GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | EUA iniciam bloqueio naval: mais de 20 navios de guerra e centenas de aviões vigiam o Irão
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Trump diz que ataques contra o Irão vão continuar "até dizer chega"
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Trump afirma que o projeto de lei sobre sanções à Rússia poderá ser alargado para abranger também o Irão e o Hezbollah
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O Irão "disparou primeiro, foi um grande erro", diz Trump. "Queria dar-lhes uma oportunidade de chegar a um acordo"
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Ilha de Qeshm foi atingida por projétil americano, diz gabinete do governador local
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Trump volta atrás com tarifas de 20% pela passagem do Estreito de Ormuz e anuncia acordos comerciais e de investimento com países do Golfo
Trump manifesta confiança de que cessar-fogo em Gaza "se vai manter"
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou confiança de que o cessar-fogo que entrou em vigor na sexta-feira em Gaza "se vai manter", acrescentando que vai encontrar-se "com muitos líderes" durante a visita ao Médio Oriente.
"Penso que sim. Todos estão cansados de lutar", frisou o chefe de Estado norte-americano aos jornalistas na Sala Oval, reafirmando a sua intenção de viajar para Israel este fim de semana, onde deverá discursar no Knesset (Parlamento) e no Egito.
O republicano revelou que se vai reunir "com muitos líderes" no Egito na segunda-feira para discutir o futuro da Faixa de Gaza, devastada por dois anos de guerra, acrescentando que a reunião terá lugar no Cairo.
Disse que também se dirigirá ao Parlamento israelita durante a sua visita ao país, no início do dia.
O Presidente dos EUA voltou a manifestar confiança de que o cessar-fogo em Gaza levará a uma paz mais ampla no Médio Oriente.
"Temos alguns pequenos pontos críticos agora, mas são muito pequenos (...) Serão muito fáceis de extinguir. Estes incêndios serão controlados muito rapidamente", acrescentou.
O Exército israelita revelou em comunicado que o acordo de cessar-fogo entrou em vigor às 12:00 de sexta-feira.
Fontes palestinianas indicaram que as equipas de defesa civil recuperaram 99 corpos em várias zonas da Faixa de Gaza, depois de as tropas israelitas terem concluído, esta manhã, a primeira retirada prevista no acordo de cessar-fogo.
Após a retirada das tropas para a chamada "linha amarela" — nome dado em homenagem à cor do mapa fornecido pela Casa Branca no momento do anúncio do acordo — milhares de habitantes do enclave começaram a deslocar-se para norte, em direção à Cidade de Gaza, ao longo da estrada costeira de Al-Rashid.
Imagens divulgadas ao início do dia mostraram uma fila contínua de pessoas a dirigir-se para a parte norte do território, onde o Exército israelita alertou que várias áreas permaneciam "extremamente perigosas" para a população civil.
Siga ao minuto:
EUA congelam 130 milhões de dólares em criptomoedas alegadamente ligadas ao Irão, afirma fonte
A administração Trump congelou mais de 130 milhões de dólares em criptomoedas que, segundo afirma, estão ligadas ao Irão, de acordo com uma fonte a par do assunto, numa altura em que os Estados Unidos procuram, mais uma vez, intensificar a pressão contra Teerão.
O congelamento das criptomoedas surge num momento em que o memorando de entendimento entre os EUA e o Irão, destinado a pôr fim à guerra, ruiu. A administração impôs uma série de sanções nos últimos dias e também intensificou a ação militar contra o Irão, lançando mais uma série de ataques aéreos na terça-feira.
O Departamento do Tesouro impôs, esta terça-feira, sanções a várias carteiras digitais que se diz estarem ligadas ao Banco Central do Irão, o que levou ao congelamento dos ativos. O departamento também sancionou mais de 50 alvos alegadamente ligados a uma rede iraniana de evasão de sanções.
A fonte afirmou que a Tether, uma empresa de moeda digital que facilita transações de criptomoedas em todo o mundo, esteve envolvida no congelamento dos ativos.
"Haver uma obrigatoriedade de investir num país em troca de proteção seria uma doutrina siciliana"
Frederico Teixeira, jurista e especialista em ciência política, afirma que as declarações do presidente dos EUA são cada vez mais difíceis de interpretar, dado que são "extremamente voláteis". Isto numa altura em que Donald Trump recua na intenção de cobrar taxas aos navios que atravessem Ormuz.
