UCRÂNIA AO MINUTO | Países da UE alertam para possível "desastre ecológico" perante problema com navio russo
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
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Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria
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Drones ucranianos voltam a atacar uma das maiores refinarias da Rússia
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UE prorroga sanções contra indivíduos e entidades russas por seis meses
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Ataque russo destrói casas em Zaporizhzhia, faz uma vítima mortal e 11 feridos
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Líder parlamentar iraniano declara Ucrânia como "alvo legítimo"
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Ucrânia reivindica ataque "bem-sucedido" contra dois navios russos no estreito de Kerch
Ataque de drones ucranianos provoca incêncio no porto russo de Taman
O porto russo de Taman foi danificado por um ataque de drone ucraniano, disse o governador russo, Veniamin Kondratyev, citado pela Reuters.
Segundo Veniamin Kondratyev, dois trabalhadores ficaram feridos. Um tanque de petróleo, um armazém e terminais em Volna, a área do porto, sofreram danos.
O governador acrescentou que o ataque provocou um incêndio. Mais de 100 pessoas combatem os incêndios que atingiram o complexo em Volna.
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Seguro falou com Zelensky para transmitir "contínuo e inabalável apoio de Portugal"
O Presidente da República, António José Segurou, falou hoje tarde ao telefone com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, a quem transmitiu o “contínuo e inabalável apoio de Portugal e do povo português à Ucrânia”.
De acordo com uma nota divulgada no site da Presidência da República, Seguro deu ainda conta ao chefe de Estado ucraniano ucraniano “do sentimento largamente maioritário em Portugal de profunda admiração pela notável resiliência e coragem demonstradas pelo povo ucraniano”.
“O Presidente da República transmitiu o forte desejo de que uma paz abrangente, justa e duradoura, assente no respeito pela Carta das Nações Unidas, pelo direito internacional e pela soberania e integridade territorial da Ucrânia, possa ser alcançada muito em breve, bem como o apoio à Ucrânia no seu processo de adesão à União Europeia”, refere.
Por seu lado, segundo a nota de Belém, Zelensky agradeceu “o forte apoio de Portugal à Ucrânia e a reafirmação da sua continuidade, sublinhando a importância de garantias de segurança fortes e de toda ajuda que possa ser dada, incluindo no quadro da sua reconstrução”.
“Agradeceu o apoio ao processo de adesão à UE e saudou as excelentes relações bilaterais e o caloroso acolhimento à larga comunidade ucraniana em Portugal”, refere a mesma nota.
Países europeus preocupados com possível "desastre ecológico no coração do espaço marítimo" da UE
Itália, França e outros sete países disseram à União Europeia que o navio-tanque da Rússia que está à deriva no Mar Mediterrâneo representa uma ameaça ecológica.
De acordo com a agência Reuters, que teve acesso à carta, a condição do navio, que foi atingido pelo que a Rússia diz terem sido drones marítimos da Ucrânia, é precária.
“A condição precária da embarcação, combinada com a natureza específica da carga, aumenta o risco sério e iminente de um grande desastre ecológico no coração do espaço marítimo da União Europeia”, pode ler-se na missiva.
Não ficou claro, para já, se Portugal foi um dos países a assinar a carta, o que faria sentido por pertencer ao espaço do Mar Mediterrâneo.
O navio em questão, o Arctic Metagaz, transportava gás natural de Murmansk para o Egito quando foi atacado ao largo da Líbia.
Agora à deriva, ameaça cada vez mais aproximar-se das costas europeias com carga altamente poluente.
Há uma "bomba-relógio" da Rússia a ameaçar Itália
Zelensky visita Reino Unido amanhã
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vai visitar o Reino Unido amanhã, revelou o ministro da Defesa britânico, John Healey, reiterando o apoio "inabalável" de Londres a Kiev.
"Dirijo-me ao povo ucraniano em nome do Reino Unido: não esqueceremos a guerra na Europa e a nossa determinação firme em apoiar a Ucrânia permanece inabalável, e receberemos amanhã o presidente Zelensky", declarou Healey no Parlamento britânico.
O primeiro-ministro, Keir Starmer, tinha indicado durante uma conferência de imprensa hoje de manhã que se encontraria "em breve" com Volodymyr Zelensky.
Healey acrescentou que ao longo do último mês, o Reino Unido entregou à Ucrânia 3.500 drones, 18.000 projéteis de artilharia e 3 milhões de cartuchos de munições de pequeno calibre".
Portugal lamenta levantamento de sanções pelos EUA à Rússia e diz que prejudica Kiev
O ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou o levantamento temporário de sanções dos EUA ao petróleo russo já em trânsito, considerando que “não é positivo” e prejudica a Ucrânia.
