UCRÂNIA • AO MINUTO | Rússia afirma ter abatido 355 drones ucranianos durante a noite
Ataques russos fazem 8 mortos e mais de 70 feridos na Ucrânia nas últimas 24 horas
Os ataques russos contra a Ucrânia mataram oito pessoas e feriram pelo menos 71 nas últimas 24 horas, informaram as autoridades regionais este domingo, de acordo com o Kiev Independent.
As forças ucranianas abateram 249 dos 268 drones, incluindo drones de ataque do tipo Shahed, lançados pela Rússia durante a noite, informou a Força Aérea. Um míssil balístico Iskander-M e dezanove drones atingiram 15 locais diferentes, e os destroços caíram em mais uma área, segundo o comunicado.
Num dos ataques, esta manhã, as tropas russas atacaram uma área junto a um posto de abastecimento de combustível na aldeia de Krynychky, ferindo seis pessoas, incluindo um rapaz de 10 anos e uma mulher grávida de 21 anos, disse o governador Oleksandr Hanzha. O ataque incendiou um camião e danificou um autocarro que transportava 40 crianças, que tinham conseguido evacuar antes do ataque, acrescentou.
Siga ao minuto:
O maior ataque aéreo russo desde o início da guerra fez dezenas de mortos e feridos em Kiev. Ucrânia está a preparar resposta
Zelensky acusa Rússia de continuar a receber material militar através de esquemas para fugir às sanções
O Presidente da Ucrânia disse que o último ataque russo contra Kiev, que fez 24 mortos, prova que Moscovo continua a importar equipamentos bélicos à margem das sanções internacionais.
Pelo menos 24 pessoas morreram, entre as quais três crianças, e 48 pessoas ficaram feridos na sequência do ataque russo que atingiu uma zona residencial da capital ucraniana na quinta-feira.
De acordo com o chefe de Estado ucraniano, o míssil de cruzeiro russo que atingiu o edifício de apartamentos foi fabricado no segundo trimestre de 2026.
Depois de especialistas ucranianos terem analisado os destroços, o chefe de Estado Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de manter a importação de componentes e equipamentos necessários para a produção de mísseis, contornando as sanções globais.
Através das redes sociais, Zelensky disse que os países parceiros da Ucrânia devem "impedir os esquemas de evasão de sanções da Rússia".
It was a Kh-101 missile that struck a residential building in Kyiv, according to preliminary data.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 14, 2026
The missile was manufactured in the second quarter of this year. This means Russia is still importing the components, resources, and equipment necessary for missile production in… pic.twitter.com/yBjzl8J6o5
36 países e União Europeia apoiam tribunal especial para julgar agressão russa à Ucrânia
Trinta e seis países e a União Europeia apoiaram os planos para a criação de um tribunal especial destinado a investigar o crime de agressão da Rússia contra a Ucrânia, escreve o The Guardian.
Segundo a publicação, o apoio foi manifestado durante uma reunião do Conselho da Europa realizada em Chişinău, capital da Moldávia, onde os ministros manifestaram "a intenção de aderir a um novo acordo parcial alargado", que permitirá avançar com a criação do tribunal.
O secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, afirmou que o tribunal "representa justiça e esperança" e considerou que "o momento de responsabilizar a Rússia pela sua agressão está cada vez mais próximo".
"O caminho que temos pela frente é o da justiça - e a justiça deve prevalecer", disse.
Ofensiva russa em larga escala "revela que a Ucrânia parece estar a ter dificuldade em defender o espaço aéreo da capital"
Depois do ataque mortífero da Rússia contra Kiev, Sérgio Furtado, jornalista da CNN Portugal, antecipa mais ataques em profundidade e chama a atenção para a capacidade renovada da Ucrânia para conduzir ataques com drones e mísseis de longo alcance.
Ataques maciços da Rússia "não são um momento de viragem": "É um regresso à intensidade do conflito de ambas as partes"
O tenente-general Rafael Martins, especialista militar da CNN Portugal, analisa a grande investida russa sobre Kiev, que já fez mais de 20 mortos, recordando que o regresso às hostilidades "em força" acontece após a parada em Moscovo.
"205 ucranianos estão de volta a casa": Zelensky anuncia libertação de militares
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou esta sexta-feira a libertação de 205 militares ucranianos que estavam em cativeiro russo - no âmbito de uma troca de prisioneiros entre Kiev e Moscovo.
Numa mensagem publicada na rede social X, Zelensky revelou que entre os prisioneiros libertados estão soldados rasos, sargentos e oficiais, muitos deles detidos pela Rússia desde 2022.
"205 ucranianos estão de volta a casa", escreveu o chefe de Estado ucraniano, acrescentando que esta libertação corresponde à primeira fase de uma troca de "1.000 por 1.000" entre os dois países.
"Continuaremos a lutar por cada pessoa que permanece em cativeiro", afirmou.
205 Ukrainians are home.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 15, 2026
Today, warriors of the Armed Forces of Ukraine, the National Guard, and the State Border Guard Service are returning from Russian captivity. This is the first stage of the 1,000-for-1,000 exchange.
