GUERRA AO MINUTO | Ataque de drones ucranianos provoca incêncio no porto russo de Taman
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
-
Ataque de drones ucranianos provoca incêncio no porto russo de Taman
-
Japão sublinha "aprofundamento da cooperação" com NATO e anuncia apoio à Ucrânia
-
Zelensky quer garantias de segurança dos EUA de, pelo menos, 20 anos após a guerra
-
PM da Dinamarca diz que um ataque dos EUA à Gronelândia ditaria o fim da NATO. E acrescenta: "Temos de reconhecer que a Rússia não vai mudar e não está interessada na paz"
-
Von der Leyen: "Agora é o momento de aumentar os custos da guerra da Rússia como nunca antes"
-
Orbán afirma que a verdadeira ameaça à Hungria é a UE e não a Rússia
Drones russos atingem dois navios de bandeira estrangeira perto de porto ucraniano
Drones russos atingiram esta segunda-feira dois navios de bandeira estrangeira nas imediações do porto ucraniano de Chornomorsk, no sul do país, avança a Reuters.
Siga ao minuto:
“Sabemos quem somos e sabemos o que defendemos”. Kaja Kallas responde aos EUA que valores da civilização europeia permanecem intactos
Não se iludam: os países da UE não estão prontos para dar à Ucrânia uma data para a adesão - diz Kallas
A chefe da diplomacia da União Europeia disse no domingo não sentir que os países do bloco estivessem prontos para dar à Ucrânia uma data concreta para a adesão.
"A minha impressão é que os Estados-membros não estão prontos para dar uma data concreta", disse Kaja Kallas num painel na Conferência de Segurança de Munique.
"Há muito trabalho a ser feito e a prioridade e a necessidade urgente é avançar e mostrar que a Ucrânia faz parte da Europa."
Rússia alega ter tomado mais uma aldeia no sudeste da Ucrânia
O Ministério da Defesa russo afirmou este domingo que as tropas russas tomaram a aldeia de Tsvitkove, na região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, informou a agência de notícias estatal TASS citada pela Reuters.
A Rússia controla cerca de 75% da região de Zaporizhzhia, mas as linhas de batalha permaneceram praticamente estáticas desde 2022 até aos recentes avanços russos.
Diplomacia russa classifica como “necropropaganda” acusações de envenenamento de Navalny
A diplomacia russa classificou como “necropropaganda” e “ultraje aos mortos” as acusações dos governos de cinco países ocidentais sobre o envenenamento do líder da oposição Alexei Navalny com uma toxina letal extraída de uma espécie de rã sul-americana.
“O método escolhido pelos políticos do Ocidente, a necropropaganda, desperta verdadeiro estupor”, assinalou a Embaixada da Rússia em Londres, num comunicado divulgado pela agência TASS, na véspera de se assinalar o segundo aniversário da morte do opositor numa prisão do Ártico.
Segundo a missão diplomática, as acusações feitas pela Alemanha, Reino Unido, França, Suécia e Países Baixos “não são uma busca de justiça, mas um ultraje aos mortos”.
“Mesmo após a morte de um cidadão russo, Londres e as capitais europeias não conseguem deixá-lo descansar em paz, o que demonstra de forma muito eloquente a índole dos promotores desta campanha”, acrescentou.
A Embaixada criticou também os meios de comunicação que se “afiliaram servilmente a estruturas políticas e serviços de informações do Ocidente”.
“O objetivo deste irrisório espetáculo circense é transparente: acender na sociedade ocidental a agonizante chama antirrussa. Se não existem motivos, inventam-nos à força”, concluiu.
Por seu lado, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, qualificou as acusações europeias como uma “campanha informativa para desviar a atenção dos graves problemas do Ocidente”.
“No momento em que seria necessário apresentar os resultados das investigações sobre (os gasodutos) Nord Stream 1 e 2, recordam-se de Navalny”, afirmou.
Zakharova recordou que, na altura, a Rússia pediu sem sucesso à Europa os resultados das análises que a incriminariam nos envenenamentos de Navalny e do ex-espião russo Serguei Skripal.
"Não há um único compromisso concreto no discurso de Marco Rubio" em Munique
Tiago André Lopes critica as análises “demasiado otimistas” sobre a Conferência de Segurança de Munique e denota um “downgrade” na representação dos EUA, do vice-presidente no ano passado para o secretário de Estado este ano.
O comentador da CNN Portugal considera que Marco Rubio levou à Europa “uma mensagem vazia”, sem referências diretas à Rússia ou à China, e com críticas às políticas europeias de migração e ambiente.
Japão sublinha "aprofundamento da cooperação" com NATO e anuncia apoio à Ucrânia
Tóquio anunciou hoje ter manifestado à NATO as expectativas de um "aprofundamento da cooperação" com a Aliança Atlântica e a disponibilidade para um reforço do apoio do Japão à Ucrânia.
O ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Toshimitsu Motegi, afirmou numa reunião este sábado em Munique com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que a segurança das regiões euro-atlântica e indo-pacífica "são inseparáveis", pelo que "a cooperação entre o Japão e a NATO e entre a NATO e os seus parceiros da região do Indo-Pacífico (Japão, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul), é estrategicamente importante", segundo um comunicado divulgado hoje pelo ministério nipónico dos Negócios Estrangeiros.
Motegi sublinhou ainda que Tóquio "pretende elevar as relações com a OTAN a novos patamares através de uma cooperação concreta em vários domínios, incluindo o equipamento de defesa e a cooperação industrial".
Em resposta, na reunião de "aproximadamente 25 minutos" à margem da cimeira de segurança a decorrer Munique, Rutte terá manifestado esperança no desenvolvimento da cooperação entre o Japão e a NATO e "valorizou cooperação do Japão com a Aliança do Atlântico Norte, incluindo o apoio de Tóquio à Ucrânia por meio de programas" da organização a que preside, segundo o comunicado.
O Japão contribuirá com cerca de 15 milhões de euros em equipamento não letal para o pacote de assistência da NATO a Kiev, segundo a agência de notícias japonesa Jiji Press.
Ataque de drones ucranianos provoca incêncio no porto russo de Taman
O porto russo de Taman foi danificado por um ataque de drone ucraniano, disse o governador russo, Veniamin Kondratyev, citado pela Reuters.
Segundo Veniamin Kondratyev, dois trabalhadores ficaram feridos. Um tanque de petróleo, um armazém e terminais em Volna, a área do porto, sofreram danos.
O governador acrescentou que o ataque provocou um incêndio. Mais de 100 pessoas combatem os incêndios que atingiram o complexo em Volna.
"Tentamos aquecer-nos com tijolos no fogão": é assim que os ucranianos sobrevivem ao inverno mais rigoroso dos últimos anos
Os ataques russos às infraestruturas energéticas na Ucrânia deixam milhares de ucranianos sem aquecimento em casa ou até mesmo acesso a uma refeição quente.
A TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) testemunhou como a união e o voluntariado são essenciais para ultrapassar um inverno em que as temperaturas chegam aos 18 graus negativos.
"Ninguém reconhece Ursula von der Leyen, está um falcão como eu nunca vi"
Azeredo Lopes analisa o discurso de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, na Conferência de Segurança de Munique, com destaque para a falta de reconhecimento de Ursula von der Leyen enquanto líder da União Europeia.
Marco Rubio deu "uma ilusão de que pode haver um regresso à base" na relação transatlântica
Diana Soller analisa o discurso de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, na Conferência de Segurança de Munique, comparando-o com o discurso de JD Vance no mesmo evento na edição do ano passado.
"Não podemos ver o discurso de Marco Rubio como um puxar de orelhas à Europa, neste momento foi um emendar de mão"
O general Rafael Martins analisa os discursos dos líderes europeus e de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, na Conferência de Segurança de Munique.
Zelensky quer garantias de segurança dos EUA de, pelo menos, 20 anos após a guerra
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, diz ter ficado surpreendido com a decisão da Rússia de mudar os líderes da sua equipa de negociação para as conversações de paz em Genebra, previstas para a próxima semana.
Para Zelensky, esta mudança é uma tentativa de adiar qualquer decisão no âmbito das conversações para a paz.
Em declarações aos jornalistas à margem da Conferência de Segurança de Munique, Zelensky adianta que serão necessárias tropas estrangeiras na Ucrânia após a conclusão de um acordo de paz, de modo a dissuadir qualquer agressão futura por parte da Rússia.
De acordo com o presidente ucraniano, os EUA propuseram uma garantia de segurança válida por 15 anos após a guerra, mas a Ucrânia pretende um acordo que dure, pelo menos, 20 anos.
PM da Dinamarca diz que um ataque dos EUA à Gronelândia ditaria o fim da NATO
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou hoje que um ataque dos Estados Unidos à Gronelândia para reivindicar o seu controlo representaria simplesmente o fim da NATO.
"Se um país da NATO atacar outro país da NATO, a NATO acaba. Fim de jogo", declarou a primeira-ministra da Dinamarca, que tem o território sob sua jurisdição.
A crise desencadeada pelo desejo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controlo da Gronelândia abrandou nas últimas semanas, mas a primeira-ministra lamenta que as tensões não tenham cessado.
"A crise, infelizmente, não terminou. O desejo do Presidente dos Estados Unidos continua a ser o mesmo. E todos nós discordamos — o Reino da Dinamarca, a Europa e até alguns dos nossos amigos americanos", declarou Frederiksen na Conferência de Segurança de Munique, acompanhada pelos presidentes da Finlândia e de Espanha, Alexander Stubb e Pedro Sánchez, bem como pelo senador democrata norte-americano Chris Coons.
"Não se pode atribuir um preço à Gronelândia, tal como não se pode atribuir um preço a uma parte de Espanha. É um dos princípios democráticos mais básicos: respeitar a soberania dos Estados; e o princípio da autodeterminação deve ser respeitado. Eles querem ser o povo da Gronelândia, não os americanos", afirmou.
