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GUERRA AO MINUTO | Zelensky: "Deem-nos dois meses de cessar-fogo e iremos a eleições"

Todas as informações mais recentes sobre o conflito na Ucrânia, que começou a 24 de fevereiro de 2022
2026-02-14
2026-01-21
09:23

Sem energia, cerca de 600.000 pessoas já fugiram de Kiev este mês, diz o presidente da Câmara

Os ataques russos deixaram metade de Kiev sem eletricidade, aquecimento ou água, empurrando a cidade para uma “catástrofe humanitária”, alertou o presidente da Câmara, Vitali Klitschko, na terça-feira, citado pelo Kiev Post.

“Se puderem, saiam”, apelou Klitschko aos residentes, enquanto as equipas de emergência se esforçavam por restabelecer os serviços num momento em que a região enfrenta uma vaga de frio com temperaturas que chegaram aos -18°C. Segundo Klitschko, cerca de 600.000 pessoas já fugiram de Kiev este mês, numa população de aproximadamente 3 milhões de habitantes.

"A situação é crítica no que se refere aos serviços básicos - aquecimento, água, eletricidade. Neste momento, 5.600 edifícios de apartamentos não têm aquecimento", disse Klitschko ao The Times. As autoridades tiveram de drenar o sistema central de aquecimento e de água da cidade para evitar que os canos congelem e rebentem.

A capital tem enfrentado apagões contínuos desde um ataque russo anterior, em 9 de janeiro. Na madrugada de terça-feira, as forças do Kremlin lançaram cerca de 470 drones, 47 mísseis de cruzeiro e um míssil balístico contra a Ucrânia, atingindo uma central térmica em Kiev e revertendo as reparações na rede de energia.

Klitschko acusou Moscovo de tentar “criar uma catástrofe humanitária na nossa cidade natal, para que as pessoas congelem durante o inverno”. 

Siga ao minuto:

2026-02-14
12:54

"Estão preparados os desafio da guerra com a Rússia?", pergunta Zelensky aos líderes europeus

Em Munique, o presidente ucraniano criticou a pressão a que esta a ser sujeito pelos EUA. E deixou uma promessa: "Deem-nos dois meses de cessar-fogo e iremos a eleições"
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2026-02-14
12:24

Zelensky: "Deem-nos dois meses de cessar-fogo e iremos a eleições"

Volodymyr Zelensky na conferência de Munique (AP)

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, diz que sente "um pouco" de pressão depois de o líder norte-americano, Donald Trump, lhe ter pedido para acelerar as negociações de paz, mas afirmou que isso era importante para ver concessões da Rússia.

"Deem-nos dois meses de cessar-fogo e iremos a eleições", disse Zelensky num painel de discussão na Conferência de Segurança de Munique, respondendo aos pedidos dos EUA para uma votação rápida. "Deem-nos um cessar-fogo. O presidente Trump pode fazer isto: pressionar Putin; conseguir um cessar-fogo. Então o nosso parlamento mudará a lei e iremos a eleições".

2026-02-14
12:01

Zelensky não parece animado com as conversações com a Rússia e os EUA: "Às vezes parece que as partes estão a falar de coisas completamente diferentes"

O presidente ucraniano, Glolodymyr Zelensky, manifestou este sábado a esperança de que as conversações de paz mediadas pelos EUA na próxima semana em Genebra sejam sérias e substanciais, mas manifestou preocupação com o facto de a Ucrânia estar a ser solicitada "com demasiada frequência" a fazer concessões.

"Esperamos sinceramente que as reuniões trilaterais da próxima semana sejam sérias, substanciais e úteis para todos, mas, honestamente, às vezes parece que as partes estão a falar de coisas completamente diferentes", disse Zelensky no seu discurso na Conferência de Segurança de Munique.

"Os americanos regressam frequentemente ao tema das concessões e, com demasiada frequência, estas concessões são discutidas apenas no contexto da Ucrânia, e não da Rússia."

2026-02-14
11:54

Von der Leyen: "A Europa tem de dar um passo em frente e assumir a sua responsabilidade"

A presidente da Comissão Europeia admitiu este sábado que foi preciso terapia de choque para a UE assumir a sua responsabilidade. Von der Leyen admite, no entanto, que houve linhas ultrapassadas e que os princípios democráticos e a confiança dos cidadãos continuam a ser testados. 

2026-02-14
11:12

Von der Leyen defende reativação da cláusula de defesa mútua da UE

A presidente da Comissão Europeia salientou “ter chegado o momento para dar vida” a esta cláusula, prevista nos tratados europeus
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2026-02-14
11:05

Reino Unido vai destacar um grupo de porta-aviões para o Atlântico Norte ainda este ano

O Reino Unido vai destacar um grupo de porta-aviões para o Atlântico Norte e Alto Norte ainda este ano, anuncia Starmer.

Refere que esta operação será conduzida em conjunto com os EUA, o Canadá e outros aliados da NATO. Starmer descreve-a como uma "demonstração poderosa" do compromisso do Reino Unido com a segurança euro-atlântica.

