MÉDIO ORIENTE AO MINUTO | Irão nega possibilidade de negociações do seu programa de mísseis com EUA
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
-
Explosão em mesquita no Paquistão faz 31 mortos e 169 feridos
-
Irão promete defender-se de "tentativas de aventureirismo" dos EUA
-
Chefe da diplomacia do Irão pede "respeito mútuo" antes de conversações com EUA
-
Irão anuncia que um poderoso míssil foi mudado de local e está pronto a ser usado
-
China apoia direito do Irão ao “uso pacífico da energia nuclear”
Israel confirma ataques na cidade de Sweida, na Síria
Os ataques das FDI contra as forças sírias na zona de Sweida, há pouco tempo, são “excecionalmente em grande escala”, afirmou um funcionário da defesa israelita ao jornal Times of Israel. “O Estado de Israel vê isto como um teste à sua política de desmilitarização do Sul da Síria e ao seu compromisso com os drusos”, acrescenta o responsável.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmam ter efetuado ataques contra veículos militares sírios na zona de Sweida “segundo as diretivas do escalão político”. Os ataques foram efetuados depois de os militares terem identificado, ontem à noite, um comboio de veículos blindados sírios que se dirigia para a cidade drusa de Sweida, onde têm ocorrido confrontos mortais com tribos beduínas.
“As IDF atingiram vários veículos blindados, incluindo tanques, veículos de transporte de pessoal, lançadores múltiplos de foguetes, bem como vias de acesso, para perturbar a sua chegada à zona”, afirmam os militares.
As IDF acrescentam que continuam a acompanhar a evolução da situação na Síria.
Siga ao minuto:
Irão: Cerca de 8.000 pessoas exigem em Berlim queda da República Islâmica
Cerca de 8.000 pessoas exigiram hoje, em Berlim, a queda da República Islâmica, numa ação convocada pelo Conselho Nacional de Resistência, braço político da Mujahedin, uma organização considerada “terrorista” por Teerão.
PM húngaro participa na reunião inaugural do Conselho da Paz
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, disse hoje que viajar para Washington "dentro de duas semanas" para participar na reunião inaugural do Conselho da Paz liderado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.
"Ontem [sexta-feira] à noite, recebi um convite: dentro de duas semanas, voltaremos a encontrar-nos [com Trump] em Washington, porque o Conselho da Paz […] vai realizar a sua reunião inaugural", disse Orbán num comício de campanha para as eleições parlamentares de abril, em Szombathely, no oeste da Hungria.
De acordo com o plano do Presidente dos Estados Unidos para pôr fim à guerra em Gaza, um Comité Nacional para a Administração de Gaza irá gerir temporariamente o território palestiniano sob os auspícios do Conselho da Paz.
Entretanto, o projeto da carta deste Conselho da Paz não menciona explicitamente o território palestiniano e atribui-lhe um objetivo mais vasto: contribuir para a resolução de conflitos armados em todo o mundo.
O seu preâmbulo critica implicitamente as Nações Unidas, afirmando que o Conselho deve ter "a coragem de se afastar de abordagens e instituições que falharam com demasiada frequência".
Muitos líderes receberam convites para participar nesta nova entidade, incluindo Orbán, um aliado próximo de Donald Trump, que aceitou.
Os países que solicitarem um lugar permanente terão de pagar uma taxa de adesão de mil milhões de dólares.
Médio Oriente: Mais de 72 mil palestinianos mortos em ataques israelitas em Gaza
O número de mortos na Faixa de Gaza já ultrapassou os 72 mil, declarou hoje o Ministério da Saúde do enclave palestiniano, sublinhando que na sexta-feira mais duas pessoas morreram e 25 ficaram feridas em ataques israelitas.
Desde o início da guerra em Gaza, os ataques israelitas fizeram 72.027 mortos e 171.651 feridos, segundo os dados das autoridades de saúde do enclave.
O Ministério da Saúde de Gaza referiu que 576 palestinianos morreram em ataques israelitas à Faixa de Gaza desde o início do acordo de cessar-fogo assinado em 10 de outubro e que 1.543 ficaram feridos nesse mesmo período.
As autoridades de saúde do enclave alertaram hoje que as reservas da maioria dos medicamentos e material médico nos hospitais de toda a Faixa de Gaza estão esgotados.
"Os hospitais que ainda operam na Faixa de Gaza, lutando para continuar a prestar serviços, tornaram-se meros centros de espera para milhares de doentes e feridos que enfrentam um destino incerto", alertaram os responsáveis da saúde.
De acordo com o Ministério palestiniano, "46% dos medicamentos essenciais estão em falta, 66% dos fornecimentos médicos estão em falta e 84% dos materiais de laboratório e os bancos de sangue estão a zero”.
Os serviços de oncologia, hematologia, cirurgia, operações, cuidados intensivos e cuidados primários estão entre os mais afetados pela crise, e "as quantidades limitadas de medicamentos que chegam aos hospitais do setor são insuficientes para satisfazer as necessidades reais da prestação de serviços de saúde".
A guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas teve início em 07 de outubro de 2023, após um ataque do movimento islamita ao território israelita, que provocou cerca de 1.200 mortos e mais de 250 sequestrados.
Em retaliação, Israel invadiu a Faixa de Gaza. Posteriormente, um acordo de cessar-fogo, intermediado pelos EUA, foi assinado em 10 de outubro de 2025, embora continuem os ataques israelitas à Faixa de Gaza.
Irão nega possibilidade de negociações do seu programa de mísseis com EUA
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje que o programa de mísseis balísticos do seu país "nunca poderá ser negociado" com os Estados Unidos
Guterres saúda conversações entre EUA e Irão
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou satisfação pela realização do primeiro dia de conversações entre EUA e Irão e diz que espera que as mesmas "ajudem a reduzir tensões e a prevenir uma crise alargada".
Um porta-voz de Guterres disse em comunicado que o líder da ONU estava "grato aos países da região pelos seus esforços para ajudar a tornar essas conversações possíveis, e a Omã por sediá-las".
“O secretário-geral tem defendido consistentemente a redução da tensão e a resolução pacífica de disputas, de acordo com a Carta das Nações Unidas. Todas as preocupações podem e devem ser abordadas por meio do diálogo pacífico”, pode ler-se na nota.
Irão rejeitou exigência americana para parar o enriquecimento de urânio, diz fonte diplomática
Uma fonte diplomática regional afirmou à Reuters que o Irão rejeitou, durante as conversações de hoje com os EUA em Omã, a exigência da administração Trump de parar o enriquecimento de urânio no país.
A mesma fonte diz também que os diplomatas americanos pareceram compreender a posição iraniana, tendo demonstrado "alguma flexibilidade" em relação às exigências de Teerão.
A fonte revelou também que as capacidades iranianas ao nível dos mísseis não foram objeto de discussão esta sexta-feira em Mascate.
EUA e Irão concordam em realizar mais discussões enquanto a administração Trump mantém a pressão com mais sanções
Os EUA e o Irão concordaram em realizar novas reuniões após consultas com os seus governos, na sequência das conversações indiretas desta sexta-feira em Omã, um resultado cautelosamente considerado positivo por ambas as partes, de acordo com fontes familiarizadas com o assunto.
A delegação dos EUA diferiu das rondas anteriores de conversações entre os EUA e o Irão, que ocorreram antes do ataque dos EUA a instalações nucleares iranianas no ano passado. O enviado de Donald Trump, Steve Witkoff, liderou anteriormente pelos EUA, juntamente com uma pequena equipa que se juntou a ele ao longo do tempo, mas o genro de Trump, Jared Kushner, esteve presente nesta ronda, bem como o comandante do Comando Central dos EUA, o almirante Brad Cooper.
Há muito que se esperava que Kushner participasse nas discussões desta sexta-feira, mas a inclusão de Cooper na delegação não era esperada com tanta antecedência, disse a fonte. A sua presença marca a primeira vez que um alto responsável militar dos EUA participa em negociações indiretas com o Irão durante o segundo mandato de Trump.
EUA sancionam entidades e navios ligados ao comércio de petróleo iraniano
Os EUA decretaram sanções contra 15 entidades e 14 navios ligados ao comércio de petróleo, derivados de petróleo e produtos petroquímicos, anunciou o Departamento de Estado esta sexta-feira, citado pela Reuters.
Arábia Saudita expressa apoio às negociações entre EUA e Irão
A Arábia Saudita, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, o príncipe Faisal bin Farhan al Saud, manifestou apoio às negociações entre EUA e Irão acerca do armamento nuclear.
"A região está sobrecarregada por múltiplas crises, e encontrar uma solução diplomática entre os Estados Unidos e o Irão é essencial para alcançar a paz e a estabilidade", disse Al Saud, citado pela Al Jazeera.
Hezbollah aceita demissão de alto responsável pela segurança
O Hezbollah aceitou esta sexta-feira a demissão de Wafiq Safa, importante responsável da organização na área da segurança. avança a Reuters.
Safa, que chefiava a unidade de ligação e coordenação do Hezbollah responsável por trabalhar com as agências de segurança libanesas, sobreviveu a uma tentativa de assassinato por parte de Israel em outubro de 2024.
Conversações devem acontecer "sem ameaças", diz ministro iraniano
À agência estatal iraniana IRNA, o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Abbas Araghchi, afirmou que as conversações com os EUA devem decorrer num ambiente "sem ameaças".
"O pré-requisito para qualquer diálogo é a abstenção de ameaças e pressões. Levantámos esta questão de forma clara hoje e esperamos que seja respeitada, a fim de permitir a continuação das negociações", disse Araghchi.
"É um bom começo", diz ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros sobre reunião com os EUA
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, disse que o primeiro dia de negociações com os EUA em Mascate, capital de Omã, foi um "bom começo".
