UCRÂNIA • AO MINUTO | Macron autoriza Ucrânia a produzir mísseis de cruzeiro e armas francesas pela primeira vez
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Zelensky diz que a Ucrânia precisa de 300 mísseis Patriot para se defender no inverno
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CEO da Naftogaz, Serhii Koretskyi, deverá ser o próximo primeiro-ministro da Ucrânia
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Nove países europeus concordam em criar Coligação Integrada de Anti Mísseis Balísticos com a Ucrânia
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Rússia atinge dois navios ucranianos num porto na região de Odessa
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Putin promete ataques mais poderosos em resposta aos ataques da Ucrânia
Trump elogia "unidade tremenda" na cimeira da NATO e progressos nas despesas com a defesa
O presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu esta quarta-feira aos jornalistas que se verificou uma " uniade tremenda" na cimeira da NATO, na Turquia, acrescentando que os países membros estavam a fazer progressos no sentido de atingir a meta da aliança de gastar 5% do PIB em defesa.
Siga ao minuto:
Mudança de governo não afetará a integração da Ucrânia na UE, afirma o vice-primeiro-ministro do país
A próxima mudança de governo na Ucrânia não afetará a integração do país na União Europeia, afirmou esta terça-feira Taras Kachka, vice-primeiro-ministro da Ucrânia responsável pela integração europeia.
"Esta é uma prioridade incondicional para o governo ucraniano, para que as negociações avancem, assim como o processo de reformas", afirmou Kachka em Bruxelas, antes da abertura formal de uma segunda fase das negociações de adesão com a Ucrânia, o chamado "cluster" seis, que abrange as relações externas.
Drones atingem importante refinaria russa a 1.400 quilómetros da frente de combate
Uma refinaria de petróleo da Gazprom Neftekhim Salavat, na Rússia, foi alvo de um ataque com drones nas últimas horas. O incidente provocou várias explosões e uma densa coluna de fumo visível sobre a instalação.
A refinaria está situada na cidade de Salavat, a cerca de 1.400 quilómetros da linha da frente na Ucrânia, o que faz deste um dos ataques mais profundos em território russo, segundo o The Kyiv Independent.
Macron autoriza Ucrânia a produzir mísseis de cruzeiro e armas francesas pela primeira vez
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que a França vai permitir, pela primeira vez, que a Ucrânia produza armamento de conceção francesa no seu próprio território. A decisão foi tomada após um encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à margem da cimeira da Coligação dos Voluntários, em Paris.
Segundo Macron, os dois líderes acordaram um roteiro para reforçar a cooperação bilateral na área da defesa, concretizando um entendimento alcançado em novembro do ano passado.
O acordo abrange a produção das bombas guiadas AASM, dos mísseis intercetores de defesa aérea Aster e dos mísseis de cruzeiro de longo alcance SCALP. A versão britânica deste último sistema é conhecida como Storm Shadow.
Kiev acusa exército russo de executar centenas de soldados ucranianos
A Ucrânia já abriu 116 investigações à morte de 306 soldados prisioneiros do exército russo, embora haja estimativas de números mais altos, segundo as autoridades de Kiev, citadas pela Agence France-Presse (AFP).
Na sequência das 116 investigações abertas a propósito de execuções a tiro de prisioneiros de guerra desarmados, a Procuradoria-Geral da Ucrânia realça que o número de execuções por tropas russas começou a aumentar em 2023, embora o número exato de vítimas seja desconhecido.
“Isso decorre de uma política russa que, na prática, incentivou e possibilitou tais crimes, com comandantes a emitirem ordens posteriores nesse sentido", disse à AFP na segunda-feira Andrii Atamanchuk, advogado ucraniano que está a supervisionar as investigações sobre tais incidentes.
Já os serviços de informações ucranianos estimam que "mais de 900 soldados" foram mortos em "mais de 340" incidentes desde 2022, com um dos funcionários desses organismos, em declarações à AFP sob a condição de anonimato, a reconhecer que esse número representa “entre 25% e 40%” do total de casos.
Kiev sob ataque russo com mísseis balísticos
A capital da Ucrânia está sob novo ataque russo com recurso a mísseis balísticos, noticiou a Reuters. O presidente da câmara de Kiev anunciou que a defesa antiaérea está a agir para intercetar os mísseis, avançou a Reuters.
Ucrânia chega a acordo com França para compra de aviões, baterias e mísseis
A França e a Ucrânia concluíram hoje um plano para a aquisição por Kiev de 16 aviões de combate Rafale, os primeiros dos quais devem voar em 2028-2029 “nos ares ucranianos”, anunciou o Presidente francês, Emmanuel Macron.
