GUERRA NO IRÃO • AO MINUTO | Trump exige a Israel e Irão que "parem imediatamente os ataques"
Novo ataque aéreo israelita em Sweida
A aviação israelita bombardeou esta noite os arredores da cidade síria de Sweida (sul), quando estava em vigor uma trégua após violentos confrontos intercomunitários, noticiou a agência oficial síria SANA.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos adiantou que teria sido atingido um grupo de beduínos, comunidade que nos últimos dias protagonizou intensos confrontos com a minoria drusa local, que Israel apoia.
As forças israelitas não confirmaram até ao momento aquele que seria o seu primeiro ataque na Síria desde a retirada, durante última a noite, das forças governamentais sírias de Sweida, para onde tinham sido mobilizadas em apoio aos beduínos sunitas.
A retirada era exigida por Israel após confrontos entre combatentes drusos e tribos beduínas que causaram cerca de 600 mortos, segundo uma ONG.
Israel bombardeou posições das forças sírias em Sweida (sul) e também fez dois ataques na capital, Damasco, nomeadamente ao quartel-general do exército sírio e ao palácio presidencial.
De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), pelo menos 15 membros das forças sírias foram mortos em ataques israelitas.
Os ataques israelitas, alegadamente em apoio à minoria drusa envolvida em confrontos com sunitas beduínos e o exército sírio, foram condenados pelo Governo sírio e pela comunidade internacional.
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Presidente do Líbano recusa falar com Netanyahu antes de qualquer acordo
O presidente do Líbano entende que não há outra forma de resolver a situação no Médio Oriente que não passe pelo diálogo.
Em entrevista à CNN, Joseph Aoun garantiu que o país está pronto para negociar e está comprometido com isso, mas falta perceber se todas as partes estão prontas para tal.
O responsável libanês recusou, ainda assim, um encontro com Benjamin Netanyahu, pelo menos enquanto não houver um acordo para acabar a guerra.
Irão acusa Israel de querer fomentar a divisão
O Irão acusa Israel que querer “fragmentar o Irão e um Líbano ocupado”.
De acordo com o ministro iraniano da Cultura, nenhum dos países está a combater um pelo outro.
“Nem o Irão está a combater pelo Líbano, nem o Líbano pelo Irão”, referiu Seyyed Abbas Salehi na rede social X.
“Mas ambos têm um inimigo traiçoeiro em comum”, acrescentou, acusando Telavive de querer dividir os dois países.
Irão anuncia "novo cordão de segurança" que ameaça estrangular o comércio marítimo internacional
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que vem aí um “novo cordão de segurança de resistência” no Estreito de Ormuz, mas não só.
Segundo o comunicado do corpo armado iraniano, esse cordão estende-se até Bab al-Mandeb, o que significa que vai do Golfo Pérsico até ao Mar Arábico, o que pode estrangular o comércio marítimo na zona.
“Continuem com a agressão e vamos apanhar-vos a todos pela garganta”, pode ler-se no comunicado que ameaça os “Maldosos de EUA e Israel.
Irão "não tem qualquer problema" em falar com os EUA mas pede confiança
O alto responsável iraniano Ebrahim Azizi afirmou hoje que Teerão “não tem qualquer problema” em prosseguir as conversações de paz com os Estados Unidos, em princípio, desde que o Irão tenha confiança de que o lado americano está a ser honesto e sincero.
No entanto, alertou que qualquer potencial acordo entre as nações em guerra está condicionado a uma mudança de comportamento dos EUA no meio de um clima de profunda desconfiança.
Numa entrevista exclusiva ao correspondente internacional sénior da CNN, Frederik Pleitgen, Azizi afirmou: “Se pudéssemos ter confiança de que são pessoas dispostas a negociar e que também se submetem às regras da negociação, então a República Islâmica, por ter a lógica da negociação, por ter a lógica do diálogo, não teria qualquer problema em negociar”.
Azizi, que preside à comissão de segurança nacional e política externa do parlamento iraniano, acrescentou que Teerão acredita que o presidente norte-americano, Donald Trump, não está a ser sincero nas negociações, que visam transformar o cessar-fogo temporário num acordo duradouro para pôr fim à guerra.
Azizi, que preside à comissão de segurança nacional e política externa do parlamento iraniano, acrescentou que Teerão acredita que o presidente norte-americano, Donald Trump, não está a ser sincero nas negociações, que visam transformar o cessar-fogo temporário num acordo duradouro para pôr fim à guerra. “Mas já dissemos muitas vezes que aceitamos a negociação como uma continuação do campo de batalha. Consideramos a negociação parte da batalha”, afirmou.
