“Não há factos que indiquem planos agressivos da Rússia e da China, nem pode haver”, declarou.
GUERRA AO MINUTO | Putin espera acordo de paz "o mais depressa possível" e normalizar relações com Europa
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
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Rússia considera forças ocidentais na Ucrânia "inaceitáveis" e avisa: "Quaisquer tropas estrangeiras são alvos legítimos"
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Espanha diz estar cética quanto às hipóteses de cessar-fogo na Ucrânia
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Rússia nunca declarou planos para ocupar a Gronelândia, diz Moscovo
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Rússia destrói "grande" infraestrutura energética em Kharkiv, diz autarca
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Presidente da Estónia quer reforço das sanções à Rússia
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Rússia condena plano do Reino Unido para desenvolver mísseis destinados à Ucrânia: "Não é um passo em direção à paz"
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Kiev continua a enfrentar falhas de energia e temperaturas podem baixar até aos 20 graus negativos
Rússia rejeita alterações europeias ao plano de paz de Trump
A Rússia rejeitou esta segunda-feira as modificações introduzidas pelos países europeus ao plano de paz para a Ucrânia apresentado pelos Estados Unidos.
“Tomámos conhecimento do plano europeu que, à primeira vista, é absolutamente não construtivo, não nos convém”, disse o conselheiro presidencial para os assuntos internacionais, Yuri Ushakov, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Os Estados Unidos propuseram na semana passada um plano para acabar com a guerra da Rússia contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
O plano foi bem acolhido pelo Kremlin por contemplar grande parte das exigências que têm sido feitas pelo Presidente Vladimir Putin para acabar com a guerra.
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Georgieva diz que FMI espera levar programa para a Ucrânia ao Conselho de Administração "nas próximas semanas"
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse esta quinta-feira que espera pedir ao Conselho de Administração do Fundo que aprove, dentro de “algumas semanas”, um novo programa de empréstimos de 8,1 mil milhões de dólares para a Ucrânia, sublinhando a importância de reforçar o financiamento para o país devastado pela guerra.
Em declarações à Reuters após encontros com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e outros altos responsáveis ucranianos, Georgieva afirmou que muita coisa mudou na Ucrânia desde novembro, quando foi alcançado um acordo preliminar sobre o programa, mas que o essencial das exigências do programa deverá manter-se.
“Estou aqui para ver como o país está a aguentar nestes tempos invulgarmente duros, porque quero ter a certeza de que o que foi acordado em novembro é exequível tal como foi acordado”, disse. “Reconhecemos que a direção a seguir continua a ser a mesma (mas) a forma como damos estes passos tem de ser cuidadosamente calibrada.”
Ucrânia nunca foi e nunca será um obstáculo à paz, diz Zelensky
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou esta quinta-feira que a Ucrânia nunca foi e nunca será um obstáculo à paz, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ter apontado como uma razão para o ritmo lento das negociações de paz.
“Também falámos sobre o trabalho diplomático com a América. A Ucrânia nunca foi e nunca será um obstáculo à paz”, disse Zelensky no seu discurso noturno em vídeo, referindo-se a uma conversa telefónica com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
Trump, em entrevista à Reuters na quarta-feira, disse acreditar que a Ucrânia está menos preparada do que a Rússia para fechar um acordo. Questionado sobre o motivo de as negociações lideradas pelos EUA ainda não terem resolvido a guerra, prestes a completar quatro anos, Trump respondeu: “Zelensky.”
Secretário-geral da NATO diz ter falado com Zelensky sobre ataques russos e crise energética
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, falou esta quinta-feira com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para abordar os mais recentes ataques da Rússia contra a Ucrânia, que provocaram cortes de eletricidade generalizados no país.
“Falei com Zelensky sobre a situação energética na Ucrânia, com os ataques da Rússia a causarem um terrível sofrimento humano, bem como sobre os esforços em curso para pôr fim à guerra”, escreveu Rutte na rede social X.
“Estamos empenhados em garantir que a Ucrânia continua a receber o apoio crucial de que precisa para se defender hoje e, em última análise, assegurar uma paz duradoura.”
Macron garante que França ultrapassou os EUA na quantidade de informação partilhada com a Ucrânia
Emmanuel Macron anunciou que França ultrapassou largamente os Estados Unidos na informação relevante prestada à Ucrânia.
De acordo com o presidente francês, Paris é agora responsável por cerca de dois terços das informações secretas que Kiev vai recebendo.
Declarações que vão contra o que o novo chefe de gabinete do presidente da Ucrânia disse recentemente, já que Kyrylo Budanov referiu que Kiev dependia criticamente das informações partilhadas pelos Estados Unidos.
