GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Irão abre mão de armas nucleares em acordo preliminar com os EUA
O QUE ESTÁ A ACONTECER
-
Trump reforça que acordo de paz será assinado este domingo e que o Estreito de Ormuz será "aberto a todos"
-
Irão critica "insistência invulgar" de Donald Trump em assinar acordo este domingo
-
Negociadores do Catar deslocam-se a Teerão para tentar finalizar acordo
-
Logística determinou que plano de paz seja assinado eletronicamente
Táticas das forças rebeldes do Iémen podem mudar de rumo depois de ataque israelita a Sanaa
O ataque israelita em Sanaa, Iémen, na passada quarta-feira, pode levar a uma mudança nas táticas das forças rebeldes houthis, de acordo com uma fonte militar informada citada pelo jornal libanês Al-Akhbar.
A mesma fonte revela que os houthis podem atacar alvos em várias cidades israelitas ao mesmo tempo, numa tentativa de perturbar as capacidades de defesa aérea de Israel.
Siga ao minuto:
Irão abre mão de armas nucleares em acordo preliminar com os EUA
O Irão aceitou não produzir nem adquirir armas nucleares ao abrigo de um projeto de memorando de entendimento entre os seus líderes e os Estados Unidos, revelou à agência Reuters um alto responsável iraniano.
O mesmo responsável acrescentou que os detalhes sobre o destino do urânio enriquecido já existente no Irão serão discutidos nos próximos 60 dias, após um acordo inicial, sendo que Teerão defende tratar internamente o processo de diluição do material nuclear.
Segundo a mesma fonte, os Estados Unidos aceitaram suspender temporariamente as sanções sobre o petróleo iraniano, permitindo ao país vender crude e manter as respetivas receitas.
Tal como tem sido referido nos últimos dias, um ponto central do acordo será também a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irão, bem como o fim do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos.
A Reuters refere ainda que o projeto de acordo inclui a libertação, por parte dos Estados Unidos, de cerca de 25 mil milhões de dólares em ativos iranianos congelados.
Israel acusa Hezbollah de violar cessar-fogo após ataque no norte
O exército israelita afirmou que o Hezbollah lançou três projéteis em direção a comunidades no norte de Israel, classificando o ataque como uma clara violação do cessar-fogo.
"O Irão não pode deixar que a guerra termine sem que Trump sofra um profundo embaraço, para que ninguém arrisque voltar a fazer o que foi feito"
João Annes, do Observatório de Segurança da SEDES, faz o ponto de situação da guerra no Médio Oriente ao 107.º dia de conflito. O especialista considera que, mesmo com menos cartas na manga, o regime iraniano está a usar lições aprendidas no passado para complicar a vida a Donald Trump.
Irão ainda sem decisão final sobre a assinatura de memorando
A agência de notícias iraniana Fars, conhecida pelas fortes ligações aos círculos conservadores, noticiou este domingo que o Irão ainda não tinha decidido assinar o memorando de entendimento em discussão com os Estados Unidos para pôr fim à guerra.
"A República Islâmica do Irão ainda não tomou nem anunciou a sua decisão final relativamente ao memorando de entendimento proposto durante as negociações", escreveu a Fars, citando "uma fonte bem informada próxima da equipa de negociação iraniana".
A possibilidade de tal acordo encontra oposição por parte de alguns membros da linha dura, que são hostis a concessões, particularmente em relação ao controlo do estratégico Estreito de Ormuz, que o Irão bloqueia eficazmente desde o início da guerra.
As imagens das fortes explosões que fizeram soar alarmes em Israel
Dois drones do Hezbollah atingiram território israelita, perto da fronteira com o Líbano. A informação foi confirmada pelas próprias Forças de Defesa de Israel, que garantem não haver feridos a registar.