Ao falar sobre os restantes pontos de atrito nas negociações mediadas, Azizi disse que o Irão “não vê uma vontade séria de chegar a um acordo que possa de facto implementar tal acordo”.
O responsável iraniano alegou que os EUA concordaram inicialmente em libertar os activos iranianos congelados no estrangeiro “desde o início”, mas Teerão não observou até agora qualquer disposição de Washington para o fazer. Reiterou ainda que as actuais negociações não envolvem questões relacionadas com o programa nuclear iraniano, que Teerão há muito insiste que se destina apenas a fins pacíficos.
Questionado sobre a possibilidade de um eventual acordo de paz entre os EUA e o Irão, Azizi disse que isso depende dos “comportamentos que observarmos do outro lado”.
“Se estes mesmos comportamentos continuarem, então não”, disse. “Não temos qualquer confiança.”
Ataques israelitas no sul do Líbano matam 7 pessoas e ferem outras 12
Ataques israelitas mataram hoje, no sul do Líbano, sete pessoas e feriram outras 12 feridas, segundo as autoridades e a Cruz Vermelha.
"O raide do inimigo israelita, hoje de madrugada, na localidade de Zifta, na região de Nabatiyé" fez sete mortos, dos quais uma criança síria e uma mulher e oito feridos, dos quais duas mulheres", anunciou o Ministério da Saúde libanês, em comunicado.
Os ataques israelitas atingiram hoje mais de 15 localidades no sul do Líbano, em particular em Tyr, segundo a oficial agência noticiosa libanesa (ANI).
Um dos ataques "atingiu uma viatura (…) perto de um edifício da Cruz Vermelha" nesta pequena vila costeira, segundo a mesma fonte. Quatro socorristas ficaram feridos. Atingidos por estilhaços de vidro, foram hospitalizados, detalhou a Cruz Vermelha.
O Hezbollah reivindicou novo ataques contra forças israelitas, mas no sul do país, não no norte de Israel.
Ao meio do dia, após ataques recíprocos durante a noite entre Irão e Israel, a chefia militar iraniana anunciou "a cessação de operações", qualificada de "resposta severa" a Israel.
Israel preparava grande ofensiva contra o Irão mas Trump limitou os ataques
Israel preparava-se para um ataque significativo em Teerão durante esta segunda-feira, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, telefonou ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para lhe pedir que suspendesse novos ataques de retaliação, segundo uma fonte israelita e um responsável norte-americano familiarizado com o assunto.
A intervenção parece ter surtido efeito. Netanyahu anunciou posteriormente que Israel tinha interrompido os ataques contra o Irão por enquanto.
Esta foi a segunda chamada telefónica de Trump para Netanyahu em questão de horas; numa conversa anterior, Trump também aconselhou o líder israelita a recuar nos ataques em resposta à saraivada de mísseis que o Irão tinha disparado contra Israel.
Netanyahu resistiu à primeira chamada, que ocorreu na noite de domingo. Em vez disso, insistiu que Israel precisava de responder aos ataques do Irão, disse a fonte israelita. Trump disse a Netanyahu para limitar a resposta de forma a evitar uma escalada.
De seguida, Israel atacou alvos no Irão, incluindo uma importante instalação petroquímica.
O tom das conversas não se tornou tão aceso como nas chamadas entre os dois homens na semana passada, que degeneraram em Trump a praguejar contra Netanyahu.
Em ambas as chamadas mais recentes, Trump enfatizou a sua crença de que um acordo com o Irão estava na fase final de negociação e que o regresso à guerra poderia prejudicar os esforços para resolver diplomaticamente o conflito.
Tortura e rapto: Itália abre investigação contra ministro de Israel após imagens que incluíram portugueses
Irão promete controlo total sobre Ormuz
O Irão prometeu manter o controlo sobre o crucial Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo que criticou as novas sanções da União Europeia impostas a indivíduos e entidades envolvidos na busca de Teerão pela "soberania" sobre a estreita passagem marítima.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, classificou a decisão da UE de impor novas sanções como "uma manobra fraudulenta".
Anteriormente, o principal representante da UE para os assuntos externos afirmou que os Estados-membros sancionaram alguns iranianos por restringirem o tráfego marítimo no estreito, que Teerão fechou efectivamente desde o início da guerra, em Fevereiro.
"O Irão não atribui qualquer valor a esta manobra política e hipócrita da Europa e vai continuar a sua estratégia de manter a soberania e exercer os seus direitos soberanos sobre o Estreito de Ormuz", publicou Gharibabadi na sua conta de Facebook.
Irão promete nova vitória e afirma que Israel tem de recuar
O presidente do parlamento do Irão afirmou que o país vai tornar o bloqueio naval do Estreito de Ormuz noutra derrota para os seus inimigos.
