UCRÂNIA • AO MINUTO | Putin anunciou trégua de Páscoa. Zelensky disse que ia cumprir. E assumiu que a visita de Witkoff e Kushner à Ucrânia está em dúvida
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
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França considerou traição os contactos do Governo da Hungria com a Rússia
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Rússia quer 165 mil militares em unidades de drones até ao final de 2026
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Rússia detém ex-colaborador da Radio Free Europe por alegada traição
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Infraestruturas portuárias em Izmail, Ucrânia, danificadas por drone russo
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Ucrânia saúda cessar-fogo EUA-Irão e pede mesma firmeza contra Rússia
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Rangel reafirma prioridade no apoio a Kiev apesar de atenções desviadas para Médio Oriente
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Ataque ucraniano com drones fez pelo menos quatro mortos na Rússia
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Drone russo atinge autocarro urbano e mata três pessoas na região de Dnipro, na Ucrânia
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Zelensky propõe cessar-fogo para alvos energéticos
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41 mineiros ficam presos após ataque ucraniano na região de Luhansk
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Ucrânia ataca terminal de petróleo de Novorossiysk com drones. Várias explosões e incêndios registados
Ucrânia pronta para novas negociações de paz "a qualquer momento", diz Zelensky
A Ucrânia está pronta para novas negociações de paz apoiadas pelos EUA “a qualquer momento”, mas a atenção dos seus parceiros está atualmente concentrada no conflito com o Irão, disse o presidente Volodymyr Zelensky esta segunda-feira, acrescentando que os EUA pediram para adiar uma reunião prevista.
Na rede social X, Zelensky afirmou que Moscovo está a tentar manipular o conflito a seu favor e procura transformar os ataques do Irão contra os seus vizinhos e bases dos EUA numa “segunda frente da guerra da Rússia contra a Ucrânia”.
I held a meeting with our negotiating team. It is important that we are in communication with the American side virtually 24/7. At the moment, the partners’ priority and all attention are focused on the situation around Iran, and because of this the meeting that had been planned… pic.twitter.com/zx0SayOacW
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) March 9, 2026
Siga ao minuto:
Tropas russas dizem ter tomado controlo de duas aldeias no leste da Ucrânia
As tropas russas informaram, através da agência de notícias estatal, ter tomado controlo de duas aldeias no leste da Ucrânia, avança a agência Reuters.
Pelo menos quatro mortos e 38 feridos em ataques russos à Ucrânia nas últimas 24 horas
Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 38 ficaram feridas nos ataques russos contra a Ucrânia ao longo do último dia, informaram as autoridades locais, escreve o Kiev Independent.
As forças russas lançaram 128 drones contra a Ucrânia durante a noite, dos quais quase 85 eram do tipo Shahed, informou a Força Aérea. Esta indicou ter abatido 113 deles no norte, sul e leste do país.
Rússia perdeu 1 308 670 soldados na Ucrânia desde 24 de fevereiro de 2022
A Rússia perdeu 1 308 670 soldados na Ucrânia desde o início da sua invasão em grande escala, a 24 de fevereiro de 2022, informou o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, esta sexta-feira, escreve o Kiev Independent.
Este número inclui 1 130 baixas sofridas pelas forças russas no último dia.
De acordo com o relatório, a Rússia também perdeu 11 848 tanques, 24 375 veículos blindados de combate, 88 515 veículos e cisternas de combustível, 39 734 sistemas de artilharia, 1 724 sistemas de lançamento múltiplo de foguetes, 1 341 sistemas de defesa aérea, 435 aeronaves, 350 helicópteros, 229 771 drones, 33 navios e embarcações e dois submarinos.
O Estado-Maior da Ucrânia não revela as suas próprias baixas durante a invasão em grande escala, invocando o sigilo operacional.
Visita de Witkoff e Kushner à Ucrânia está em dúvida
O presidente ucraniano assumiu que a visita de Witkoff e Kushner à Ucrânia está em dúvida, uma vez que as negociações de paz trilaterais poderão ser retomadas, escreve o Kiev Independent.
Mas Zelensky afirmou que é "difícil dizer" se a visita se realizará em breve ou se a reunião terá lugar noutro local, envolvendo as três delegações negociadoras.
Zelensky não acredita que petróleo russo tenha um grande impacto a nível mundial
Zelensky afirmou esta sexta-feira que não acredita que o petróleo russo tenha um grande impacto a nível mundial, avança a agência Reuters. Mas assumiu que parceiros, a vários níveis, pediram que fossem reduzidos os ataques às instalações petrolíferas russas.