"Mesmo antes desta guerra, o Líbano já estava a tentar estender a mão a Israel"
João Sousa, jornalista em serviço especial para a CNN Portugal em Beirute, faz o ponto de situação no Líbano, que continua a ser alvo de ofensivas israelitas.
EUA queriam "uma espécie de presente de anos para Trump" com assinatura de acordo este domingo
Helena Ferro Gouveia, comentadora da CNN Portugal, analisa os recentes desenvolvimentos na guerra do Médio Oriente, com destaque para o processo negocial.
Negociadores do Catar deslocam-se a Teerão para tentar finalizar acordo
Negociadores do Catar viajaram este domingo de manhã para Teerão no âmbito de um esforço para finalizar um acordo que ponha termo à guerra entre os Estados Unidos e o Irão, disse à Reuters uma fonte com conhecimento da situação.
Líderes dos Estados Unidos e do Paquistão previam a assinatura, ainda este domingo, de um acordo-quadro para pôr fim ao conflito que já dura há mais de três meses, mas Teerão lançou dúvidas sobre o calendário.
Soaram sirenes na Jordânia esta madrugada
Soaram sirenes na Jordânia nas primeiras horas de domingo, informou a televisão estatal do reino, sem adiantar mais pormenores.
Logística determinou que plano de paz seja assinado eletronicamente
Os planos para assinar eletronicamente o memorando de entendimento ganharam forma ao longo do último dia, com o objetivo de formalizar rapidamente o acordo e evitar contratempos de última hora, segundo responsáveis familiarizados com o processo.
Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha afirmado na semana passada que a assinatura deveria ocorrer presencialmente na Europa, com a participação do vice-presidente, JD Vance, esses planos acabaram por não se concretizar.
A mudança deveu-se, em parte, a constrangimentos de agenda. Por razões de segurança e de continuidade institucional, o presidente e o vice-presidente norte-americanos não viajam simultaneamente para o estrangeiro. Além disso, Trump tem prevista a partida para França na manhã de segunda-feira, para participar na cimeira do G7. Garantir a deslocação de Vance para uma cerimónia de assinatura na Europa e o seu regresso a tempo da partida do presidente revelou-se uma tarefa difícil.
Perante essas dificuldades, foi proposta uma assinatura eletrónica para concluir o acordo. Segundo uma fonte conhecedora do processo, alguns dos mediadores receiam que, quanto mais tempo o documento permanecer por assinar, maior seja o risco de surgir um imprevisto que comprometa os progressos alcançados ou de uma das partes — ou ambas — voltar atrás nos compromissos assumidos.
Ainda assim, Washington e Teerão continuam a apresentar versões parcialmente divergentes sobre o conteúdo do acordo, incluindo no que respeita ao alívio financeiro de que o Irão poderá beneficiar. Não é claro se essas diferenças resultam apenas de estratégias de comunicação pública distintas ou se refletem divergências mais profundas que possam vir a pôr em causa a concretização do entendimento.
Irão: "Não se vê que lado poderá ceder o suficiente para se chegar a um acordo mais global"
Alexandre Martins, jornalista da CNN Portugal, analisa os mais recentes desenvolvimentos do conflito entre EUA e Irão.
"Donald Trump quer chegar ao G7 pelo menos com um acordo alinhavado"
A comentadora da CNN Portugal Daniela Melo analisa os mais recentes desenvolvimentos do conflito entre EUA e Irão.
"O novo rival de Israel, depois do Irão, será a Turquia e o eixo sunita"
Manuel Serrano, comentador da CNN Portugal, afirma também que, caso Benjamin Netanyahu perca as eleições, um eventual governo de Yair Lapid e Naftali Bennett não será muito diferente para a região.
Irão. "O acordo está a anos-luz de ser realizado"
Miguel Baumgartner, comentador da CNN Portugal, analisa o potencial acordo entre Irão e Omã para a partilha dos direitos de passagem pelo Estreito de Ormuz e a hipotética resposta de Donald Trump.
