UCRÂNIA • AO MINUTO | Ataque com drones ucranianos deixa refinaria de petróleo russa em chamas
O QUE ESTÁ A ACONTECER
-
Rússia proíbe exportações de gasóleo para aumentar oferta interna
-
Trump elogia "unidade tremenda" na cimeira da NATO e progressos nas despesas com a defesa
-
Zelensky diz ter discutido ideias para "aproximar a paz" com Trump
-
"Dor indescritível": ataque russo contra Odessa faz quatro mortos e seis feridos
-
A Gronelândia "é muito importante para os EUA, mas não é importante para a Dinamarca", diz Trump. União Europeia responde: “Não vamos parar de defendê-los”
-
Trump: "Espanha é um parceiro terrível na NATO. Não participam, não pagam, não quero nada com Espanha"
Rutte não acredita que Putin queira negociar um acordo de paz neste momento
Mark Rutte é questionado sobre a possível reabertura dos canais de comunicação com a Rússia, defendida por alguns líderes, entre os quais Alexander Stubb, da Finlândia.
Responde que “claramente é algo debatido entre os aliados”, principalmente na União Europeia, mas que ainda não foi discutido no âmbito da NATO. “É uma discussão que está a decorrer na União Europeia neste momento, e é claro que estamos a acompanhar e daremos o nosso apoio sempre que possível", disse.
Sobre a guerra na Ucrânia, reconhece que a situação no campo de batalha “mudou um pouco”, uma vez que “a Rússia não está a avançar neste momento”. “A Ucrânia está realmente a sair-se melhor” agora, mas para se chegar a um acordo seria necessário “que ambos os lados dançassem o tango”, e Putin parece ainda não estar pronto para participar nas negociações.
“E aqui o presidente norte-americano está, na minha opinião, a desempenhar um papel muito positivo há um ano e meio, a tentar acabar com esta guerra. Ele quer que isso aconteça, e eu apoio-o completamente”.
Siga ao minuto:
Kremlin não comenta mas diz que assunto é muito sensível: Turquia terá entregue mísseis S-400 da Rússia a um país terceiro
O Kremlin recusou comentar esta sexta-feira a notícia de que a Turquia terá entregue mísseis S-400 da Rússia a um país terceiro, sublinhando apenas que se trata de um assunto muito sensível.
Kremlin acusa Ucrânia de "terrorismo" contra a central nuclear de Zaporizhzhia
O Kremlin acusou esta sexta-feira a Ucrânia de intensificar aquilo que classificou de ações "terroristas" contra a central nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, algo que considerou extremamente perigoso.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou Kiev de realizar ataques contra infraestruturas civis e contra infraestruturas diretamente relacionadas com a central.
Ambos os lados têm trocado acusações de colocar em risco a segurança da central nuclear com ações militares.
Turquia volta atrás e diz que "nesta fase" não vai aderir ao Banco Multilateral de Defesa proposto pelo Canadá
Kiev e EUA chegam a acordo político para licenças dos mísseis Patriot
A Ucrânia e os EUA chegaram a um acordo político sobre as licenças para a produção de mísseis intercetores Patriot, disse o presidente Volodymyr Zelensky na quinta-feira, acrescentando que os principais carregamentos dos mísseis chegariam nos próximos dias ao país.
O Patriot é um sistema de defesa aérea fabricado nos EUA, sendo uma das poucas armas ocidentais capazes de abater os mísseis balísticos que a Rússia tem lançado com cada vez maior regularidade contra as cidades ucranianas.
Falando aos jornalistas após regressar da cimeira da NATO na Turquia e na sequência de conversações com o presidente dos EUA, Donald Trump, Zelensky disse ainda que estão em curso negociações com os EUA sobre um "acordo de drones" ou a produção conjunta de drones.
"Acredito que esta foi uma cimeira produtiva para a Ucrânia. Nos próximos dias, receberemos um pacote dos Estados Unidos, e também houve alguns acordos separados", adiantou, referindo-se à aquisição dos interceptores PAC-3 de última geração - abreviatura de Patriot Advanced Capability-3.
