GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Termina hoje prazo para EUA e Irão negociarem acordo de paz. É "irrelevante", diz Teerão
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Irão diz que fim do prazo do memorando para negociar com os EUA é “irrelevante”
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Termina hoje prazo para EUA e Irão negociarem acordo de paz
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Teerão ameaça EUA com "surpresas estratégicas" e postura "ofensiva"
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Pelo menos 4.346 pessoas morreram no Líbano desde o início dos ataques israelitas
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Papa pede fim da violência contra civis na Cisjordânia
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Houthis retomam ataques com mísseis e drones contra cidade portuária
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Irão acusa Catar de atrasar investigação sobre paradeiro de pilotos iranianos
Turquia diz que "Israel não quer paz, quer continuar a guerra"
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia condenou o ataque de Israel contra o Hamas, de acordo com a agência Reuters.
"Ataque israelita mostra que Israel não quer paz, quer continuar a guerra. O ataque israelita em Doha mostra que o país adotou o expansionismo e o terrorismo como política de estado".
Siga ao minuto:
Trump garante que os EUA usaram apenas uma pequena parte do arsenal no Irão
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país utilizou apenas uma fração reduzida das suas reservas de armamento no Médio Oriente, rejeitando preocupações sobre o nível dos stocks militares.
Numa entrevista à Fox News, Trump garantiu que "o que usámos até agora é uma gota no oceano".
Iraque ordena às petrolíferas que "operem 24 horas por dia" para aumentar a produção
O primeiro-ministro do Iraque, Ali al Zaidi, ordenou esta segunda-feira às empresas petrolíferas que "operem 24 horas por dia" para aumentar a produção de petróleo bruto, além de desenvolver as infraestruturas energéticas e de exportação do país, perante a crise no estreito de Ormuz.
Estas ordens têm como objetivo "garantir a sustentabilidade e o aumento dos níveis de produção e exportação", de acordo com um comunicado do gabinete de Al Zaidi divulgado após uma reunião alargada do Ministério do Petróleo iraquiano, na qual também participaram funcionários do Ministério das Finanças.
O Iraque, segundo maior produtor da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), anunciou no início de agosto que as suas exportações de petróleo tinham caído entre 50% e 56% desde o início da guerra entre o Irão e Israel, a 28 de fevereiro, que levou ao bloqueio de Ormuz, a principal via de comercialização do petróleo bruto iraquiano.
Neste sentido, Al Zaidi também "ordenou aproveitar as circunstâncias atuais para transformar a crise numa oportunidade de sucesso através do desenvolvimento das infraestruturas petrolíferas e da ampliação dos canais de exportação".
O comunicado não detalhou estes projetos, embora tenha indicado que, na reunião, foram debatidas diferentes soluções para "fortalecer as rotas de exportação alternativas", enquanto o primeiro-ministro pediu para "acelerar" a reabilitação e o desenvolvimento de oleodutos e a contratação de empresas internacionais para comercializar o petróleo bruto.
Presidente do Líbano ratifica abolição da pena de morte
O presidente libanês, Joseph Aoun, ratificou esta segunda-feira a lei para a abolição da pena de morte no país, que foi aprovada pelo Parlamento na semana passada, tornando o Líbano o primeiro país a revogá-la na região do Médio Oriente e Norte de África.
Aoun "publicou a Lei nº 68, que foi aprovada pelo Parlamento há poucos dias, que estipula a abolição da pena de morte no Líbano", disse a presidência libanesa numa breve mensagem na sua conta oficial X.
Netanyahu reúne-se com Kushner e Mladenov em Jerusalém para discutir plano para Gaza
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, está reunido esta segunda-feira com Jared Kushner, genro e conselheiro de Donald Trump, e Nickolay Mladenov, chefe do Conselho de Paz, num encontro focado em avançar com a implementação do plano para pôr fim à ofensiva militar em Gaza.
A reunião no escritório de Netanyahu em Jerusalém começou por volta das 11h00 locais, e já dura há mais de duas horas, confirmou à EFE uma fonte familiarizada com o encontro.
Irão: novas sanções dos EUA não vão alterar a sua posição
O Irão afirmou esta segunda-feira que as novas sanções que os Estados Unidos ameaçaram impor à República Islâmica não terão qualquer efeito na posição iraniana em relação à guerra, após as ameaças americanas de aumentar a pressão financeira sobre a nação persa.
"Estas medidas não terão qualquer efeito na posição do Irão", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, em conferência de imprensa.
O diplomata declarou que os Estados Unidos "estão encurralados num ciclo de guerra, discriminação, pressão e sanções desde a tentativa falhada de golpe de 1953" contra o primeiro-ministro Mohammad Mosaddegh.