O presidente ucraniano confirmou ainda que Kiev responde após cada ataque russi ao setor energético do país. Garantiu também que a reparação do oleoduto Druzhba estará concluída na primavera: "Muito já foi feito"-
Zelensky diz que Ucrânia vai cumprir cessar-fogo
O presidente ucraniano confirmou que a Ucrânia vai cumprir o cessar-fogo de 32 horas na Páscoa ortodoxa, anunciado por Vladimir Putin, avança a Reuters.
"A Ucrânia afirmou repetidamente que estamos prontos para tomar medidas recíprocas. Propusemos um cessar-fogo durante o feriado da Páscoa deste ano e agiremos em conformidade", afirmou Zelensky no Telegram depois de o Kremlin ter ordenado às tropas que respeitassem um cessar-fogo de 32 horas.
"As pessoas precisam de uma Páscoa sem ameaças e de um passo concreto
rumo à paz, e a Rússia tem a oportunidade de não retomar os ataques mesmo após a Páscoa", diz.
Putin anuncia tréguas de 32 horas durante Páscoa ortoxa
O presidente russo, Vladimir Putin, anuncia um cessar-fogo na Ucrânia durante a Páscoa ortodoxa, das 16:00 (hora de Moscovo, menos duas em Portugal continental) de 11 de abril até ao final do dia 12 de abril, segundo o Kremlin, citado pela Reuters.
Vladimir Putin ordenou ao ministro da Defesa, Andrei Belousov, e ao chefe do estado-Maior General, Valery Gerasimov, que cessassem as operações militares em todas as áreas do Distrito Militar do Norte durante o feriado da Páscoa, confirmou a agência russa de notícias Ria, citando o mesmo comunicado do Kremlin.
A Rússia presume que o lado ucraniano seguirá o seu exemplo. As tropas receberam instruções para se manterem preparadas para repelir quaisquer possíveis provocações do inimigo.
Enviado de Putin de regresso aos EUA para reunião sobre a Ucrânia
O enviado-especial da Rússia aos Estados Unidos vai encontrar-se com a administração Trump para discussões sobre a Ucrânia.
De acordo com a agência Reuters, Kirill Dmitriev está de regresso a Washington para discutir a situação na Ucrânia, mas também com a cooperação económica em agenda.
A visita do responsável russo acontece antes de expirar o prazo que aliviou as sanções norte-americanas ao petróleo russo, que acaba a 11 de abril.
Um submarino de ataque e dois de espionagem: Rússia aproveitou guerra no Irão para intensificar a atividade junto à Europa
Rússia rejeita acusação britânica: navios russos não são ameaça
A embaixada russa no Reino Unido rejeita a acusação britânica de que os navios russos representam uma ameaça às infraestruturas subaquáticas do país, avança a TASS.
França duplica penas de prisão e multas para travar "frota sombra" da Rússia
O governo francês planeia endurecer drasticamente as sanções contra proprietários e operadores de navios que utilizem bandeiras falsas ou ignorem ordens de paragem das autoridades marítimas.
De acordo com a France24, que teve acesso à proposta de atualização da lei de programação militar, o objetivo central é asfixiar a "frota sombra" que a Rússia utiliza para exportar petróleo e contornar as sanções ocidentais.
A nova legislação prevê duplicar as penas atuais, passando para um máximo de dois anos de prisão e multas de 300 mil euros. Estas sanções aplicar-se-ão a qualquer pessoa com autoridade de gestão sobre a operação do navio. Em casos de negligência grave, onde a vida de tripulantes ou passageiros seja colocada em risco, as penas podem escalar até aos sete anos de prisão e multas de 700 mil euros.
Rússia acusa Reino Unido de "pirataria" e envia fragata para escoltar petroleiros no Canal da Mancha
O Kremlin afirmou esta quinta-feira que a Rússia tem o direito de se defender do que classifica como "atos de pirataria" em águas internacionais. A declaração surge após o jornal britânico The Telegraph ter noticiado que a fragata russa Admiral Grigorovich escoltou dois petroleiros sancionados pelo Reino Unido, o Universal (de bandeira russa) e o Enigma (de bandeira camaronesa), durante a sua passagem pelo Canal da Mancha.
No mês passado, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, deu "luz verde" aos militares para intercetarem embarcações suspeitas de ajudarem Moscovo a contornar as sanções ocidentais, especialmente num contexto de subida dos preços do petróleo devido à guerra no Irão.
Guerra no Irão duplica receitas de petróleo da Rússia para 9 mil milhões de dólares
A guerra desencadeada pelo ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão está a gerar um lucro maciço para o Kremlin. Segundo cálculos exclusivos da agência Reuters, a receita da Rússia proveniente do seu principal imposto sobre o petróleo deverá duplicar em abril, atingindo os 9 mil milhões de dólares.
