GUERRA AO MINUTO | Rússia rescinde acordos militares com Portugal, Canadá e França
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
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Dois mortos, incluindo uma criança, em ataques russos no sul da Ucrânia
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Depois de WhatsApp e Telegram, Rússia restringe uso do FaceTime
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Ucrânia destruiu 114 dos 138 drones lançados pela Rússia na última noite
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Drones ucranianos atingem fábrica de produtos químicos Nevinnomyssk Azot
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ONU exige o regresso de crianças ucranianas levadas à força para a Rússia
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Ataque de drones russos provoca atinge edifícios e provoca incêndio em Odesa
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Witkoff e Kushner encontram-se esta quinta-feira com Umerov em Miami
Trump quer isentar Hungria das sanções contra o petróleo russo
Donald Trump adiantou há instantes que está a analisar uma possível isenção para a Hungria às sanções implementadas pelos EUA contra o petróleo russo.
“Estamos a analisar isto porque é muito difícil para ele [o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán] obter petróleo e gás de outra forma”, afirmou Trump, em declarações aos jornalistas durante uma reunião bilateral com Orbán na Casa Branca.
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Portugal afasta "aumento notável" da contribuição para financiar Ucrânia
O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Paulo Rangel, afastou na sexta-feira a possibilidade de um "aumento notável" da contribuição portuguesa para o financiamento da Ucrânia, embora sublinhado a exigência dos dois esquemas possíveis.
Questionado sobre se Portugal está disposto a continuar a apoiar a Ucrânia mesmo que isso implique aumentar substancialmente a contribuição portuguesa para o orçamento europeu, Rangel sublinhou que as opções equacionadas não preveem um "aumento sensível ou notável da contribuição portuguesa".
"O que acontece é que neste momento existem dois esquemas possíveis de financiamento futuro da Ucrânia para o médio prazo - não é apenas para o imediato, embora seja preciso financiamento urgente. Um deles é a questão dos ativos imobilizados russos e o outro é a dívida comum", afirmou, em declarações à Lusa e à SIC em Nova Iorque, à margem de um evento de comemoração dos 70 anos de Portugal nas Nações Unidas.
"Portanto, nenhum deles, em princípio, implicará um aumento, digamos, sensível ou notável da contribuição portuguesa. Agora, ambos são muito exigentes do ponto de vista dos seus requisitos legais e por isso estamos a trabalhar arduamente numa das soluções, juntamente com a Comissão Europeia e com os restantes Estados-membros", sublinhou.
O MNE garantiu que Portugal está ao lado da Ucrânia e está claramente alinhado com toda a União Europeia e com os países da NATO nessa questão.
Já o primeiro-ministro defendeu hoje que "é a segurança comum da Europa" que está em causa na construção de uma solução de paz "justa e duradoura" para a Ucrânia, admitindo que até ao próximo Conselho Europeu haja novidades.
No debate preparatório do próximo Conselho Europeu, agendado para 18 e 19 de dezembro de 2025, que tem o apoio financeiro à Ucrânia entre os temas, Luís Montenegro defendeu que esta reunião será uma das mais importantes para "o futuro da Europa nos próximos anos".
Em particular, sobre a Ucrânia, reiterou a posição portuguesa de "apoio no contexto político, militar e financeiro desde a primeira hora".
O deputado do PS João Torres questionou Luís Montenegro sobre uma das opções em cima da mesa para financiar a Ucrânia - o acesso aos ativos russos congelados na Europa —, que continua a enfrentar a oposição do executivo belga, mas o primeiro-ministro não respondeu em concreto a esta pergunta, salientando apenas a "grande convergência" entre Governo e PS quanto aos temas em discussão no Conselho Europeu.
Na quarta-feira, o executivo europeu apresentou um plano de dois anos para financiar a Ucrânia, mas uma das opções consideradas — o acesso aos ativos russos congelados na Europa — continua a enfrentar a oposição do executivo belga.
A Bélgica acolhe a financeira Euroclear, que detém cerca de 210 mil milhões de euros dos ativos, de um total de 235 mil milhões de euros no espaço da União Europeia.
Já sobre as negociações de paz que estão em curso, chefiadas pelo Governo norte-americano, Paulo Rangel disse hoje que Portugal tem "uma posição de convicção, de que não pode haver uma negociação de paz sem que a Ucrânia esteja ao mesmo nível que a Rússia".
E "não pode haver uma negociação de paz sem que os países da União Europeia, ou os países da Europa, nas matérias que lhes dizem respeito, (...) sejam envolvidos. E quando se trata até de questões que possam ter implicações militares, a própria NATO seja envolvida", defendeu.
