GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Trump não gostou da proposta "estúpida" do Irão e tem uma solução "muito simples" para acabar a guerra
Tony Blair vai encontrar-se com representante da Autoridade Palestiniana
O chefe-adjunto da Autoridade Palestiniana, Hussein al-Sheikh, disse ao canal de notícias saudita Al-Arabiya que se vai encontrar amanhã na Jordânia com o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair para discutir o “dia seguinte” à guerra em Gaza.
De acordo com o plano apresentado pela Casa Branca, Blair deverá liderar a administração interina internacional que governará Gaza durante o próximo período de transição.
No entanto, Israel e o Hamas ainda não discutiram esta parte do plano de Trump com os negociadores.
Siga ao minuto:
Trump não gostou da proposta "estúpida" do Irão e tem uma solução "muito simples" para acabar a guerra
Acompanhamos agora a resposta do presidente dos Estados Unidos à proposta do Irão.
A partir da Casa Branca, Donald Trump confirmou que não gostou do que ouviu de Teerão, mas há mais para além disso.
De acordo com Donald Trump, o próprio tem “o melhor plano de sempre” para lidar com a situação, reiterando que Teerão não pode ter uma arma nuclear.
E que plano é esse? “Muito simples”, respondeu Donald Trump, que vê a proposta iraniana como “estúpida”.
“Não sei porque não o dizem desta forma: o Irão não pode ter uma arma nuclear”, reiterou, alegando que os Estados Unidos estão a fazer “um serviço ao mundo”.
Trump promete continuar negociações e está confiante de que o Irão "vai ceder"
O presidente norte-americano, Donald Trump, indicou esta segunda-feira que vai continuar a procurar uma solução diplomática com o atual regime iraniano, apesar de ter rejeitado a última proposta apresentada aos Estados Unidos.
"Vão ceder", disse Trump a John Roberts, da Fox News, quando questionado sobre os linha-dura do regime e se seria necessária uma mudança na liderança. "Vou negociar com eles até que cheguem a um acordo", afirmou o presidente, segundo Roberts.
Trump reiterou que poderia retomar o Projeto Freedom, mas disse que a presença da Marinha norte-americana a guiar navios através do Estreito de Ormuz seria "apenas uma parte disso", segundo Roberts. À CBS News disse ainda, na segunda-feira, que uma possível retoma do projeto seria "muito mais drástica".
Na mesma entrevista telefónica à CBS, o presidente afirmou que a última resposta iraniana fez concessões sobre a questão nuclear, mas que "não são suficientes".
Ministros da UE concordam em levantar as sanções contra os ministros do Interior e da Defesa da Síria
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia chegaram a um acordo esta segunda-feira para levantar as sanções contra os ministros do Interior e da Defesa da Síria, afirmou a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, escreve a Reuters.
Na segunda-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE já tinham acordado restabelecer relações comerciais mais estreitas com a Síria, reativando um acordo de cooperação que tinha sido suspenso em 2011, quando uma revolta contra o então líder Bashar al-Assad se transformou numa guerra civil que já dura 14 anos.
Lituânia deverá até 40 soldados e pessoal para ajudar os EUA no Estreito de Ormuz
A Lituânia deverá até 40 soldados e pessoal para ajudar os Estados Unidos no Estreito de Ormuz, afirmou o Conselho de Defesa do Estado do país báltico, presidido pelo presidente, numa proposta apresentada ao parlamento esta segunda-feira, escreve a Reuters.
Três petroleiros saíram do estreito de Ormuz
Três petroleiros que transportavam petróleo bruto saíram do Estreito de Ormuz na semana passada e domingo, com os localizadores desligados, para evitar ataques iranianos, revelaram esta segunda-feira dados de navegação da Kpler e da LSEG, sublinhando uma tendência crescente para manter as exportações de petróleo do Médio Oriente, avança a agência Reuters.