Para reforçar a defesa antiaérea ucraniana, Kiev vai também dotar-se “de uma primeira série de baterias SAMP/T de nova geração, que vem completar os sistemas que vão ser vendidos com os seus mísseis nas próximas semanas”, acrescentou Macron, depois de uma cimeira dos países integrantes da designada ‘coligação de voluntários’ em Paris.
O acordo prevê ainda o fornecimento de radares e a produção, licenciada, na Ucrânia de mísseis antiaéreos Aster 30 e de cruzeiro Scalp, avançou o Presidente francês.
Macron anuncia que força multinacional começa treino em países vizinhos nos próximos meses
A força multinacional criada para ser destacada na Ucrânia após o fim da guerra com a Rússia vai começar a treinar nos "países vizinhos" nos "próximos meses", adiantou hoje o Presidente francês, Emmanuel Macron.
"Decidimos hoje sobre os exercícios que terão lugar nos próximos meses (...) Serão realizados nos países vizinhos da Ucrânia para validar os nossos planos de destacamento e demonstrar que estamos prontos, determinados e fiáveis", referiu Macron após uma reunião da Coligação dos Voluntários em Paris.
As manobras, que terão lugar em terra, no ar e no mar, visam demonstrar que os aliados estão "preparados, determinados e credíveis" para agir em apoio da Ucrânia assim que for alcançado um cessar-fogo, frisou Macron.
O chefe de Estado francês explicou que estes exercícios fazem parte do planeamento da futura força multinacional de apoio à Ucrânia, concebida para ser destacada após o fim das hostilidades.
PCP critica NATO por "insistência na política belicista"
O PCP criticou hoje a "insistência na política belicista” por parte dos países da NATO, após a cimeira em Ancara na semana passada, e “a subordinação e o alinhamento” do Governo português às grandes potências.
Em comunicado, o PCP condenou “a subordinação e o alinhamento do Governo português com a escalada belicista do imperialismo, a sua submissão aos interesses dos Estados Unidos (EUA), como das grandes potências da UE (União Europeia), opções contrárias aos interesses do povo e do país”.
“Portugal deve dissociar-se da política agressiva e das guerras dos EUA, da NATO e da UE, devendo afirmar a soberania e independência nacionais e contribuir, no âmbito das suas relações externas, para a resolução pacífica dos conflitos internacionais, a paz, um sistema de segurança coletiva, a cooperação, de acordo com os princípios da Constituição da República Portuguesa”, pode ler-se.
“Quando os membros da NATO já gastam mais que todos os outros países que integram a ONU no seu conjunto, a NATO anuncia mais e mais milhares de milhões para o armamento e a guerra, pondo pressão sobre os salários e as pensões, no ataque aos serviços públicos – na saúde, educação, segurança social –, ao direito à habitação, no agravamento do custo de vida, no aumento das dificuldades de quem trabalha, dos idosos e dos jovens, das injustiças e das desigualdades sociais”, defenderam os comunistas.
Zelensky diz que a Ucrânia precisa de 300 mísseis Patriot para se defender no inverno
Dirigindo-se aos participantes na reunião da Coligação dos Dispostos, em Paris, o presidente ucraniano Volodymy Zelensky conratula-se com a aliança com os países europeus com vista ao incremento da defesa conjunta contra mísseis balísticos, mas diz que a Ucrânia precisa de mais.
"Tomamos um grande passo no desenvolvimento de uma nova defesa antiballística. Mas este projeto é para os próximos 12 meses. Também precisamos proteger vidas aqui e agora. Precisamos de mísseis de defesa aérea – esta é uma necessidade diária, e peço-vos que se concentrem nesse apoio", relatou Zelensky nas redes sociais.
Pediu aos aliados para que contribuam "para o programa PURL, para que possamos comprar Patriots aos Estados Unidos", sublinhando a importância de começar já a preparar o inverno: "Se tivermos proteção suficiente, a Rússia terá muito menos motivo para arrastar a guerra para o inverno. Calculamos que este pacote deve incluir 100 mísseis Patriot por mês – 300 mísseis para o inverno".
Here in France, we began today with the founding meeting of our anti-ballistic coalition. I hope that the FREYJA project will succeed and strengthen our anti-ballistic defense. I invite everyone who is interested and can add to our joint work to join us. We need to move as… pic.twitter.com/3QKId1KSzn
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 13, 2026
Ucrânia encomenda caças Rafale e obtém licença para produzir mísseis franceses
A Ucrânia encomendou novos sistemas de defesa aérea franco-italianos, 16 caças Rafale que operarão no seu espaço aéreo até 2028-2029, anunciou o presidente francês, Emmanuel Macron, acrescentando que Paris está a licenciar a produção de diversas capacidades, incluindo o míssil de cruzeiro Scalp.