“Onde a Ucrânia estava esmagadoramente dependente há um ano, nas informações americanas, hoje dois terços são servidos por França”, disse Emmanuel Macron perante soldados das Forças Armadas gaulesas.
Putin lamenta desprezo por soberanias em dezenas de países mas evita criticar Trump
O Presidente russo, Vladimir Putin, lamentou esta quinta-feira o desrespeito pela soberania sofrido por dezenas de países em todo o mundo, mas evitou criticar a política do homólogo norte-americano, Donald Trump, em relação à Venezuela, Gronelândia e Irão.
"Dezenas de países de todo o mundo sofrem com o desrespeito pelos seus direitos soberanos, com o caos e a desordem, pois não têm força nem recursos para se defenderem", declarou Putin durante uma cerimónia de acreditação de embaixadores em Moscovo no Kremlin, transmitida em direto pela televisão.
Putin espera acordo de paz "o mais depressa possível" e normalizar relações com Europa
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse esta quinta-feira que ainda espera um acordo de paz “o mais depressa possível” para o conflito na Ucrânia e normalizar as relações com os países europeus, que considera estarem atualmente reduzidas ao mínimo.
Dirigindo-se a dez embaixadores europeus que lhe apresentaram hoje as suas credenciais numa cerimónia no Kremlin, o líder russo alertou que as relações com a Europa "deixam muito a desejar" e manifestou confiança em restaurá-las no futuro.
"Quero sublinhar que o diálogo e os contactos foram reduzidos ao mínimo, tanto na esfera oficial, empresarial como pública, mas não por culpa nossa", observou.
"Não há factos que apontem para planos agressivos da Rússia e da China para a Gronelândia, nem pode haver". Moscovo desmente Trump sobre plano para tomar a ilha do Ártico
Espanha diz estar cética quanto às hipóteses de cessar-fogo na Ucrânia
A ministra da Defesa de Espanha, Margarita Robles, afirmou esta quinta-feira estar cética em relação às perspetivas de a Ucrânia e a Rússia chegarem a um acordo de cessar-fogo, acrescentando que a Rússia não aceitaria tropas estrangeiras numa missão de paz no país.
“O (presidente russo Vladimir) Putin não parece querer paz”, disse Margarita Robles num evento em Madrid.
Rússia nunca declarou planos para ocupar a Gronelândia, diz Moscovo
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, disse esta quinta-feira que nem a Rússia nem a China alguma vez afirmaram ter planos para ocupar a Gronelândia.
Rússia destrói "grande" infraestrutura energética em Kharkiv, diz autarca
As forças russas destruíram uma “grande” infraestrutura energética na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, disse o presidente da câmara esta quinta-feira.
Ihor Terekhov, numa publicação na aplicação de mensagens Telegram, não especificou qual a infraestrutura, mas disse que equipas de emergência estavam no local e a trabalhar 24 horas por dia.
Presidente da Estónia quer reforço das sanções à Rússia
O Presidente da Estónia, Alar Karis, defendeu esta quinta-feira em Lisboa um aumento das sanções à Rússia e o reforço do apoio à Ucrânia, sublinhando que o seu país está “totalmente empenhado” na segurança da Europa.
Em conferência de imprensa conjunta, no final de uma reunião com o Presidente português, o chefe de Estado da Estónia disse que a Ucrânia continua a ser um tema central e que a defesa da independência e da integridade territorial daquele país “é inabalável”.
“Não aceitaremos que as fronteiras sejam alteradas pela força”, sublinhou, referindo que “esta é uma questão existencial para a Estónia, bem como para os membros das Nações Unidas”.
Rússia ataca infraestrutura portuária na região de Odessa
Um míssil balístico russo atingiu a infraestrutura portuária na cidade de Chornomorsk, no sul da Ucrânia, disse o vice-primeiro-ministro ucraniano Oleksiy Kuleba esta quinta-feira.
Numa mensagem divulgada na aplicação Telegram, acrescentou que uma pessoa ficou ferida no ataque a um cais de onde um navio com bandeira maltesa se preparava para zarpar.
Três contentores foram danificados e ocorreu um derrame de óleo, disse Oleksiy Kuleba.
Rússia considera forças ocidentais na Ucrânia "inaceitáveis" para Moscovo e avisa: "Quaisquer tropas estrangeiras são alvos legítimos"
A Rússia considera inaceitável que potências ocidentais mobilizem forças ao abrigo de um eventual acordo de paz para a Ucrânia, avançou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, afirmando que quaisquer desses soldados seriam considerados por Moscovo como alvos legítimos.
A porta-voz do ministério, Maria Zakharova, alegou que potências ocidentais como o Reino Unido sabiam perfeitamente que a alocação de tais forças era inaceitável para a Rússia, mas insistiram nessa possibilidade em projetos de propostas de paz, numa tentativa de minar o processo.
