GUERRA AO MINUTO | MNE da UE tentam desbloquear apoio para 2026 e 2027 a tempo da cimeira de líderes
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
-
Conversações de paz em Berlim retomadas esta segunda-feira
-
Zelensky irá à Polónia na sexta-feira
-
Unidades de defesa aérea russas destroem drone com destino a Moscovo
-
Ataque russo a supermercado em Zaporizhzhia faz 14 feridos, incluindo uma criança
-
Ministro ucraniano diz que Orbán é o "mais valioso ativo congelado da Rússia na Europa"
Ucrânia diz ter atingido depósito de petróleo na Crimeia
As forças especiais da Ucrânia afirmam ter atingido durante a noite um depósito de petróleo russo na Crimeia ocupada, informa a agência Reuters.
"O depósito de petróleo de Hvardiyska é um elemento importante do sistema de logística de combustível das autoridades de ocupação da Crimeia", disseram as forças especiais numa declaração no Telegram. "É importante para abastecer as instalações militares e o transporte do exército inimigo".
Siga ao minuto:
Processo judicial russo não afeta plano de congelamento de bens da UE
Um processo judicial movido pelo banco central da Rússia, que pede 230 mil milhões de dólares de indemnização à Euroclear, sediada na Bélgica, não afeta os planos da União Europeia de utilizar os bens russos congelados para apoiar a Ucrânia, disse um porta-voz do governo alemão à Reuters.
Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE adoptam sanções contra a frota-sombra russa
Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados-Membros da União Europeia adoptaram sanções contra os facilitadores da frota-sombra russa de petroleiros, disse um funcionário da UE esta segunda-feira à Reuters.
As sanções visam nove dos chamados facilitadores da frota sombra, que são homens de negócios ligados às empresas petrolíferas russas Rosneft e Lukoil e empresas de navegação que possuem e gerem petroleiros, bem como 14 pessoas e entidades no âmbito do quadro de sanções contra ameaças híbridas do bloco.
Zelensky visita Haia esta terça-feira
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy vai encontrar-se com o primeiro-ministro holandês em exercício Dick Schoof e com o rei holandês Willem-Alexander em Haia, esta terça-feira, revelou o governo holandês citado pela Reuters.
Os Países Baixos acolhem na terça-feira, em Haia, uma conferência do Conselho da Europa destinada a criar uma comissão para tratar dos pedidos de indemnização à Ucrânia.
UE alargará sanções à Bielorrússia para incluir atividades híbridas
A União Europeia deverá chegar a acordo sobre o alargamento das suas sanções ao regime da Bielorrússia para incluir atividades híbridas contra o bloco, disse esta segunda-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia, Kestutis Budrys, citado pela Reuters.
"Estou ansioso por alargar o regime de sanções contra a Bielorrússia se essas atividades híbridas continuarem contra nós", afirmou Budrys em Bruxelas.
Na semana passada, a Lituânia declarou o estado de emergência e solicitou ao parlamento que autorizasse o apoio militar à polícia e aos guardas fronteiriços, depois de uma vaga de balões de contrabando provenientes da Bielorrússia ter perturbado repetidamente o tráfego aéreo nos últimos meses.
Rússia afirma ter capturado Pishchane, no leste da Ucrânia
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter capturado Pishchane, na região de Dnipropetrovsk, no leste da Ucrânia, informou a agência de notícias estatal russa RIA Novosti.
A região do Donbas "não é o objetivo final de Putin", diz Kallas
O chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, disse esta segunda-feira que a tomada da região do Donbas "não será o objetivo final de Putin".
"Temos de compreender que, se ele conquistar o Donbas, a fortaleza está destruída e, depois, eles avançam definitivamente para a conquista de toda a Ucrânia", afirmou Kallas aos jornalistas.
"Se a Ucrânia desaparecer, as outras regiões também correm perigo", acrescentou.
"Nem Kiev, nem Washington, nem sequer Moscovo vão conseguir o que querem destas negociações"
O comentador da CNN Portugal Tiago André Lopes analisa os desenvolvimentos diplomáticos para pôr fim à guerra na Ucrânia.
Kallas fala em semana decisiva para encontrar solução para o financiamento do país
A alta representante da União Europeia (UE) para a diplomacia considerou que a semana que começa hoje "é decisiva" para encontrar uma solução para o financiamento à Ucrânia, insistindo que a melhor opção é utilizar os recursos russos imobilizados.
