UCRÂNIA • AO MINUTO | Gabinete de António Costa estabelece contactos com o Kremlin para abrir canais diplomáticos
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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"Olá, eu sou o chefe": foi assim a entrada de Trump na reunião do G7
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"A Rússia não pode vencer esta guerra militarmente. Isto está a tornar-se cada vez mais claro", diz porta-voz alemão
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Mark Rutte não acredita que Putin queira negociar um acordo de paz neste momento
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Secretário-geral da NATO garante a continuação do apoio à Ucrânia: o foco será "garantir que o dinheiro está disponível"
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Keir Starmer: "Estamos a viver num mundo mais volátil e perigoso do que alguma vez vivemos"
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Pelo menos uma pessoa morreu em ataque russo à província de Zaporizhzhia
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G7 admite autorizar produção de armas na Ucrânia e promete reforçar apoio militar
Ucrânia e EUA negociam investimento em drones
A Ucrânia e os Estados Unidos estão em negociações detalhadas sobre um acordo que envolve investimento norte-americano na produção doméstica de drones em Kiev, de acordo com a primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko.
O acordo também pode incluir a compra de drones ucranianos pelos EUA.
O ministro da Economia, Oleksy Sobolev, acrescentou que o conselho de administração de um fundo de investimento conjunto Ucrânia-EUA, criado no início deste ano, vai realizar a sua primeira reunião no final do verão.
Siga ao minuto:
Costa inicia contactos com o Kremlin para abrir canais diplomáticos
Gabinete de António Costa estabelece contactos com o Kremlin para abrir canais diplomáticos
O gabinete do presidente do Conselho Europeu, António Costa, estabeleceu “contactos breves a nível diplomático” com o Kremlin nas últimas semanas, com o objetivo de “abrir canais de comunicação”, revelou esta quarta-feira um responsável da União Europeia.
“Não foi discutido nada de substancial”, afirmou a mesma fonte à Reuters, que falou sob anonimato. “Em qualquer cenário futuro, a UE tem interesses próprios que precisam de ser defendidos. Por isso, é importante ter canais diplomáticos estabelecidos com a Rússia.”
O responsável acrescentou que “a UE não é mediadora” e que continua a apoiar a Ucrânia nos seus esforços para alcançar “uma paz justa e duradoura”.
Meloni defende enviado único da UE para diálogo com a Rússia e exclui grandes potências
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reforçou esta quarta-feira o seu apelo à nomeação de um enviado único da União Europeia para gerir os contactos com a Rússia no contexto da guerra na Ucrânia. No entanto, sublinhou que essa função não deverá ser atribuída a representantes dos países mais influentes do bloco.
Em declarações aos jornalistas no final da cimeira do G7, em Évian-les-Bains, França, Meloni alertou que a multiplicação de iniciativas diplomáticas dentro da Europa pode gerar confusão, tornando essencial a existência de uma voz única que represente a União Europeia no diálogo com Moscovo.
“Seria muito difícil propor alguém de um dos maiores países europeus”, afirmou. “Na minha perspetiva, essa escolha tornaria mais difícil alcançar um consenso. Por isso, considero mais adequado olhar para países de dimensão média dentro da União Europeia.”
Macron sublinha "convergência" dos líderes do G7 no apoio à Ucrânia
O presidene francês Emmanuel Macron afirma que a cimeira do G7 decorreu "num contexto extremamente difícil de um mundo fragmentado", mas os líderes evitaram quaisquer desentendimentos e concentraram-se na cooperação.
Macron sublinha o "apoio inabalável à Ucrânia" e observa que "o equilíbrio de poder mudou profundamente nos últimos meses", uma vez que "a Ucrânia está a avançar e a resistir; a Rússia está a recuar".
O presidente francês afirma que os líderes concordaram em aumentar o fornecimento de capacidades e sistemas de defesa aérea para ajudar ainda mais a Ucrânia. Diz ainda que apoiaram o pedido da Ucrânia para acordos de licenciamento, para que possam produzir parte deste equipamento por conta própria.
Macron fala também sobre o apoio contínuo à Ucrânia em matéria de infraestruturas energéticas e a sua luta para travar a frota paralela da Rússia.
Afirma estar feliz com o final da reunião do G7, que resultou numa "tamanha convergência" em relação à Ucrânia, que considera um "verdadeiro progresso".
