GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Assinatura de acordo de paz entre Irão e EUA prevista para sexta-feira
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Televisão estatal diz que Irão "forçou os Estados Unidos a aceitar o acordo de paz"
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Irão: "Fim imediato da guerra, incluindo no Líbano, anunciado esta noite"
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Irão diz que demonstrou aos EUA que "não existe outro caminho senão aceitar a derrota"
Israel recebe corpo de presumível refém do Hamas
O corpo de um presumível refém do movimento palestiniano Hamas na Faixa de Gaza foi hoje entregue pela Cruz Vermelha às autoridades israelitas, anunciou o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Em comunicado, o gabinete do chefe do governo israelita adianta que o cadáver foi entregue na Faixa de Gaza às forças de defesa israelitas (FDI) e à agência de segurança interna (Shin Bet), e será identificado no Instituto Nacional de Medicina Legal.
Num outro comunicado, as FDI adiantaram que a urna, escoltado por tropas israelitas, já atravessou a fronteira e encontra-se em território israelita.
“As FDI pedem ao público que aja com cautela e aguarde a identificação oficial, que será comunicada em primeiro lugar às famílias dos reféns falecidos”, adiantam as FDI.
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Reino Unido fala em "passo extremamente importante para pôr fim à guerra"
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou este domingo que acolhe "calorosamente" o acordo anunciado entre os Estados Unidos e o Irão, considerando-o "um passo extremamente importante para pôr fim à guerra, garantir a estabilidade regional e reabrir o Estreito de Ormuz".
Numa declaração divulgada nas redes sociais, Starmer acrescentou que o Reino Unido está preparado para apoiar a próxima fase das negociações.
"Estamos prontos para apoiar as conversações técnicas que terão agora início. A nossa prioridade é que isto se transforme numa paz duradoura e sustentável, e trabalharemos com os nossos parceiros internacionais para apoiar esse objetivo", afirmou.
Segundo o líder britânico, o apoio de Londres poderá incluir, "caso seja necessário", a ativação de uma missão defensiva e multilateral independente que está a ser preparada conjuntamente pelo Reino Unido e pela França.
JD Vance elogia acordo
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, classificou este domingo o acordo alcançado com o Irão como "um grande momento para os Estados Unidos da América", embora tenha admitido que ainda há trabalho a fazer para consolidar a paz.
"Não vou dizer que amanhã toda a gente vai dar as mãos e cantar em harmonia", afirmou Vance numa entrevista à Fox News. "Vai demorar algum tempo a aprender os caminhos da paz, mas penso que demos esta noite um passo muito, muito importante."
Segundo o vice-presidente, o entendimento assenta em três pilares fundamentais. O primeiro é "a abertura imediata do Estreito de Ormuz e, naturalmente, o levantamento do bloqueio naval que os Estados Unidos mantinham contra o Irão".
O segundo elemento passa pela garantia de que o Irão nunca irá desenvolver, adquirir ou comprar uma arma nuclear. O terceiro, acrescentou, é o cumprimento efetivo dos compromissos assumidos.
"Isto só acontece, para que fique claro, se o Irão cumprir a sua promessa", afirmou.
Vance destacou ainda os potenciais benefícios económicos do acordo para os consumidores norte-americanos, afetados nos últimos meses pela subida dos preços dos combustíveis.
"A minha principal mensagem para os americanos é: obrigado. Graças à vossa paciência, penso que resolvemos um problema que afetou este país durante décadas", declarou.
O vice-presidente afirmou também que Donald Trump tem demonstrado grande preocupação com os preços da energia e considerou que o acordo poderá ajudar a inverter essa tendência.
"O que vamos conseguir fazer é reduzir o custo da energia, não apenas agora, mas também a longo prazo", sustentou.
Teerão quer 261 mil milhões de euros para reconstrução e exclusão do programa de mísseis das negociações
A agência iraniana Mehr avança que as negociações finais entre o Irão e os Estados Unidos não terão início antes de serem cumpridas três condições: a libertação de metade dos fundos iranianos atualmente bloqueados, o levantamento das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.
Segundo a mesma agência, o memorando de entendimento prevê que metade dos cerca de 20,9 mil milhões de euros (equivalentes a 24 mil milhões de dólares) de fundos iranianos congelados fiquem disponíveis antes do arranque das negociações definitivas.
A Mehr acrescenta ainda que o projeto de acordo exclui das negociações finais tanto o programa de mísseis iraniano como o apoio de Teerão aos chamados grupos da "resistência" na região.
