das fronteiras europeias

Presidente da Comissão Europeia alerta que a atual situação geopolítica "acarreta um risco crescente de um conflito prolongado com repercussões diretas e indiretas para a União"
Leia mais aqui
2026-03-15
17:40

Israel diz estar preparado para uma "longa campanha" contra o Irão e garante que "não há escassez de mísseis intercetores"

O correspondente da CNN Portugal em Israel, Henry Galsky, contactou fontes do exército israelita, que garantiram ter todas as capacidades para defender o país durante o tempo que for necessário. Isto acontece depois de ser relatada uma suposta falta de mísseis intercetores por parte de Israel.

2026-03-15
17:31

Países membros da Agência da Energia da Ásia e Oceânia libertam reservas de petróleo. Até março serão disponibilizados pela AIE 400 milhões de barris

A Agência Internacional da Energia (AIE) anunciou hoje que decidiu libertar imediatamente os excedentes oriundos da Ásia e Oceânia para ajudar a aliviar as perturbações no comércio de petróleo causadas pela guerra com o Irão.

Entretanto, os carregamentos da América e Europa começam a chegar a partir do final de março.

Segundo uma atualização feita hoje pela AIE, os países-membros já apresentaram os seus planos de implementação da medida excecional adotada devido ao forte impacto que a guerra no Irão está a ter o mercado petrolífero, especialmente com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio mundial do petróleo.

Até agora, os países-membros da AIE comprometeram 271,7 milhões de barris de reservas governamentais, sendo 116,6 milhões de barris oriundos de reservas obrigatórias da indústria e 23,6 milhões de outras reservas, segundo os dados atualizados hoje e publicados pela AIE num comunicado.

Os países membros da AIE anunciaram que se comprometeram a disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para ajudar a aliviar as perturbações no comércio de petróleo causadas pela guerra com o Irão.

Os Estados Unidos comprometeram-se até ao momento a libertar 172 milhões de barris, além dos stocks dos outros 31 países membros da agência. Estes barris serão libertados até ao final de março, juntamente com os 107,5 milhões de barris prometidos pela Europa, que combinam os stocks governamentais e industriais. Os países membros da Ásia e Oceânia vão libertar os seus stocks imediatamente, segundo a agência.

“Os países da AIE vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo ao mercado para compensar a perda de oferta resultante do encerramento efetivo do Estreito de Ormuz”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, na quarta-feira.

Segundo a CNN, esta ação coletiva é a maior libertação de emergência deste tipo na história. Apenas cinco ações coletivas foram realizadas no passado, segundo a agência — duas delas em 2022, quando os preços do petróleo dispararam devido à guerra da Rússia na Ucrânia.

2026-03-15
17:07

Reino Unido pondera enviar para o Estreito de Ormuz drones destinados à Ucrânia

O Reino Unido está a ponderar intervir no bloqueio em Ormuz, enviando drones do sistema "Octupus" para intercetar ataques aéreos iranianos e detonar de forma segura as alegadas minas. O correspondente da CNN Portugal no Reino Unido, Bruno Miranda Lencastre, acompanha os últimos desenvolvimentos.

2026-03-15
17:02

Base conjunta EUA-Itália no Kuwait atingida por drone, diz Exército italiano

Uma base militar conjunta EUA-Itália no Kuwait foi atingida por um ataque com um drone, informou o Exército italiano.

"Esta manhã, a base de Ali Al Salem, no Kuwait, foi alvo de um ataque de drone que atingiu um abrigo que albergava uma aeronave da Força Aérea Italiana (TFA), que foi destruída", disse o chefe do Estado-Maior da Defesa, General Luciano Portolano, num comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa italiano no Facebook.

Portolano acrescentou que todo o pessoal está em segurança.

2026-03-15
17:00

Irão: mais de três mil iranianos mortos nos bombardeamentos

Pelo menos 3.040 pessoas, na maioria civis, morreram em resultado dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão desde 28 de fevereiro, segundo uma contagem divulgada hoje pela organização iraniana de direitos humanos HRANA.

O número inclui 1.319 civis, dos quais 206 eram menores de idade, além de 1.122 militares, de acordo com Agência de Notícia de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos Estados Unidos, usando relatórios oficiais de autoridades de saúde, de emergência e defesa civil e de outras fontes no Irão.

Outras 599 mortes foram confirmadas pela organização, mas as suas identidades não puderam ser determinadas.

Do total, refere a HRANA, 21 pessoas morreram nas últimas 24 horas, todas civis, incluindo um menor, em 285 ataques em 18 das 31 províncias iranianas.