Trump diz ter tido "conversas muito boas" com Zelensky e Putin
"Tive conversas muito boas com o presidente Zelensky e com o presidente Putin, e gostaríamos de ver esta guerra terminar. Terminei oito guerras e, para ser sincero, pensei que esta seria uma das mais fáceis, mas não se dão muito bem, o que torna tudo muito mais difícil", disse o presidente norte-americano, Donald Trump, numa reunião bilateral com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
"Estamos a considerar" sanções contra a Rússia devido à queda do preço do petróleo, diz Trump. “Estamos a ver o quanto o preço do petróleo está a cair. Está a cair a pique, penso eu, 74, 75 agora… portanto está a cair, em breve estará no valor de há quatro meses. É impressionante, e além disso, teremos um Irão sem armas nucleares, algo que posso garantir que o primeiro-ministro [Modi] também considera muito importante", disse, citado pelo The Guardian.
Trump classifica a ida à conferência do G7 como "um grande sucesso"
O presidente norte-americano, Donald Trump, publicou uma mensagem no Truth Social, classificando a sua ida à cimeira do G7 como um "grande sucesso".
"A viagem foi um grande sucesso, mas o que mais as pessoas queriam comentar era o facto de o Irão já não ter armas nucleares e que o Estreito de Ormuz será imediatamente aberto!", escreveu.
Trump mencionou ainda a economia norte-americana, afirmando que o mercado bolsista subiu e os preços do petróleo caíram "por causa do acordo".
Acrescentou que vai realizar uma conferência de imprensa dentro de 45 minutos e depois irá a Versalhes para jantar com líderes franceses e de outros países europeus, antes de regressar aos EUA.
Assassínio de Semyon Skrepetsky: "Se foi ordenado pela Rússia, então é uma questão extremamente grave", diz Tusk
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, afirmou que o assassinato de Robert Kuzovkov, conhecido pelo pseudónimo de Semyon Skrepetsky, um artista russo crítico do presidente Vladimir Putin tem indícios de um assassinato político, segundo a AP.
Robert Kuzovkov foi morto a tiro à queima-roupa perto da sua casa, na cidade de Biala Podlaska, no leste da Polónia, na segunda-feira.
“Tudo aponta para um assassinato político”, disse Tusk numa conferência de imprensa em Varsóvia. “Mas precisamos de aguardar por provas ou indícios mais concretos. Porque, se for esse o caso – se foi ordenado pela Rússia – então é uma questão extremamente grave a nível internacional. Constituiria terrorismo de Estado.”
Tusk disse que a vítima recebeu proteção do Estado por parte da polícia e dos serviços de segurança polacos devido a preocupações com a sua segurança, mas recusou a oferta.
“O caso é difícil. Se foi um assassino contratado, infelizmente não é fácil identificar essa pessoa”, admitiu.
Itália não participará no programa PURL dos EUA para compra de armas para a Ucrânia
A Itália não vai participar na iniciativa Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia (PURL) para fornecer armas norte-americanas à Ucrânia, disse o ministro da Defesa ao parlamento esta quarta-feira.
"Dissemos não desde o início, e continua a ser não", disse o ministro Guido Crosetto, figura importante do partido Irmãos de Itália, da primeira-ministra Giorgia Meloni, durante uma sessão de perguntas na Câmara dos Deputados, relata a agência Reuters.
Exército ucraniano nega alegações russas de ataque com drone ucraniano contra autocarro com crianças
O exército ucraniano afirmou que as alegações russas de um ataque com um drone ucraniano contra um autocarro que transportava uma equipa de futebol infantil na região russa de Bryansk são falsas.
"Realçamos que, durante o período especificado, as Forças de Defesa da Ucrânia não utilizaram veículos aéreos não tripulados contra alvos na região de Bryansk", declarou o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia em comunicado no Telegram, citado pela Reuters.
Declaração dos líderes do G7 reafirma o compromisso com as taxas de câmbio
Uma declaração conjunta emitida pelos líderes do G7, o grupo das nações mais ricas do mundo, reunidas em França, reafirmou a garantia de manter os compromissos cambiais existentes do G7, num momento de turbulência nos mercados financeiros ligada à volatilidade dos preços do petróleo.
"De forma a reforçar a gestão de crises e a mitigar o impacto das crises, o que pode contribuir para a estabilização dos mercados energéticos, incentivamos os países importadores de petróleo a estabelecerem sistemas de reservas de petróleo suficientes e eficazes, alinhados com a exigência de stocks para 90 dias da Agência Internacional de Energia (AIE), evitando, ao mesmo tempo, efeitos pró-cíclicos", refere a declaração.
"Reafirmamos também os compromissos cambiais existentes no G7", acrescenta.
“Os drones não têm fronteiras”, alerta governante da Letónia
“Os drones não têm fronteiras”, afirma o primeiro-ministro da Letónia, ao apelar a um esforço para desenvolver medidas antidrone. Andris Kulbergs afirma ainda que a Europa precisa de reforçar as suas defesas antidrone, aprendendo com a experiência da Ucrânia em abatê-los.
Os membros da NATO, Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia e Roménia, tiveram várias incursões de drones no último ano. Kulbergs afirma que a situação exige “uma estreita cooperação” entre vários países, pois “sabemos que os drones estão em constante evolução”.