2026-02-14
10:13

"Todos os sinais de alerta estão aí": Starmer avisa para os perigos vindos da Rússia: "Devemos estar prontos para lutar, para fazer o que for preciso para proteger o nosso povo"

Na Conferência de Segurança de Munoque, o primeiro-ministro britânico disse que o perigo para a Europa não se extingue mesmo que haja um acordo de paz para a Ucrânia
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2026-02-14
09:59

Von der Leyen e Starmer elogiam discurso "tranquilizante" de Rubio

A presidente da Comissão Europeia Ursula Von der Leyen disse ficar "muito tranquilizada" com o que ouviu e que concorda com Marco Rubio no apelo para que a Europa intensifique a sua preparação e enfrente os desafios futuros

Já o primeiro-ministro britânico Keir Starmer disse que os comentários de Rubio foram "coerentes" com o que ele e von der Leyen defendem. Mas acrescentou: "Penso que é muito claro, no entanto, que não nos devemos acomodar na complacência e pensar que, por isso, estamos apenas a reafirmar a continuidade do que tivemos nos últimos 80 anos. Isso seria um erro, e seria um erro particularmente grave para a Europa."

Questionada sobre a situação da Europa e da UE, que se encontram entre a Rússia e os EUA, von der Leyen respondeu que nunca compararia os EUA à Rússia: "A Rússia representa uma ameaça real para nós, sem qualquer dúvida".

2026-02-14
09:55

Starmer: "Devemos estar prontos para lutar"

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, enfatizou a necessidade de construir um "hard power" ("poder duro") e estar pronto para lutar, se necessário, no seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, cujo objetivo é reforçar os laços diplomáticos e de defesa europeus.

"Não estamos hoje numa encruzilhada, o caminho que temos pela frente é reto, e é claro que devemos construir o nosso poder duro, porque essa é a moeda da era", disse. "Devemos ser capazes de dissuadir agressões e, sim, se necessário, devemos estar prontos para lutar, para fazer o que for preciso para proteger o nosso povo, os nossos valores e o nosso modo de vida e, como Europa, devemos sustentar-nos pelos nossos próprios pés."

2026-02-14
09:53

Von der Leyen quer ativar a obrigação da "defesa mútua" dentro da União Europeia

A União Europeia deve "dar vida" ao pacto de defesa mútua ancorado no seu tratado fundador, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Conferência de Segurança de Munique.

"A defesa mútua não é uma tarefa opcional para a União Europeia. É uma obrigação dentro do nosso próprio tratado", disse von der Leyen. "É nosso compromisso coletivo apoiarmo-nos uns aos outros em caso de agressão, ou em termos simples: um por todos e todos por um. E este é o significado da Europa."

2026-02-14
09:14

"Os Estados Unidos e a Europa pertencem um ao outro": Marco Rubio quer tornar o Ocidente grande outra vez, sob a batuta de Trump

O secrerário de Estado norte-americano aponta erros na política económica e critica a abertura à migração em massa. "Cometemos estes erros juntos", disse, em Munique, acrescentando que, juntos, os EUA e a Europa devem agora aos seus povos avançar e reconstruir. Com Trump, os EUA pretendem assumir a tarefa de renovação e restauro. "Embora estejamos preparados, se necessário, para o fazermos sozinhos, preferimos fazê-lo em conjunto convosco", disse, dirigindo-se aos líderes europeus presentes na plateia
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2026-02-14
08:19

Starmer apela à Europa que reduza "excessiva dependência" militar dos EUA

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vai apelar à Europa, num discurso na Conferência de Segurança de Munique, que reduza a sua "excessiva dependência" dos Estados Unidos na aquisição de armamento, através do reforço da cooperação industrial.

O desafio ao continente que considera "um gigante adormecido" irá ser feito no sábado no seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, segundo excertos do seu discurso divulgados antecipadamente por Downing Street (gabinete do primeiro-ministro).

Embora os Estados Unidos continuem a ser um aliado indispensável, à medida que a sua postura em relação à segurança evolui, a Europa deverá passar da "dependência excessiva" à "interdependência", de acordo com o líder britânico.

Espera-se, no entanto, que se distancie de qualquer visão que selaria "a retirada dos Estados Unidos" da segurança europeia, enfatizando, em vez disso, "uma melhor divisão do ónus, reconstruindo os laços que tão bem nos serviram", de acordo com estes excertos.

Donald Trump e a sua administração têm criticado repetidamente os europeus, acusando-os de dependerem dos gastos militares norte-americanos para a sua segurança.

Especificamente, Starmer defende o reforço da cooperação industrial europeia no setor do armamento, incluindo plenamente os fabricantes britânicos.

"Queremos levar a nossa liderança em defesa, inteligência artificial e tecnologia para a Europa, a fim de multiplicar as nossas forças e construir uma base industrial comum para impulsionar a nossa produção de defesa", sublinha o britânico no seu discurso.

A Europa possui "imensas capacidades de defesa, mas, com demasiada frequência, isso produziu um resultado inferior à soma das suas partes", segundo Starmer.

