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GUERRA AO MINUTO | Rússia disponível para suspender ataques durante um único dia de eleições na Ucrânia

Todas as informações mais recentes sobre o conflito na Ucrânia, que começou a 24 de fevereiro de 2022
2026-02-15

GUIA RÁPIDO DE LEITURA

2026-01-15
13:37

Rússia condena plano do Reino Unido para desenvolver mísseis destinados à Ucrânia: "Não é um passo em direção à paz"

O plano da Grã-Bretanha para ajudar a Ucrânia a desenvolver um míssil balístico denominado “Nightfall” não constitui um passo em direção à paz, afirmou hoje a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova.

O Reino Unido anunciou um plano para desenvolver rapidamente mísseis balísticos lançados a partir do solo para a Ucrânia, com o objetivo de apoiar os esforços de guerra do país contra a Rússia.

Siga ao minuto:

2026-02-15
18:54

Rússia disponível para suspender ataques durante um único dia de eleições na Ucrânia

A Federação Russa manifesta-se disponível para suspender os ataques contra a Ucrânia durante um único dia de eleições, adiantou o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Mikhail Galuzin, numa entrevista à agência de notícias estatal TASS.

Galuzin confirmou as declarações anteriores do presidente russo, Vladimir Putin, que se manifestou disponível para um cessar-fogo específico para um dia de eleições na Ucrânia.

"É claro que as declarações do Presidente russo, Vladimir Putin, continuam válidas. Mas, como já referi anteriormente, ainda não se fala de uma organização prática da votação na Ucrânia", apontou Galuzin.

"Gostaria de chamar a atenção para a nossa experiência. Em março de 2024, realizaram-se eleições presidenciais na Rússia, e as mesas de voto – mesmo tendo em conta as operações militares em curso – foram abertas muito perto da zona de combate. Kiev tentou de todas as formas possíveis interromper o processo eleitoral nas regiões da linha da frente, não hesitando em recorrer a meios terroristas e à sabotagem. No entanto, revelou-se incapaz de atingir o seu objetivo", acrescentou o vice-ministro russo.

As declarações surgem depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter afirmado ontem, na Conferência de Segurança de Munique, que a Ucrânia estaria pronta para realizar eleições após pelo menos dois meses de cessar-fogo.

De acordo com o Kyiv Independent, a lei ucraniana proíbe a convocação de eleições na Ucrânia ao abrigo da lei marcial imposta após a invasão russa em grande escala.

2026-02-15
17:58

Baixas de 65 mil operacionais a cada dois meses é “algo que a Rússia está disposta a pagar”

O tenente-general Rafael Marins, especialista militar da CNN Portugal, analisa o elevado número de baixas da Rússia.

2026-02-15
15:56

Ucrânia: "No fim desta guerra vamos ter uma conceção completamente diferente da forma de combater"

O tenente-general Marco Serronha sublinha que o uso de drones de pequena dimensão está a alterar profundamente o combate no plano tático, no âmbito da guerra Rússia-Ucrânia. O especialista militar fala num “diálogo operacional entre o projétil e a couraça” que obriga a repensar a proteção e a sobrevivência no campo de batalha.

2026-02-15
15:47

"É a vez dos russos quererem menos, dos americanos exigirem menos e dos europeus darem cada vez mais": análise à mensagem de Zelensky em Munique

Diana Soller denota um endurecimento do discurso de Volodymyr Zelensky que, na sua ótica, considera que a Ucrânia já fez concessões suficientes desde o início da guerra. 

Em análise ao discurso do presidente ucraniano em Munique, comentadora da CNN Portugal sublinha que Kiev admite perdas temporárias de território, mas exige garantias de segurança e maior compromisso dos aliados.

2026-02-15
11:52

Ex-ministro da Energia da Ucrânia detido na fronteira quando tentava escapar a acusação por corrupção

Herman Halushchenko, ministro ucraniano (AP)

O ex-ministro da Energia da Ucrânia, Herman Halushchenko, foi detido quando tentava atravessar a fronteira, informou o Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) este domingo, segundo informa o Kiev Independent.

"Hoje, ao atravessar a fronteira, os detetives do NABU detiveram um antigo ministro da Energia no âmbito do caso Midas", afirmou o gabinete. Halushchenko foi retirado de um comboio, informou o Ukrainska Pravda.

