GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Termina hoje prazo para EUA e Irão negociarem acordo de paz
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Termina hoje prazo para EUA e Irão negociarem acordo de paz
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Teerão ameaça EUA com "surpresas estratégicas" e postura "ofensiva"
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Pelo menos 4.346 pessoas morreram no Líbano desde o início dos ataques israelitas
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Papa pede fim da violência contra civis na Cisjordânia
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Houthis retomam ataques com mísseis e drones contra cidade portuária
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Irão acusa Catar de atrasar investigação sobre paradeiro de pilotos iranianos
Trump diz que força internacional irá "muito em breve" para Gaza
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que uma força internacional vai ser enviada "muito em breve" para a Faixa de Gaza.
"Muito em breve. Vai acontecer muito em breve. E está a correr bem em Gaza", respondeu Donald Trump, na quinta-feira, à pergunta de um repórter sobre o anunciado envio de uma missão para o território palestiniano.
Na quarta-feira, os Estados Unidos disseram que têm o apoio do Conselho de Segurança da ONU para um projeto que irá enviar uma força internacional de estabilização para a Faixa de Gaza, por pelo menos dois anos.
"Temos vários países que se ofereceram para intervir se houver um problema com o [movimento islamita palestiniano] Hamas, por exemplo, ou qualquer outro problema", acrescentou Trump, durante uma conferência de imprensa à margem de uma reunião diplomática na Casa Branca com líderes da Ásia Central.
O Presidente dos Estados Unidos assegurou que "o Hamas representa uma parte muito pequena do conflito, muito, muito pequena".
Ainda assim, Trump avisou o movimento que, "se não fizerem o que disseram que fariam, se não se comportarem, então terão um grande problema, um problema realmente grande, como nunca tiveram antes".
A Missão dos EUA junto das Nações Unidas confirmou a apresentação da proposta junto do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que marca o próximo passo no plano de Donald Trump para pôr fim a dois anos de guerra.
O anúncio surgiu depois do representante dos EUA junto da ONU, Mike Waltz, se ter reunido com os homólogos dos dez países atualmente eleitos para o Conselho de Segurança: Argélia, Dinamarca, Grécia, Guiana, Paquistão, Panamá, Coreia do Sul, Serra Leoa, Eslovénia e Somália.
O Conselho de Segurança é composto ainda por cinco membros permanentes, com direito de veto: EUA, França, Rússia, Reino Unido e China.
Num comunicado, a Missão dos EUA junto das Nações Unidas assegurou que Washington "mais uma vez apresentará resultados" no organismo, em vez de se envolver em "negociações intermináveis".
Os EUA declararam ainda que "parceiros regionais importantes apoiam a resolução do Conselho de Segurança" sobre o enclave palestiniano, após uma reunião com representantes do Egito, Qatar, Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos.
Na rede social X, Waltz descreveu a reunião como histórica e sublinhou o forte apoio dos países.
De acordo com dois responsáveis norte-americanos, citados pela agência de notícias Associated Press, o projeto de resolução pede que a força assegure "o processo de desmilitarização da Faixa de Gaza" e "o desarmamento permanente de armas de grupos armados não estatais".
Uma grande questão no plano de Trump, de 20 etapas, para um cessar-fogo e reconstrução do território é a forma de desarmar o Hamas, que ainda não aceitou totalmente essa medida.
Siga ao minuto:
Termina hoje prazo para EUA e Irão negociarem acordo de paz
Termina hoje o prazo de 60 dias para as negociações de um acordo de paz entre os estados unidos e o irão.
Para já, não há sinais de entendimento.
O processo começou a 18 de junho, com a assinatura de um memorando entre Donald Trump e o presidente iraniano.
Entre os principais tópicos em cima da mesa estão o programa nuclear de Teerão e as sanções norte-americanas.
As negociações ficaram, entretanto, marcadas por uma forte escalada de tensão e ataques no estreito de Ormuz.
Em julho, o Irão declarou como encerrado o acordo, após sete noites consecutivas de ataques norte-americanos.
Catar e Paquistão continuam a tentar mediar o conflito, mas sem resultados visíveis.