"Resolvemos esta questão politicamente", disse sobre a produção de mísseis Patriot para a Ucrânia. "Agora é muito importante que as nossas equipas técnicas, todos os nossos representantes de diferentes ministérios, representantes do poder executivo, comecem a trabalhar nisto sem demora, para que possamos obter as licenças muito rapidamente e iniciar a produção na Ucrânia o mais rapidamente possível."
Rússia contorna defesas de subestações elétricas da Ucrânia com pequenos drones imunes a interferências
A Rússia tem estado a utilizar pequenos drones transportados por cabos de fibra ótica para contornar as defesas ucranianas e danificar subestações de alta tensão na região de Sumy, no norte da Ucrânia, na linha da frente dos combates, noticia a Reuters.
Imagens da nova vaga de ataques, que foram publicados nos canais de redes sociais russos, foram verificados pelo Centro para a Resiliência da Informação, um grupo de investigação de código aberto sediado em Londres, e confirmadas pela agência de notícias norte-americana.
A Rússia tem bombardeado regularmente instalações energéticas ucranianas, sobretudo nas províncias na linha da frente, ao longo da guerra. Em resposta, as autoridades ucranianas cobriram transformadores de alta tensão com enormes carapaças de betão e redes antidrone.
As regiões da linha da frente da Ucrânia também estão repletas de sistemas de guerra eletrónica concebidos para interromper os sinais de rádio que controlam os drones. Contudo, estes drones de visão na primeira pessoa (FPV) pequenos e ágeis, operados por cabo de fibra ótica, são imunes à interferência de sinal, desde que o seu cabo fino e translúcido não seja cortado ou danificado.
Zelensky anuncia desenvolvimento de sistema antimíssil ucraniano "equivalente ao Patriot"
A Ucrânia está a desenvolver um sistema antimíssil comparável ao Patriot norte-americano, com o apoio de parceiros europeus, no âmbito de um projeto denominado Freyja, confirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Segundo o chefe de Estado, trata-se de um sistema europeu, mas sob liderança ucraniana, concebido para oferecer uma capacidade de interceção semelhante à do Patriot, embora com um custo mais reduzido e vocacionado para produção em grande escala.
Zelensky revelou ainda que a primeira reunião com potenciais parceiros deverá realizar-se "muito em breve em França", sem indicar uma data, sublinhando que o desenvolvimento do projeto deverá demorar vários anos.
De acordo com o Financial Times, um intercetor designado FP-7.X foi testado na Ucrânia durante o mês passado.
Rússia diz ter travado ataque ucraniano com drones contra aeródromo militar
O serviço de segurança russo FSB afirmou esta sexta-feira ter frustrado o que designou como "um ataque terrorista" a um aeródromo militar, envolvendo drones ucranianos, na região de Rostov, no sul da Rússia, segundo a Interfax.
Ataque com drones ucranianos deixa refinaria de petróleo russa em chamas
A refinaria de petróleo de Ilsky, na região russa de Krasnodar, foi atingida por um ataque com drones e ficou em chamas durante a madrugada desta sexta-feira, informaram as autoridades locais através da aplicação Telegram.
Segundo as informações preliminares divulgadas pelas autoridades russas, o ataque não provocou feridos.
Entretanto, na região de Rostov, decorrem operações para combater incêndios em dois depósitos de combustível e no porto marítimo de Taganrog, revelou o governador regional, Yury Slyusar, também através do Telegram.
Por sua vez, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que as unidades de defesa antiaérea abateram 376 drones ucranianos durante a noite.
Russos criam mapas interativos para indicar postos onde há combustível
Diversas plataformas digitais russas lançaram recentemente mapas interativos que mostram, em tempo real, os postos onde há combustível, face à escassez que o país enfrenta, e quando as exportações de gasóleo estão proibidas pelo Governo russo.
Um banco russo lançou, através do seu site, um mapa interativo baseado na análise de milhões de transações anónimas de compra de combustível, que alberga mais de 20 mil postos no território russo, sujeitos ao rastreamento dos utilizadores em tempo real.
Alguns serviços regionais também lançaram mapas com comentários de motoristas sobre as filas nos postos de combustível.