Segundo os relatos, os guardas fronteiriços tinham recebido instruções do NABU e da Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO) para alertar as autoridades caso Halushchenko tentasse sair do país.

Halushchenko está a ser investigado pelo NABU no âmbito do caso de corrupção da Energoatom, considerado o maior caso anticorrupção durante a presidência de Volodymyr Zelensky. Oito suspeitos foram até agora formalmente acusados.

Halushchenko foi ministro da Energia de 2021 a 2025 e nomeado ministro da Justiça em julho de 2025. A 10 de novembro, o NABU realizou buscas em propriedades a ele ligadas no âmbito da investigação do caso Energoatom.

Durante as audiências judiciais em novembro, os procuradores anticorrupção citaram gravações áudio obtidas pelos investigadores. Nas gravações, os suspeitos discutem alegadamente a divisão de subornos e referem-se a uma figura apelidada de "Professor", que os procuradores acreditam ser Halushchenko.

O parlamento ucraniano aprovou a demissão de Halushchenko a 19 de novembro, depois de o presidente Zelensky o ter instado publicamente a abandonar o cargo. A investigação continua em curso.

2026-02-15
09:45

“Sabemos quem somos e sabemos o que defendemos”. Kaja Kallas responde aos EUA que valores da civilização europeia permanecem intactos

Kallas explicou que o futuro da Europa passa pela “estabilidade, crescimento e prosperidade para as suas populações” e que “a melhor forma de o alcançar é avançar juntos”, através da expansão da “maior rede de comércio livre do mundo”, que “foi construída pela União Europeia”
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2026-02-15
09:24

Não se iludam: os países da UE não estão prontos para dar à Ucrânia uma data para a adesão - diz Kallas

A chefe da diplomacia da União Europeia disse no domingo não sentir que os países do bloco estivessem prontos para dar à Ucrânia uma data concreta para a adesão.

"A minha impressão é que os Estados-membros não estão prontos para dar uma data concreta", disse Kaja Kallas num painel na Conferência de Segurança de Munique.

"Há muito trabalho a ser feito e a prioridade e a necessidade urgente é avançar e mostrar que a Ucrânia faz parte da Europa."

2026-02-15
09:23

Rússia alega ter tomado mais uma aldeia no sudeste da Ucrânia

O Ministério da Defesa russo afirmou este domingo que as tropas russas tomaram a aldeia de Tsvitkove, na região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, informou a agência de notícias estatal TASS citada pela Reuters.

A Rússia controla cerca de 75% da região de Zaporizhzhia, mas as linhas de batalha permaneceram praticamente estáticas desde 2022 até aos recentes avanços russos.

2026-02-15
09:18

Diplomacia russa classifica como “necropropaganda” acusações de envenenamento de Navalny

A diplomacia russa classificou como “necropropaganda” e “ultraje aos mortos” as acusações dos governos de cinco países ocidentais sobre o envenenamento do líder da oposição Alexei Navalny com uma toxina letal extraída de uma espécie de rã sul-americana.

“O método escolhido pelos políticos do Ocidente, a necropropaganda, desperta verdadeiro estupor”, assinalou a Embaixada da Rússia em Londres, num comunicado divulgado pela agência TASS, na véspera de se assinalar o segundo aniversário da morte do opositor numa prisão do Ártico.

Segundo a missão diplomática, as acusações feitas pela Alemanha, Reino Unido, França, Suécia e Países Baixos “não são uma busca de justiça, mas um ultraje aos mortos”.

“Mesmo após a morte de um cidadão russo, Londres e as capitais europeias não conseguem deixá-lo descansar em paz, o que demonstra de forma muito eloquente a índole dos promotores desta campanha”, acrescentou.

A Embaixada criticou também os meios de comunicação que se “afiliaram servilmente a estruturas políticas e serviços de informações do Ocidente”.

“O objetivo deste irrisório espetáculo circense é transparente: acender na sociedade ocidental a agonizante chama antirrussa. Se não existem motivos, inventam-nos à força”, concluiu.

Por seu lado, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, qualificou as acusações europeias como uma “campanha informativa para desviar a atenção dos graves problemas do Ocidente”.