Dois superpetroleiros (VLCC), o Agios Fanourios I e o Kiara M, transportando 2 milhões de barris de petróleo bruto iraquiano cada um, atravessaram o estreito no domingo, segundo os dados.
Também segundo dados da Kpler, o superpetroleiro VLCC Basrah Energy carregou 2 milhões de barris de crude Upper Zakum no terminal de Zirku da Abu Dhabi National Oil Co (ADNOC) no dia 1 de maio e saiu do Estreito de Ormuz no dia 6 de maio.
Ativistas apelam ao Governo que proteja flotilha com dois portugueses a bordo
Dois movimentos de ativistas apelaram hoje ao Governo português para proteger a flotilha Global Sumud para a Faixa de Gaza, reagrupada ao largo da Turquia, e em que continuam a participar dois cidadãos portugueses, ambos médicos.
O apelo está numa carta aberta à imprensa, deputados e eurodeputados, com conhecimento do ministro dos Negócios Estrangeiros e da Embaixada e Consulado de Portugal em Telavive, enviada à agência Lusa pelos movimentos Ações Pela Palestina e Occupy for Palestine.
“Vimos apelar à urgente atenção, proteção e acompanhamento da missão humanitária da atualmente ainda composta por dezenas de embarcações civis que seguem em direção a Gaza com o objetivo de prestar ajuda humanitária à população palestiniana”, lê-se no documento, confirmado à Lusa pela coordenadora da Ações Pela Palestina, Lara Aladina.
Entre os participantes na flotilha encontram-se os cidadãos portugueses Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, ambos médicos, embarcados no navio Tenaz, que, tal como dezenas de outras barcos, não foi intercetado pelo exército israelita no final de abril e que levou ao regresso do ativista português Nuno Gomes, que afirmou ter sido torturado pelas tropas de Israel.
“Estes cidadãos portugueses encontram-se expostos a um elevado risco, perante declarações e ações do governo israelita dirigidas contra missões civis de solidariedade para Gaza”, lê-se no apelo.
“Apelamos ao Governo português e à União Europeia para que exijam garantias de passagem segura para as embarcações civis da flotilha, defendam o respeito pelo direito internacional humanitário, condenem ataques contra civis, trabalhadores humanitários e missões médicas e tomem posição pública perante o bloqueio imposto à Faixa de Gaza”, acrescenta o documento.
Na carta aberta, os dois movimentos pedem também o apoio dos mecanismos internacionais de investigação sobre alegadas violações do direito internacional e crimes contra civis e que tomem medidas e sanções diplomáticas e económicas conforme as decisões e pareceres do Tribunal Internacional de Justiça e demais organismos internacionais e expulsem o Embaixador israelita em Portugal.
A 27 de abril, o exército israelita travou parte da campanha marítima – que envolvia inicialmente 58 embarcações e mais de duas centenas de ativistas que pretendiam romper o bloqueio naval israelita e a abrir um corredor humanitário permanente na Faixa de Gaza para levar ajuda humanitária.
Segundo fonte da organização, grande parte dos navios civis com ajuda humanitária e que não foi intercetada pelo exército israelita encontra-se algures perto da costa turca, onde a flotilha está a reagrupar-se para tentar, depois, seguir para a costa da Faixa de Gaza.
China "pode" aguentar o bloqueio em Ormuz durante muito mais tempo do que se pensava
O major-general Jorge Saramgo, especialista militar da CNN Portugal, antecipa o encontro do presidente dos EUA com o seu homólogo chinês, com destaque para os efeitos que a visita pode produzir na guerra com o Irão.
Líbano pede a EUA pressão sobre Israel para travar ataques
Os líderes do Líbano apelaram hoje aos Estados Unidos para pressionarem Israel a cessar os bombardeamentos em várias regiões do país, que continuam apesar das tréguas em vigor desde 17 de abril.
Irão volta a discutir conversações de paz após rejeição de Trump de contraproposta iraniana
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano voltou hoje a falar com os homólogos saudita e egípcio sobre as conversações de paz com os Estados Unidos depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter rejeitado a última proposta de Teerão.