Among those released are privates, sergeants, and… pic.twitter.com/nhw50vUfZ6
Ataque russo a Kiev faz pelo menos 24 mortos, incluindo três crianças
Pelo menos 24 pessoas morreram na Ucrânia na sequência de ataques aéreos russos que atingiram Kiev na madrugada de quinta-feira, de acordo com um novo balanço das autoridades que coordenam as equipas de resgate.
O último balanço indicava a morte de 21 pessoas, no distrito de Darnytskyi, Kiev, onde um edifício residencial foi atingido pela Força Aérea da Rússia.
Segundo as autoridades ucranianas, pelo menos 24 pessoas morreram, incluindo três crianças, e 47 civis ficaram feridos.
Esta sexta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, anunciou o fim dos trabalhos de remoção dos escombros no bairro atingido onde um míssil russo destruiu parte de um edifício residencial de vários andares.
"Os russos demoliram praticamente toda uma secção do edifício no ataque", afirmou Zelenski nas suas redes sociais, quando se cumpre um dia de luto pelo ataque.
Rússia e Ucrânia trocam 205 prisioneiros de guerra cada, segundo a RIA
A Rússia e a Ucrânia trocaram 205 prisioneiros de guerra cada esta sexta-feira, informou a agência noticiosa estatal russa RIA.
Moscovo anunciou no início deste mês que tinha concordado em realizar uma troca de prisioneiros com Kiev no âmbito de um cessar-fogo de três dias mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Drones ucranianos atacam refinaria de petróleo em Ryazan, na Rússia
Drones ucranianos atacaram uma refinaria de petróleo na cidade de Ryazan, na região central da Rússia, afirmou esta sexta-feira o comandante das forças de drones ucranianas, citado pela Reuters.
Ryazan fica a cerca de 200 km a sudeste de Moscovo. Robert Brovdi, comandante das forças de drones, afirmou ainda que as suas tropas atacaram durante a noite 23 alvos e instalações militares na Rússia e também em território ucraniano ocupado. Bottom of Form
Finlândia levanta alerta de drones e aeroporto de Helsínquia retoma operações
O Ministério do Interior da Finlândia anunciou esta sexta-feira o fim do risco associado à alegada atividade de drones na região da capital, garantindo que é seguro regressar às escolas e aos locais de trabalho. O aeroporto de Helsínquia já retomou o tráfego aéreo após a suspensão temporária causada pelo alerta.
Finlândia alerta para atividade suspeita de drones e suspende tráfego no aeroporto de Helsínquia
As autoridades finlandesas alertaram esta sexta-feira para uma alegada atividade de drones na região da capital do país. Na sequência da situação, o aeroporto de Helsínquia anunciou a suspensão temporária do tráfego aéreo, avança a Reuters.
Coreia do Norte critica Reino Unido por impor sanções relacionadas com crianças ucranianas
A Coreia do Norte condenou esta sexta-feira as sanções impostas pelo Reino Unido devido a um campo de verão que, segundo Londres, fazia parte de programas juvenis geridos pelo Kremlin e de entidades envolvidas na deportação e doutrinação de crianças ucranianas.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pyongyang afirmou, num comunicado divulgado pela agência estatal KCNA, que as sanções contra o campo Songdowon foram um ato malicioso pelo qual Londres irá pagar um preço. Classificou as sanções como infundadas e afirmou que estas prejudicam os direitos e interesses das crianças norte-coreanas, que, segundo o regime, recebem o tratamento “mais precioso”.
O Reino Unido impôs sanções a dezenas de responsáveis e organizações russas na segunda-feira. O Campo Internacional de Crianças de Songdowon foi também incluído na lista de sanções devido ao alegado envolvimento na deportação forçada e reeducação de crianças ucranianas por parte da Rússia.
Ataque aéreo causa três mortos e 12 feridos na Rússia
Um ataque ucraniano matou três pessoas e feriu outras 12 na cidade de Ryazan, a sudeste da capital da Rússia, Moscovo, anunciou hoje o governador local, Pavel Malkov.
"Para nosso grande pesar, três pessoas foram mortas e 12 ficaram feridas, incluindo crianças", anunciou Malkov, na plataforma de mensagens Telegram, especificando que dois edifícios residenciais foram atingidos.
O ataque ocorre um dia depois de bombardeamentos russos terem causado a morte de pelo menos 24 pessoas, incluindo três crianças, na capital da Ucrânia, Kiev, de acordo com um novo balanço divulgado hoje.
Segundo os serviços de socorro ucranianos, as operações continuam para remover os escombros de um edifício que desabou no distrito de Darnytskyi, deixando dezenas de pessoas ainda desaparecidas.
De acordo com o presidente da Câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, 18 apartamentos de um edifício residencial pré-fabricado de nove andares foram destruídos no ataque.
Rússia afirma ter abatido 355 drones ucranianos durante a noite
O Ministério da Defesa russo anunciou esta sexta-feira que 355 drones ucranianos tinham sido interceptados e destruídos sobre regiões russas durante a noite.