“Esta semana é decisiva”, disse Kaja Kallas, à entrada para uma reunião ministerial, em Bruxelas.
O último encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, com a participação de Paulo Rangel em representação do Governo português, ocorre dias antes do último Conselho Europeu de 2025, onde os 27 querem encontrar uma maneira de providenciar apoio financeiro à Ucrânia para os próximos dois anos.
No entanto, as negociações “estão cada vez mais difíceis”, reconheceu a ex-primeira-ministra da Estónia.
Kaja Kallas considerou que a utilização dos ativos russos que estão congelados nos países da UE, uma das propostas em cima da mesa para discussão, continua a ser a maneira “mais credível” de resolver o problema para 2026 e 2027.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros discutem hoje a proposta de apoio à Ucrânia para os próximos dois anos, para tentar desbloqueá-la a tempo da reunião de líderes da União Europeia (UE), no final da semana.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, participa na reunião em Bruxelas encabeçada por Kaja Kallas.
Apesar de haver outros tópicos - nomeadamente o caminho democrático que a Síria está a fazer um ano após a queda do regime de Bashar al-Assad e ao cessar-fogo cada vez mais ténue entre Israel e o movimento radical Hamas, que administrava o enclave palestiniano da Faixa de Gaza – a reunião vai estar centrada no apoio à Ucrânia para 2026 e 2027, e na proposta da Comissão Europeia para utilizar os recursos russos imobilizados na UE para pagar a destruição perpetrada por Moscovo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, vai participar por videoconferência e deverá fazer uma atualização dos esforços negociais com os Estados Unidos da América (EUA), das quais a UE foi excluída por Washington, ainda que o acordo com a Rússia possa delinear a nova arquitetura de segurança da Europa.
Na última sexta-feira, a UE aprovou, por maioria e com os votos contra da Hungria e Eslováquia, uma decisão para manter os ativos russos imobilizados indefinidamente no espaço comunitário, servindo de base ao empréstimo de reparações à Ucrânia.
De momento, decorrem encontros bilaterais em Bruxelas para tentar desbloquear as opções de financiamento europeu ao país invadido pela Rússia em fevereiro de 2022.
Há duas semanas, a Comissão Europeia propôs um polémico empréstimo de reparações com base em ativos russos congelados e um crédito de menor dimensão assente no orçamento da UE, para apoiar a Ucrânia em 2026 e 2027.
A primeira proposta enfrenta a oposição da Bélgica, país que acolhe a maior parte dos ativos russos congelados (através da Euroclear) e que exige garantias e compromissos claros dos outros Estados-membros para se proteger juridicamente, já que não quer assumir o risco de poder ficar sem as verbas se a Rússia não pagar reparações.
O tema será discutido pelos líderes da UE na cimeira que decorre dentro de duas semanas, num encontro de alto nível que é visto como decisivo para chegar a acordo já que a Ucrânia fica sem financiamento disponível na próxima primavera.
MNE da UE tentam desbloquear apoio para 2026 e 2027 a tempo da cimeira de líderes
Os ministros dos Negócios Estrangeiros discutem hoje a proposta de apoio à Ucrânia para os próximos dois anos, para tentar desbloqueá-la a tempo da reunião de líderes da União Europeia (UE), no final da semana.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, participa na reunião em Bruxelas encabeçada pela alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas.
Apesar de haver outros tópicos - nomeadamente o caminho democrático que a Síria está a fazer um ano após a queda do regime de Bashar al-Assad e ao cessar-fogo cada vez mais ténue entre Israel e o movimento radical Hamas, que administrava o enclave palestiniano da Faixa de Gaza – a reunião vai estar centrada no apoio à Ucrânia para 2026 e 2027, e na proposta da Comissão Europeia para utilizar os recursos russos imobilizados na UE para pagar a destruição perpetrada por Moscovo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, vai participar por videoconferência e deverá fazer uma atualização dos esforços negociais com os Estados Unidos da América (EUA), das quais a UE foi excluída por Washington, ainda que o acordo com a Rússia possa delinear a nova arquitetura de segurança da Europa.
Na última sexta-feira, a UE aprovou, por maioria e com os votos contra da Hungria e Eslováquia, uma decisão para manter os ativos russos imobilizados indefinidamente no espaço comunitário, servindo de base ao empréstimo de reparações à Ucrânia.
