UCRÂNIA • AO MINUTO | Macron autoriza Ucrânia a produzir mísseis de cruzeiro e armas francesas pela primeira vez
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Zelensky diz que a Ucrânia precisa de 300 mísseis Patriot para se defender no inverno
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CEO da Naftogaz, Serhii Koretskyi, deverá ser o próximo primeiro-ministro da Ucrânia
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Nove países europeus concordam em criar Coligação Integrada de Anti Mísseis Balísticos com a Ucrânia
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Rússia atinge dois navios ucranianos num porto na região de Odessa
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Putin promete ataques mais poderosos em resposta aos ataques da Ucrânia
Rússia avisa que as tropas ucranianas cercadas em Pokrovsk devem render-se
O Ministério da Defesa russo afirmou esta quarta-feira que as tropas ucranianas cercadas nas cidades de Pokrovsk e Kupiansk devem render-se, pois não têm outras hipóteses de salvar as suas vidas.
Em comunicado, citado pela Reuters, o Ministério afirmou que a situação das tropas ucranianas em ambos os locais estava a deteriorar-se rapidamente e que as declarações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, sobre o assunto eram falsas.
Siga ao minuto:
"Começámos esta guerra a achar que a Rússia iria engolir a Ucrânia em dias. Quatro anos e meio depois, acreditamos não só que a Ucrânia pode vencer esta guerra, como pode dar um contributo a todo o continente"
Especialista em Relações Internacionais, Diana Soller analisa a relação entre a Ucrânia e as principais potências europeias, assim como os novos acontecimentos na guerra no Médio Oriente.
Saída de primeira-ministra aprovada pelo Parlamento
O Parlamento da Ucrânia aceitou a demissão da primeira-ministra Yulia Svyrydenko, escreve a Reuters.
Rússia acusa Ucrânia de "terrorismo" por ataques contra navios comerciais
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, acusou esta terça-feira a Ucrânia de atacar navios comerciais no Mar de Azov e no Mar Negro, classificando essas ações como atos de "terrorismo".
"O que o regime ucraniano está a fazer vai além da pirataria. Os piratas, pelo menos, saqueiam e ficam com os despojos. Aqui, isso não beneficia nem eles nem ninguém. O objetivo é simplesmente causar danos e intimidar. É terrorismo, puro e simples", afirmou Lavrov.
O chefe da diplomacia russa garantiu ainda que Moscovo continuará a cumprir os seus compromissos no que diz respeito às exportações de alimentos e ao fornecimento de ajuda humanitária aos países africanos.
Kremlin rejeita as acusações "infundadas" do Reino Unido e da União Europeia relativas aos ciberataques atribuídos à Rússia
O Kremlin rejeitou esta terça-feira as acusações de ciberataques feitas pelo Reino Unido e pela União Europeia, depois de ambos terem anunciado novas sanções contra Moscovo por esse motivo. O porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, classificou as alegações como "gratuitas" e garantiu que não são sustentadas por provas.
"Não aceitamos estas acusações. São sempre gratuitas, nunca são fundamentadas nem apoiadas por provas", afirmou Peskov, em resposta a uma pergunta da AFP durante a conferência de imprensa diária. O responsável acrescentou ainda que a Rússia já se adaptou às "dezenas de milhares" de sanções impostas pelos países ocidentais e que continuará a contorná-las.
"Os ataques às refinarias russas podem significar que haverá menos petróleo no mercado, e nós é que vamos pagar essa fatura"
O comentador da CNN Portugal Tiago André Lopes tem muitas dúvidas sobre a eficácia da coligação anunciada por Emmanuel Macron para reforçar a defesa europeia aos mísseis balísticos. "Os europeus continuam sem capacidade de discutir um caminho para as negociações e para a paz", afirma o especialista em Relações Internacionais.
"Macron não é a pessoa certa" para negociar com a Rússia em nome da Europa
O comentador Alberto Cunha, especialista em política internacional, analisa o esforço dos europeus para investir na defesa, no dia em que França celebra o Dia da Bastilha.
Zelensky aplaudido em Paris enquanto militares ucranianos desfilam nos Campos Elísios no Dia da Bastilha
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi esta terça-feira recebido com aplausos à chegada à Praça da Concórdia, em Paris, para assistir às celebrações do Dia da Bastilha. O chefe de Estado ucraniano e a primeira-dama, Olena Zelenska, foram ovacionados pelos cerca de vinte líderes internacionais presentes na tribuna oficial.