Trump insiste que Irão não pode ter arma nuclear
O presidente norte-americano, Donald Trump, reiterou esta segunda-feira que o Irão não pode ter uma arma nuclear, perante a falta de progressos nos esforços diplomáticos para resolver o conflito no Médio Oriente.
"O objetivo número um é, e sempre será, que o Irão não possa ter, de forma alguma, uma arma nuclear", disse Trump numa publicação no Truth Social.
Hamas aplaude pressão de mediadores sobre Israel para aceitar guião para Gaza
O movimento islamista Hamas saudou esta segunda-feira a declaração conjunta dos mediadores Egito, Catar e Turquia, que responsabilizaram Israel por obstruir os esforços para pôr fim à guerra em Gaza, depois de o Governo ter rejeitado o guião do plano de Trump.
"Saudamos a reafirmação, na declaração, da necessidade da implementação plena e imediata do roteiro, (...) para impedir que o governo ocupante o obstrua ou se esquive de seus compromissos, e para prosseguir com os direitos correspondentes à segunda fase, de acordo com os acordos e prazos estabelecidos", afirmou o Hamas em comunicado.
A declaração, também assinada pela Jordânia, Arábia Saudita, Paquistão, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, condena a "rejeição categórica" de Israel ao Roteiro para um Acordo de Paz Abrangente (CPA), endossado pela Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU.
Irão diz que fim do prazo do memorando para negociar com os EUA é “irrelevante”
O Irão afirmou esta segunda-feira que a expiração hoje do prazo de 60 dias estabelecido no memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos para negociar um acordo de paz permanente é “irrelevante” devido às violações norte-americanas dos compromissos assumidos no texto.
“O prazo de 60 dias para as negociações é irrelevante”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, em conferência de imprensa, noticiou a IRNA.
O diplomata indicou que “a aplicação (do acordo) está totalmente paralisada pelas “violações flagrantes” dos Estados Unidos do memorando de entendimento assinado a 17 de junho.
Houthis do Iémen lançam dois mísseis em direção ao Estreito de Bab al-Mandeb
Os rebeldes houthis, apoiados pelo Irão, lançaram na segunda-feira dois mísseis balísticos contra posições governamentais na estratégica região do Estreito de Bab al-Mandeb, no meio da intensificação dos combates na costa do Mar Vermelho do Iémen, disseram fontes militares à EFE.
Os mísseis foram lançados a partir de posições controladas pelos houthis a leste da cidade de Taiz, disseram as fontes, mas ainda não foram fornecidos detalhes sobre os alvos dos mísseis ou se causaram vítimas ou danos.
Os ataques ocorreram no âmbito de uma série de operações militares dos houthis contra instalações ao longo do estreito de Bab al-Mandeb e da costa sul do Mar Vermelho controladas pelo governo iemenita internacionalmente reconhecido, particularmente na cidade portuária estratégica de Mocha e nos seus arredores.
Drones atacam gabinete do primeiro-ministro do Governo Regional do Curdistão no Iraque
Dois drones atacaram esta segunda-feira o gabinete do primeiro-ministro do Governo Regional do Curdistão (GRC) no Iraque, informou a agência de segurança do GRC. Os ataques foram lançados a partir de território iraniano e não houve relatos de vítimas humanas, segundo um comunicado do GRC.
Ministro israelita Ben Gvir sugere matar palestinianos de forma seletiva
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, figura da extrema-direita, sugeriu que o exército israelita deveria matar seletivamente entre 30 e 40 palestinos todas as noites na Faixa de Gaza, porque "não merecem viver lá".
Ben Gvir, que já foi condenado por fazer comentários racistas, afirmou que Israel deveria construir "assentamentos judaicos" no enclave palestiniano, dizendo que os moradores "nem sequer são pessoas", segundo declarações publicadas pelo jornal britânico Financial Times.
Nesse sentido, criticou a decisão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de reduzir as operações militares na região, enquanto o governo dos EUA pressiona o país para avançar com o plano de paz do presidente Donald Trump.
Kushner em Israel para reunião com Netanyahu
O enviado do presidente norte-americano, Donald Trump, para o Médio Oriente, Jared Kushner, chegou a Israel, onde deverá reunir-se com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, esta segunda-feira.
Isto acontece depois de Kushner ter mantido conversações raras com o Hamas para discutir a implementação do plano de paz para Gaza, apoiado pelos EUA.
No mês passado, o Conselho de Paz de Trump disse ter chegado a um acordo para o "desarmamento completo" do Hamas e de outros grupos armados em Gaza. Na semana passada, Israel rejeitou o plano de 15 pontos de Trump, que prevê também a retirada das tropas israelitas e a reconstrução de Gaza sob uma nova administração civil palestiniana.
Refém libertado, anunciam EUA
O presidente norte-americano anunciou a libertação de um piloto missionário, raptado na capital do Níger, em outubro do ano passado.
