UCRÂNIA • AO MINUTO | Secretas ucranianas reivindicam ciberataque contra a gigante russa Wildberries
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Ucrânia confirma ataque contra centro logístico da Wildberries na Rússia
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Exportações de petróleo russo caem para nível mais baixo desde maio
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Zelensky condena ataque "cruel" da Rússia, "calculado para infligir o máximo de dano"
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Ataques russos causam pelo menos seis mortos e 20 feridos em Zaporizhzhia
Putin e Trump podem vir a encontrar-se novamente em breve de acordo com o Kremlin
O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Donald Trump, podem encontrar-se novamente num futuro próximo, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, numa entrevista publicada esta sexta-feira.
"Não tenho dúvidas de que, se os presidentes considerarem necessário, o encontro poderá ser organizado muito rapidamente. Assim como a reunião no Alasca foi organizada rapidamente”, disse Peskov ao jornal Argumenty i Fakty, referindo-se à cimeira Trump-Putin do mês passado.
“Os contactos de trabalho estavam a ocorrer o tempo todo”, afirma. Trump disse na quinta-feira passada que falará com Putin num futuro próximo.
Siga ao minuto:
Rússia atinge fábricas militares em Kiev, diz ministério russo da Defesa
O Exército russo atingiu este domingo duas fábricas militares em Kiev, uma que fabricava componentes para mísseis e outra de peças para drones de assalto, segundo informou o Ministério da Defesa da Rússia.
Trata-se da Fire Point, uma empresa privada ucraniana criada no início da guerra que fabrica componentes, além da carga explosiva e dos propulsores de combustível sólido para os mísseis de cruzeiro Flamingo, indica o comunicado militar.
De acordo com o comunicado de guerra, no ataque os russos terão também atingido a empresa ucraniana Ukrdefense, que produz componentes para drones de ataque como o Khrush e o Garpiya.
Ucrânia ataca um sistema de lançamento de mísseis russo na Crimeia
A Marinha da Ucrânia atacou, durante a noite passada, posições do sistema de mísseis costeiros russo "Bastion" na península ocupada da Crimeia, de onde a Rússia lança mísseis supersónicos e hipersónicos.
Esta unidade das Forças Armadas informou no Telegram que, em consequência do ataque, a Rússia "sofreu perdas significativas de armamento e pessoal".
Indicou que o sistema de mísseis costeiros "Bastion" é um armamento escasso e dispendioso que as forças russas utilizam para bombardear as regiões meridionais e outras zonas da Ucrânia com mísseis supersónicos "Onyx" e hipersónicos "Tsirkon".
Sobe para sete o número de pessoas mortas após ataques ucranianos a Moscovo
Pelo menos sete pessoas morreram este domingo durante o ataque em grande escala da Ucrânia com drones e mísseis contra a região de Moscovo e o sul da Rússia, segundo informaram hoje as autoridades locais.
No total, as defesas antiaéreas abateram mais de 150 drones em nove distritos dessa região meridional, que faz fronteira com o Donbass e é banhada pelo mar de Azov.
Número de mortos em ataque russo a fábrica ucraniana sobe. Duas pessoas morreram
Pelo menos duas pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas num ataque noturno russo contra uma fábrica da ArcelorMittal em Kryvyi Rih, a cidade natal do presidente ucraniano Volodímir Zelenski, informou esta domingo a própria empresa.
A empresa metalúrgica ArcelorMittal Kryvyi Rih informou num comunicado no Facebook que foi alvo do ataque russo com mísseis.
Em consequência do ataque, 13 funcionários da empresa e de subcontratadas ficaram feridos.
"A Rússia faz aquele que é o seu papel na retórica de guerra, ameaçando ou tentando exercer coerção sobre Estados Unidos ou Turquia"
Helena Ferro Gouveia, comentadora da CNN Portugal, analisa o pedido de esclarecimentos feito pela Rússia aos EUA e à Turquia devido à transferência de armas para Kiev.
Rússia afirma ter abatido 822 drones ucranianos desde a tarde de sábado
As defesas antiaéreas russas abateram, desde a tarde de sábado, 822 drones ucranianos que atacavam 16 regiões e a península da Crimeia, anexada pela Rússia, segundo informou este domingo o Ministério da Defesa da Rússia.
Entre as regiões atacadas encontram-se as fronteiriças de Kursk, Belgorod e Bryansk, as meridionais de Krasnodar e Rostov, e outras regiões do centro da Rússia europeia, como Tula, Ryazan, Oryol ou Kaluga, indica o comunicado de guerra.
Os aparelhos não tripulados de asa fixa foram lançados por Kiev entre as 20:00 de sábado e as 8:00 de domingo.