De acordo com a proposta em discussão, as duas partes terão 60 dias de negociações centradas nas questões nucleares e no levantamento integral das sanções aplicadas ao Irão.
A agência iraniana refere também que o memorando contempla a necessidade de os Estados Unidos e os seus aliados apresentarem planos de reconstrução para o Irão num montante mínimo de 261 mil milhões de euros (equivalentes a 300 mil milhões de dólares).
Irão diz que demonstrou aos EUA que "não existe outro caminho senão aceitar a derrota"
O principal comando militar conjunto do Irão afirmou este domingo que a população iraniana, sob a liderança do líder supremo, demonstrou aos Estados Unidos que "não existe outro caminho senão aceitar a derrota".
Irão: "Fim imediato da guerra, incluindo no Líbano, anunciado esta noite"
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano indicou que "o fim imediato e permanente da guerra e das operações militares em várias frentes, incluindo no Líbano, começará a ser anunciado esta noite".
O responsável acrescentou ainda, citado pela agência Tasnim, que "a partir desta noite começará o fim do bloqueio naval norte-americano contra o Irão", numa das medidas previstas no memorando de entendimento alcançado entre as duas partes.
Segundo o mesmo dirigente iraniano, o texto integral do memorando apenas será divulgado após a assinatura oficial do documento. Sublinhou ainda que o acordo "não significa confiança no inimigo", numa referência aos Estados Unidos, procurando afastar a ideia de uma aproximação política entre os dois países.
O vice-ministro revelou também que as negociações para um acordo definitivo decorrerão ao longo de um período de 60 dias, sugerindo que o entendimento agora alcançado representa apenas uma primeira fase do processo diplomático.
Ao mesmo tempo, deixou um aviso a Washington. "Tomaremos as nossas próprias medidas se testemunharmos violações por parte do outro lado", afirmou, indicando que Teerão reserva o direito de responder caso considere que os compromissos assumidos não estão a ser respeitados.
Televisão estatal diz que Irão "forçou os Estados Unidos a aceitar o acordo de paz"
A televisão estatal iraniana afirmou este domingo que Teerão "forçou os Estados Unidos a aceitar o acordo de paz", numa reação ao acordo de paz anunciado nas últimas horas entre os dois países.
Entretanto, a agência noticiosa iraniana Fars avançou que o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão deverá divulgar em breve uma declaração oficial sobre o acordo de cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos.
Segundo a mesma agência, ficou também decidido que o tráfego marítimo no Golfo será regulado pelo Irão em coordenação com Omã, um dos países que tem desempenhado um papel de mediação nas negociações.
Já um vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano indicou que "o fim imediato e permanente da guerra e das operações militares em várias frentes, incluindo no Líbano, começará a ser anunciado esta noite".
"As negociações com a República Islâmica do Irão estão agora concluídas. Parabéns a todos!", diz Trump
Donald Trump afirmou este domingo na sua rede social que os EUA chegaram a um acordo com o Irão.
"As negociações com a República Islâmica do Irão estão agora concluídas. Parabéns a todos!", escreveu o presidente americano.
Trump diz que autoriza a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval americano.
"Navios de todo o mundo, liguem os motores. Que o petróleo flua!", conclui Trump.
Paquistão anuncia acordo entre EUA e Irão
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou este domingo que EUA e Irão chegaram a um acordo.
"Após intensas negociações, temos o prazer de anunciar que foi ALCANÇADO o Acordo de Paz entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irão. Ambas as partes declararam o fim imediato e definitivo das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano", escreveu no X o governante paquistanês.
Following intensive talks, we are pleased to announce that the Peace Deal between the United States of America and Islamic Republic of Iran has been REACHED. Both sides have declared the immediate and permanent termination of military operations on all fronts, including in…
— Shehbaz Sharif (@CMShehbaz) June 14, 2026
Sharif afirmou também que a cerimónia de assinatura irá realizar-se na Suíça na próxima sexta-feira.
O líder paquistanês agradeceu a Irão e EUA "pelo seu empenho em encontrar uma solução diplomática para o conflito".
Trump está a planear publicar um comunicado em breve que anuncia o acordo com o Irão
O Wall Street Journal está a avançar que o presidente dos EUA está a planear publicar um comunicado em breve que anuncia o acordo com o Irão.
Ao jornal americano, Donald Trump afirma que o acordo será assinado eletronicamente pelo próprio ou pelo vice-presidente JD Vance.