Reino Unido impõe sanções a 12 pessoas e empresas ligadas ao Irão por atividades hostis
O Reino Unido impôs sanções, na segunda-feira, a 12 indivíduos e entidades ligados ao Irão, acusando-os de envolvimento em atividades hostis, incluindo a planificação de ataques e a prestação de serviços financeiros a grupos que procuram desestabilizar o Reino Unido e outros países, escreve a agência Reuters.
As medidas, estabelecidas num aviso de sanções do governo, incluem congelamento de bens, proibições de viagem e ordens de inibição de exercer funções de direção.
Teerão apoia plano da China para segurança no golfo Pérsico
O Irão está disponível para apoiar um plano apresentado pelo Presidente da China, Xi Jinping, para estabilizar a situação no golfo Pérsico, anunciou hoje o embaixador iraniano em Pequim, Abdolreza Rahmani Fazli.
“A República Islâmica do Irão anunciou a disponibilidade para apoiar o plano de quatro pontos do Presidente da China, com o objetivo de estabelecer uma segurança duradoura e o desenvolvimento partilhado na região”, disse Fazli.
A posição de Teerão foi transmitida na reunião entre os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países realizada em 06 de maio, em Pequim, referiu o diplomata nas redes sociais, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Nesse encontro, o ministro Wang Yi disse ao homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão era ilegítima e que a declaração de um cessar-fogo era “necessária e inevitável”.
O plano de quatro pontos foi proposto por Xi ao príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, numa reunião em Pequim em meados de abril.
A proposta de Xi inclui o respeito pela coexistência pacífica, o princípio da soberania nacional, o direito internacional e a coordenação entre desenvolvimento e segurança para criar um ambiente favorável para os países da região.
O anúncio do diplomata iraniano ocorre logo após Teerão ter enviado uma mensagem a Washington, através de Islamabad, na qual rejeitou a última proposta de paz norte-americana por a considerar “unilateral e irracional”.
A China tem condenado reiteradamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciados em 28 de fevereiro.
Pequim também tem defendido o respeito pela soberania dos países do golfo, com os quais mantém estreitos laços políticos, comerciais e energéticos, que têm sido alvo de represálias iranianas.
O Irão reagiu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente um quinto dos hidrocarbonetos que abastecem os mercados globais, incluindo a China.
Além de milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, a guerra no Médio Oriente tem causado instabilidade nos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica mundial.
Israel recusa impor sanções aos colonos da Cisjordânia
Israel rejeita a decisão dos ministros da União Europeia de impor sanções aos colonos da Cisjordânia, escreve a Reuters, que cita o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita na rede social X.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia aprovaram esta segunda-feira sanções a colonos israelitas na Cisjordânia, anunciou a chefe da diplomacia do bloco europeu, que frisou que foram também impostas medidas contra figuras do grupo extremista palestiniano Hamas.
“Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) acabaram de dar ‘luz verde’ a sanções contra colonos israelitas pela sua violência contra palestinianos”, anunciou Kaja Kallas numa publicação na rede social X.
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança acrescentou que os ministros também concordaram em impor novas sanções a personalidades do Hamas.
“Já era tempo de passarmos do impasse à ação. Extremismos e violência têm consequências”, frisou Kaja Kallas.
As sanções a colonos israelitas, que estavam em cima da mesa desde setembro de 2025, estavam a ser unicamente bloqueadas pelo Governo da Hungria de Viktor Orbán, que foi derrotado nas eleições legislativas de 12 de abril.
Com a tomada de posse do novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, no sábado passado, os Estados-membros conseguiram assim chegar à unanimidade necessária para aprovar estas sanções.
AIE prevê transformação irreversível do mercado energético
O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que a crise decorrente do encerramento do estreito de Ormuz vai transformar de forma irreversível o mercado energético mundial, impulsionando o desenvolvimento dos transportes elétricos e da energia nuclear.