“Estando bem conscientes da inaceitabilidade de tal cenário para a Rússia, os britânicos estão a utilizá-lo como mais uma ferramenta para minar o processo de paz”, disse Zakharova aos jornalistas.
“Quaisquer tropas estrangeiras na Ucrânia serão consideradas alvos legítimos para as forças armadas russas e o contingente britânico não será exceção.”
Rússia condena plano do Reino Unido para desenvolver mísseis destinados à Ucrânia: "Não é um passo em direção à paz"
O plano da Grã-Bretanha para ajudar a Ucrânia a desenvolver um míssil balístico denominado “Nightfall” não constitui um passo em direção à paz, afirmou hoje a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova.
O Reino Unido anunciou um plano para desenvolver rapidamente mísseis balísticos lançados a partir do solo para a Ucrânia, com o objetivo de apoiar os esforços de guerra do país contra a Rússia.
Presidente da Autoridade Palestiniana visita Moscovo na próxima semana
O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, vai visitar Moscovo nos dias 21 e 22 de janeiro, informou a agência noticiosa russa TASS, citando a embaixada palestiniana.
Abbas visitou Moscovo pela última vez para se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin em maio de 2025.
Kiev continua a enfrentar falhas de energia e temperaturas podem baixar até aos 20 graus negativos
Mais de 400 edifícios residenciais na capital da Ucrânia permanecem sem aquecimento devido aos ataques russos que atingiram os sistemas de distribuição de energia e numa altura em que se registam 17 graus negativos na região.
As falhas começaram a verificar-se na passada sexta-feira após os ataques russos com aparelhos aéreos não tripulados (drones) e mísseis que afetaram o sistema de distribuição de gás e das redes de fornecimento de eletricidade.
Na maior parte da cidade de Kiev, o sistema de aquecimento funciona "a níveis muito baixos", mesmo em residências e estabelecimentos comerciais onde o serviço foi parcialmente restabelecido.
Cerca de 400 prédios de habitação em Kiev permanecem sem receberem gás e eletricidade.
O serviço de meteorologia ucraniano alertou que as temperaturas podem baixar até aos 20º negativos durante as próximas horas.
Entretanto, as autoridades da capital abriram mais pontos públicos de recarga para dispositivos eletrónicos e instalaram geradores de alta potência que garantem o fornecimento de energia a alguns prédios residenciais situados nas zonas mais afetadas pelas falhas de energia.
Rússia expulsa diplomata britânico por suspeitas de espionagem
A Rússia expulsou um diplomata britânico depois de este ter sido identificado como um alegado espião, anunciou o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), esta quinta-feira.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo terá recebido informações “sobre a afiliação de um funcionário diplomático da embaixada ao serviço secreto britânico”, escreveu a Sky News.
Em comunicado, o ministério afirmou ter convocado a encarregada de negócios britânica Danae Dholakia para informá-la de que o diplomata iria ser expulso.
Moscovo acrescentou que não “toleraria as atividades de agentes secretos britânicos não declarados na Rússia” e advertiu que a Rússia “responderia de forma decisiva” se Londres “agravasse a situação”.
O diplomata, cuja identidade não foi divulgada, deverá deixar a Rússia dentro de duas semanas.
Trump afirma que Putin está "pronto" para um acordo e que a causa para a guerra não acabar é Zelensky
O presidente dos Estados Unidos entende que é o presidente da Ucrânia que está a atrasar um acordo para o fim da guerra.
Numa entrevista dada à agência Reuters a partir da Casa Branca, Donald Trump sugeriu que o homólogo russo, Vladimir Putin, "está pronto para fazer um acordo".
Questionado depois sobre o que estava, afinal, a adiar esse mesmo acordo, Donald Trump foi taxativo: "Zelensky".
"Temos de ter o presidente Zelensky a aceitar [o acordo]", reiterou.
Zaporizhzhia planeia ter primeiros infantários subterrâneos prontos no outono
As autoridades da região de Zaporizhzhia estão a planear construir infantários subterrâneos, que deverão estar concluídos no outono.
A informação é avançada pelo Ukrainska Pravda esta quarta-feira.
Esta iniciativa é parte de uma série de obras destinadas a salvaguardar a segurança dos cidadãos da região, diz o jornal. Há também projetos para outras infraestruturas subterrâneas como hospitais, edifícios administrativos e subestações elétricas.
A CNN Portugal foi à Ucrânia descobrir como é que é um dia na vida dos caçadores de drones
No Donbass, os caçadores de drones - uma unidade especializada em abater drones iranianos e russos- são uma ajuda preciosa às defesas aéreas do país. A reportagem é da enviada especial da TVI/CNN Portugal à Ucrânia Carla Rodrigues.