Caças espanhóis abatem drone que violou o espaço aéreo da Roménia
Falta de exportações de cereais cria "situação difícil" na Ucrânia: "O porto de Odessa já não é o que era. É um porto desgastado"
Francisco Cordeiro Araújo, em serviço especial para a CNN Portugal, explica como as ofensivas russas contra as exportações ucranianas impactam o país governado por Volodymyr Zelensky.
Ataque russo a Kiev causa incêndios e deixa três feridos
Pelo menos três pessoas ficaram feridas após ataques russos a Kiev na madrugada deste domingo, noticiou a Reuters. Além disso, a ofensiva causou incêndios em pelo menos dois distritos da capital ucraniana.
Pelo menos uma pessoa morreu e 13 ficaram feridas após ataques russos a Kryvyi Rih
Pelo menos uma pessoa morreu e outras 13 ficaram feridas num ataque noturno russo contra Kryvyi Rih, a cidade natal do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, informou este domingo o chefe da Administração Militar Regional, Oleksandr Ganzha.
Segundo indicou no Telegram, a Rússia atacou mais de 20 vezes dois distritos com drones, artilharia e mísseis.
Em Kryvyi Rih, uma empresa industrial sofreu danos e uma pessoa morreu.
Outras 13 ficaram feridas. Um homem de 48 anos foi transportado para o hospital em estado grave.
Noutros locais da região de Dnipropetrovsk, em Nikopol, foram atacados o centro do distrito e as comunidades de Marganets, Mirove, Pokrovske e Chervonohrihorivka.
O ataque causou danos em infraestruturas, numa empresa, num edifício residencial de vários andares e numa habitação particular.
Ataques ucranianos matam pelo menos quatro pessoas na região de Moscovo
Pelo menos quatro pessoas morreram este domingo durante o ataque ucraniano com drones e mísseis contra a região de Moscovo e o sul da Rússia, segundo informaram hoje as autoridades locais.
O governador da região de Rostov, Yuri Sliusar, confirmou a morte de três civis durante o bombardeamento noturno com drones de asa fixa e mísseis, que causaram destruição em habitações particulares, infraestruturas e fábricas.
No total, as defesas antiaéreas abateram mais de 150 drones em nove distritos da região meridional, que faz fronteira com o Donbass e é banhada pelo mar de Azov.
Entretanto, a quarta vítima mortal ocorreu na região de Moscovo, segundo o governador, Andréi Vorobiov, que precisou que um aparelho não tripulado caiu sobre a casa de um homem de 83 anos.
O responsável afirmou que este foi um dos ataques mais intensos contra a sua região nos últimos tempos, uma vez que as baterias antiaéreas abateram 187 drones, que também causaram mais três feridos.
Os drones ucranianos atingiram também um armazém de comércio eletrónico da empresa Wildberries, segundo canais do Telegram, o maior da Rússia, com cerca de 200.000 metros quadrados de área.
A empresa confirmou o ataque ocorrido na cidade de Podolsk, situada a 36 quilómetros do centro de Moscovo, mas acrescentou que todo o pessoal foi evacuado a tempo.
Embora ninguém tenha ficado ferido, registou-se um incêndio, que foi localizado, mas ainda não extinto, segundo os serviços de emergência.
Além disso, Vorobiov informou que também se registou um incêndio num armazém de medicamentos na cidade de Domodedovo, que dá nome ao maior aeroporto da capital russa.
O presidente da câmara de Moscovo, Serguéi Sobianin, informou, por seu lado, que houve três feridos e que foram abatidos cerca de 600 drones que se dirigiam para a cidade de 13 milhões de habitantes desde a tarde de sábado.
Segundo as autoridades russas, pelo menos 201 civis morreram em julho devido aos ataques ucranianos, na sua maioria com drones, contra território russo e as regiões ucranianas ocupadas por Moscovo.
Entretanto, o grupo independente russo Conflict Intelligence Team estimou em 634 o número de vítimas civis de ambos os lados no mês passado, das quais dois terços seriam cidadãos ucranianos.
Kim Jong-un está "orgulhoso" e vê "futuro ainda mais brilhante" das relações entre Pyongyang e Moscovo
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou sentir-se "orgulhoso" do "excelente" futuro das relações bilaterais entre Pyongyang e Moscovo, no contexto da aproximação entre ambos os países desde o envio de soldados norte-coreanos para apoiar a Rússia na sua invasão da Ucrânia, informou este domingo a KCNA.
"Orgulho-me de vislumbrar um futuro ainda mais brilhante para as nossas relações bilaterais, à medida que lideramos os laços entre a (República Popular Democrática da Coreia) RPDC e a Rússia, dando continuidade a uma história de luta comum pela justiça", afirmou numa mensagem dirigida ao presidente russo, Vladímir Putin.