A Ucrânia assumiu um papel de destaque no desfile militar deste ano, com a participação de 25 militares ucranianos. A cerimónia arrancou com nove aviões Alphajet, escoltados por dois Mirage 2000 B pilotados por franceses e copilotos ucranianos formados em França, que desenharam no céu as cores da bandeira francesa.
Também desfilaram cerca de 500 militares da chamada "coligação dos dispostos", liderada por França e Reino Unido, que se comprometeu a apoiar militarmente a Ucrânia e a enviar tropas para o terreno após um eventual cessar-fogo, com o objetivo de dissuadir novas ofensivas russas.
Trump dá luz verde a pacote de sanções contra a Rússia proposto por senador que morreu
"Sem soldados. Apenas máquinas". Pela primeira vez, Ucrânia atacou Rússia com drone anfíbio armado com robô
Ucrânia ataca duas refinarias de petróleo russas
As forças armadas da Ucrânia afirmaram esta terça-feira que atacaram duas refinarias de petróleo russas nas regiões do Bashkortostão e de Krasnodar durante a noite.
O Estado-Maior da Ucrânia afirmou no Telegram que os ataques provocaram incêndios no complexo da Gazprom Neftekhim Salavat, bem como nas proximidades da refinaria de petróleo de Afipsky.
Rússia ataca navio civil perto do porto de Odessa, na Ucrânia
As forças russas atacaram um navio civil perto do porto de Odessa, no Mar Negro, na Ucrânia, afirmou esta terça-feira à Reuters o porta-voz da Marinha ucraniana, Dmytro Pletenchuk.
Pletenchuk informou que não houve vítimas no ataque.
Ucrânia atingiu 11 embarcações russas no Mar de Azov durante a noite
Os drones ucranianos atingiram 11 embarcações russas no Mar de Azov durante a noite, afirmou esta terça-feira o comandante das forças de drones de Kiev.
Numa declaração no Telegram, Robert Brovdi afirmou que os alvos incluíam cinco petroleiros, cinco navios de carga seca e um rebocador, elevando para 116 o número total de navios atingidos nos últimos nove dias.
Rússia diz ter atacado fábrica de mísseis Neptune em Kiev
O Ministério da Defesa russo anunciou hoje que atingiu as instalações de produção de componentes para mísseis guiados Neptune, após um ataque com mísseis balísticos contra a capital ucraniana e a região de Odessa.
"Foram utilizadas armas de precisão terrestres de longo alcance contra instalações da indústria militar ucraniana em Kiev, dedicadas à produção de mísseis de cruzeiro e veículos aéreos não tripulados", é referido no comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa no Telegram.
O comando militar acrescentou ainda que foram lançados drones no ataque e que o alvo eram instalações da indústria militar ucraniana.
"Em Kiev, o alvo foi a fábrica de montagem de componentes Radiozmeritel, principal fornecedora de componentes eletrónicos e peças para os mísseis guiados Neptune-MD e os mísseis táticos FP-7, FP-9 e Grom-2", explicaram.
Em Odessa, entretanto, as autoridades afirmam ter atingido o porto de Yuzhniy (Sul), dedicado principalmente ao descarregamento de combustível, bem como sete depósitos de combustível e um navio cargueiro.
O comando ucraniano afirmou ter abatido cinco dos oito mísseis Iskander-M e S-400 lançados pela Rússia contra o seu território.
Rússia lançou 135 drones e 10 mísseis contra a Ucrânia durante a noite
As forças russas lançaram, durante a noite de segunda para terça-feira, um total de 135 drones e 10 mísseis contra território ucraniano, anunciaram as Forças Aéreas da Ucrânia no balanço operacional da manhã.
Segundo Kiev, o ataque incluiu oito mísseis balísticos Iskander M/S-400 e dois mísseis de cruzeiro aéreos Kh-59/69. As defesas antiaéreas ucranianas afirmam ter intercetado ou neutralizado cinco mísseis balísticos, os dois mísseis de cruzeiro e 108 drones.
Apesar da resposta das forças ucranianas, as autoridades registaram o impacto de um míssil e de 25 drones em 17 locais distintos, além da queda de destroços em dez diferentes pontos do país.
UE sanciona 15 pessoas e uma prisão russa por alegadas violações contra prisioneiros ucranianos
A União Europeia aprovou um novo pacote de sanções contra 15 pessoas e um estabelecimento prisional russo, acusados de envolvimento em graves violações dos direitos humanos contra prisioneiros de guerra ucranianos e civis detidos em territórios ocupados e na Rússia. As medidas foram anunciadas esta segunda-feira pelo Conselho da União Europeia e enquadram-se no regime global europeu de sanções em matéria de direitos humanos.