O líder britânico atribui isso ao "planeamento industrial fragmentado" e aos "processos de concurso público longos e complexos".

2026-02-14
00:01

Vai haver duas negociações em Genebra na terça-feira, uma para a Ucrânia, outra para o Irão

À Reuters, uma fonte anónima afirmou que irá haver duas negociações em Genebra na próxima terça-feira, uma sobre a Ucrânia e outra sobre o Irão.

A delegação americana para estas negociações inclui os já habituais Steve Witkoff e Jared Kushner. Os dois enviados do presidente Trump vão encontrar-se com representantes iranianos na terça-feira de manhã e, na parte da tarde, participar em reuniões trilaterais com Ucrânia e Rússia.

2026-02-13
22:32

Trump volta a pressionar Zelensky: "Tem de se mexer"

Donald Trump volta a pressionar a Ucrânia, a poucos dias de nova ronda negocial com a Rússia, mediada pelos EUA.

2026-02-13
21:45

Explosões em Kiev. Cidade está sob ataque de drones russos

Kiev está sob ataque de drones russos e foram ouvidas várias explosões na última hora. No Telegram, o autarca da capital ucraniana, Vitalii Klitschko, disse aos habitantes da cidade para permanecerem nos abrigos e indicou que as defesas aéreas estavam a funcionar.

2026-02-13
20:50

Rubio e Zelensky vão reunir-se este sábado em Munique

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, vão reunir-se este sábado em Munique, à margem da Conferência de Segurança de Munique, adiantou fonte da administração americana à Reuters.

2026-02-13
20:12

Zelensky diz que a Ucrânia pode realizar eleições caso haja um cessar-fogo de dois ou três meses

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse esta sexta-feira que o país pode realizar eleições presidenciais caso Donald Trump consiga persuadir Vladimir Putin a concordar com um cessar-fogo de dois ou três meses.

Zelensky frisou que realizaria eleições "assim que fosse possível", mas apenas com uma pausa nos combates ou após o fim da guerra.

"Se o presidente Trump, e eu acho que ele é capaz [de o fazer], pressionar Putin [para um] cessar-fogo [que dure] dois, três meses, faremos eleições", disse Zelensky ao Politico, à margem da Conferência de Segurança de Munique.

2026-02-13
19:53

Ucrânia diz ter destruído radar russo de mais de 80 milhões de euros na Crimeia

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia anunciou esta sexta-feira ter destruído um sistema de radares 55Zh6U "Nebo-U", que custa cerca de 84 milhões de euros.

O Estado-Maior disse que o ataque ocorreu em 12 de fevereiro como parte de "medidas sistemáticas para reduzir o potencial ofensivo do agressor russo".

"Cada uma das instalações visadas garante a estabilidade energética, aeronáutica ou das comunicações dos grupos inimigos nos territórios temporariamente ocupados. Ataques sistemáticos a essas infraestruturas perturbam o comando e a logística, reduzindo a capacidade do exército russo de sustentar operações de combate", pode ler-se na publicação no Telegram.

2026-02-13
19:43

Zelensky afirma que a Rússia não quer terminar a guerra e pede mais pressão sobre Moscovo

Volodymyr Zelensky (Sean Gallup/Getty Images Pool/EPA via Lusa)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reafirmou esta sexta-feira que pensa que a Rússia não quer terminar o conflito e que os seus aliados devem exercer mais pressão sobre o regime de Vladimir Putin.

"Não acho que eles queiram acabar com a guerra. Acho que eles podem ceder sob pressão. É por isso que, enquanto não houver pressão suficiente, eles continuam a jogar", disse Zelensky ao Politico, à margem da Conferência de Segurança de Munique.

O líder ucraniano referiu que há algumas sugestões americanas com as quais Kiev se pode comprometer, mas sublinha que a Ucrânia "já fez muitos compromissos".

"Putin e os seus amigos não estão na prisão. Este é o maior compromisso que o mundo já fez", acrescentou.

2026-02-13
19:18

Macron quer Europa à mesa nas conversações futuras com a Rússia

O presidente francês defendeu esta sexta-feira em Munique que a Europa deve participar nas futuras negociações com a Rússia acerca de assuntos de segurança.

"Não há paz sem os europeus. Quero ser muito claro: podem negociar sem os europeus, se preferirem, mas isso não trará a paz à mesa das negociações", disse Emmanuel Macron, citado pelo The Guardian.

Macron defendeu que os países europeus devem restabelecer os canais diplomáticos com Moscovo para estarem menos dependentes dos EUA, e diz que um acordo para o fim da guerra da Ucrânia deve proteger o país invadido.

"Quando ouço discursos derrotistas sobre a Ucrânia, quando ouço alguns líderes a exortar a Ucrânia a aceitar a derrota, a superestimar a Rússia nesta guerra, isso é um enorme erro estratégico, porque não é a realidade. Um dia, os russos terão de prestar contas pela enormidade do crime cometido em seu nome, pela futilidade dos pretextos e pelos efeitos devastadores e de longo prazo sobre o seu país, mas até que esse dia chegue, não baixaremos a guarda", acrescentou Macron.