Reinício das hostilidades entre EUA e Irão "parece a repetição de um mau filme"
O comentador da CNN Portugal Tiago André Lopes diz que a sensação de quem assiste ao conflito no Médio Oriente de fora é de que "estamos num loop", onde "as duas partes, ao mesmo tempo que parecem querer uma solução, parecem querer prolongar o problema". "Isto é o regresso àquilo que tínhamos antes do memorando", acrescenta.
"É indiscutível" que os EUA são o país "mais poderoso do mundo", mas há uma potência a "desafiar" a sua proeminência
Tiago Vasconcelos, analista de estratégia e política internacional, faz o balanço dos últimos desenvolvimentos na guerra no Médio Oriente.
"Trump percebeu que vai estar naquele estreito durante muito mais tempo do que previa e isso traz custos aos EUA"
O economista Filipe Grilo analisa os últimos desenvolvimentos no conflito no Médio Oriente, com destaque para o recuo de Donald Trump na intenção de cobrar taxas aos navios que realizem a travessia por Ormuz.
Trump diz que ataques contra o Irão vão continuar "até dizer chega"
Em entrevista à Fox News, o presidente dos EUA afirmou que os ataques contra o Irão vão continuar "até dizer chega".
"Vão continuar. Há uma palavra que eles (iranianos) gostam de usar, 'degradar'. As capacidades deles têm sido degradadas para um nível muito baixo", disse Trump ao canal americano. "Eles têm alguma capacidade de combate de sobra, mas não muita".
O líder americano disse ainda que vai atacar os alvos do setor energético em último lugar e recusou dizer que a guerra recomeçou.
"Acho que pode definir isso como quiser, mas é certo que estamos a dar-lhes uma verdadeira tareia. Eles têm de ser derrotados. Estamos a atacá-los com muita, muita força. Estamos a atacar tudo o que eles têm ao longo da costa, ao longo da orla marítima. Se olharmos para o Estreito de Ormuz... Temos de o manter aberto. Eu ia cobrar uma taxa, mas, em vez disso, os Estados do Golfo preferem gastar muito dinheiro nos Estados Unidos, o que, francamente, é melhor", afirmou Trump.
Irão afirma que o ataque dos EUA em Hormozgan matou três membros da família de um guarda florestal
Um ataque dos EUA no sul do Irão matou três membros da família de um guarda florestal, afirmou esta terça-feira o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei.
Baghaei afirmou que o ataque atingiu um posto de proteção ambiental e uma estação de guardas florestais na aldeia de Seyyed Jowzar, no distrito de Hajjiabad, na província de Hormozgan, na manhã desta terça-feira.
A CNN não consegue confirmar de forma independente as alegações de Baghaei.
Questionado sobre as alegações, um responsável norte-americano do Comando Central não as abordou especificamente, limitando-se a afirmar que "as forças norte-americanas realizaram hoje de manhã alguns ataques adicionais contra alvos militares no Irão para eliminar ameaças emergentes".
A PressTV iraniana noticiou que o guarda florestal estava de serviço no momento do ataque, mas sobreviveu ileso. Segundo a emissora, os seus dois filhos e uma nora foram mortos.
"A lista de crimes americanos contra os iranianos aumenta a cada dia que passa e, a cada dia que passa, os Estados Unidos revelam mais uma faceta da sua hostilidade para com o Irão", afirmou Baghaei.
"Cada novo crime reforça ainda mais a determinação dos iranianos em buscar justiça e em exigir o julgamento e a punição dos responsáveis por ordenar e executar estes atos", acrescentou.
Defesas aéreas ativadas em torno da central nuclear de Bushehr, avança agência iraniana
A agência de notícias iraniana Mehr está a avançar que foram ativadas as defesas aéreas em torno da central nuclear de Bushehr, no sudoeste do país.
Outra agência, a Fars, afirma que foram ouvidas várias explosões nas zonas de Bampur e Chabahar, sendo a sua origem desconhecida.
EUA iniciam bloqueio naval: mais de 20 navios de guerra e centenas de aviões vigiam o Irão
Os Estados Unidos iniciaram oficialmente o bloqueio ao Irão no Estreito de Ormuz.
Cumprindo o calendário divulgado ontem, as forças norte-americanas anunciaram que está em vigor o bloqueio naval.
Para já estão no local mais de 20 navios de guerra da Marinha dos Estados Unidos e centenas de aeronaves militares que operam em todo o Médio Oriente.
Quarto dia seguido: EUA estão a atacar o Irão
Os Estados Unidos iniciaram há pouco uma nova ronda de ataques contra o Irão, na quarta noite consecutiva em que há operações militares norte-americanas no Médio Oriente.
De acordo com o comunicado do Comando Central, as forças norte-americanas começaram a "lançar uma ronda adicional de ataques contra o Irão".