Donald Trump voltou ainda a afirmar que os EUA controlam o Estreito de Ormuz, uma posição rejeitada por Teerão.
O fim do prazo deixa agora em aberto o futuro das negociações e aumenta a incerteza sobre a segurança numa das principais rotas mundiais de petróleo.
Teerão ameaça EUA com "surpresas estratégicas" e postura "ofensiva"
O Irão garantiu ter "surpresas estratégicas" para os Estados Unidos, com o acordo que estabelecia um cessar-fogo e um período de 60 dias para resolver questões pendentes, a expirar hoje.
Numa entrevista à televisão iraniana realizada hoje pela agência IRNA, um alto comandante da Guarda Revolucionária do Irão (IRGC, na sigla em inglês) defendeu uma "reorganização, modernização e desenvolvimento da doutrina de defesa da República Islâmica".
"A partir de agora, qualquer ação que empreendamos, mesmo que seja defensiva, deve ter um caráter ofensivo", afirmou o subcomandante da IRGC para os Assuntos Políticos, Yadollah Javani, antes de assinalar que as forças armadas iranianas "adotarão abordagens transformadoras".
Trump ordena redução de exercícios militares com a Coreia do Sul e devido a relação "muito boa" com Kim Jong-un
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que deu instruções ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, para reduzir de forma substancial a dimensão dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, numa publicação partilhada na rede social Truth Social.
O chefe de Estado norte-americano justificou a decisão com os custos financeiros das operações e com a sua relação pessoal com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Trump manifestou o seu descontentamento com o facto de Washington ter concordado, no passado, em participar nestas manobras conjuntas na península coreana, considerando que a iniciativa transmite um sinal hostil a Pyongyang.
"Estes exercícios não são apenas dispendiosos, com grande parte desses custos a serem pagos pelos Estados Unidos da América (como de costume!), mas enviam também um sinal totalmente inapropriado e hostil a um país que, desde que Donald J. Trump é presidente, não tem sido ameaçador e tem sido respeitoso", escreveu o governante.
"Mesmo Nikolay Mladenov, que dirige o Conselho da Paz, sabe que a proposta dos 15 pontos para Gaza é prematura"
Jorge Silva Carvalho analisa a iniciativa do Conselho da Paz para o futuro da Faixa de Gaza, a guerra de Israel no Líbano e ainda as eleições legislativas israelitas.
"O Irão continua muito isolado na região. Há outros países que se estão a realinhar"
Rui Vilar, especialista em assuntos de defesa, analisa o confronto entre Irão e EUA pelo controlo do Estreito de Ormuz.
"Ao que tudo indica, quem ainda parece estar numa posição de relativa vantagem é o Irão"
Cátia Moreira de Carvalho afirma que é Teerão que consegue "fechar ou abrir o Estreito de Ormuz, embora os EUA o estejam a bloquear. A comentadora da CNN Portugal considera que será muito difícil que o conflito termine antes de se resolver este impasse.
Hezbollah acusa Netanyahu de "criar um facto no terreno" devido ao contexto eleitoral que vive
Henry Galsky, correspondente da CNN Portugal em Israel, dá conta da posição do grupo xiita libanês em relação às mais recentes declarações de Benjamin Netanyahu.
"Houve uma escalada enorme no Líbano desde a madrugada de sábado"
João Sousa, jornalista em serviço especial para a CNN Portugal, dá conta dos mais recentes ataques israelitas ao Líbano, que mataram 11 pessoas e obrigaram à fuga de milhares do sul do país.
Pelo menos 4.346 pessoas morreram no Líbano desde o início dos ataques israelitas
Pelo menos 4.346 pessoas morreram no Líbano desde o início da ofensiva do Exército israelita, no passado dia 2 de março, e no contexto de uma intensificação dos ataques de Israel contra este país mediterrânico, apesar dos esforços para implementar um acordo de paz alcançado no final de junho.
O Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde libanês afirmou num comunicado sucinto que "o balanço total acumulado da agressão, desde 2 de março até 16 de agosto, é de 4 346 mortos e 12 301 feridos".