“É demasiado cedo para determinar todas as reações a longo prazo, mas espero que os carros elétricos recebam um grande impulso”, afirmou Fatih Birol numa conferência de imprensa em Viena, durante a apresentação do relatório da AIE sobre o setor energético, na Áustria.
O diretor da agência internacional sublinhou a gravidade da crise desencadeada pelo conflito com o Irão, iniciado a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel, e o subsequente bloqueio de Ormuz, por onde costumava passar cerca de 20% do petróleo comercializado no planeta.
De acordo com estimativas da AIE, a perda na oferta mundial de crude atinge os 14 milhões de barris por dia, cerca de 13,5% da média do consumo mundial prevista pela agência para este ano.
Apesar do cessar-fogo em vigor, o especialista alertou que o mercado já sofreu danos irreversíveis nesta crise.
“Veremos anos de volatilidade nos mercados do petróleo e do gás. O dano já está feito”, afirmou Fatih Birol.
Segundo o responsável, muitos países deverão adotar “respostas estratégicas” para reduzir a dependência das importações provenientes de zonas de alto risco geopolítico, dando prioridade à produção interna, uma vez que a crise evidenciou a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento.
O diretor da AIE comparou a situação atual com a crise do petróleo de 1973, que levou a indústria a duplicar a eficiência dos combustíveis nos automóveis.
De forma semelhante, Birol espera agora um salto qualitativo na eficiência energética, ao mesmo tempo que prevê uma reconfiguração das rotas comerciais globais.
Além disso, o diretor da AIE mostrou-se preocupado com a conjuntura imediata na Europa e reiterou o aviso sobre o risco de escassez de querosene (combustível derivado do petróleo usado na aviação), especialmente durante as férias de verão.
“A procura vai aumentar e a oferta será instável”, alertou, recordando que o consumo de combustível para aviação na Europa costuma ser, em agosto, 40% superior ao de março.
Comércio de fertilizantes em abril foi o mais baixo desde 2019
O mês de abril registou o volume mais baixo de comércio de fertilizantes desde janeiro de 2019, uma quebra “histórica” no comércio global devido ao encerramento do estreito de Ormuz, segundo dados do novo instrumento de monitorização da OCDE.
De acordo com a informação apresentada hoje numa conferência pelo especialista da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) responsável pela implementação da ferramenta, Graham Pilgrim, o mês de abril registou o volume mais baixo de comércio de fertilizantes desde janeiro de 2019, início da série estatística utilizada.
Graham Pilgrim sublinhou que cerca de 30% dos fertilizantes consumidos a nível mundial passam pelo estreito de Ormuz, onde se localizam instalações portuárias especializadas em países como o Qatar, o Bahrein, a Arábia Saudita e o Irão, com um total de 18 cais identificados.
Os principais destinos destas matérias-primas são o Brasil, os Estados Unidos, a China e a Índia.
O bloqueio da passagem estratégica, no contexto da guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, tem também afetado o transporte de petróleo e de gás natural liquefeito (GNL), que representa cerca de um quinto do fluxo global que atravessa o estreito.
Segundo os dados da OCDE, existem atualmente 828 navios com carga proveniente de portos do Golfo Pérsico que ainda não chegaram ao destino, o equivalente a 1,8% da capacidade mundial de transporte marítimo.
Por tipo de embarcação, os mais afetados em termos relativos são os metaneiros (3,7%), seguidos dos petroleiros (2,6%) e dos navios de produtos químicos (2,9%).
A monitorização indicou que os navios com escala no Golfo Pérsico representam 1,3% do tráfego mundial em número de embarcações, mas 3,1% em volume de mercadorias transportadas.
No entanto, a dependência direta dos países da OCDE face a esta rota é relativamente reduzida, em média 1,5%, embora no caso do Japão atinja 4,5%.