"Portugal está claramente alinhado. Portanto, nós não estamos a fazer nada sozinhos. Devo dizer que o primeiro-ministro, eu, o ministro da Defesa, estamos em constante contacto com os nossos parceiros. Eu diria que neste momento, porque é um momento crucial, a atualização é quase diária. Todos os dias temos que nos debruçar sobre este assunto e alinhar posições com os nossos aliados", reconheceu.
Negociadores ucranianos e norte-americanos vão reunir-se hoje novamente em Miami, nos Estados Unidos, para continuar a discutir o plano de Washington para pôr fim à guerra na Ucrânia.
Washington e Kiev apontam que “qualquer progresso real" para paz depende de Moscovo
Os EUA e a Ucrânia frisaram na sexta-feira à noite que "qualquer progresso real" rumo à paz na Ucrânia dependerá da disposição da Rússia, enquanto anunciavam que as negociações entre as delegações norte-americanas e ucranianas na Florida vão continuar no sábado.
Os negociadores, que se reuniram hoje pelo segundo dia consecutivo na Florida, divulgaram uma declaração conjunta que ofereceu um panorama geral do progresso que, segundo elas, foi alcançado.
"Ambas as partes concordaram que o progresso real rumo a qualquer acordo depende da vontade da Rússia em demonstrar um compromisso sério com a paz a longo prazo, incluindo medidas para a desescalada e o fim das mortes", pode ler-se no comunicado.
"As partes analisaram também separadamente a agenda da prosperidade futura, que visa apoiar a reconstrução da Ucrânia no pós-guerra, as iniciativas económicas conjuntas EUA-Ucrânia e os projetos de recuperação a longo prazo", acrescentaram.
As negociações entre norte-americanos e ucranianos vão assim continuar na Florida pelo terceiro dia consecutivo.
O processo de negociação foi marcado nos últimos dias por reuniões do enviado especial norte-americano Steve Witkoff e o genro do chefe de Estado norte-americano, Jared Kushner, com o Presidente russo, Vladimir Putin, na Rússia.
Em simultâneo, mas nos Estados Unidos, o negociador ucraniano Rustem Umerov tem-se reunido com responsáveis norte-americanos sem que, para já, tenha sido alcançado um acordo.
Putin disse na quinta-feira, em declarações ao India Today, que o Krmelin teve de rever "cada ponto" do documento apresentado em Moscovo por Witkoff.
Embora tenha confirmado as discrepâncias, Putin optou pela cautela e assinalou que era prematuro detalhar que aspetos não convinham a Moscovo.
"Dizer agora o que não nos convém ou até onde poderíamos chegar a um acordo é prematuro, já que poderia perturbar o modo de funcionamento que o Presidente Trump está a tentar estabelecer", justificou.
Um responsável norte-americano, sob condição de anonimato, indicou na quarta-feira que Witkoff e Kushner iriam encontrar-se com Oumerov na quinta-feira em Miami.
Mykhailo Podoliak, um dos conselheiros da presidência ucraniana, salientou na rede social X que, embora "o processo diplomático decorra principalmente nos bastidores, (...) as posições são claras".
"A Ucrânia quer o fim da guerra e está pronta para discussões", afirmou.
Desde a apresentação do plano norte-americano há quase três semanas, várias sessões de negociações foram realizadas com representantes ucranianos em Genebra e em Miami para tentar alterar o documento.
Poucos detalhes foram divulgados sobre esse plano alterado, enquanto uma versão inicial foi considerada por Kiev como sendo amplamente favorável à Rússia.
Entretanto, o exército russo registou hoje mais avanços na frente, reivindicando a tomada da localidade de Bezimenné, na região oriental de Donetsk, onde se concentram os combates.
Por seu lado, a força aérea ucraniana informou que a Rússia lançou 137 drones sobre a Ucrânia durante a noite, dos quais 80 foram abatidos.
Várias regiões continuam a enfrentar cortes de energia após os ataques russos que visaram instalações energéticas nas últimas semanas, segundo o Ministério da Energia.
A retirada do Donbass, a renúncia ucraniana a ingressar na NATO, as garantias de segurança e as reparações russas no pós-guerra são algumas das questões que dividem as duas partes nas negociações sob mediação dos Estados Unidos.
"O facto de as negociações continuarem quer dizer que há avanços. Vamos ver até que ponto"
José Palmeira, especialista em Relações Internacionais, analisa os mais recentes encontros dos EUA com ucranianos e russos
Rússia lança ataque em grande escala contra caminhos ferroviários em Chernihiv
Um entroncamento ferroviário perto de Kiev foi alvo de um ataque em grande escala com drones e mísseis russos, que danificou o depósito e os vagões, informou no sábado a empresa ferroviária estatal ucraniana Ukrzaliznytsia.