Kushner chega ao Egito para discutir plano de Trump para Gaza, no âmbito de uma série de reuniões com o Hamas
Jared Kushner, genro e conselheiro do presidente norte-americano Donald Trump, chegou este domingo ao Egito numa visita não anunciada e reuniu-se com o presidente egípcio, Abdelfatah al Sisi, num dia em que se intensificaram os contactos com o Hamas para a aplicação do plano de 15 pontos de Trump, um roteiro que Israel rejeitou.
Kushner reuniu-se na cidade mediterrânica de Al Alamein com Al Sisi, na presença do ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelaty, e do chefe da Direção-Geral de Informações, Hasan Rashad, que horas antes tinha recebido uma delegação do movimento palestiniano Hamas, liderada pelo seu líder, Jalil al Haya, informou o porta-voz da Presidência egípcia, Mohamed al Shenawy, num comunicado.
"Donald Trump veio ameaçar o Irão", mas "não é para se levar a sério"
Nuno Gouveia, especialista em política norte-americana, analisa a declaração de Donald Trump de que, em breve, declararia o Estreito de Ormuz como um território dos Estados Unidos.
JD Vance e a equipa de Trump continuam a mudar as metas para o Irão
Papa pede fim da violência contra civis na Cisjordânia
O Papa Leão XIV apelou este domingo ao fim da violência contra a população civil palestiniana na Cisjordânia e instou a comunidade internacional a avançar no sentido da solução de dois Estados, para uma paz justa e duradoura.
“Reitero o meu apelo para que cessem os repetidos atos de violência contra a população civil palestiniana na Cisjordânia”, afirmou o pontífice, após a tradicional oração do Angelus, que hoje presidiu a partir do palácio pontifício de Castelgandolfo.
O papa pediu “urgentemente” à comunidade internacional “que garanta o avanço no sentido da solução de dois Estados para uma paz justa e duradoura” na Palestina.
O que Trump e o Irão dizem sobre as suas reivindicações sobre o Estreito de Ormuz
O presidente norte-americano Donald Trump afirmou na sexta-feira que pretende declarar o Estreito de Ormuz território dos Estados Unidos depois de os EUA “terminarem de derrotar o Irão”, algo que, segundo disse, acontecerá “muito em breve”.
O estreito está efetivamente bloqueado pelo Irão desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra, em fevereiro. No início deste mês, Teerão afirmou que não reabriria totalmente a passagem até que Washington aceitasse as suas condições.
Apesar disso, Trump tem insistido repetidamente que o Estreito de Ormuz está sob controlo norte-americano.
“Eles não têm o controlo. Nós temos controlo total. É nosso”, disse Trump a jornalistas na quarta-feira, acrescentando que, “a certa altura”, se o Irão tentar fazer alguma coisa, “será destruído”.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo do mundo, ligando produtores como a Arábia Saudita e o Iraque aos mercados internacionais.
Em resposta às declarações de Trump, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, afirmou que o estreito “não pode ser tomado através de um tweet, de um porta-aviões, de uma ordem executiva ou de um discurso de campanha”.
“O Irão não teme ameaças nem se deixa intimidar por demonstrações de força”, afirmou.
“O estreito será fechado ou aberto exclusivamente sob autoridade iraniana e, enquanto se recusarem a aceitar a realidade da derrota e abandonarem as vossas ilusões, o Irão continuará a aplicar o bloqueio”, acrescentou.
"Este é o governo mais extremado da história de Israel e Netanyahu só tem um caminho para o poder: a renovação desta coligação"
Francisco Pereira Coutinho analisa a situação de Benjamin Netanyahu no governo de Israel a poucos meses das eleições no país. O comentador da CNN Portugal entende que o primeiro-ministro "não pode parecer fraco para o seu eleitorado".
"Parece que há a intenção de Israel de escalar" a guerra no Líbano
João Sousa, correspondente da CNN Portugal em Beirute, garante que a "situação está muito complicada" enquanto Israel continua a bombardear o sul do país.