Segundo o Le Monde, entre os visados está o primeiro vice-diretor da prisão de Olenivka, na região ocupada de Donetsk, que Bruxelas responsabiliza pela morte de vários prisioneiros de guerra ucranianos na explosão ocorrida entre 28 e 29 de julho de 2022. Segundo a União Europeia, o responsável terá atrasado a evacuação dos feridos graves e participado em práticas sistemáticas de tortura e maus-tratos. Outros dirigentes da mesma prisão também integram a lista de sancionados.
As sanções abrangem ainda Aleksei Khavetsky, responsável pela segurança da colónia prisional n.º 7 de Pakino, na Rússia, acusado de organizar atos sistemáticos de tortura contra prisioneiros ucranianos. Também Yan Zanevsky, oficial do FSB, foi incluído na lista por alegado envolvimento em detenções arbitrárias e atos de tortura contra civis ucranianos nas regiões ocupadas de Kherson, Mykolaiv e Zaporizhzhya.
Rússia afirma que poderá desviar cargas do Mar de Azov devido ao aumento dos ataques ucranianos
O Ministério dos Transportes russo afirmou esta terça-feira que poderá desviar as cargas que eram transportadas por navios de carga através do Mar de Azov para outros meios de transporte e outras rotas, devido ao aumento dos ataques ucranianos.
A Rússia está a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos navios no Mar de Azov, referiu o Ministério, citado pela Reuters.
Mudança de governo não afetará a integração da Ucrânia na UE, afirma o vice-primeiro-ministro do país
A próxima mudança de governo na Ucrânia não afetará a integração do país na União Europeia, afirmou esta terça-feira Taras Kachka, vice-primeiro-ministro da Ucrânia responsável pela integração europeia.
"Esta é uma prioridade incondicional para o governo ucraniano, para que as negociações avancem, assim como o processo de reformas", afirmou Kachka em Bruxelas, antes da abertura formal de uma segunda fase das negociações de adesão com a Ucrânia, o chamado "cluster" seis, que abrange as relações externas.
Drones atingem importante refinaria russa a 1.400 quilómetros da frente de combate
Uma refinaria de petróleo da Gazprom Neftekhim Salavat, na Rússia, foi alvo de um ataque com drones nas últimas horas. O incidente provocou várias explosões e uma densa coluna de fumo visível sobre a instalação.
A refinaria está situada na cidade de Salavat, a cerca de 1.400 quilómetros da linha da frente na Ucrânia, o que faz deste um dos ataques mais profundos em território russo, segundo o The Kyiv Independent.
Macron autoriza Ucrânia a produzir mísseis de cruzeiro e armas francesas pela primeira vez
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que a França vai permitir, pela primeira vez, que a Ucrânia produza armamento de conceção francesa no seu próprio território. A decisão foi tomada após um encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à margem da cimeira da Coligação dos Voluntários, em Paris.
Segundo Macron, os dois líderes acordaram um roteiro para reforçar a cooperação bilateral na área da defesa, concretizando um entendimento alcançado em novembro do ano passado.
O acordo abrange a produção das bombas guiadas AASM, dos mísseis intercetores de defesa aérea Aster e dos mísseis de cruzeiro de longo alcance SCALP. A versão britânica deste último sistema é conhecida como Storm Shadow.
Kiev acusa exército russo de executar centenas de soldados ucranianos
A Ucrânia já abriu 116 investigações à morte de 306 soldados prisioneiros do exército russo, embora haja estimativas de números mais altos, segundo as autoridades de Kiev, citadas pela Agence France-Presse (AFP).
Na sequência das 116 investigações abertas a propósito de execuções a tiro de prisioneiros de guerra desarmados, a Procuradoria-Geral da Ucrânia realça que o número de execuções por tropas russas começou a aumentar em 2023, embora o número exato de vítimas seja desconhecido.
“Isso decorre de uma política russa que, na prática, incentivou e possibilitou tais crimes, com comandantes a emitirem ordens posteriores nesse sentido", disse à AFP na segunda-feira Andrii Atamanchuk, advogado ucraniano que está a supervisionar as investigações sobre tais incidentes.
Já os serviços de informações ucranianos estimam que "mais de 900 soldados" foram mortos em "mais de 340" incidentes desde 2022, com um dos funcionários desses organismos, em declarações à AFP sob a condição de anonimato, a reconhecer que esse número representa “entre 25% e 40%” do total de casos.