A empresa ferroviária não relatou vítimas do ataque ocorrido durante a noite na cidade de Fastiv.
A Rússia tem estado a intensificar os ataques ao setor energético e à infraestrutura da Ucrânia nas últimas semanas, visando centrais de energia e entroncamentos ferroviários.
A Ukrzaliznytsia informou pela app de mensagens Telegram que foi obrigada a cancelar vários comboios suburbanos perto da capital e da cidade de Chernihiv, no nordeste da Ucrânia.
Os serviços de emergência locais relataram um incêndio e destruição no território da estação ferroviária e do depósito, mas não forneceram mais detalhes, citando também um ataque à infraestrutura na região de Chernihiv.
Rússia rescinde acordos militares com Portugal, Canadá e França
O Governo da Rússia anunciou a rescisão de três acordos de cooperação em matéria de defesa, assinados entre 1989 e 2000 com Portugal, Canadá e França.
A decisão foi formalizada através de um decreto emitido pelo primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, na sexta-feira, citado pela agência de notícias oficial russa TASS.
O documento refere que a decisão inclui o tratado entre a Rússia e Portugal para a cooperação militar, assinado em 04 de agosto de 2000, assim como um pacto de 1989 entre a antiga União Soviética e o Canadá e um protocolo de 1994 com a França.
O Governo defendeu que os três acordos carecem de relevância estratégica no contexto atual, pelo que foram rescindidos em simultâneo, sem qualquer consideração de possíveis substitutos ou mecanismos alternativos de cooperação.
A ordem governamental estipula ainda que o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo é responsável por notificar formalmente Portugal, Canadá e França da decisão, a fim de concluir o procedimento diplomático correspondente.
Segundo o decreto, a notificação constitui a etapa final necessária para o encerramento definitivo dos acordos.
A revogação dos pactos reflete o crescente afastamento da Rússia em relação ao Ocidente em matéria de segurança e cooperação técnica.
Em julho, Mishustin já tinha rescindido um acordo de cooperação técnico-militar com a Alemanha, acusando Berlim de seguir uma "política abertamente hostil" e uma "postura militarista cada vez mais agressiva".
Portugal e França apoiam um plano apresentado pela Comissão Europeia para canalizar para Kiev receitas provenientes dos cerca de 235 mil milhões de euros de ativos russos congelados na União Europeia (UE).
Na sexta-feira, o embaixador russo na Alemanha, Serguei Nechayev, avisou que a utilização de ativos soberanos russos congelados na Europa para financiar a Ucrânia terá “consequências consideráveis” para a UE.
“Qualquer transação com ativos soberanos da Rússia sem o consentimento do país seria um roubo. E é evidente que o roubo de fundos estatais russos terá consequências de longo alcance”, afirmou Nechayev.
"Acordo à noite a chorar. Esta ferida nunca irá cicatrizar": mais de três anos depois, Bucha ainda faz o luto pelas mortes às mãos da Rússia
A cedência de território tem estado em cima da mesa das negociações de cessar-fogo para a guerra na Ucrânia, com sinais de que Kiev está a ser pressionada para aceitar a exigência de Moscovo. Mas para aqueles que viveram os horrores dos primeiros dias da invasão, e sobretudo aos crimes de guerra cometidos em Bucha, abdicar seja do que for está fora de questão. Exigem ainda que seja assumida a responsabilidade pelas centenas de mortes inocentes.
Líder checheno afirma que um drone ucraniano atingiu Grozny
O líder checheno, Ramzan Kadyrov, afirmou esta sexta-feira que um drone ucraniano atingiu Grozny, capital da região sul da Chechénia, na Rússia, danificando um arranha-céus, mas sem causar vítimas civis.
Zelensky lembra que milhares de crianças ucranianas continuam retidas na Rússia
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu ao líder dos EUA, Donald Trump, esta sexta-feira, por ajudar a devolver sete crianças ucranianas da Rússia, acrescentando que milhares de outros jovens ainda precisam ser trazidas de volta.
"Obrigado a @POTUS e @FLOTUS pela atenção constante a este importante assunto", escreveu no X. "Milhares das nossas crianças ainda precisam de ser trazidas de volta e contamos com um amplo apoio internacional para que isso seja possível".