"A população israelita está desconfiada de que Netanyahu não é responsável pela segurança do país, mas sim Donald Trump"
Henry Galsky, correspondente da CNN Portugal em Israel, explica a perceção da população sobre o governo de Netanyahu a poucos meses das eleições legislativas no país.
Houthis retomam ataques com mísseis e drones contra cidade portuária
Os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, retomaram este domingo os seus ataques com mísseis balísticos e drones contra a cidade portuária de Moca, controlada pelo Governo iemenita internacionalmente reconhecido e situada no Mar Vermelho, segundo fontes militares.
Os mísseis atingiram uma rua da cidade; no entanto, a imprensa militar iemenita não forneceu de imediato detalhes sobre as vítimas nem sobre a magnitude dos danos.
Hamas chega ao Egito para discutir plano de Trump para Gaza
Uma delegação do grupo islamista palestiniano Hamas, liderada pelo seu líder e principal negociador, Jalil al Haya, chegou este domingo ao Cairo para discutir o andamento das negociações com vista à implementação do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Faixa de Gaza, informou à EFE uma fonte de segurança egípcia.
A delegação, cuja visita durará "algumas horas", tem previsto reunir-se com o chefe da Direção-Geral de Informações egípcia, o ministro Hasan Rashad, e com vários responsáveis envolvidos na questão do cessar-fogo em Gaza, indicou a fonte, que pediu para permanecer anónima.
Esta visita, a primeira desde que Al Haya assumiu a liderança do movimento islamista em julho, "insere-se no âmbito dos esforços e consultas destinados a analisar a situação atual nos territórios palestinianos e a reforçar as diligências para alcançar acordos sobre o plano de paz de Trump para Gaza", acrescentou.
O que saber sobre a milícia iemenita que está a perturbar o transporte marítimo no Mar Vermelho
Mokha, um importante porto do Mar Vermelho no Iémen, suspendeu as operações este fim de semana depois de ter sido alvo de vagas de mísseis disparados pelo grupo rebelde Houthi, apoiado pelo Irão, nos últimos dias.
O porto não é o primeiro alvo dos Houthis no conflito mais amplo no Médio Oriente. A milícia iemenita lançou uma série de ataques contra aliados dos EUA e navios na região durante a guerra com o Irão.
Quem são os Houthis? Uma das mais fortes milícias apoiadas pelo Irão no Médio Oriente, os Houthis entraram na guerra em março, um mês depois de Israel e os EUA terem atacado o Irão, disparando mísseis contra Israel.
Os Houthis pertencem à minoria muçulmana xiita zaidita do Iémen e são formalmente conhecidos como Ansar Allah — “Partidários de Deus”. Após a Primavera Árabe, em 2011, tomaram uma província do norte e, mais tarde, a capital Sanaa, que continuam a controlar, juntamente com grande parte da costa do Mar Vermelho do Iémen.
No processo, tornaram-se parte do “Eixo da Resistência” do Irão, uma rede de grupos militantes aliados em toda a região que recebem armas e tecnologia.
Os recentes ataques dos Houthis aumentam o risco de um novo conflito em grande escala no Iémen.
Porque há combates no Iémen? A guerra no Iémen remonta a mais de uma década e é principalmente um conflito entre os Houthis e uma coligação liderada pela Arábia Saudita que apoia o Governo internacionalmente reconhecido.
A Arábia Saudita, aliada dos EUA, passou sete anos a tentar, sem sucesso, expulsar os Houthis do norte do Iémen, lançando uma ofensiva em grande escala contra o grupo militante em 2015. O conflito que se seguiu provocou uma das piores crises humanitárias do mundo.
Foi acordada uma trégua em 2022, mas esta nunca se transformou em paz. Nesse mesmo ano, foi criado na Arábia Saudita o Governo internacionalmente reconhecido do Iémen, que funciona sob o Conselho de Liderança Presidencial (PLC), apoiado pela Arábia Saudita. Riade tem trabalhado para apoiar o Governo através de operações aéreas e navais, bem como de um destacamento limitado de tropas.
Desde então, a Arábia Saudita mantém um bloqueio económico e aéreo contra as zonas controladas pelos Houthis, que o grupo tem procurado quebrar nas últimas semanas.