GUERRA AO MINUTO | Dia de decisões: Trump com Zelensky, Witkoff em Moscovo
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
-
Umerov encontrou-se com Kushner e Witkoff em Davos para discutir garantias de segurança
-
Mark Rutte: "A Ucrânia deve ser a prioridade número um"
-
Trump reitera que terminou oito guerras, faltando a da Ucrânia, "uma das que pensava que iria ser mais fácil"
-
Sem energia, cerca de 600.000 pessoas já fugiram de Kiev este mês, diz o presidente da Câmara
-
“O nosso objetivo é matar 50.000 russos por mês”, afirma o novo ministro da Defesa da Ucrânia
Ucrânia está a trabalhar "sem parar" pela paz, afirma Zelensky
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou esta segunda-feira, em Berlim, que o seu país está a trabalhar “sem parar” para alcançar a paz, sublinhando a continuidade dos contactos diplomáticos.
Aos jornalistas, Zelensky revelou que ao longo do dia decorreram várias rondas de negociações, adiantando que estão previstas mais conversações. “Estamos a trabalhar sem parar”, declarou, citado pela Sky News.
O chefe de Estado ucraniano reconheceu que as negociações têm sido difíceis, mas considerou-as importantes, acrescentando que durante as conversações houve respeito pela Ucrânia.
Siga ao minuto:
Já começou o encontro entre Zelensky e Donald Trump
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já está junto do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, no Fórum Económico Mundial, em Davos, de acordo com o gabinete do chefe de Estado da Ucrânia.
Mais cedo, hoje, Donald Trump declarou que um acordo de paz para a Ucrânia está cada vez "mais próximo".
Zelensky já está em Davos
O presidente da Ucrânia já está em Davos, onde tem encontro marcado com o homólogo norte-americano.
Volodymyr Zelensky e Donald Trump devem encontrar-se dentro de momentos, tendo em conta que a reunião estava marcada para as 12:00 de Portugal Continental.
Trump acredita que a guerra na Ucrânia terminará "muito em breve" e admite que "pensava que ia ser fácil"
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse acreditar que o conflito na Ucrânia "vai terminar muito em breve". À margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, o líder americano admitiu que "esse era aquele que pensava que seria fácil".
"Acabou por se revelar provavelmente o mais difícil", acrescentou.
"No mês passado, morreram 29 mil pessoas, principalmente soldados. Ucrânia, Rússia, pensem nisso, 29 mil", reforçou, sublinhando que "[foram] 27 mil no mês anterior e 26 mil no mês anterior a esse. É terrível.”
Acordos para as garantias de segurança da Ucrânia devem ser assinados hoje
O enviado-especial João Póvoa Marinheiro faz um ponto de situação do que é esperado na agenda de Davos esta quinta-feira
Ucrânia diz ter atingido terminal petrolífero russo em Krasnodar
O exército ucraniano afirmou que atingiu o terminal petrolífero russo Tamanneftegaz, na região sul de Krasnodar, esta quinta-feira.
O estado-maior não forneceu mais detalhes, mas adiantou que a instalação fornecia combustível ao exército russo.
A chegada de Zelensky para um dia decisivo na Suíça
O presidente da Ucrânia já está na Suíça, onde se vai encontrar com o homólogo norte-americano. Volodymyr Zelensky e Donald Trump devem falar por voltar da hora de almoço.
Adolescente de 17 anos morre em ataque russo na região de Odessa
Um adolescente de 17 anos foi morto na região de Odessa, no sul da Ucrânia, num ataque noturno com drone russo, disse esta quinta-feira o governador Oleh Kiper.
“Infelizmente, como resultado do ataque inimigo durante a noite, um jovem nascido em 2009 sofreu ferimentos fatais”, afirmou Kiper no Telegram.
O responsável acrescentou que anteriormente um drone terá atingido um edifício entre o 18.º e o 19.º andar, sem detonar, e que 58 pessoas, incluindo oito crianças, foram evacuadas do prédio.
"Putin tem estado muito calado nos últimos dias"
Helena Ferro de Gouveia, comentadora da CNN Portugal, analisa o que pode sair do encontro entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos.