Fontes europeias indicaram à Lusa que os embaixadores dos Estados-membros junto da UE deram aval, por procedimento escrito, à manutenção por tempo indefinido do congelamento dos ativos soberanos russos imobilizados devido às sanções europeias à Rússia, que ascendem a 210 mil milhões de euros, numa votação com 25 votos a favor e dois contra (da Hungria e da Eslováquia).
No mesmo dia, o Governo português disse que apoia a proposta do empréstimo de reparações à Ucrânia com base em ativos russos imobilizados na União Europeia, confiando que será aprovada pelos líderes europeus na próxima semana.
De momento, decorrem encontros bilaterais em Bruxelas para tentar desbloquear as opções de financiamento europeu ao país invadido pela Rússia em fevereiro de 2022.
Há duas semanas, a Comissão Europeia propôs um polémico empréstimo de reparações com base em ativos russos congelados e um crédito de menor dimensão assente no orçamento da UE, para apoiar a Ucrânia em 2026 e 2027.
A primeira proposta enfrenta a oposição da Bélgica, país que acolhe a maior parte dos ativos russos congelados (através da Euroclear) e que exige garantias e compromissos claros dos outros Estados-membros para se proteger juridicamente, já que não quer assumir o risco de poder ficar sem as verbas se a Rússia não pagar reparações.
O tema será discutido pelos líderes da UE na cimeira que decorre dentro de duas semanas, num encontro de alto nível que é visto como decisivo para chegar a acordo já que a Ucrânia fica sem financiamento disponível na próxima primavera.
Unidades de defesa aérea russas destroem drone com destino a Moscovo
As unidades de defesa aérea russas destruíram um drone que se dirigia para Moscovo ao final da noite deste domingo, informou o presidente da Câmara, Sergei Sobyanin, no Telegram.
As equipas de emergência estavam a examinar fragmentos no local onde atingiram o solo, juntou.
"Foram feitos muitos progressos" na reunião entre americanos e ucranianos em Berlim, afirma Steve Witkoff
O enviado especial dos EUA Steve Witkoff assinalou no X as conversações deste domingo entre representantes americanos e ucranianos sobre a guerra na Ucrânia.
"Os representantes mantiveram discussões aprofundadas sobre o plano de 20 pontos para a paz, agendas económicas e outros assuntos. Foram feitos muitos progressos e eles voltarão a reunir-se amanhã de manhã", escreveu Witkoff.
READOUT FROM U.S.-UKRAINE TALKS IN BERLIN, GERMANY:
— Special Envoy Steve Witkoff (@SEPeaceMissions) December 14, 2025
The meeting in Berlin between President Zelenskyy, Special Envoy Witkoff, Jared Kushner, and delegations from the United States and Ukraine lasted over five hours. Representatives held in-depth discussions regarding the… pic.twitter.com/G7breh5Gab
"Hoje estamos menos seguros de que, se um membro da NATO for atacado, os EUA imediatamente virão acorrer"
O comentador da CNN Portugal José Azeredo Lopes e o tenente-general Marco Serronha analisaram as conversações de paz para o fim da guerra da Ucrânia, com ênfase nas garantias de segurança que podem ser oferecidas a Kiev.
Conversações em Berlim terminam. Serão retomadas esta segunda-feira
As conversações entre americanos e ucranianos em Berlim a propósito de um acordo de paz para o fim da guerra terminaram após cinco horas e serão retomadas esta segunda-feira, disse um conselheiro do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
"As negociações duraram mais de cinco horas e terminaram hoje com um acordo para serem retomadas amanhã de manhã", disse Dmytro Lytvyn, citado pela Reuters.
Lytvyn afirmou também que Zelensky prestará declarações após o término das negociações esta segunda-feira.
Dissidente bielorrusso Ales Bialiatski diz que prémio Nobel o protegeu na prisão
O dissidente bielorrusso Ales Bialiatski, libertado da prisão após um acordo entre Minsk e Washington, afirmou hoje que o seu prémio Nobel da Paz o protegeu na prisão e prometeu continuar a trabalhar no exílio.
“Mesmo tendo passado por todas as dificuldades que os presos políticos bielorrussos enfrentam — as celas de confinamento solitário, as humilhações constantes —, o prémio protegeu-me de outras coisas muito piores pelas quais outros colegas passaram”, declarou a partir da Lituânia, citado pela agência de notícias francesa AFP.
“Eles (os guardas prisionais) perceberam que esta pessoa tinha recebido algum tipo de prémio e que não lhe podiam bater”, acrescentou, rindo.