Mohammad Ghalibaf referiu que o que está a acontecer é um “crime de guerra e uma conspiração inimiga”, pelo que é preciso agir.
“[O Irão] não tem medo de acabar as negociações”, ameaçou, afirmando que Israel terá de ser forçado a retirar-se da guerra, nomeadamente do Líbano.
EUA atacam petroleiro que tentava passar para o Irão
Os Estados Unidos abordaram um petroleiro que estava a “violar” o bloqueio naval imposto no Estreito de Ormuz.
De acordo com o Comando Central, o navio M/T Marivex, com bandeira do Palau, foi abordado já no Golfo de Omã, quando transitava de águas internacionais para o Irão.
Um caça F-18 que estava a bordo do USS Abraham Lincoln “disparou uma munição de precisão contra as máquinas do navio”, pode ler-se, o que forçou a tripulação a falhar o objetivo.
"Para existir um acordo, os EUA vão ter de pressionar Israel a aceitar"
Corina Lozovan, especialista em Relações Internacionais, analisa como Donald Trump permanece como principal decisor no conflito no Médio Oriente, salientando que o presidente dos EUA terá de pressionar Israel para limitar a sua ação militar na região.
"Drones guiados por fibra ótica estão a causar muitas dificuldades aos israelitas"
Rolando Santos, correspondente da CNN Portugal em Israel, revela que os combates permanecem no Líbano, sublinhando que a ausência de calmia neste conflito impede que um cessar-fogo seja eficaz.
"Há outra fragilidade no acordo Líbano-Israel: a permanência de tropas israelitas em solo libanês"
Teresa Fernandes, especialista em Relações Internacionais, analisa como os Estados Unidos foram arrastados para um conflito que se está a regionalizar no Médio Oriente, nomeadamente no Líbano.
"As histórias mais espantosas de espionagem são levadas a cabo por Israel nos EUA"
Helena Matos, comentadora da CNN Portugal, explica como a relação entre Washington e Telavive sempre foi marcada por ações de espionagem.
"Irão percebeu o grande processo de caos em que está a diplomacia norte-americana"
Rui Henrique Santos, especialista em Relações Internacionais, explica que Donald Trump está hoje "muito mais desesperado" por conseguir um acordo de paz no Médio Oriente e que Netanyahu já percebeu que pode iniciar uma "rotura gradual" com os Estados Unidos.
Escolas vão reabrir em Israel
As restrições às escolas e locais de trabalho em Israel deverão ser levantadas na terça-feira, às 06:00 locais, permitindo a reabertura da maioria, informou o Exército israelita em comunicado esta segunda-feira.
Na “área da linha da frente” e nas comunidades do norte de Israel, estará em vigor um “nível de atividade parcial”, o que significa que as escolas e os locais de trabalho reabrirão, desde que estejam localizados perto de uma área de abrigo protegida, disseram as Forças de Defesa de Israel (IDF).
O resto do país não terá restrições, acrescentaram as IDF.
Anteriormente, o Ministro da Educação de Israel, Yoav Kisch, tinha dito que as escolas permaneceriam fechadas na terça-feira. O Ministério da Educação emitiu um comunicado atualizado a informar que as aulas serão retomadas amanhã em todas as instituições de ensino, de acordo com as orientações do Comando da Defesa Civil.
Netanyahu afirma que a guerra "ainda não terminou" e promete destruir os inimigos
O primeiro-ministro de Israel garante que o Irão e o Hezbollah estão mais fracos do que nunca, mas garante que a guerra “ainda não terminou”.
Em declarações depois do regresso dos ataques de Israel ao Irão, Benjamin Netanyahu referiu que os inimigos “tentaram impor-nos uma nova equação”, o que é “intolerável e inaceitável”.
“Quero dizer-vos, os nosso heroicos soldados estão a destruir o Hezbollah”, reiterou, prometendo continuar a destruir a infraestrutura do inimigo no Líbano.
"O regime de Teerão precisa de defender não a população libanesa mas o Hezbollah"
Sónia Sénica, comentadora da CNN Portugal, analisa a escalada no conflito no Médio Oriente.
"Israel não está a conseguir garantir a segurança dos seus cidadãos"
João Sousa, jornalista em serviço especial para a CNN Portugal no Líbano, relata o "impasse diplomático" que se vive neste momento entre Israel, por um lado, e o Irão e o Líbano, por outro.
"A situação mantém-se tensa. Há muitas incertezas em relação ao cessar-fogo"
Os enviados especiais da CNN Portugal, Rolando Santos e Nuno Quá, estão em Israel e relatam a incerteza que se vive em torno do cessar-fogo anunciado.