Segundo reportagens de vários órgãos de comunicação social internacionais, a crise de combustíveis, desencadeada por ataques ucranianos a refinarias e a infraestruturas energéticas russas, já afetou cerca de um terço da população do país, de 140 milhões de pessoas.
Na quarta-feira, o governo russo anunciou a proibição das exportações de gasóleo para aumentar a disponibilidade de combustível no mercado interno, face à escassez provocada pelos ataques aéreos da Ucrânia.
Lavrov diz que Ocidente é hipócrita e “sabota” solução negociada
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, acusou esta quinta-feira, em Maputo, o Ocidente de agir de “forma hipócrita” ao apelar à solução negociada do conflito na Ucrânia, mas “sabotando” essa pretensão, avisando que a “boa vontade” acabou.
“Não vamos continuar a acreditar no Ocidente quando este afirma que pretende soluções negociadas. Essa reserva de boa vontade e esperança esgotou-se definitivamente”, disse Lavrov, em declarações aos jornalistas após reunir-se com a ministra das Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Maria dos Santos Lucas.
No encontro com a chefe da Diplomacia moçambicana, depois de reunir-se com o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, o governante russo disse ter apresentado a “análise da situação atual em torno da Ucrânia, incluindo as ações do Ocidente”.
O Ocidente, “fingindo estar disposto a negociar, passou agora - tal como foi anunciado pelos europeus - a apresentar ultimatos abertos à Federação Russa”, disse.
“O Ocidente continua, de forma hipócrita, a apelar a uma solução negociada. Foram alcançados acordos negociados, sob a garantia do Ocidente, em 2014, em 2015 e em 2019. Em todos estes casos, as garantias do Ocidente foram destruídas pelo próprio Ocidente. Acabaram por se revelar falsas. E, da mesma forma, em 2022 já havia sido alcançado um acordo entre a Rússia e a Ucrânia, que foi sabotado pelo mesmo Ocidente, de forma aberta e pública”, insistiu Lavrov, garantindo que a Rússia, tal como avançado pelo Presidente russo, Vladimir Putin, pretende “alcançar os objetivos que foram definidos em junho de 2024” para a Ucrânia.
“Reiterámos o nosso agradecimento aos nossos amigos moçambicanos pela sua compreensão das causas profundas do conflito, pela sua posição ponderada - diria mesmo fundamentada e responsável - que assumem sobre estas questões na Organização das Nações Unidas, não apoiando o desígnio do Ocidente de ‘ucranizar’ praticamente toda a agenda da Organização Mundial”, disse ainda o chefe da diplomacia russa, que visitou nos últimos dias várias capitais africanas.
Zelensky defende abordagem "construtiva e diplomática" nas relações com a Polónia
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta quinta-feira ter mantido uma reunião "longa e construtiva" com o homólogo polaco, Karol Nawrocki, à margem da cimeira da NATO, em Ancara, após as recentes tensões entre Kiev e Varsóvia relacionadas com questões históricas.
Zelensky sublinhou que é necessário agir de forma "construtiva e diplomática" para não comprometer a relação de amizade e boa vizinhança entre os dois países, considerando essencial preservar a cooperação entre a Ucrânia e a Polónia.
Zelensky revela conversa com Trump sobre o papel da China na guerra
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou esta quinta-feira que discutiu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o papel da China no contexto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Segundo Zelensky, os dois líderes abordaram "o papel da China nesta guerra, o seu envolvimento ou potencial envolvimento e as suas capacidades". O chefe de Estado ucraniano recusou, no entanto, divulgar os detalhes da conversa, afirmando que prefere manter esse conteúdo reservado.
Zelensky anuncia acordo político com os EUA para produção de mísseis Patriot
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que a Ucrânia e os Estados Unidos chegaram a um acordo, a nível político, para o licenciamento da produção de mísseis intercetores Patriot. Segundo o chefe de Estado, seguem-se agora as negociações sobre os detalhes técnicos para concretizar o projeto.
Zelensky revelou ainda que a Ucrânia deverá receber nos próximos dias um novo lote de mísseis intercetores PAC-3, considerados essenciais para reforçar a defesa aérea do país face aos ataques russos.