Kim respondeu assim às felicitações enviadas na véspera por Putin por ocasião do aniversário da libertação da península coreana do colonialismo japonês, nas quais, segundo o Kremlin, Putin sublinhou que as suas relações alcançaram "um elevado nível de parceria estratégica sem precedentes", porque "coordenam os seus esforços com o objetivo de garantir a segurança e a estabilidade regionais".
Neste sentido, Kim aproveitou a ocasião para reiterar a sua "firme convicção de que o Exército e o povo da Rússia cumprirão, sem dúvida, a sagrada missão de defender a soberania, os interesses de segurança e a integridade territorial do país, bem como de construir uma Rússia poderosa sob a sua sábia liderança".
"Se há uma prioridade para a Rússia, é a relação bilateral com os EUA"
O comentador da CNN Portugal Alberto Cunha afirma que a falta de intercetores é uma "grande fragilidade" que a Ucrânia apresenta nesta altura na guerra contra a Rússia.
"Os próximos meses vão ser muito complicados [para a Ucrânia]. Não há capacidade da parte de Kiev para intercetar os mísseis"
Miguel Baumgartner, comentador da CNN Portugal, explica o porquê das preocupações de Volodymyr Zelensky e da Ucrânia com a escassez de mísseis intercetores e defesas antiaéreas.
Secretas ucranianas reivindicam ciberataque contra a gigante russa Wildberries
A inteligência militar da Ucrânia (HUR) reivindicou a autoria de um ciberataque contra a Wildberries, a maior plataforma de comércio eletrónico da Rússia, que terá comprometido os serviços de apoio ao cliente e o processamento de pagamentos da empresa.
Segundo a HUR, a operação foi levada a cabo por membros da comunidade "Cyber Corps" entre os dias 10 e 11 de agosto. As autoridades ucranianas afirmam que o ataque conseguiu contornar as elevadas medidas de proteção digital da tecnológica, desestabilizando a infraestrutura de pagamentos e afetando os principais canais de atendimento.
A agência de informações adiantou ainda que a falha gerou um elevado volume de queixas por parte dos utilizadores, sobretudo devido à impossibilidade de concluir transações financeiras.
"A Ucrânia está a resistir mas, apesar disso, está a conseguir grandes vitórias. A Rússia não está a ganhar"
Manuel Serrano, comentador da CNN Portugal, afirma que a Ucrânia "conseguiria fazer muito mais se tivesse os recursos para o fazer", designadamente os mísseis Patriot.
Ataques russos deixam 17 feridos em Dnipro num único dia
Pelo menos 17 pessoas ficaram feridas este sábado na sequência de uma série de bombardeamentos russos na região de Dnipropetrovsk, no sudeste da Ucrânia, segundo as autoridades locais.
De acordo com o chefe da administração militar regional, Oleksandr Hanzha, as forças russas realizaram mais de 50 ataques com recurso a drones e a uma bomba aérea, visando cinco distritos da região.
O distrito de Nikopol foi um dos mais atingidos, com impactos registados na cidade de Nikopol e em várias comunidades vizinhas. Os ataques provocaram danos numa empresa, num mercado, num autocarro e em habitações, deixando vários feridos, incluindo um rapaz de 12 anos e duas mulheres de 54 anos hospitalizadas em estado grave.
Polónia terá em breve o maior exército da Europa, promete Donald Tusk
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, garantiu este sábado que as Forças Armadas da Polónia serão "em breve as maiores da Europa". O anúncio foi feito durante as celebrações do Dia do Exército, numa altura em que Varsóvia acelera o reforço militar face à ameaça russa decorrente da guerra na Ucrânia.
"Podemos já afirmar que estamos a construir uma força que determinará o destino da região pela sua modernidade e dimensão numérica", afirmou Donald Tusk durante um desfile naval em Gdynia, sublinhando o reconhecimento do esforço por parte dos aliados internacionais.
As comemorações contaram com uma demonstração de força que incluiu um desfile militar de grande escala em Varsóvia, reunindo cerca de dois mil operacionais e um recorde de 300 veículos blindados.
Rússia pede explicações aos EUA e à Turquia sobre possível transferência de armas para a Ucrânia
A Rússia pediu este sábado explicações a Washington e Ancara sobre relatos de que poderá estar em cima da mesa a transferência para Kiev de um "arsenal substancial" de armas e munições norte-americanas armazenadas na Turquia.
A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou que uma eventual transferência provocaria "sérios danos" às relações bilaterais de Moscovo com os Estados Unidos e a Turquia.
"Pretensões imperialistas e expansionistas" explicam "por que Trump tem uma certa admiração por Putin"
Cátia Moreira de Carvalho, comentadora da CNN Portugal, analisa as declarações de Donald Trump, que afirmou querer transformar o Estreito de Ormuz em território norte-americano.