“Julgo que é um desenvolvimento que não é positivo porque a Rússia, pela própria natureza das coisas, já teria aqui uma vantagem resultante da subida dos preços do petróleo e obviamente que levantar sanções à Rússia neste momento julgo que tem um efeito sobre o conflito na Ucrânia que é negativo”, afirmou Paulo Rangel.
O chefe da diplomacia portuguesa falava aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), em Bruxelas, e reagia ao facto de, na quinta-feira passada, os Estados Unidos terem anunciado que autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão.
Nestas declarações aos jornalistas, Paulo Rangel foi ainda questionado sobre o facto de a Hungria continuar a bloquear um empréstimo da UE de 90 mil milhões euros à Ucrânia, assim como o 20.º pacote de sanções à Rússia, por acusar Kiev de impedir propositadamente a transferência de petróleo russo para o seu território através do oleoduto Druzhba.
O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou “muito lamentável a posição que a Hungria tem tomado neste conflito, seja quanto à questão do empréstimo, seja quanto à questão do 20.º pacote de sanções”.
“Estamos a falar de duas matérias que estão paralisadas, para não dizer num impasse, por causa da Hungria”, criticou, referindo que já foram apresentadas alternativas para a Hungria se conseguir abastecer em petróleo enquanto o oleoduto Druzhba não é reparado.
Zelensky vai ao Reino Unido esta terça-feira
O Ministério da Defesa do Reino Unido anunciou que o presidente ucraniano vai visitar o país esta terça-feira.
Europa deve "normalizar relações com a Rússia" para voltar a ter "energia barata", defende primeiro-ministro belga
Polónia interceta aeronave russa sobre o Báltico. Não houve violação do espaço aéreo polaco
Caças polacos intercetaram na sexta-feira uma aeronave de reconhecimento russa que sobrevoava o Mar Báltico, informou na segunda-feira o Comando Operacional das Forças Armadas da Polónia na rede social X.
“Caças polacos intercetaram um avião russo Il-20 que realizava a sua nona missão de reconhecimento do ano em espaço aéreo internacional, sem plano de voo apresentado e com o transponder desligado. A aeronave não violou o espaço aéreo polaco”, acrescentou o comando.
W piątek, 13 marca 2026 roku para dyżurna myśliwców MiG-29 ✈️ Sił Powietrznych 🇵🇱 dokonała skutecznego przechwycenia, identyfikacji wizualnej oraz eskortowania z rejonu odpowiedzialności samolotu Federacji Rosyjskiej, który wykonywał lot nad Morzem Bałtyckim.
— Dowództwo Operacyjne RSZ (@DowOperSZ) March 16, 2026
Polskie myśliwce… pic.twitter.com/c0pSS7bctr
UE impõe sanções a nove militares russos por massacre de Bucha
A União Europeia impôs hoje sanções a nove militares russos que “desempenharam um papel crucial” no massacre de Bucha, na primavera de 2022, e a outros quatro indivíduos por desinformação sobre a guerra na Ucrânia.
Estas sanções foram aprovadas durante uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), em Bruxelas, em que participa o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel.
Em comunicado, o Conselho da UE indica que os nove cidadãos russos sancionados devido ao massacre de Bucha tiveram um “papel crucial nos eventos e são por isso responsáveis por ações que comprometem ou ameaçam a integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia”.
Entre esses indivíduos, está o tenente-general Aleksandr Chayko, “o oficial russo que tinha a patente mais alta e estava na Ucrânia quando começou a invasão em grande escala”.
“Era o comandante principal na Ucrânia quando as tropas russas entraram em Bucha”, indica a instituição.
Trump ameaça futuro da NATO - que será "muito mau" - se aliados não ajudarem a reabrir o Estreito de Ormuz
Reino Unido alerta que guerra no Irão se pode transformar num "ganho inesperado" para Putin
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que se via encontrar em breve com Volodymyr Zelensky.
Starmer alertou ainda que os aliados devem fazer esforços para impedir que a guerra no Irão se transforme num "ganho inesperado" para Putin.
Kremlin diz que subida do preço do petróleo está a aumentar a receita russa
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse, esta segunda-feira que a subida do preço do petróleo está a aumentar as receitas russas.
Peskov garante que a Rússia continua disponível para negociar com a Ucrânia, mas atualmente os negociadores norte-americanos têm prioridades diferentes e uma grande carga de trabalho, cita a Reuters.
Índia aumentou a importação de petróleo russo este mês
A Índia reconheceu que aumentou as importações de petróleo russo este mês face à recentes disrupções no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, avança a Reuters.
Série de explosões no centro de Kiev
Uma série de explosões foi sentida e abalou hoje o centro da capital ucraniana, Kiev, relataram jornalistas da agência noticiosa francesa AFP no local, num ataque diurno pouco comum de drones russos.