Falando ao lado do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Emmanuel Macron disse ainda que os aliados da Ucrânia concordaram em iniciar exercícios militares nos países vizinhos da Ucrânia como parte de um plano para uma força multinacional que será mobilizada assim que houver um cessar-fogo com a Rússia.
Marco Rubio quer "desmantelar" o Tribunal Penal Internacional
O momento em que uma jovem utiliza o seu corpo como um escudo para proteger a irmã durante um ataque da Rússia
Uma mulher atirou-se para o chão durante um ataque da Rússia em Sumy com o intuito de proteger a criança. Apesar do aparato, as duas acabaram por escapar ilesas.
O vídeo mostra ainda o momento do mesmo ataque filmaod dentro de um café.
"A ameaça dos mísseis balísticos só vai aumentar" e a Europa deu um passo em frente para criar um "escudo sólido"
O CEO da Naftogaz, Serhii Koretskyi, deverá ser o próximo primeiro-ministro da Ucrânia
O CEO da Naftogaz, Serhii Koretskyi, está prestes a tornar-se o próximo primeiro-ministro da Ucrânia, de acordo com duas fontes que falaram ao Kiev Independent.
A nomeação surge depois de a primeira-ministra Yulia Svyrydenko apresentado a sua demissão esta segunda-feira, após o anúncio de uma reformulação do governo pelo presidente Volodymyr Zelensky.
Segundo as fontes, Zelensky propôs que Koretskyi assumisse o cargo de primeiro-ministro durante uma reunião ainda no domingo. A nomeação deverá ocorrer na quinta-feira, disse uma fonte do parlamento ucraniano ao Kiev Independent.
Reino Unido vai aderir ao programa de empréstimos da UE para apoio à Ucrânia
O primeiro-ministro Keir Starmer assinou esta segunda-feira um empréstimo da União Europeia para a defesa da Ucrânia, um dos seus últimos atos como primeiro-ministro do país para tentar melhorar as relações de Londres com a UE após anos de disputas
sobre o Brexit.
Nove países europeus concordam em criar Coligação Integrada de Anti Mísseis Balísticos com a Ucrânia
Os líderes da Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido concordaram em estabelecer uma coligação integrada de defesa de anti mísseis ibalísticos com a Ucrânia, informou a Presidência francesa em comunicado.
"Acreditamos que a proteção da Europa exige uma solução global de arquitetura integrada de defesa antimíssil para dissuadir e derrotar futuras ameaças de mísseis, desenvolvida através de esforço coletivo, abertura tecnológica e cooperação industrial fiável", refere o comunicado. "Complementará os sistemas de defesa antimíssil balístico existentes, incluindo soluções europeias soberanas já adquiridas ou a adquirir pelos países participantes", acrescenta.
NATO condena "atividades cibernéticas maliciosas" da Rússia
Os aliados da NATO condenaram as atividades cibernéticas da Rússia, que, segundo a aliança, visam sabotar infra-estruturas e entidades governamentais de outros países.
"Condenamos veementemente as persistentes atividades cibernéticas maliciosas da Rússia, que utilizam o seu ecossistema cibernético para atacar aliados e parceiros da NATO", afirmou a aliança em comunicado. "Estas atividades constituem uma ameaça à segurança dos aliados. Exigimos que a Rússia cesse estas atividades desestabilizadoras, que desrespeitam as normas internacionais acordadas de comportamento estatal responsável no ciberespaço."
A UE alargou esta segunda-feira as sanções contra a Rússia para incluir indivíduos e entidades considerados contribuintes para o cibercrime russo.
Rússia atinge dois navios ucranianos num porto na região de Odessa
O Ministério da Defesa russo diz que os seus drones atingiram dois navios de transporte de mercadoras utilizados pelas Forças Armadas da Ucrânia no porto de Pivdennyi, na região de Odessa, na Ucrânia.
Putin promete ataques mais poderosos em resposta aos ataques da Ucrânia
O presidente russo, Vladimir Putin, disse que Moscovo responderá aos ataques ucranianos no seu território com ataques de retaliação que serão "várias vezes mais poderosos", acrescentando que a escala de tais respostas irá aumentar.
Três fontes próximas do Kremlin disseram à Reuters na semana passada que Putin estava a rejeitar os apelos para negociar a paz com Kiev, e que os recentes ataques com drones da Ucrânia contra refinarias de petróleo e portos russos reforçaram a sua determinação em continuar a lutar.
“Podemos e vamos fazer mais”, diz Ursula von der Leyen, sobre ajuda à Ucrânia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está em Paris para a reunião da Coligação dos Dispostos.
“A Ucrânia ganhou um grande impulso militar. A maré está a virar. A UE está a fazer a sua parte com o nosso empréstimo de 90 mil milhões de euros. Hoje, iremos também discutir como proteger o espaço aéreo ucraniano dos drones e mísseis balísticos russos. Podemos e vamos fazer mais.”