“No momento em que seria necessário apresentar os resultados das investigações sobre (os gasodutos) Nord Stream 1 e 2, recordam-se de Navalny”, afirmou.

Zakharova recordou que, na altura, a Rússia pediu sem sucesso à Europa os resultados das análises que a incriminariam nos envenenamentos de Navalny e do ex-espião russo Serguei Skripal.

2026-02-15
09:14

"Não há um único compromisso concreto no discurso de Marco Rubio" em Munique

Tiago André Lopes critica as análises “demasiado otimistas” sobre a Conferência de Segurança de Munique e denota um “downgrade” na representação dos EUA, do vice-presidente no ano passado para o secretário de Estado este ano.

O comentador da CNN Portugal considera que Marco Rubio levou à Europa “uma mensagem vazia”, sem referências diretas à Rússia ou à China, e com críticas às políticas europeias de migração e ambiente.

2026-02-15
08:29

Japão sublinha "aprofundamento da cooperação" com NATO e anuncia apoio à Ucrânia

Tóquio anunciou hoje ter manifestado à NATO as expectativas de um "aprofundamento da cooperação" com a Aliança Atlântica e a disponibilidade para um reforço do apoio do Japão à Ucrânia.

O ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Toshimitsu Motegi, afirmou numa reunião este sábado em Munique com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que a segurança das regiões euro-atlântica e indo-pacífica "são inseparáveis", pelo que "a cooperação entre o Japão e a NATO e entre a NATO e os seus parceiros da região do Indo-Pacífico (Japão, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul), é estrategicamente importante", segundo um comunicado divulgado hoje pelo ministério nipónico dos Negócios Estrangeiros.

Motegi sublinhou ainda que Tóquio "pretende elevar as relações com a OTAN a novos patamares através de uma cooperação concreta em vários domínios, incluindo o equipamento de defesa e a cooperação industrial".

Em resposta, na reunião de "aproximadamente 25 minutos" à margem da cimeira de segurança a decorrer Munique, Rutte terá manifestado esperança no desenvolvimento da cooperação entre o Japão e a NATO e "valorizou cooperação do Japão com a Aliança do Atlântico Norte, incluindo o apoio de Tóquio à Ucrânia por meio de programas" da organização a que preside, segundo o comunicado.

O Japão contribuirá com cerca de 15 milhões de euros em equipamento não letal para o pacote de assistência da NATO a Kiev, segundo a agência de notícias japonesa Jiji Press.

2026-02-15
08:28

Ataque de drones ucranianos provoca incêncio no porto russo de Taman

O porto russo de Taman foi danificado por um ataque de drone ucraniano, disse o governador russo, Veniamin Kondratyev, citado pela Reuters.

Segundo Veniamin Kondratyev, dois trabalhadores ficaram feridos. Um tanque de petróleo, um armazém e terminais em Volna, a área do porto, sofreram danos.

O governador acrescentou que o ataque provocou um incêndio. Mais de 100 pessoas combatem os incêndios que atingiram o complexo em Volna.

2026-02-14
21:32

"Tentamos aquecer-nos com tijolos no fogão": é assim que os ucranianos sobrevivem ao inverno mais rigoroso dos últimos anos

Os ataques russos às infraestruturas energéticas na Ucrânia deixam milhares de ucranianos sem aquecimento em casa ou até mesmo acesso a uma refeição quente.

A TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) testemunhou como a união e o voluntariado são essenciais para ultrapassar um inverno em que as temperaturas chegam aos 18 graus negativos.

2026-02-14
20:11

"Ninguém reconhece Ursula von der Leyen, está um falcão como eu nunca vi"

Azeredo Lopes  analisa o discurso de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, na Conferência de Segurança de Munique, com destaque para a falta de reconhecimento de Ursula von der Leyen enquanto líder da União Europeia.

2026-02-14
20:11

Marco Rubio deu "uma ilusão de que pode haver um regresso à base" na relação transatlântica

Diana Soller analisa o discurso de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, na Conferência de Segurança de Munique, comparando-o com o discurso de JD Vance no mesmo evento na edição do ano passado.