O objetivo, pode ler-se, é "continuar a degradar as capacidades iranianas para atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz".
Os ataques começaram pelas 20:00 de Portugal Continental.
At 3 p.m. ET today, U.S. Central Command forces began launching an additional round of strikes against Iran to continue degrading Iranian capabilities used to attack commercial shipping in the Strait of Hormuz. The strikes are taking place as American forces prepare to resume the…
— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 14, 2026
Ataque do Irão ao Kuwait causa quatro feridos
As Forças Armadas do Kuwait anunciaram que os ataques do Irão atingiram um dos seus navios da Marinha.
Através de um comunicado, o Kuwait indicou que o ataque resultou em quatro feridos entre as Forças Armadas do país.
As vítimas receberam tratamento médico e estão em condição estável.
Tudo isto depois de terem sido detetados um míssil balístico, cinco mísseis de cruzeiro e 33 drones lançados pelo Irão.
De acordo com o Kuwait, os disparos atingiram várias infraestruturas vitais da vida civil do pequeno Estado.
"Enquanto as coisas se desviam para o Estreito de Ormuz, o Irão prossegue a sua estratégia mais funda: o nuclear"
O coronel José Carmo, especialista militar da CNN Portugal, analisa os últimos desenvolvimentos na guerra no Médio Oriente, garantindo que o Irão "não está pronto a ceder nada no Estreito de Ormuz".
EUA e Irão estão a travar uma nova guerra que "muda absolutamente tudo"
A comentadora da CNN Portugal Diana Soller analisa os últimos desenvolvimentos na guerra entre EUA e Irão.
Guarda Revolucionária do Irão diz ter atacado armas e paióis americanos no Bahrain e no Kuwait
A Guarda Revolucionária do Irão, citada pela Reuters, diz ter atacado armas e paióis americanos no Bahrain e no Kuwait durante esta terça-feira.
Um dos alvos, diz a mesma fonte, foi uma rampa de lançamento de drones na base militar Ali Al Salem, no Kuwait.
A Guarda Revolucionária afirma também que, "enquanto o mal americano permanecer na região, nem uma gota de petróleo ou gás será exportada da região".
"As agressões americanas não terão resultado nenhum a não ser o atraso na abertura do Estreito de Ormuz", diz a Guarda Revolucionária.
Últimos ataques americanos contra o Irão foram realizados "para eliminar ameaças emergentes"
As forças americanas realizaram uma série de ataques adicionais a alvos militares no Irão esta terça-feira, afirmou fonte governamental americana à Reuters.
A mesma fonte afirma que os ataques americanos foram realizados "para eliminar ameaças emergentes" oriundas da república islâmica.
Projéteis americanos atingem alvo na ilha de Qeshm, avança agência estatal de notícias oficial do Irão
A agência de notícias iraniana IRNA está a avançar que projéteis americanos atingiram um alvo na ilha de Qeshm, perto do Estreito de Ormuz.
Os EUA têm estado a bombardear o Irão ao longo desta terça-feira à tarde, com os ataque a prolongarem-se pela noite local.
Conversações entre Israel e Líbano em Roma foram "produtivas"
As conversações desta terça-feira entre Israel e o Líbano em Roma foram "produtivas", afirmou à Reuters um responsável anónimo do Departamento de Estado dos EUA, e vão continuar na quarta-feira.
Responsável pelos direitos humanos da ONU alerta para o impacto humanitário da retoma das hostilidades entre os EUA e o Irão
A retoma das hostilidades entre os EUA e o Irão constitui um "enorme revés para os civis na região e além dela", afirmou Volker Türk, Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
"Isto compromete os esforços de paz e agrava a instabilidade, com graves riscos para os direitos humanos em toda a região", afirmou numa declaração esta terça-feira.
Acrescentou que os ataques relatados a infraestruturas civis, bem como as hostilidades no Estreito de Ormuz e contra outros países da região, "devem cessar imediatamente".
Türk alertou que as notícias sobre o encerramento do Estreito de Ormuz "são muito alarmantes", devido ao potencial "impacto nos direitos humanos muito para além da região".
Central elétrica da Ilha de Kish danificada num ataque dos EUA, afirma agência iraniana
Uma central elétrica na Ilha de Kish, no Irão, no Golfo Pérsico, ficou danificada no que a empresa de energia descreveu como um ataque dos EUA na madrugada desta terça-feira, segundo informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) começou a realizar ataques contra alvos iranianos esta terça-feira.
A CNN contactou o CENTCOM para obter comentários.