Através da Truth Social, Donald Trump avançou que o refém Kevin Rideout está a preparar-se para regressar aos EUA depois de se ter reunido com a esposa.
Já na sexta-feira, o líder norte-americano tinha dito que Rideout estava novamente sob custódia dos EUA.
As autoridades do leste da Líbia ajudaram a garantir a libertação do piloto norte-americano, que foi mantido refém por um grupo afiliado ao estado islâmico.
Memorando de entendimento alcançado com “dignidade” e “força”, sem cedências aos EUA
O presidente iraniano afirma que o memorando de entendimento com os EUA foi alcançado com "dignidade" e "força" e sem cedências perante os inimigos.
O futuro das negociações permanece incerto. A tensão aumentou depois de dois ataques norte-americanos contra o Irão, em julho.
Teerão respondeu com mísseis e drones contra instalações norte-americanas em vários países da região.
Donald Trump declarou que o memorando estava terminado.
Já o Irão considera que os ataques dos EUA violaram o acordo.
O presidente iraniano diz mesmo que o memorando de entendimento de paz é uma prova da glória e vitória do Irão.
Termina hoje prazo para EUA e Irão negociarem acordo de paz
Termina hoje o prazo de 60 dias para as negociações de um acordo de paz entre os estados unidos e o irão.
Para já, não há sinais de entendimento.
O processo começou a 18 de junho, com a assinatura de um memorando entre Donald Trump e o presidente iraniano.
Entre os principais tópicos em cima da mesa estão o programa nuclear de Teerão e as sanções norte-americanas.
As negociações ficaram, entretanto, marcadas por uma forte escalada de tensão e ataques no estreito de Ormuz.
Em julho, o Irão declarou como encerrado o acordo, após sete noites consecutivas de ataques norte-americanos.
Catar e Paquistão continuam a tentar mediar o conflito, mas sem resultados visíveis.
Donald Trump voltou ainda a afirmar que os EUA controlam o Estreito de Ormuz, uma posição rejeitada por Teerão.
O fim do prazo deixa agora em aberto o futuro das negociações e aumenta a incerteza sobre a segurança numa das principais rotas mundiais de petróleo.
Teerão ameaça EUA com "surpresas estratégicas" e postura "ofensiva"
O Irão garantiu ter "surpresas estratégicas" para os Estados Unidos, com o acordo que estabelecia um cessar-fogo e um período de 60 dias para resolver questões pendentes, a expirar hoje.
Numa entrevista à televisão iraniana realizada hoje pela agência IRNA, um alto comandante da Guarda Revolucionária do Irão (IRGC, na sigla em inglês) defendeu uma "reorganização, modernização e desenvolvimento da doutrina de defesa da República Islâmica".
"A partir de agora, qualquer ação que empreendamos, mesmo que seja defensiva, deve ter um caráter ofensivo", afirmou o subcomandante da IRGC para os Assuntos Políticos, Yadollah Javani, antes de assinalar que as forças armadas iranianas "adotarão abordagens transformadoras".
Trump ordena redução de exercícios militares com a Coreia do Sul e devido a relação "muito boa" com Kim Jong-un
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que deu instruções ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, para reduzir de forma substancial a dimensão dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, numa publicação partilhada na rede social Truth Social.
O chefe de Estado norte-americano justificou a decisão com os custos financeiros das operações e com a sua relação pessoal com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Trump manifestou o seu descontentamento com o facto de Washington ter concordado, no passado, em participar nestas manobras conjuntas na península coreana, considerando que a iniciativa transmite um sinal hostil a Pyongyang.
"Estes exercícios não são apenas dispendiosos, com grande parte desses custos a serem pagos pelos Estados Unidos da América (como de costume!), mas enviam também um sinal totalmente inapropriado e hostil a um país que, desde que Donald J. Trump é presidente, não tem sido ameaçador e tem sido respeitoso", escreveu o governante.
"Mesmo Nikolay Mladenov, que dirige o Conselho da Paz, sabe que a proposta dos 15 pontos para Gaza é prematura"
Jorge Silva Carvalho analisa a iniciativa do Conselho da Paz para o futuro da Faixa de Gaza, a guerra de Israel no Líbano e ainda as eleições legislativas israelitas.
"O Irão continua muito isolado na região. Há outros países que se estão a realinhar"
Rui Vilar, especialista em assuntos de defesa, analisa o confronto entre Irão e EUA pelo controlo do Estreito de Ormuz.
"Ao que tudo indica, quem ainda parece estar numa posição de relativa vantagem é o Irão"
Cátia Moreira de Carvalho afirma que é Teerão que consegue "fechar ou abrir o Estreito de Ormuz, embora os EUA o estejam a bloquear. A comentadora da CNN Portugal considera que será muito difícil que o conflito termine antes de se resolver este impasse.