Delegações ucraniana e norte-americana estão em negociações em Berlim
A delegação ucraniana, liderada pelo presidente Volodymyr Zelensky, iniciou negociações em Berlim com os negociadores dos EUA, liderados pelo enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner no domingo, de acordo com um responsável do governo alemão.
As delegações estão reunidas na Chancelaria Federal, disse a mesma fonte. O chanceler alemão Friedrich Merz recebeu-os à entrada do palácio e dirigiu-lhes algumas palavras antes de se retirar.
Zelensky disse no domingo que terá de haver compromissos nas propostas para pôr fim à guerra com a Rússia.
"O plano (de paz) não será do agrado de todos. Certamente haverá muitos compromissos, de uma forma ou de outra, no plano", disse o líder ucraniano aos jornalistas numa conversa no WhatsApp antes das reuniões com autoridades americanas e europeias em Berlim.
"O mais importante é que seja eficaz, para que o plano não seja apenas um pedaço de papel, mas um passo importante para acabar com a guerra. E o que também é importante é que o plano seja tal que, após a sua assinatura, a Rússia não possa iniciar outra terceira agressão contra a Ucrânia", acrescentou Zelensky.
Questões territoriais, garantias de segurança, o tamanho futuro das forças armadas da Ucrânia e fundos para a reconstrução da Ucrânia estão entre as questões ainda em negociação.
Zelensky disse que "estará pronto para o diálogo, que começará hoje", descrevendo o domingo como o "Dia Ucraniano-Americano em Berlim".
"Se os Estados Unidos pressionarem, se os parceiros pressionarem, se os Estados Unidos quiserem acabar com esta guerra, como estão a demonstrar hoje em alto nível, acredito que os russos terão de ceder", acrescentou.
Ataque russo a supermercado em Zaporizhzhia faz 14 feridos, incluindo uma criança
Um ataque russo a um supermercado em Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, fez este domingo pelo menos 14 feridos, incluindo uma criança de seis anos.,
A informação foi adiantada pelo governador regional, Ivan Fedorov.
Dois técnicos de emergência médica e um polícia estão também entre os feridos, escreve o Kyiv Independent.
Ministro ucraniano diz que Orbán é o "mais valioso ativo congelado da Rússia na Europa"
Numa curta publicação no X, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, disse que Viktor Orbán era o "mais valioso ativo congelado da Rússia na Europa".
Sybiha respondeu a uma publicação do próprio Orbán, na qual o primeiro-ministro húngaro defende que a decisão tomada esta semana sobre os ativos russos congelados era uma "declaração de guerra" por parte da União Europeia.
Russia’s most valuable frozen asset in Europe. https://t.co/wdTnf1kFIg
— Andrii Sybiha 🇺🇦 (@andrii_sybiha) December 14, 2025
"A Rússia não é nem nunca vai ser um aliado dos Estados Unidos"
Diana Soller afirma que Moscovo vê Washington como um adversário que quer "ver ser derrotado internacionalmente" e que tentará "espremer" oportunidades momentâneas sem mudar o objetivo final.
A comentadora da CNN Portugal conclui, por isso, que imaginar EUA e Rússia como "melhores amigos" ignora décadas de rivalidade e que sucessivas tentativas de reaproximação falharam porque a Rússia "nunca a aceitou".
Delegações dos EUA e da Ucrânia já estão em Berlim
As delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia foram recebidas este domingo pelo chanceler alemão Friedrich Merz na chancelaria em Berlim antes das negociações sobre um plano de paz apoiado pelos EUA, disse uma fonte do governo à Reuters.
O presidente Volodymyr Zelenskiy, o negociador ucraniano Rustem Umerov, o genro do presidente dos EUA, Donald Trump, Jared Kushner e o enviado Steve Witkoff já chegaram a Berlim para conversações que irão decorrer de manhã, disse a fonte.
Zelensky irá à Polónia na sexta-feira
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que visitará a Polónia na sexta-feira, 19 de dezembro. De acordo com o Ukrinform, o chefe de Estado disse isto enquanto respondia às perguntas dos jornalistas.
"Quanto à minha visita à Polónia, o lado polaco propôs sexta-feira [19 de dezembro]. Penso que não vamos adiar nada. É muito importante para nós manter as relações entre a Ucrânia e a Polónia", disse Zelensky.
Zelensky sublinhou ainda que está grato à Polónia pelo seu apoio. “As relações de boa vizinhança são muito importantes para nós”, afirmou Zelensky.