I thank everyone who made it possible to bring these Ukrainian children back. Kids’ reunification with their loved ones is worth every effort and we continue working to bring all of our abducted children home.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 5, 2025
Thank you to @POTUS and @FLOTUS for constant attention to this… https://t.co/zQUIbhzXwS
Montenegro anuncia que Portugal será "muito brevemente" independente de importações de gás russo
Líderes europeus garantiram a Zelensky que apenas a UE poderá decidir o destino dos ativos russos congelados
Dois homens mortos após ataque com drone a camião em Kharkiv
Dois homens morreram após um ataque com drone a um camião na região de Kharkiv, de acordo com a Polícia Nacional da Ucrânia, citada pela Sky News.
Os homens estariam a transferir lenha de um camião para um trator na cidade de Izyum quando um drone UAV atingiu o veículo.
Reunião entre delegações dos EUA e da Ucrânia será retomada ainda esta sexta-feira
Delegações dos EUA e da Ucrânia vão reunir-se novamente em Miami ainda esta sexta-feira, de acordo com uma autoridade ucraniana, na tentativa de alcançar um avanço nas negociações de paz em curso para pôr fim à guerra da Rússia na Ucrânia.
A equipa de negociação da Ucrânia realizou na quinta-feira "conversas construtivas sobre aspetos fundamentais do processo de paz" com os seus homólogos americanos, afirmou Oleksandr Bevz, conselheiro do chefe de gabinete presidencial da Ucrânia, no Facebook.
"Hoje, a delegação continuará o seu trabalho em Miami. Com base nos resultados, o presidente ouvirá os relatórios e determinará os próximos passos para a equipa ucraniana", acrescentou.
Witkoff e Umerov, segundo a Reuters, estarão presentes no encontro.
Visita de Putin à Índia "é um sinal para o presente" e há "um sem número de sinergias"
O major-general Agostinho Costa afirma que a visita de Vladimir Putin à Índia “é um sinal para o presente” em termos de parceria bilateral, marcada por forte cooperação tecnológica e militar. Destaca ainda que cerca de 96% do comércio já decorre em moedas locais, o que considera um foco de preocupação para os Estados Unidos.
"O Donbass está praticamente tomado"
Tiago André Lopes considera que os avanços russos em Lugansk e Donetsk significam que “o Donbass está praticamente tomado”, o que condiciona qualquer processo negocial entre Moscovo e Kiev.
O comentador da CNN Portugal critica ainda Jens Stoltenberg por insistir no cessar-fogo quando ambas as partes o afastaram, dizendo que é “não saber ler a sala” num contexto em que a nova estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos é particularmente dura para com a Europa.
EUA e Ucrânia encerram negociações de paz em Miami. Rússia aguarda resposta de Washington
As delegações ucraniana e norte-americana encerraram uma reunião em Miami, informou a emissora pública ucraniana Suspilne nas últimas horas.
A delegação ucraniana incluiu o secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, Rustem Umerov, e o chefe do Estado-Maior, Andrii Hnatov. Até ao momento não foram revelados mais pormenores.
Líderes da UE dizem a Zelensky que será a Europa, e não os EUA, a decidir sobre os ativos russos congelados
Os líderes europeus terão insistido em privado que só eles deveriam controlar as decisões sobre os ativos russos imobilizados, durante uma chamada com Volodymyr Zelensky, de acordo com uma transcrição obtida pelo Kyiv Independent, numa algura em que os EUA estarão a pressionar os países europeus para bloquear os planos de emprestar o dinheiro à Ucrânia.
Na chamada, o chanceler alemão, Friedrich Merz, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, salientaram repetidamente que a Europa está a avançar com o chamado empréstimo de reparação e é a única responsável pelas decisões relativas aos ativos.
A transcrição foi partilhada com o Kyiv Independent por uma fonte diplomática.
Montenegro diz que "segurança comum da Europa" está em jogo
O primeiro-ministro defendeu hoje que “é a segurança comum da Europa” que está em causa na construção de uma solução de paz “justa e duradoura” para a Ucrânia, admitindo que até ao próximo Conselho Europeu haja novidades.
No debate preparatório do próximo Conselho Europeu, agendado para 18 e 19 de dezembro de 2025, que tem o apoio financeiro à Ucrânia entre os temas, Luís Montenegro defendeu que esta reunião será uma das mais importantes para “o futuro da Europa nos próximos anos”.
Em particular, sobre a Ucrânia, reiterou a posição portuguesa de “apoio no contexto político, militar e financeiro desde a primeira hora”.