Já economias mais próximas da região apresentam níveis significativamente superiores, como Madagáscar e o Paquistão (29%), Quénia (24%), Omã (22%) e Djibuti (20%).
A nova ferramenta da OCDE baseia-se no Sistema de Identificação Automática (AIS), desenvolvido pela Organização Marítima Internacional, combinando dados de localização de navios com informação sobre cargas e estatísticas comerciais, incluindo imagens de satélite.
O sistema integra dados de 23 grupos de matérias-primas e cobre 29.664 cais em 4.106 portos a nível mundial, permitindo estimar fluxos comerciais e até projetar cenários de recuperação após o fim de bloqueios logísticos.
Segundo a OCDE, alguns dos navios atualmente retidos poderão demorar cerca de seis semanas a chegar ao destino quando o estreito de Ormuz voltar a estar operacional.
O Hezbollah divulga vídeo que mostra um drone a atacar uma bateria do Iron Dome
O Hezbollah divulgou um vídeo, este domingo, que mostra imagens que mostram um drone a atacar uma unidade de mísseis do Iron Dome no Norte de Israel.
O vídeo, gravado na quinta-feira, mostra o drone a voar a baixa altitude sobre o campo, antes de virar diretamente em direção a uma unidade de mísseis pertencente ao tão elogiado sistema de defesa aérea de Israel. A unidade está protegida por uma barreira de betão, mas o drone aproxima-se por um lado desprotegido. O vídeo corta no momento em que o drone parece atingir a unidade.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram num comunicado que um soldado ficou gravemente ferido e outro moderadamente ferido em resultado do ataque. "O incidente terminou sem qualquer impacto na funcionalidade do sistema ou nas capacidades de interceção", afirmou a IDF.
O vídeo também mostra imagens do dia seguinte, nas quais outro drone se aproxima e detona perto de um grupo de soldados. As IDF afirmaram, na sexta-feira, que vários soldados ficaram feridos num ataque com drones do Hezbollah.
Durante anos, o sistema de defesa aérea Iron Dome de Israel provou ser incrivelmente eficaz na interceção de foguetes lançados a maior altitude pelo Hamas e pelo Hezbollah. O sistema também é capaz de interceptar granadas de morteiro. Mas parece vulnerável a ameaças que se aproximam abaixo do radar, como os drones explosivos que o Hezbollah tem vindo a utilizar cada vez mais. Alguns dos drones do Hezbollah também utilizam cabos de fibra ótica com ligação direta para evitar bloqueios ou interferências.
No início deste mês, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou ter lançado um "projeto especial" para lidar com a ameaça dos drones. "Vai demorar algum tempo", reconheceu, "mas estamos a tratar disso".
Bruxelas propõe apoios públicos a pequenos aeroportos e ajudas ao investimento
A Comissão Europeia propôs hoje uma revisão das regras de auxílios estatais na aviação, admitindo apoio público a pequenos aeroportos e investimento, quando o setor europeu enfrenta perturbações e custos e relacionados com a guerra no Médio Oriente.
“A Comissão Europeia lançou hoje uma consulta pública convidando todas as partes interessadas a apresentarem comentários sobre o projeto revisto das orientações relativas aos auxílios estatais no setor do transporte aéreo. Estas irão substituir as orientações atualmente em vigor, adotadas em 2014”, anuncia a instituição em comunicado.
Em causa está uma revisão das diretrizes sobre que determinados apoios estatais a companhias aéreas e aeroportos podem ser considerados compatíveis com as regras da UE, que Bruxelas quer realizar “uma vez que o setor sofreu transformações significativas desde 2014”, dadas as ambiciosas metas climáticas, os efeitos ainda sentidos da pandemia de covid-19 e as consequências da crise energética atual, causada pelos ataques israelitas e norte-americanos ao Irão e consequente resposta iraniana.