Cerca de 3 mil edifícios continuam sem aquecimento em Kiev
Cerca de 3 mil edifícios continuavam sem aquecimento em Kiev após um ataque aéreo russo esta semana, afirmou hoje o presidente da câmara, Vitali Klitschko.
“Até esta manhã, pouco menos de 3 mil edifícios de grande altura na capital continuam sem aquecimento”, escreveu o responsável no Telegram.
Klitschko acrescentou que 227 edifícios foram novamente ligados ao abastecimento durante a noite.
Mark Rutte garante que Trump está comprometido com a Ucrânia
Os Estados Unidos continuam comprometidos com a Ucrânia, afirmou esta quinta-feira o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.
Questionado sobre se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava comprometido com a independência e a soberania da Ucrânia, Rutte respondeu: “Sim! E nunca duvidei disso.”
“O que precisamos é de manter os olhos focados na Ucrânia. Não vamos largar essa bola”, disse Rutte.
Witkoff diz que viajará para Moscovo ainda esta quinta-feira para conversações sobre a Ucrânia
O enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, confirmou que viajará para Moscovo ainda esta quinta-feira para discutir o fim da guerra na Ucrânia, disse a uma audiência no Fórum Económico Mundial.
“Acho que fizemos muitos progressos”, afirmou Witkoff, acrescentando que as negociações se resumiam a uma última questão.
“Portanto, se ambas as partes quiserem resolver isto, vamos conseguir resolvê-lo”, disse Witkoff à audiência em Davos.
Acrescentou que a criação de uma zona livre de tarifas na Ucrânia seria “transformadora” para a economia do país.
Zelensky a caminho de Davos para se encontrar com Trump
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, está a viajar para Davos para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à margem do Fórum Económico Mundial, informou esta quinta-feira um dos seus conselheiros.
De acordo com a mesma fonte, o encontro acontecerá às 12:00, de Portugal, (13:00, horas locais).
Enviado especial dos EUA diz que só faltar resolver um ponto para a Paz
O enviado especial dos Estados Unidos da América (EUA) para a resolução da guerra entre Rússia e Ucrânia, Steve Witkoff, afirmou hoje que apenas resta uma questão por resolver entre as partes, registando-se “progressos significativos”.
"Acredito que só resta uma questão para ser resolvida. Discutimos diversas versões dessa questão, o que significa que ela pode ser resolvida. Portanto, se ambos os lados desejarem resolvê-la, nós vamos resolvê-la", disse, sem pormenorizar, num evento à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, Suíça.
Witkoff viaja ainda hoje para Moscovo, prevendo-se um encontro com a cúpula do Kremlin para transmitir o ponto da situação negocial com Kiev.
A Rússia invadiu território ucraniano em 24 de fevereiro de 2022, na altura classificando as suas ações como uma “operação militar especial", supostamente para "desmilitarizar" e "desnazificar" o regime liderado por Volodymyr Zelenski, já depois de ter anexado a península Crimeia, em 2014.
O conflito estendeu-se e já fez milhões de mortos e estragos materiais de ambos os lados e, ainda hoje, sistemas de defesa aérea russos abateram, nas últimas horas, um total de 31 drones ucranianos sobre diversas regiões da Federação Russa.
A Ucrânia tem concentrado os ataques na infraestrutura energética russa, especialmente em refinarias nas regiões sul do país, numa tentativa de comprometer a capacidade de produção e abastecimento das forças armadas inimigas.
Moscovo lançou uma série de ataques nas últimas semanas, bombardeando a infraestrutura civil do país vizinho e deixando milhões de ucranianos sem eletricidade e aquecimento, enquanto as temperaturas caem para entre 10 e 20 graus negativos.
Finlândia receia ser atingida por drones ucranianos desviados pela Rússia
As autoridades finlandesas alertaram hoje sobre a possibilidade de o território da Finlândia ser sobrevoado e atingido por drones ucranianos desviados pelas forças russas.
O chefe dos serviços de informação militares finlandeses disse à France Presse que a Rússia tem neste momento capacidades técnicas que permitem bloquear o sinal dos aparelhos aéreos não tripulados (drones) ucranianos.
Segundo Helsínquia, a Ucrânia tem como alvo os portos russos localizados próximo do território finlandês sendo que a Rússia desenvolveu técnicas capazes de interferir na rota dos aparelhos correndo-se o risco de serem dirigidos contra a Finlândia.