O autarca de Kiev, Vitali Klitschko, descreveu que caíram “fragmentos de drones no centro da cidade", mas sem vítimas a registar.
"O ataque inimigo a Kiev continua. Permaneçam em seus abrigos", apelou aquele responsável político.
A força aérea da Ucrânia informou na plataforma digital Telegram que detetou vários grupos de drones de combate e pelo menos um míssil.
Rússia diz ter abatido cerca de 250 drones a caminho de Moscovo nos últimos dois dias
O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, disse esta segunda-feira que a Rússia abateu cerca de 250 drones ucranianos que se aproximavam de Moscovo nos últimos dois dias, informou a agência de notícias estatal russa TASS.
A guerra no Irão tem um vencedor na Rússia: a Putin "saiu-lhe não direi a taluda, mas uma terminação forte", diz Paulo Portas
Ucrânia planeia reforçar a proteção contra drones em 600 quilómetros de estradas na linha da frente
A Ucrânia planeia instalar redes de proteção antidrone em cerca de 600 quilómetros de estradas na linha da frente, cruciais para a logística militar e evacuação médica, revelou o vice-primeiro-ministro Oleksii Kuleba, citado pelo Kiev Independent.
Kuleba disse que as rotas protegidas incluirão corredores logísticos importantes utilizados para abastecer as forças ucranianas e evacuar os soldados feridos.
O projeco está a ser coordenado pelos ministérioa das Infra-estruturas, da Defesa e da Saúde, que identificaram em conjunto as rotas logísticas prioritárias e os corredores de evacuação que necessitam de protecção adicional.
A iniciativa exigirá mais de 12,8 mil milhões de hryvnias (300 milhões de dólares), disse Kuleba.
Países nórdicos e Canadá sublinham necessidade de proteger Ártico face à ameaça russa
Os líderes da Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Islândia e Canadá manifestaram hoje, após uma reunião destinada a reforçar a cooperação entre os seus países, a necessidade de proteger a região do Ártico face à ameaça russa.
Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou os aliados europeus de chantagem por pressionarem Kiev a reparar o oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo, numa disputa que envolve a Hungria.
“Estão a forçar-me a restabelecer o Druzhba”, declarou Zelensky a um grupo de jornalistas no sábado, com embargo até hoje.
Zelensky disse que a reparação do oleoduto está a ser condicionada a um empréstimo de 90 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros, ao câmbio atual), bloqueado pela Hungria, destinado à compra de armas para a Ucrânia.
“Disse aos nossos amigos na Europa que isso se chama chantagem”, afirmou o líder ucraniano perante um grupo de jornalistas, incluindo da agência de notícias francesa AFP.
A Ucrânia declarou-se, contudo, disposta a trabalhar com qualquer dirigente húngaro que “não seja um aliado” de Vladimir Putin, a poucas semanas das eleições legislativas na Hungria que poderão ditar uma mudança de governo.
“Trabalharemos com qualquer líder na Hungria (...), desde que essa pessoa não seja um aliado de Putin”, afirmou o Presidente ucraniano.
Zelensky acusou o atual Governo ultranacionalista de Viktor Orbán de “difundir um sentimento anti-ucraniano” e de utilizar conselheiros de comunicação russos na campanha eleitoral.
Afirmou ainda que a Ucrânia não quer perder o apoio norte-americano devido à crise no Médio Oriente, onde os Estados Unidos e Israel têm em curso uma guerra contra o Irão desde 28 de fevereiro.
“Demonstramos a nossa vontade de ajudar os Estados Unidos e os seus aliados no Médio Oriente”, oferecendo a experiência ucraniana em drones, referiu.
“Esperamos muito que, devido ao Médio Oriente, os Estados Unidos não se afastem da questão da guerra na Ucrânia”, disse Zelensky, cujo país enfrenta uma invasão da Rússia desde fevereiro de 2022.
Para combater as tropas russas, a Ucrânia tem contado com apoio financeiro e em armamento dos aliados ocidentais, sobretudo a União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos.
Drones ucranianos voltam a atacar uma das maiores refinarias da Rússia
As autoridades da região de Krasnodar, no sul da Rússia, anunciaram hoje que drones ucranianos voltaram a atacar, pela segunda vez numa semana a refinaria de Tikhoretsk-Nafta, uma das maiores da Rússia.
As autoridades regionais informaram que fragmentos de drones abatidos pelas defesa aéreas causaram um incêndio nas instalações, embora não haja relatos de feridos, segundo agências de notícias russas.
O ataque danificou ainda duas linhas de transmissão de alta tensão numa cidade situada a mais de 120 quilómetros da capital da região de Krasnodar, a cidade com o mesmo nome.
Drones ucranianos já tinham provocado na quinta-feira um grande incêndio na refinaria, considerada um dos pontos de transbordo de petróleo mais importantes da Rússia.