UCRÂNIA • AO MINUTO | Ucrânia aprova aumento recorde da despesa com Defesa
O QUE ESTÁ A ACONTECER
- Costa defende que uma NATO "mais forte" é indispensável para segurança europeia
- Novo governo pró-russo da Bulgária vai suspender ajuda militar à Ucrânia
- "Objetivo é salvar a vida das crianças": Donetsk alarga evacuações obrigatórias perto da frente de combate
- Bruxelas propõe novo pacote de sanções à Rússia centrado em setores de maior impacto
- "Estão isolados e sozinhos": Zelensky diz que Rússia está a perder influência internacional
Ataque da Rússia com centenas de drones e mísseis fez 2 mortos e 20 feridos
A Ucrânia afirmou hoje que a Rússia lançou quase 600 drones e disparou 26 mísseis de cruzeiro contra o país, fazendo dois mortos e 20 feridos, apesar de ter conseguido abater mais de metade dos drones e mísseis.
"O inimigo atacou com 623 armas aéreas", informou o exército ucraniano, precisando que o ataque usou 597 aeronaves não tripuladas, conhecidas como drones, e 26 mísseis; cerca de 344 desses aparelhos foram abatidos, ou seja, mais da metade, incluindo 25 mísseis e 319 drones, anunciaram as Forças Armadas da Ucrânia, citadas pela agência notícias Europa Press.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a nova onda de ataques russos ao país, a partir de Kharkiv e Sumy, no leste do país, até às regiões ocidentais de Leópolis e Bucovina, esta já no sudoeste ucraniano, dividida com a Roménia.
Zelensky indicou na sua conta no X, citada pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), que a defesa aérea conseguiu abater mais de 20 mísseis e "a grande maioria" dos drones, mas alguns projéteis acabaram por atingir "infraestruturas civis e edifícios residenciais".
Um desses impactos matou dois civis em Chernivtsi, na região de Bucovina, de acordo com o Presidente, que insistiu mais uma vez na importância de impor sanções adicionais à Rússia e de receber mais defesas aéreas para se proteger dos ataques.
Por seu lado, o Ministério da Defesa russo limitou-se a informar da interceção de mais de 30 aviões ucranianos não tripulados contra várias regiões do país.
"Durante a noite, os sistemas de defesa aérea em serviço destruíram e intercetaram 33 veículos aéreos não tripulados de tipo aeronáutico ucranianos", informou o ministério num comunicado.
De acordo com o comunicado ministerial, 16 drones foram destruídos sobre a região de Briansk, cinco sobre o Mar Negro, quatro sobre a Crimeia, três sobre a região de Rostov, dois sobre a região de Kursk e um sobre cada uma das regiões de Voronezh, Krasnodar e o Mar de Azov.
Siga ao minuto:
Rússia ameaça Canadá com "resposta adequada" ao fabrico de drones para Kiev
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia ameaçou hoje o Canadá com medidas adequadas e proporcionais de resposta ao acordo para o fabrico de drones destinados ao exército da Ucrânia.
“Reservamo-nos o direito a uma resposta adequada e teremos em conta esta nova circunstância no nosso planeamento político-militar”, alertou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, numa conferência de imprensa em que abordou este acordo.
Segundo a agência de notícias TASS, no final de maio, o Ministério da Defesa do Canadá, país que faz parte da NATO, anunciou a assinatura de um acordo para o fabrico de drones de combate em território canadiano, os quais se destinariam às Forças Armadas da Ucrânia.
Ucrânia atingiu petroleiro da "frota sombra" russa no Mar Negro
As forças militares ucranianas atingiram o petroleiro West Horizon no Mar Negro, que consideram fazer parte da chamada "frota sombra" da Rússia, afirmou esta quarta-feira o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia.
Ucrânia diz ter atingido fábrica militar e refinarias russas em ataque noturno
A Ucrânia atacou uma fábrica militar russa na cidade de Cheboksary com mísseis de cruzeiro Flamingo de fabrico ucraniano durante a noite, assim como a refinaria de petróleo de Kuibyshev, na região de Samara, afirmou esta quarta-feira o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
O chefe de Estado acrescentou ainda, através do Telegram, que a Ucrânia atingiu duas instalações de infraestruturas petrolíferas na região de Vladimir.
Rússia diz que novas sanções da UE não vão atingir objetivos e promete retaliação
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou esta quarta-feira que uma nova ronda de sanções da União Europeia não irá alcançar os seus objetivos e que a Rússia irá responder com medidas de retaliação.
Ucrânia reforça orçamento e aprova aumento recorde da despesa com Defesa
O parlamento da Ucrânia aprovou uma alteração ao orçamento de 2026 que aumenta significativamente os gastos com Defesa.
A decisão foi aprovada por 242 deputados (eram necessários 226) e prevê mais 1,56 biliões de hryvnias (cerca de 32 mil milhões de euros) para Defesa e Segurança.