2026-02-14
20:11

"Não podemos ver o discurso de Marco Rubio como um puxar de orelhas à Europa, neste momento foi um emendar de mão"

O general Rafael Martins analisa os discursos dos líderes europeus e de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, na Conferência de Segurança de Munique.

2026-02-14
16:37

Zelensky quer garantias de segurança dos EUA de, pelo menos, 20 anos após a guerra

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, diz ter ficado surpreendido com a decisão da Rússia de mudar os líderes da sua equipa de negociação para as conversações de paz em Genebra, previstas para a próxima semana.

Para Zelensky, esta mudança é uma tentativa de adiar qualquer decisão no âmbito das conversações para a paz.

Em declarações aos jornalistas à margem da Conferência de Segurança de Munique, Zelensky adianta que serão necessárias tropas estrangeiras na Ucrânia após a conclusão de um acordo de paz, de modo a dissuadir qualquer agressão futura por parte da Rússia.

De acordo com o presidente ucraniano, os EUA propuseram uma garantia de segurança válida por 15 anos após a guerra, mas a Ucrânia pretende um acordo que dure, pelo menos, 20 anos.

2026-02-14
16:26

PM da Dinamarca diz que um ataque dos EUA à Gronelândia ditaria o fim da NATO

 A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou hoje que um ataque dos Estados Unidos à Gronelândia para reivindicar o seu controlo representaria simplesmente o fim da NATO.

"Se um país da NATO atacar outro país da NATO, a NATO acaba. Fim de jogo", declarou a primeira-ministra da Dinamarca, que tem o território sob sua jurisdição.

A crise desencadeada pelo desejo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controlo da Gronelândia abrandou nas últimas semanas, mas a primeira-ministra lamenta que as tensões não tenham cessado.

"A crise, infelizmente, não terminou. O desejo do Presidente dos Estados Unidos continua a ser o mesmo. E todos nós discordamos — o Reino da Dinamarca, a Europa e até alguns dos nossos amigos americanos", declarou Frederiksen na Conferência de Segurança de Munique, acompanhada pelos presidentes da Finlândia e de Espanha, Alexander Stubb e Pedro Sánchez, bem como pelo senador democrata norte-americano Chris Coons.

"Não se pode atribuir um preço à Gronelândia, tal como não se pode atribuir um preço a uma parte de Espanha. É um dos princípios democráticos mais básicos: respeitar a soberania dos Estados; e o princípio da autodeterminação deve ser respeitado. Eles querem ser o povo da Gronelândia, não os americanos", afirmou.

2026-02-14
15:16

"Temos de reconhecer que a Rússia não vai mudar e não está interessada na paz"

Mette Frederiksen, primeira-ministra da da Dinamarca, afirma que se Putin quisesse a paz, não bombardearia a Ucrânia quando as temperaturas atingem os -25°C.

"A Ucrânia não pode ganhar a guerra enquanto houver limites para o armamento que pode utilizar", acrescenta, numa intervenção na Conferência de Segurança de Munique. "Sabemos exatamente o que precisamos de fornecer", diz, referindo-se à necessidade da Ucrânia de reforçar a sua defesa aérea.

"Temos de reconhecer que a Rússia não vai mudar e não está interessada na paz", conclui.

Mette Frederiksen diz ainda que a Europa precisa de fazer mais colectivamente em relação à segurança na região do Ártico. A NATO e outros aliados estarão agora permanentemente presentes na Gronelândia e nos seus arredores, e este é um passo muito importante, diz. 

Questionada pela moderadora Hadley Gamble se é possível atribuir um preço à Gronelândia, Frederiksen responde: "Claro que não".

Afirma que devemos respeitar os estados soberanos e o direito dos povos à autodeterminação. O povo da Gronelândia deixou claro que não quer tornar-se americano, acrescenta.

2026-02-14
15:14

Von der Leyen: "Agora é o momento de aumentar os custos da guerra da Rússia como nunca antes"

Pouco depois de um painel de discussão em que os líderes da UE pediram mais pressão sobre Putin, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou numa publicação nas redes sociais: "Agora é o momento de aumentar os custos da guerra da Rússia como nunca antes".

Diz ainda que teve uma "boa reunião" com a delegação dos EUA na cimeira, acrescentando: "As sanções funcionam. E funcionam melhor quando coordenadas".