“Sabemos que o inimigo também aprende depressa, por isso isso significa que precisamos de medidas antidrone, de identificação, de vigilância, de cobertura total”, disse, acrescentando que tal seria necessário “não só para a Letónia, mas também para os países bálticos, para a Polónia, a Finlândia… porque os drones não respeitam fronteiras”.
Mark Rutte, secretário-geral da NATO, afirma que a NATO já está a trabalhar nisso através da sua missão Eastern Sentry.
São necessários mais soldados nos países bálticos, afirma primeiro-ministro da Letónia
São necessárias mais forças militares da NATO estacionadas nos países bálticos, disse o primeiro-ministro da Letónia, Andris Kulbergs, esta quarta-feira.
"Precisamos de mais soldados e de uma maior presença das Forças Aliadas não só na Letónia, mas também nos países bálticos e na fronteira leste, e isso é essencial", disse Kulbergs numa conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
Menos bombardeiros, mas ataques mais devastadores: como a Rússia está a reinventar a guerra aérea contra a Ucrânia
"Putin não está na posição que queria estar: queria ter mais legitimidade e poder, mas saiu ao contrário"
O reforço das sanções à Rússia marcou a cimeira do G7. Em análise na CNN Portugal, Manuel Serrano considerou que Putin enfrenta dificuldades económicas e políticas e que não está na posição que esperava estar nesta fase da guerra. O comentador destacou ainda a evolução diplomática de Volodymyr Zelensky e a tentativa de voltar a centrar a atenção internacional na guerra na Ucrânia.
"A Europa não confia totalmente em Donald Trump, mas precisa dele"
A cimeira do G7 voltou a mostrar uma realidade que a Europa conhece bem: continua a precisar dos Estados Unidos. O comentador da CNN Portugal Miguel Baumgartner analisa a relação dos líderes europeus com Donald Trump, que é marcada por desconfiança, mas também por dependência.
"Considero isso um verdadeiro sucesso": Merz elogia o compromisso do G7 com a Ucrânia
O chanceler alemão, Friedrich Merz, saudou a declaração conjunta do G7 de apoio à Ucrânia e a novas sanções contra a Rússia como um sucesso que marca um novo tom, em particular no que diz respeito à unidade transatlântica.
"Esta é a primeira vez, desde que o presidente (dos EUA) Trump assumiu o cargo, que emitimos uma declaração conjunta numa cimeira do G7 e encontrámos uma linguagem comum sobre as principais questões de política externa e de segurança do nosso tempo. Considero isso um verdadeiro sucesso", afirmou Merz à margem da reunião do Grupo dos Sete em Evian-les-Bains, citado pela Reuters.
"Isto define um novo tom, nomeadamente no que diz respeito à unidade e determinação transatlânticas", acrescentou.
Forças armadas da Ucrânia atacam um petroleiro da frota-sombra russa no Mar Negro
As forças armadas da Ucrânia atacaram o petroleiro FINA A no Mar Negro, que descreveram como fazendo parte da "frota-sombra" russa, informou o Estado-Maior ucraniano esta quarta-feira, citado pela Reuters.
O Estado-Maior indicou, na aplicação de mensagens Telegram, que o alvo foi atingido com sucesso e que a extensão dos danos estava a ser avaliada, tendo acrescentado que as forças ucranianas também atacaram uma ponte rodoviária sobre o Canal do Norte da Crimeia, perto da localidade de Stavky, e uma ponte rodoviária perto de Voinka, na parte ocupada da região de Kherson.
Bastaram 20 minutos com Zelensky para Trump mudar de posição e deixar de ver a Ucrânia como "perdedora"
"Serão tomadas novas medidas para pressionar a Rússia": Zelensky congratula-se com resultado da reunião do G7
"A Cimeira do G7 em França trouxe resultados importantes para a Ucrânia. O mais importante foi que concordámos com o reforço adicional da defesa aérea ucraniana", congratulou-se o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acrescentando: "Serão tomadas novas medidas para pressionar a Rússia em relação à guerra – pressão em prol da paz. Os nossos parceiros garantirão o apoio à nossa defesa e resiliência energética."
The G7 Summit in France delivered important results for Ukraine. Most importantly, we agreed on additional strengthening of Ukraine’s air defense. There will be new steps to put pressure on Russia over its war – pressure for the sake of peace. Our partners will ensure support for… pic.twitter.com/QhKnciR4T7
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 17, 2026
Dinamarca vai enviar 850 solados para a região do Báltico
As Forças Armadas da Dinamarca vão enviar um batalhão de 850 soldados para a região do Báltico no Outono, disse o ministro da Defesa dinamarquês, Jeppe Bruus, esta quarta-feira.