"Temos de reconhecer que a Rússia não vai mudar e não está interessada na paz"
Mette Frederiksen, primeira-ministra da da Dinamarca, afirma que se Putin quisesse a paz, não bombardearia a Ucrânia quando as temperaturas atingem os -25°C.
"A Ucrânia não pode ganhar a guerra enquanto houver limites para o armamento que pode utilizar", acrescenta, numa intervenção na Conferência de Segurança de Munique. "Sabemos exatamente o que precisamos de fornecer", diz, referindo-se à necessidade da Ucrânia de reforçar a sua defesa aérea.
"Temos de reconhecer que a Rússia não vai mudar e não está interessada na paz", conclui.
Mette Frederiksen diz ainda que a Europa precisa de fazer mais colectivamente em relação à segurança na região do Ártico. A NATO e outros aliados estarão agora permanentemente presentes na Gronelândia e nos seus arredores, e este é um passo muito importante, diz.
Questionada pela moderadora Hadley Gamble se é possível atribuir um preço à Gronelândia, Frederiksen responde: "Claro que não".
Afirma que devemos respeitar os estados soberanos e o direito dos povos à autodeterminação. O povo da Gronelândia deixou claro que não quer tornar-se americano, acrescenta.
Von der Leyen: "Agora é o momento de aumentar os custos da guerra da Rússia como nunca antes"
Pouco depois de um painel de discussão em que os líderes da UE pediram mais pressão sobre Putin, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou numa publicação nas redes sociais: "Agora é o momento de aumentar os custos da guerra da Rússia como nunca antes".
Diz ainda que teve uma "boa reunião" com a delegação dos EUA na cimeira, acrescentando: "As sanções funcionam. E funcionam melhor quando coordenadas".
Good meeting with @LindseyGrahamSC and a bipartisan delegation of US Senators.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) February 14, 2026
Now is the time to raise the costs of Russia’s war higher than ever.
To bring Putin to the negotiating table with genuine intent.
Sanctions work.
And they work best when coordinated.
Europe’s… pic.twitter.com/Eh0Vh9mx6M
Orbán afirma que a verdadeira ameaça à Hungria é a UE e não a Rússia
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou hoje que a verdadeira ameaça que a Hungria enfrenta não é a Rússia, mas a União Europeia, numa altura em que o partido nacionalista intensifica uma campanha anti-UE, a dois meses das eleições.
A apenas oito semanas da votação de 12 de abril, Orbán e o seu partido Fidesz enfrentam o seu desafio mais sério desde que o líder populista de direita retomou o poder, em 2010.
A maioria das sondagens independentes mostra o Fidesz atrás do partido de centro-direita Tisza e do seu líder, Péter Magyar, mesmo com Orbán a fazer campanha com a premissa infundada de que a UE enviaria húngaros para a morte na vizinha Ucrânia, se o seu partido perdesse.
No discurso aos seus apoiantes, Orbán comparou hoje a UE ao regime soviético repressivo que dominou a Hungria durante mais de 40 anos no século passado e rejeitou a crença de muitos líderes europeus de que o Presidente russo, Vladimir Putin, representa uma ameaça à segurança do continente.
“Precisamos de nos habituar à ideia de que aqueles que amam a liberdade não devem temer o Leste, mas sim Bruxelas”, disse, referindo-se à capital de facto da UE, na Bélgica.
“A disseminação do medo em relação a Putin é primitiva e leviana. Bruxelas, no entanto, é uma realidade palpável e uma fonte de perigo iminente”, disse, acrescentando: “Esta é a dura verdade e não a toleraremos”.
Cinco países europeus dizem ter provas de que Navalny foi envenenado: “Só o Estado russo tinha os meios, o motivo e o desrespeito pelo direito internacional” para realizar este homicídio
Rutte: "Venceremos qualquer luta contra a Rússia se nos atacarem agora"
A Rússia está a sofrer "perdas enormes" na Ucrânia, totalizando cerca de 65 mil soldados nos últimos dois meses, disse o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, este sábado, na Conferência de Segurança de Munique.
Rutte garante que aliança da NATO é suficientemente forte para que a Rússia não tente atacá-la agora.
"Venceremos qualquer luta contra a Rússia se nos atacarem agora, e temos de garantir que daqui a dois, quatro, seis anos o mesmo continue a acontecer", disse.
"Estão preparados para os desafios da guerra com a Rússia?", pergunta Zelensky aos líderes europeus
Zelensky: "Deem-nos dois meses de cessar-fogo e iremos a eleições"
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, diz que sente "um pouco" de pressão depois de o líder norte-americano, Donald Trump, lhe ter pedido para acelerar as negociações de paz, mas afirmou que isso era importante para ver concessões da Rússia.
"Deem-nos dois meses de cessar-fogo e iremos a eleições", disse Zelensky num painel de discussão na Conferência de Segurança de Munique, respondendo aos pedidos dos EUA para uma votação rápida. "Deem-nos um cessar-fogo. O presidente Trump pode fazer isto: pressionar Putin; conseguir um cessar-fogo. Então o nosso parlamento mudará a lei e iremos a eleições".