Ataque com drones ucranianos paralisa refinaria de petróleo na Rússia
Uma refinaria de petróleo na região russa de Saratov suspendeu as operações após ter sido atingida por um ataque com drones ucranianos, avançaram duas fontes à Reuters. Segundo o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, o ataque provocou um incêndio na infraestrutura.
O governador da região, Roman Busargin, confirmou a morte de uma pessoa num ataque contra "instalações industriais civis", sem identificar a refinaria. Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a infraestrutura de Saratov foi uma das duas refinarias atingidas pelas operações de longo alcance da Ucrânia, divulgando imagens que mostram uma densa coluna de fumo a sair das instalações.
Ukraine is giving a fully justified response to Russia striking our country and prolonging the war.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) July 8, 2026
Today, our long-range sanctions reached the Saratov region, Tatarstan, and Bashkortostan – roughly 800, 1,400, and 1,500 kilometers from the front line. They also reached the… pic.twitter.com/MOQaIM2Owe
Ucrânia nega envolvimento na sabotagem dos gasodutos Nord Stream
A Procuradoria-Geral da Ucrânia afirmou que, até ao momento, não existem provas de que Kiev, as suas instituições ou responsáveis tenham estado envolvidos nas explosões que, em setembro de 2022, danificaram os gasodutos Nord Stream, no Mar Báltico. Ainda assim, sublinhou que a investigação continua em curso e que novas provas estão a ser recolhidas e analisadas.
A posição surge uma semana depois de a justiça alemã ter acusado um antigo oficial do Exército ucraniano de cumplicidade na sabotagem dos gasodutos. Segundo os procuradores alemães, o suspeito terá participado na operação com outros militares para impedir permanentemente o fornecimento de gás russo à Alemanha e cortar uma fonte de financiamento da guerra da Rússia na Ucrânia. Kiev propôs agora a criação de uma equipa conjunta de investigação com a Alemanha para esclarecer o caso.
Junho foi o mês com mais vítimas civis desde início da guerra na Ucrânia
Houve um aumento do número de vítimas civis em junho na Ucrânia, depois de maio ter sido o mês mais violento para a população civil desde o início da guerra.
Os dados foram divulgados esta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU), indicando que o último mês se tornou o mais mortífero para a população civil desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.
Pelo menos 265 pessoas foram mortas e 1.816 ficaram feridas, de acordo com os números preliminares de junho, apresentados pelo Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).
Anteriormente, o ACNUDH tinha indicado que o número de civis mortos e feridos em solo ucraniano foi superior em maio do que em qualquer outro mês desde o início do conflito.
"Esta tendência preocupante parece manter-se em julho", advertiu a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia.
Desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia pela Federação Russa, em fevereiro de 2022, o ACNUDH verificou que pelo menos 16.402 civis, incluindo 802 crianças, foram mortos na Ucrânia.
"Aqui deixas de ser tu próprio. Nunca sabemos o que vai acontecer": Marina, 29 anos, trocou a vida na Polónia pela linha da frente na Ucrânia contra a vontade da família
Bloqueadores de Starlink, estradas secundárias e camiões de "leite": a nova estratégia da Rússia para escapar aos drones ucranianos
Rússia promete responder à expulsão de dois adidos militares em Itália
A Rússia anunciou que vai responder à decisão de Itália de expulsar dois adidos militares da embaixada russa em Roma, escreve a Reuters.
Segundo a agência noticiosa estatal RIA, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, confirmou que Moscovo irá reagir à medida.
Itália expulsa dois alegados espiões russos
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, anunciou a expulsão de dois adidos militares da embaixada russa em Roma, acusando-os de atividades de espionagem, escreve o Le Monde.
O governante disse que Ivan Gorbachev e Mikhail Astakhov foram considerados "responsáveis pelas atividades de espionagem reveladas na investigação conduzida pelo Ministério Público de Roma".
Os dois terão de abandonar Itália no prazo de três dias. Tajani classificou o caso como uma "ingerência grave e inaceitável nas instituições italianas e na segurança nacional".