GUERRA AO MINUTO | Dia de decisões: Trump com Zelensky, Witkoff em Moscovo
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
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Umerov encontrou-se com Kushner e Witkoff em Davos para discutir garantias de segurança
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Mark Rutte: "A Ucrânia deve ser a prioridade número um"
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Trump reitera que terminou oito guerras, faltando a da Ucrânia, "uma das que pensava que iria ser mais fácil"
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Sem energia, cerca de 600.000 pessoas já fugiram de Kiev este mês, diz o presidente da Câmara
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“O nosso objetivo é matar 50.000 russos por mês”, afirma o novo ministro da Defesa da Ucrânia
UE admite que Kiev poderá ser forçado a abandonar pretensões na NATO
A União Europeia (UE) admitiu esta segunda-feira a possibilidade de a Ucrânia ser forçada a prescindir da integração na NATO, mas comprometeu-se com a segurança do país nessa eventualidade.
"Os ministros [da UE] concordaram todos que é preciso dar garantias de segurança à Ucrânia e como o país está a ser pressionado para não aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte [NATO], essa será a única garantia de que a Rússia não volta a invadir", disse a alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, em conferência de imprensa em Bruxelas, no final de uma reunião dos chefes da diplomacia dos 27.
A representante da diplomacia da UE acrescentou que o bloco político-económico vai "continuar a fazer a sua parte" na instrução de militares ucranianos e em assegurar que a Rússia não vai além dos territórios que já anexou.
Sobre as negociações de paz com a Rússia, Kaja Kallas, ex-primeira-ministra da Estónia, disse que todos os países da UE e também os Estados Unidos (EUA) - que estão a mediar as negociações entre a Ucrânia e o Kremlin - têm de dar garantias de segurança credíveis ao país invadido.
Já sobre aquilo que a Ucrânia poderá ter de abdicar para alcançar a paz, Kaja Kallas disse que essa decisão é dos ucranianos: "Eles é que têm de decidir o que estão dispostos a ceder".
Siga ao minuto:
Zelensky acusa Europa de continuar em "modo Gronelândia"
A Bielorrússia e o Irão serviram de pretexto para condenar a falta de ação europeia na Ucrânia.
“A Bielorrússia em 2020 é o exemplo. Ninguém ajudou o seu povo e agora mísseis russos Oreshnik estão implantados na Bielorrússia ao alcance da maioria das capitais europeias. Isso não teria acontecido se o povo bielorrusso tivesse vencido em 2020. E dissemos várias vezes aos nossos parceiros europeus: atuem agora, atuem agora contra esses mísseis na Bielorrússia, mísseis nunca são apenas decoração", afirmou Zelensky.
"Mas a Europa ainda continua em modo Groenlândia. Talvez um dia alguém faça alguma coisa", sublinhou o presidente.
Referindo-se aos protestos no Irão, o chefe de Estado ucraniano disse que "quando recusam ajudar pessoas que lutam pela liberdade, as consequências regressam e são sempre negativas.”
Zelensky: "A Europa adora discutir o futuro, mas evita tomar medidas hoje"
Volodymyr Zelensky continua a criticar a inação europeia relativamente à Rússia. “A Europa adora discutir o futuro, mas evita tomar medidas hoje", atirou o presidente ucraniano, citado pela Sky News.
“É verdade que muitas reuniões tiveram lugar", continuou, "mas ainda assim a Europa não chegou sequer ao ponto de ter um local para o tribunal, com pessoal e trabalho real a acontecer lá dentro".
Num discurso marcado por fortes críticas aos aliados europeus, Zelensky questionou-se sobre "o que falta": "Tempo ou vontade política? Com demasiada frequência na Europa, há sempre outra coisa mais urgente do que a justiça.”
"Maduro foi preso e está a ser julgado em Nova Iorque. Putin não", afirma Zelensky
Zelenskyy alerta a Europa sobre um “Dia da Marmota”
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, começou por criticar a falta de mudança do paradigma na Ucrânia.
“No ano passado aqui em Davos, terminei o meu discurso com as palavras: 'A Europa precisa de saber como se defender’. Passou um ano e nada mudou", frisou.
"Estamos numa situação em que ainda tenho de dizer as mesmas palavras", continou o presidente.
Zelensky dirigiu-se à Europa, condenando o facto de “nem sequer ter tentado construir a sua própria resposta”.
“Vamos olhar para o Hemisfério Ocidental. O presidente Trump liderou uma operação na Venezuela, e Maduro foi preso”, diz ele.
“Houve diferentes opiniões sobre isso, mas a verdade é que Maduro está a ser julgado em Nova Iorque e Putin não", sublinhou, lembrando que este é o quarto ano da maior guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, "e o homem que a começou não só está livre, como ainda está a lutar pelo seu dinheiro congelado na Europa.”
Zelensky discursa depois de reunião com Trump
Fala agora em Davos o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, logo depois de se ter reunido com Donald Trump.
O presidente norte-americano já disse aos meios de comunicação que as conversas foram “muito boas”, mas Zelensky ainda não se pronunciou sobre o encontro.
Processo para pôr fim à guerra na Ucrânia está "em curso", mas "há um longo caminho a percorrer", reconhece Trump
O presidente Donald Trump admitiu que, apesar de ter sido uma boa reunião, ainda “há um longo caminho a percorrer” para pôr fim à guerra com a Rússia.
Aos jornalistas, em Davos, o líder norte-americano relembrou que "há muitas pessoas a morrer" e que, por isso, a guerra "tem de terminar".
Trump recusou detalhar o conteúdo da conversa à porta fechada com o líder ucraniano, embora tenha dito à CNN Internacional que os dois não discutiram a entrada do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no recém-criado Conselho de Paz.
“É um processo em curso”, concluiu Trump.