"O Irão está a cozer o presidente dos EUA em lume brando"
O comentador da CNN Portugal José Tomaz Castello Branco analisa os mais recentes desenvolvimentos do conflito entre Irão e EUA.
Irão critica "insistência invulgar" de Donald Trump em assinar acordo no domingo
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica rejeitou que o Irão vá assinar qualquer acordo com os Estados Unidos no domingo e criticou o presidente norte-americano, Donald Trump, pela sua "insistência invulgar" em fixar essa data para a assinatura.
O IRGC descreveu o calendário anunciado por Trump como um "teste à equipa negocial iraniana" e afirmou que o anúncio surge "apesar de os negociadores iranianos terem declarado explicitamente que o memorando ainda não está finalizado e que a assinatura no domingo está definitivamente fora de questão".
Numa publicação na plataforma Telegram, o grupo sugeriu que Trump pretendia fazer coincidir a assinatura com o seu aniversário, a 14 de junho.
"Alguns observadores acreditam que a sua insistência pode ser motivada pelo desejo de utilizar a ocasião de forma simbólica e transformá-la num evento de promoção pessoal", refere o comunicado.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, discutiu os esforços para pôr termo ao conflito com o Irão durante uma conversa telefónica com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou este sábado a residência oficial de Downing Street.
Starmer saudou os progressos alcançados até ao momento e reiterou que o Reino Unido está preparado para apoiar a implementação de qualquer acordo de paz e para trabalhar com os parceiros internacionais de forma a garantir o seu sucesso.
Os dois líderes concordaram ainda quanto à necessidade de restabelecer a liberdade de navegação, de modo a atenuar o impacto económico global.
"Donald Trump estava à procura da rampa de saída e parece que vai tê-la"
Nuno Miguel Lemos, especialista em Relações Internacionais, analisou as mais recentes declarações de Donald Trump sobre o Irão. O presidente dos EUA diz que o acordo com o país asiático será assinado amanhã e que o Estreito de Ormuz "vai reabrir para todos".
Desminagem do estreito de Ormuz na agenda de Trump na cimeira do G7
O processo de desminagem do estreito de Ormuz deverá ser um dos temas na agenda do Presidente dos EUA, Donald Trump, na cimeira do G7, a decorrer na próxima semana em França, disse hoje um responsável norte-americano.
Reino Unido e França, ambos no G7, já manifestaram interesse na remoção de minas nesta importante via para o transporte hidrocarbonetos, num momento em que se aproxima a esperada assinatura de um acordo para pôr fim à guerra entre Irão e Estados Unidos da América (EUA) e Israel.
O responsável falou aos jornalistas sob anonimato, de acordo com regras estabelecidas pela Casa Branca e, segundo a Associated Press, Trump também pretende reunir-se à margem com os líderes do Egito, Qatar e Emirados Árabes Unidos com vista a terminar a guerra no Irão.
A assinatura do acordo deverá acontecer nos próximos dias, conforme afirmaram hoje responsáveis de Irão e do Paquistão, que tem servido como mediador na resolução do conflito.
Segundo o responsável pela diplomacia iraniana, o documento debruça-se principalmente sobre o fim da guerra. “Por enquanto, decidiu-se não abordar a questão nuclear”, disse Esmail Baghai, citado pela agência Fance-Presse (AFP).
Sobre outros conflitos, a Casa Branca não especificou se Trump irá encontrar-se com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Trump reforça que acordo de paz será assinado no domingo e que o Estreito de Ormuz será "aberto a todos"
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este sábado, numa publicação nas redes sociais, que estava previsto ser assinado no domingo um acordo com o Irão e que o Estreito de Ormuz seria imediatamente "aberto a todos" após a assinatura.
No entanto, responsáveis iranianos já tinham negado a possibilidade de o acordo ser formalizado já no domingo, embora tenham admitido que um entendimento poderá ser alcançado nos próximos dias.