Numa altura em que a indústria aérea europeia enfrenta custos crescentes, pressões ambientais e perturbações geopolíticas, o executivo comunitário propõe, desde logo, a possibilidade de os aeroportos com menos de um milhão de passageiros anuais beneficiarem de auxílios operacionais e de as infraestruturas acima desse limiar estarem excluídas, devendo alcançar viabilidade financeira sem recurso a apoio estatal.
A Comissão Europeia sugere, também, simplificar os mecanismos de aprovação de ajudas públicas para aeroportos regionais com menos de 500 mil passageiros anuais, justificando que estas infraestruturas têm impacto reduzido na concorrência europeia e continuam fortemente dependentes de financiamento público.
Ao mesmo tempo, o auxílio ao investimento será possível para aeroportos com até três milhões de passageiros anuais, em vez do limite atual de cinco milhões previsto nas orientações de 2014.
Porém, os apoios ao investimento aeroportuário passarão a estar sujeitos a critérios ambientais mais rigorosos quando impliquem aumento de capacidade.
Em contrapartida, Bruxelas quer eliminar as ajudas ao lançamento de novas rotas aéreas, argumentando que o mercado europeu da aviação está hoje suficientemente liberalizado para que as companhias assumam o risco comercial dessas operações.
A revisão surge num momento particularmente desafiante para o setor aéreo europeu, confrontado com o aumento dos custos operacionais devido às tensões no Médio Oriente, que têm provocado encerramentos temporários de espaço aéreo, desvios de rotas e subida dos preços dos combustíveis, nomeadamente jetfuel.
Isto num contexto em que o setor enfrenta simultaneamente exigências crescentes de descarbonização impostas pelo Pacto Ecológico Europeu.
A Comissão Europeia sublinha ainda, precisamente, que o transporte deverá reduzir as emissões em 90% até 2050, defendendo que o setor da aviação terá de contribuir para esse objetivo através de investimentos em combustíveis sustentáveis, modernização de infraestruturas e tecnologias menos poluentes.
O executivo comunitário prevê concluir a revisão das orientações no primeiro trimestre de 2027, após consultas aos Estados-membros e representantes do setor.
A consulta pública decorre até 11 de junho.
Segundo navio-tanque de GNL do Catar atravessa o Estreito de Ormuz
Um segundo navio-tanque de GNL do Catar está a atravessar o Estreito de Ormuz, dias depois de o primeiro navio com essa carga ter atravessado ao abrigo de um acordo envolvendo o Irão e o Paquistão, de acordo com dados de navegação da LSEG a que a Reuters teve acesso.
De acordo com os dados, o navio Mihzem, com uma capacidade de 174.000 metros cúbicos, partiu de Ras Laffan, no Catar, e dirige-se para nordeste, em direção a Port Qasim, no Paquistão, onde se espera que chegue na terça-feira.
Isto acontece depois de um navio-tanque de GNL, o Al Kharaitiyat, ter começado a atravessar a via navegável pela rota norte aprovada pelo Irão e, no domingo, ter conseguido atravessar o estreito.
Resposta dos EUA a Teerão "demonstra algum desespero em relação ao desenrolar da situação"
O presidente dos EUA classificou este domingo a contraproposta iraniana como "totalmente inaceitável", deixando um aviso firme a Teerão: "Não se vão rir mais." Para João Albuquerque, especialista em relações internacionais, esta resposta revela o "desespero" de Donald Trump, que parece querer cada vez mais a paz na região.
"A ideia do Irão não é confrontar os EUA, é deixá-los fragilizados para o encontro superimportante com a China"
Miguel Baumgartner, comentador da CNN Portugal, reflete sobre os objetivos de Teerão, com base na resposta "inaceitável" que o regime deu este domingo a Donald Trump, como classificou o líder americano.
"Qualquer coisa que possa sinalizar que os EUA não estão assim tão comprometidos com a defesa de Taiwan, só poderá agradar à China"
O jornalista da CNN Portugal Alexandre Martins antecipa o encontro entre o presidente dos Estados Unidos e o seu homólogo chinês no atual contexto internacional.