Este aumento exponencial é impulsionado pela subida global dos preços da energia, provocada pela instabilidade no Médio Oriente e pelo fecho do estreito de Ormuz. De acordo com a Reuters, a Rússia elevou o preço do seu petróleo "Urals" para 77 dólares em março, o que representa um salto de 73% face aos valores registados em fevereiro, antes do início das hostilidades em solo iraniano.
Este "balão de oxigénio" financeiro surge numa altura em que Moscovo enfrenta um forte défice orçamental e dificuldades económicas devido às sanções ocidentais pela invasão da Ucrânia.
França considerou traição os contactos do Governo da Hungria com a Rússia
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês considerou traição as ações do executivo da Hungria referindo-se aos contactos telefónicos entre o chefe da diplomacia húngaro e o homólogo russo.
"Esta é uma traição à solidariedade essencial entre os países da União Europeia", declarou Jean-Noel Barrot à rádio France Inter.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Peter Szijjarto, prometeu repetidamente fornecer ao homólogo russo, Sergey Lavrov, documentos internos da União Europeia.
Na quarta-feira foram divulgadas novas gravações de contactos entre os ministros dos dois países.
Rússia quer 165 mil militares em unidades de drones até ao final de 2026
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, revelou que Moscovo planeia expandir as suas forças de sistemas não tripulados para 165.500 efetivos até ao fim do ano. Atualmente, o contingente russo nesta área conta já com 101 mil operacionais, refletindo uma aposta massiva na tecnologia de drones para tentar inverter o curso da guerra.
Kiev afirma que, nos últimos quatro meses, as suas unidades de drones neutralizaram mais soldados russos do que aqueles que o Kremlin conseguiu recrutar. Em março, as perdas infligidas ao inimigo por drones ucranianos cresceram 29% face a fevereiro, com uma média superior a 11 mil missões de combate realizadas por dia.
A eficácia ucraniana estendeu-se à retaguarda russa, com quase 350 ataques realizados a profundidades entre 30 e 120 quilómetros da linha da frente. Segundo Syrskyi, foram atingidos 143 depósitos logísticos, 52 postos de comando e 20 instalações de energia e petróleo, num esforço para paralisar a máquina de guerra de Moscovo.
Apesar do sucesso operacional, o general ucraniano alertou que o país "não se pode dar ao luxo de parar" perante o investimento russo. O desenvolvimento contínuo de novas capacidades e táticas de combate não tripulado é visto como o fator decisivo para sustentar a defesa contra a superioridade numérica das forças de invasão.
Rússia detém ex-colaborador da Radio Free Europe por alegada traição
O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) anunciou, na quinta-feira, que um ex-colaborador freelancer da Radio Free Europe foi detido na cidade de Chita por traição, informou a agência TASS.
O FSB indicou que o homem, cujo nome não foi divulgado, está acusado de traição por cooperar com a Ucrânia.
Ataques a três infraestruturas elétricas em França interrompem produção em fábricas de armamento
Uma série de ataques com fogo posto a três infraestruturas de produção de eletricidade em Bourges, no centro de França, chegaram a interromper a produção em duas fábricas de armamento, da KNDS e MBDA, respetivamente.
A quebra afetou a produção de obuses Caesar, projéteis de artilharia de 155 mm e mísseis de cruzeiro SCALP.
"Não pode haver motivos para diminuir a pressão das sanções" sobre a Rússia, diz Zelensky
Na sua mensagem noturna, o presidente da Ucrânia abordou o conflito entre EUA e Irão e explicou quais as lições a retirar e transpor para a guerra entre Ucrânia e Rússia.
"O simples anúncio do cessar-fogo já permitiu que os mercados reagissem positivamente – o preço do petróleo baixou. E isto é, ao mesmo tempo, um sinal correto para a Rússia – de que, para além das nossas sanções de longo alcance, outros instrumentos também funcionarão. Na verdade, já não pode haver motivos para diminuir a pressão das sanções – anteriormente, falava-se disso como se fosse uma necessidade de atenuar os problemas no mercado mundial do petróleo", escreveu Zelensky no Telegram.
Rússia avisa Estados Bálticos sobre riscos se permitirem que drones ucranianos atravessem o seu espaço aéreo para atacar a Rússia
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou esta quarta-feira que os Estados Bálticos devem compreender os riscos envolvidos caso permitam que drones ucranianos atravessem o seu espaço aéreo para atacar alvos na Rússia, de acordo com a Reuters.