A mensagem de Trump para Putin: "A guerra tem de terminar"
Depois de uma conversa com Volodymyr Zelensky, que durou cerca de uma hora, Donald Trump diz que tem uma mensagem para Vladimir Putin.
"A mensagem para Putin é que a guerra tem de terminar", frisou.
Donald Trump diz que teve uma conversa "muito boa" com Zelensky
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse aos jornalistas em Davos que as conversações com Zelensky foram “muito boas”.
Questionado sobre se há uma possibilidade real de se alcançar um acordo ainda hoje, o líder americano respondeu que “teremos de ver o que acontece”.
“Vamos reunir-nos com a Rússia, isso acontecerá amanhã, e vamos encontrar-nos com o presidente Putin”, sublinhou, reforçando que a reunião com o presidente ucraniano foi boa
"Todos querem que a guerra termine", rematou.
Terminou a reunião entre Zelensky e Trump
O encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky já acabou e demorou cerca de uma hora.
Ainda hoje, o enviado dos EUA, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, devem seguir para Moscovo onde têm encontro marcado com Vladimir Putin.
Já começou o encontro entre Zelensky e Donald Trump
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já está junto do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, no Fórum Económico Mundial, em Davos, de acordo com o gabinete do chefe de Estado da Ucrânia.
Mais cedo, hoje, Donald Trump declarou que um acordo de paz para a Ucrânia está cada vez "mais próximo".
Zelensky já está em Davos
O presidente da Ucrânia já está em Davos, onde tem encontro marcado com o homólogo norte-americano.
Volodymyr Zelensky e Donald Trump devem encontrar-se dentro de momentos, tendo em conta que a reunião estava marcada para as 12:00 de Portugal Continental.
Trump acredita que a guerra na Ucrânia terminará "muito em breve" e admite que "pensava que ia ser fácil"
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse acreditar que o conflito na Ucrânia "vai terminar muito em breve". À margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, o líder americano admitiu que "esse era aquele que pensava que seria fácil".
"Acabou por se revelar provavelmente o mais difícil", acrescentou.
"No mês passado, morreram 29 mil pessoas, principalmente soldados. Ucrânia, Rússia, pensem nisso, 29 mil", reforçou, sublinhando que "[foram] 27 mil no mês anterior e 26 mil no mês anterior a esse. É terrível.”
Acordos para as garantias de segurança da Ucrânia devem ser assinados hoje
O enviado-especial João Póvoa Marinheiro faz um ponto de situação do que é esperado na agenda de Davos esta quinta-feira
Ucrânia diz ter atingido terminal petrolífero russo em Krasnodar
O exército ucraniano afirmou que atingiu o terminal petrolífero russo Tamanneftegaz, na região sul de Krasnodar, esta quinta-feira.
O estado-maior não forneceu mais detalhes, mas adiantou que a instalação fornecia combustível ao exército russo.
A chegada de Zelensky para um dia decisivo na Suíça
O presidente da Ucrânia já está na Suíça, onde se vai encontrar com o homólogo norte-americano. Volodymyr Zelensky e Donald Trump devem falar por voltar da hora de almoço.
Adolescente de 17 anos morre em ataque russo na região de Odessa
Um adolescente de 17 anos foi morto na região de Odessa, no sul da Ucrânia, num ataque noturno com drone russo, disse esta quinta-feira o governador Oleh Kiper.
“Infelizmente, como resultado do ataque inimigo durante a noite, um jovem nascido em 2009 sofreu ferimentos fatais”, afirmou Kiper no Telegram.
O responsável acrescentou que anteriormente um drone terá atingido um edifício entre o 18.º e o 19.º andar, sem detonar, e que 58 pessoas, incluindo oito crianças, foram evacuadas do prédio.
"Putin tem estado muito calado nos últimos dias"
Helena Ferro de Gouveia, comentadora da CNN Portugal, analisa o que pode sair do encontro entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos.
Cerca de 3 mil edifícios continuam sem aquecimento em Kiev
Cerca de 3 mil edifícios continuavam sem aquecimento em Kiev após um ataque aéreo russo esta semana, afirmou hoje o presidente da câmara, Vitali Klitschko.
“Até esta manhã, pouco menos de 3 mil edifícios de grande altura na capital continuam sem aquecimento”, escreveu o responsável no Telegram.
Klitschko acrescentou que 227 edifícios foram novamente ligados ao abastecimento durante a noite.
Mark Rutte garante que Trump está comprometido com a Ucrânia
Os Estados Unidos continuam comprometidos com a Ucrânia, afirmou esta quinta-feira o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.
Questionado sobre se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava comprometido com a independência e a soberania da Ucrânia, Rutte respondeu: “Sim! E nunca duvidei disso.”
“O que precisamos é de manter os olhos focados na Ucrânia. Não vamos largar essa bola”, disse Rutte.
Witkoff diz que viajará para Moscovo ainda esta quinta-feira para conversações sobre a Ucrânia
O enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, confirmou que viajará para Moscovo ainda esta quinta-feira para discutir o fim da guerra na Ucrânia, disse a uma audiência no Fórum Económico Mundial.
“Acho que fizemos muitos progressos”, afirmou Witkoff, acrescentando que as negociações se resumiam a uma última questão.
“Portanto, se ambas as partes quiserem resolver isto, vamos conseguir resolvê-lo”, disse Witkoff à audiência em Davos.
Acrescentou que a criação de uma zona livre de tarifas na Ucrânia seria “transformadora” para a economia do país.
Zelensky a caminho de Davos para se encontrar com Trump
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, está a viajar para Davos para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à margem do Fórum Económico Mundial, informou esta quinta-feira um dos seus conselheiros.
De acordo com a mesma fonte, o encontro acontecerá às 12:00, de Portugal, (13:00, horas locais).