“É isso que continuamos a fazer com o propósito de podermos alcançar uma paz justa, duradoura e sustentável. Isso implica o envolvimento da Ucrânia nas decisões que dizem respeito à Ucrânia e implica também o envolvimento da Europa nas decisões que dizem respeito à Europa. Não temos dúvidas de que é também a nossa segurança comum que está em causa neste processo”, avisou.
Montenegro saudou os esforços das últimas semanas que considerou poderem “conduzir mesmo a uma paz justa e duradoura”.
“Tenho a certeza que, no âmbito do Conselho, poderemos ter ainda mais notícias e até lá muita coisa pode acontecer”, disse, comprometendo-se a manter o parlamento informado se existirem “dados relevantes” até à reunião, dentro de duas semanas.
Na fase de perguntas, foi questionado pelo deputado do Livre Rui Tavares sobre as declarações de terça-feira do Presidente da Rússia Vladimir Putin - que disse que o seu país estava preparado para uma guerra com a Europa -, classificando-as como “uma provocação gratuita”.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, já tinha desvalorizado estas declarações, considerando-as uma “retórica de pressão” sobre a União Europeia pelo apoio que está a prestar à Ucrânia nos últimos anos.
Já o deputado do PS João Torres questionou Luís Montenegro sobre uma das opções em cima da mesa para financiar a Ucrânia - o acesso aos ativos russos congelados na Europa —, que continua a enfrentar a oposição do executivo belga, mas o primeiro-ministro não respondeu em concreto a esta pergunta, salientando apenas a “grande convergência” entre Governo e PS quanto aos temas em discussão no Conselho Europeu.
O deputado do Chega, Ricardo Dias Pinto, considerou “confrangedor ver a União Europeia implorar por um lugar à mesa das negociações mais relevantes, como a da paz na Ucrânia, sem que o mundo lhe ouça sequer a voz”.
Esta posição levou o primeiro-ministro a apontar contradições ao partido Chega, que tanto pede posições fortes e coesas na Europa, como defendem que Portugal não deve aceitar tudo o que vem da União Europeia.
“Estamos a falar da nossa segurança, também da sua, estamos a falar dos nossos valores, da nossa democracia, também da sua, que lhe permite estar aí sentado e que o povo português possa expressar a sua vontade política em eleições”, frisou o chefe do Governo.
Eslováquia quer "ser líder" no fabrico de munições e garante negócio de 58 mil milhões de euros
O grupo de defesa checo CSG assinou um acordo-quadro com o Ministério da Defesa da Eslováquia para fornecer munições a países da UE no valor de até 58 mil mlhões de euros.
Segundo a CSG, a sua subsidiária eslovaca ZVS Holding, que é copropriedade da Eslováquia, concluiu o acordo de sete anos, com compras potencialmente financiadas pelo programa SAFE da União Europeia, que oferece empréstimos de longo prazo para fortalecer as capacidades de defesa.
A ZVS Holding irá produzir munições de artilharia de 155 mm, de 120 mm para tanques e de 30 mm e 35 mm para canhões não só para a Eslováquia como para outros Estados-membros, segundo comunicado conjunto com o Ministério da Defesa eslovaco.
"A Eslováquia tem a ambição de se tornar líder no fornecimento de munições de grosso e médio calibre para os Estados-membros da UE", afirmou o ministro da Defesa, Robert Kalinak.
Rússia quer produzir o seu caça Su-57 na Índia
A Rússia propôs à Índia a produção do caça furtivo de quinta geração, o Sukhoi Su-57, no seu território, anunciou Sergei Chemezov, CEO da corporação estatal russa Rostec, citado pela agência de notícias estatal TASS nesta sexta-feira.
Macron garante que não desconfia de Trump sobre a Ucrânia, após notícia de "traição"
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou esta sexta-feira que a unidade entre Europa e Estados Unidos é fundamental para o apoio à Ucrânia, garantindo que "não há desconfiança" e negando uma notícia da Der Spiegel de teria dito avisado os aliados europeus para o risco de Washington trair a Ucrânia.
"A unidade entre americanos e europeus sobre a questão ucraniana é essencial. E repito, precisamos trabalhar juntos", disse Macron aos jornalistas durante uma visita à China.
"Apoiamos e saudamos os esforços de paz que estão a ser feitos pelos Estados Unidos", acrescentou.
A revista alemã Der Spiegel publicou na quinta-feira a transcrição de uma conversa confidencial na qual o presidente francês e o chanceler alemão expressaram forte ceticismo em relação aos esforços da administração Trump para negociar a paz na Ucrânia.
"Nego tudo", afirmou Macron. "Precisamos dos Estados Unidos para a paz. E os Estados Unidos precisam de nós para que essa paz seja duradoura e sólida."