Na cidade de Ryazan, na Rússia central, um ataque com drones matou três pessoas e feriu 12, danificou edifícios de apartamentos de vários andares e atingiu uma empresa industrial, afirmou o governador regional Pavel Malkov na madrugada desta sexta-feira.
Aumento de atividades militares perto de locais nucleares Ucrânia preocupa ONU
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, exprimiu na quinta-feira a sua “profunda preocupação” com a “intensificação” das atividades militares nas proximidades de vários locais nucleares ucranianos, estimando que coloca “riscos significativos”.
Durante as últimas 24 horas, as equipas da AIEA foram informadas “de um forte aumento da atividade (...) com mais de 160 UAV (drones) recenseados na proximidade de locais” nucleares, indicou a agência da ONU, em comunicado.
Estas atividades militares “intensificaram-se nos últimos dias, o que coloca riscos significativos para a segurança nuclear”, acrescenta o texto.
A Federação Russa atacou a capital ucraniana durante horas, lançando centenas de drones e dezenas de mísseis durante um ataque mortífero, reduzindo ainda mais as esperanças de resolução de um conflito que dura há mais de quatro anos.
Novo balanço aponta para 21 mortos em ataque russo contra Kiev
Pelo menos 21 pessoas morreram, incluindo três crianças, devido aos bombardeamentos russos contra a capital Kiev na madrugada de quinta-feira, de acordo com um novo balanço divulgado hoje pelos serviços de socorro da Ucrânia.
O anterior balanço apontava para pelo menos 12 mortos, incluindo duas crianças, e dezenas de feridos em Kiev, numa altura em que prosseguiam as buscas por dezenas de desaparecidos.
"As equipas de resgate continuam a busca ininterrupta por pessoas nos escombros do edifício [que desabou] no distrito de Darnytskyi", anunciaram hoje os serviços de resgate estatais na sexta-feira.
Segundo o presidente da Câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, 18 apartamentos de um edifício residencial pré-fabricado de nove andares foram destruídos no ataque.
Cerca de 40 pessoas ficaram também feridas.
Kiev vai observar hoje um dia de luto, anunciou Klitschko.
O ataque com mísseis e drones, que ocorreu 48 horas após o fim de um cessar-fogo de três dias em memória do fim da Segunda Guerra Mundial, é um dos mais sangrentos a atingir Kiev recentemente, mais de quatro anos após o início da invasão russa.
Zelensky diz que está a preparar a resposta aos ataques russos dos últimos dias
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que instruiu as Forças Armadas da Ucrânia para prepararem "possíveis formatos de resposta" ao ataque mortal com mísseis e drones russos em Kiev, que matou pelo menos 12 pessoas, incluindo duas crianças, e feriu pelo menos 45.
Na noite de 14 de maio, as operações de busca e salvamento continuavam, enquanto as equipas de emergência continuavam a remover os escombros do edifício que ruiu. Mais de 10 pessoas permaneciam desaparecidas.
"Estamos a preparar medidas que podem intensificar a nossa resposta conjunta: as sanções devem ser mais severas para a Rússia", disse Zelensky no seu Telegram, apelando aos aliados ocidentais para que tomem medidas para impedir Moscovo de contornar as sanções.
Numa publicação posterior nas redes sociais no mesmo dia, Zelensky destacou tanto o crescente sucesso da Ucrânia na interceção de drones do tipo Shahed como a grave escassez de mísseis para defesa aérea com capacidade antibalística. "Esta é uma tática terrorista deliberada dos russos, que acumularam drones e mísseis ao longo do tempo e calcularam intencionalmente o ataque para que a sua escala fosse significativa, criando as maiores dificuldades possíveis para a nossa defesa aérea", explicou.
"Instruí as Forças de Defesa da Ucrânia e os serviços especiais a proporem possíveis formatos para a nossa resposta a este ataque russo", acrescentou o presidente, numa possível referência ao arsenal de ataques de longo alcance cada vez mais poderoso da Ucrânia.
Rússia rejeita Europa como mediadora da paz na Ucrânia
A Europa não deve esperar desempenhar um papel de mediação no processo de paz na Ucrânia, aponta a agência de notícias estatal russa RIA, citando o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Moscovo considera que os países europeus estão envolvidos na guerra do lado da Ucrânia, terá reforçado Peskov - escreve a Reuters.
"Pela primeira vez na memória viva, estamos verdadeiramente sozinhos": Mario Draghi deixa aviso à Europa sobre segurança e EUA
Kremlin diz esperar contactos com Xi Jinping após visita de Trump à China
O Kremlin afirmou esta quinta-feira que espera manter contactos próprios e separados com Xi Jinping, numa altura em que o líder chinês recebe Donald Trump em Pequim.
"Estamos à espera dos nossos próprios contactos separados com Xi Jinping", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Reuters, quando questionado sobre possíveis conversações entre Moscovo e Pequim relacionadas com os resultados da visita do presidente norte-americano à China.
Peskov já tinha revelado que Vladimir Putin iria visitar a China muito em breve, garantindo ainda que os preparativos para a visita já estavam concluídos.