Netanyahu tenta agendar reunião urgente com Trump
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, estará a tentar agendar uma reunião urgente com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, numa altura em que parecem estar a surgir tensões crescentes em torno das negociações com o Irão e do cessar-fogo com o Hezbollah no Líbano, segundo uma fonte israelita.
De acordo com a mesma fonte, Netanyahu pretende reunir-se com Trump após o regresso deste da cimeira do G7, na Europa, prevista para o próximo fim de semana, ou pouco depois.
O pedido surge depois de Trump ter criticado publicamente Israel no domingo, na sequência de um ataque israelita a Beirute em resposta a disparos do Hezbollah contra o norte de Israel. O presidente norte-americano afirmou que o ataque à capital libanesa "não devia ter acontecido" e classificou a ação do Hezbollah como "muito pequena e sem significado".
"O que é que levou o Irão, desta vez, a dizer que estão perto de um acordo com os EUA?"
Francisco Pereira Coutinho, comentador da CNN Portugal, analisou os mais recentes desenvolvimentos do conflito entre Irão e EUA.
"Israel atacar os subúrbios de Beirute é claramente uma afronta a Donald Trump"
Isabel Tavares, especialista em Direito Internacional, afirma que Israel e EUA estão "desalinhados" quanto aos objetivos da guerra contra o Irão.
"Ao lidar com esta realidade, Israel não pode hesitar relativamente às respostas"
O tenente-general Rafael Martins analisou os mais recentes desenvolvimentos do conflito que envolve Israel, Irão, EUA e o Hezbollah.
Donald Trump terá oferecido dinheiro ao Irão para não responder aos ataques israelitas: "Se isto se confirmar, mostra o grau de desespero na cabeça de Trump"
O jornalista da CNN Portugal Rolando Santos afirma que o Irão está a tentar levar ao limite o presidente dos EUA, Donald Trump, ao recusar assinar o acordo este domingo.
Irão mantém apoio ao diálogo com EUA mas ameaça responder a ataques no Líbano
O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou hoje que a mais alta instância de segurança do Irão apoia a continuação do diálogo com os Estados Unidos, mas responsáveis iranianos advertiram que Teerão responderá aos recentes ataques israelitas no Líbano.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, a principal instância do país em matérias de segurança, concluiu que “a via do diálogo deve ser prosseguida”, declarou Pezeshkian durante um encontro com órgãos de comunicação social, citado pelo portal da Presidência iraniana.
Segundo o chefe de Estado, o Conselho é responsável pelas “decisões relativas à guerra e às negociações”.
As declarações surgem após críticas de setores ultraconservadores iranianos à equipa encarregada das negociações com Washington e numa altura em que os contactos diplomáticos decorrem paralelamente ao agravamento das tensões regionais.
Também hoje, as Forças Armadas iranianas afirmaram que responderão aos ataques israelitas no Líbano, considerando que estes colocam em risco os esforços diplomáticos em curso.
"Israel não vai nunca aceitar que seja atacado e não responda"
O coronel José Carmo analisou os mais recentes desenvolvimentos do conflito entre Irão e EUA.
"Donald Trump tem sido mais simpático com o regime iraniano nos últimos dias"
Rui Vilar, especialista em assuntos de Defesa, analisa os mais recentes desenvolvimentos do conflito entre Irão e EUA.
Trump disse a Putin que acordo no Irão está prestes a ser alcançado
Donald Trump disse a Vladimir Putin que o acordo com o Irão está prestes a ser alcançado e o presidente russo manifestou satisfação com a perspetiva de o conflito chegar ao fim, revelou este domingo Yuri Ushakov, conselheiro do Kremlin.
Segundo Ushakov, citado pelas agências russas, Trump transmitiu ainda a Putin que os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner deverão deslocar-se à Rússia em breve.
O conselheiro do Kremlin acrescentou que o presidente norte-americano reiterou ao líder russo a importância de pôr fim à guerra na Ucrânia, assegurando estar disponível para ajudar a alcançar uma solução para o conflito.
Trump recebeu um presente envenenado no aniversário. "Não devia ter acontecido, especialmente num dia tão especial"
"O Irão nunca iria assinar o acordo na data de aniversário de Donald Trump, dando-lhe essa vitória"
O comentador da CNN Portugal Miguel Baumgartner analisa os mais recentes desenvolvimentos do conflito entre EUA e Irão.