"Os nossos pontos de vista foram transmitidos uns ao outros, o que foi muito importante. As nossas preocupações foram transmitidas, assim como os nossos interesses e os direitos que o povo iraniano tem. Foi transmitido num ambiente muito bom, e as opiniões da outra parte também foram ouvidas", disse Araghchi, citado pela Al Jazeera.
O ministro reforçou a ideia ao dizer que as conversações foram "positivas".
"Se conseguirmos seguir este caminho positivo, posso afirmar que chegaremos a um acordo positivo nas negociações nucleares entre o Irão e os EUA", acrescentou.
Conversações entre EUA e Irão terminam com "vontade de continuar", segundo a imprensa iraniana
As conversações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos na capital de Omã, Mascate, chegaram ao fim, com uma "vontade para continuar", de acordo com a agência de notícias estatal iraniana IRNA.
A agência de notícias estatal iraniana Tasnim afirmou que os dois países concordaram que as conversações "continuarão noutra altura", sem especificar quando.
Ao longo do dia, as delegações iraniana e norte-americana "transmitiriam opiniões, considerações e abordagens" através do ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Albusaidi.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, liderou a delegação diplomática iraniana, enquanto o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, representaram os EUA. O comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM), o almirante Brad Cooper, também esteve presente.
Explosão em mesquita no Paquistão faz 31 mortos e 169 feridos
Negociação Irão-EUA terminaram "por agora"
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão diz que negociações entre os EUA e o Irão na sexta-feira terminaram "por agora", mas não ficou claro quando as negociações poderão ser retomadas, informa a agência Reuters.
Prosseguem as conversações em Omã
A segunda ronda de conversações entre a delegação iraniana e o primeiro-ministro de Omã terminou, informou a agência noticiosa iraniana Tasnim, citada pela Al-Jazeera.
De acordo com os relatos, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, está atualmente a consultar o ministro das Finanças de Omã.
Número de mortos em explosão em mesquita sobe para 31
De acordo com a agência Reuters, o número de mortos na explosão na mesquita em Islamabad, no Paquistão, subiu para 31.
A causa da explosão ainda não foi divulgada oficiamente, mas vários relatos levam a crer que se tratou de um atentado suicida. Isso mesmo confirmou o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, que afirmou que “atingir civis inocentes é um crime contra a humanidade”.
O primeiro-ministro Shehbaz Sharif declarou que ordenou a realização de um inquérito exaustivo. "Os responsáveis devem ser identificados e punidos", disse.
Explosão em mesquita no Paquistão faz pelo menos 15 mortos e 80 feridos
Pelo menos quinze pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas hoje numa explosão ocorrida numa mesquita da capital do Paquistão, Islamabade, disse a polícia.
A forte explosão sacudiu o edifício onde decorriam as orações coletivas das sextas-feiras, indicaram as autoridades, que deslocaram meios de emergência para o local.
"A explosão aconteceu num lugar de culto xiitta na zona de Tarlai em Islamabade. Estamos ainda a receber informações sobre a sua origem e sobre as vítimas", disse à agência Efe o porta-voz da polícia da capital paquistanesa, Taqi Jawad.
Imagens transmitidas pela televisão e nas redes sociais mostram polícia e habitantes a levarem feridos para os hospitais.
O ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, condenou o que chamou um ataque e pediu às autoridades para garantirem os melhores cuidados possíveis às vítimas.
A explosão ainda não foi reivindicada como atentado, mas acontecimentos semelhantes foram responsabilidade de grupos extremistas como os talibãs do Paquistão ou o Estado Islâmico, que costumam atacar muçulmanos xiitas e forças de segurança.
Primeira ronda de negociações indiretas terminou em 90 minutos. Omã diz que as conversações “se centraram na preparação das condições adequadas” para reatar o diálogo
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã fez uma publicação no X confirmando ter mediado esta manhã conversações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos sobre o programa nuclear de Teerão e outras questões.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al-Busaidi, reuniu-se separadamente com o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, e depois com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.
“As consultas centraram-se na preparação das circunstâncias adequadas para retomar as negociações diplomáticas e técnicas, assegurando a importância destas negociações, à luz da determinação das partes em garantir o seu sucesso na obtenção de segurança e estabilidade sustentáveis”, diz o comunicado.
Uma segunda ronda de negociações indiretas deverá realizar-se a seguir.
📸 | في إطار استضافة سلطنة عُمان لمفاوضات الملف النووي الإيراني، أجرى معالي السيد بدر بن حمد البوسعيدي @badralbusaidi وزير الخارجية، صباح اليوم مشاورات منفصلة مع كلٍّ من الوفد الإيراني برئاسة معالي الدكتور سيد عباس عراقجي، ومع الوفد الأمريكي برئاسة ستيف ويتكوف، المبعوث الخاص… pic.twitter.com/FxvS8C9TkV
— وزارة الخارجية (@FMofOman) February 6, 2026
Vários mortos em explosão numa mesquita no Paquistão
Uma explosão na mesquita Shi'ite em Islamabad, no Paquistão, provocou vários mortos, de acordo com a polícia, informa a agência Reuters.