O major-general Pekka Turunen, chefe do serviço de informações das Forças de Defesa da Finlândia, disse que o perigo de um drone invadir o espaço aéreo da Finlândia ou o território finlandês é cada vez maior.
"A Ucrânia tem como alvo os portos petrolíferos (...) bastante próximos da Finlândia, e agora sabemos como a Rússia os neutraliza utilizando o bloqueio de GPS. Portanto, se um drone utilizar o GPS para navegar até ao alvo, pode ser desviado para outro local devido a esse bloqueio", explicou.
O GPS (Global Positioning System) é um sistema que fornece a qualquer aparelho recetor, através de comunicações por satélite, a posição em que se encontra durante a navegação.
Umerov encontrou-se com Kushner e Witkoff em Davos para discutir garantias de segurança
O líder da equipa de negociações da Ucrânia, Rustem Umerov, afirmou, citado pela Reuters, que se reuniu esta quarta-feira com Jared Kushner, genro de Donald Trump, e Steve Witkoff, enviado do presidente dos EUA para o Médio Oriente, em Davos, à margem da reunião do Fórum Económico Internacional.
Segundo o próprio Umerov, ambas as partes discutiram as garantias de segurança dos EUA à Ucrânia e a reconstrução do pós-guerra.
Trump reitera que terminou oito guerras, faltando a da Ucrânia, "uma das que pensava que iria ser mais fácil"
O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou em Davos que a sua administração terminou oito guerras, faltando apenas uma, a da Ucrânia.
"Falta uma, uma daquelas que pensava que iria ser mais fácil, mas está a tornar-se numa das mais difíceis", complementou o presidente americano, que disse, no entanto, que "estamos perto" do fim da guerra da Ucrânia.
"Acho que poderia ter chegado a uma guerra mundial se não estivéssemos aqui, estava fora de controlo. Mas acho que a vamos resolver", acrescentou Trump.
Trump diz que fim da guerra está "razoavelmente perto". Se Zelensky e Putin não alcançarem um acordo "são estúpidos"
O presidente dos Estados Unidos afirmou que há razões para acreditar que estamos perto de um acordo para alcançar a paz na Ucrânia.
“Estamos razoavelmente perto”, referiu, já durante uma fase de interação com o público no Fórum Económico Mundial, em Davos.
Donald Trump reiterou que se vai encontrar com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ainda hoje.
“Penso que estão num ponto em que podem juntar-se e alcançar um acordo. Se não o fizerem, são estúpidos”, concluiu.
Trump diz que vai encontrar-se com Zelensky ainda hoje
"Não ganhei nada com a NATO, nós pagamos à NATO, há muitos anos". Trump diz que se não fosse ele, os países da NATO continuariam a pagar só 2% para a defesa.
Depois, Trump recorda o que fez para terminar a guerra em Israel e o que quer fazer na Ucrânia: "A Ucrânia é um banho de sague e eu quero pôr um fim nisso."
"Estou a lidar com a Rússia e com Putin e estou a lidar com Zelensky".
Trump diz que vai encontrar-se com Zelensky esta quarta-feira.
Witkoff vai falar com a Ucrânia após encontro com Putin
O enviado-especial de Donald Trump espera poder discutir a paz na reunião que vai ter com o presidente da Rússia.
De acordo com Steve Witkoff, que falou aos jornalistas a partir de Davos, depois do encontro em Moscovo haverá uma reunião com o lado ucraniano.
“Planeamos discutir a paz e a Ucrânia e a Rússia”, frisou, antecipando o encontro com Vladimir Putin, para o qual está “esperançoso”.
Zelensky diz que mais de metade da cidade de Kiev está sem energia após ataque russo
O presidente da Ucrânia garante que cerca de 60% da cidade de Kiev está sem energia, na sequência de um ataque da Rússia.
Volodymyr Zelensky referiu, numa publicação feita nas redes sociais, que “cerca de 400 edifícios em Kiev estão sem aquecimento”, sendo que “perto de 60% da capital está sem eletricidade”.
A Rússia tem intensificado os seus ataques ao setor energético, procurando desgastar a população e a opinião pública junto do governo.