O objetivo é reforçar o investimento militar.
Ucrânia diz ter atingido instalações-chave no porto de Mariupol ocupado pela Rússia
As forças armadas da Ucrânia afirmaram ter atingido várias instalações estratégicas no porto de Mariupol, atualmente sob ocupação russa, numa operação que terá reduzido a capacidade operacional da infraestrutura.
Num comunicado, as forças de drones ucranianas indicaram que o ataque afetou sistemas de energia, reparação e gestão do porto, deixando a infraestrutura sem eletricidade.
Segundo Kiev, o ataque "limitou significativamente" a utilização de Mariupol como centro logístico militar, reduzindo a sua capacidade de apoio às operações russas na região.
Incêndios em duas instalações industriais na Rússia após ataque com drones
Dois complexos industriais ficaram em chamas na região de Vladimir, na Rússia, na sequência de um ataque com drones, segundo a agência Interfax, que cita o governador regional Alexander Avdeyev.
As instalações localizam-se perto das localidades de Kameshkovo e Aleksandrovo, tendo o responsável indicado que não há registo de feridos.
O governador acrescentou que os serviços de emergência foram mobilizados para conter os incêndios.
Ataque com drones visa cidade russa de Novokuibyshevsk
A cidade de Novokuibyshevsk, na região russa de Samara, foi alvo de um ataque com drones nas primeiras horas desta quarta-feira, segundo o governador regional, Vyacheslav Fedorishchev.
Através do Telegram, o responsável indicou que o ataque estava em curso, sem adiantar detalhes sobre eventuais danos ou vítimas.
Na região localiza-se a refinaria de petróleo de Novokuibyshevsk, operada pela petrolífera estatal russa Rosneft. Fedorishchev acrescentou que o espaço aéreo de Samara foi encerrado por precaução, sem fornecer mais informações sobre a medida.
Ucrânia diz ter reduzido em 71% trânsito de abastecimentos russos entre Crimeia e Donetsk
O comandante das forças de drones ucranianas, Robert Brovdi, disse hoje que os ataques com aparelhos não tripulados de alcance médio reduziram em 71%, nas últimas duas semanas, o trânsito de abastecimentos militares russos entre a Crimeia e Donetsk.
Ursula von der Leyen avisa que Europa tem que mudar abordagem aos choques geopolíticos
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen aludiu hoje aos choques geopolíticos, às alterações climáticas e aos extremismos para afirmar que, se o mundo está a mudar, a União Europeia tem que mudar a sua abordagem.
“Como o mundo à nossa volta está a mudar, também temos de mudar a nossa abordagem”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, exemplificando com “os choques geopolíticos” que estão “a abalar as nossas economias”, os fenómenos meteorológicos extremos que “são o novo normal das alterações climáticas e os “extremistas dentro e fora da União Europeia que estão a pôr em causa as nossas democracias”.
No discurso de abertura da 3.ª edição do Festival da Nova Bauhaus Europeia, que decorre entre hoje e sábado no Parque do Cinquentenário, em Bruxelas (Bélgica), Ursula von der Leyen deixou claro que tal “não significa” que a Europa deva parar de construir, mas sim que tem de construir “de forma diferente, mais sustentável, mais resiliente e com melhores ligações” entre os Estados-membros, “num esforço partilhado para resolver as questões mais importantes” para os cidadãos, nomeadamente “habitação a preços acessíveis, indústrias e infraestruturas numa transição limpa e, até, própria democracia”.
A abrir a edição deste ano, que coloca o foco nas questões da democracia da habitação acessível, a líder da Comissão Europeia assegurou que o Parlamento Europeu e os Estados-Membros “estão totalmente empenhados nesta viagem”, lembrando que o Conselho Europeu aprovou recentemente as novas recomendações sobre o Novo Bauhaus Europeu, movimento que desde 2020 tem contribuído para a procura de soluções mais criativas e sustentáveis.
A marcar o arranque do festival, que decorre até sábado, Ursula von der Leyen anunciou que nos próximos dois anos a comissão vai afetar “mais 50 milhões de euros à nova Academia Europeia de Bauhaus”, aumentando a verba para investigação, apoio a empresas em fase de arranque e às profissões criativas.
Perante representes de todos os países e especialistas de várias áreas, desde a arquitetura ao desenvolvimento de comunidades mais resilientes, a presidente da Comissão Europeia lembrou que o movimento Bauhaus abriu oficialmente o primeiro centro internacional na Ucrânia, país “corajoso”, vítima de “uma destruição abominável”, e que a União Europeia está a apoiar com “novas competências, novos empregos e novas indústrias”.
A líder europeia lembrou que o financiamento da Bauhaus ainda está disponível no orçamento atual da Comissão Europeia, encorajando os Estados-Membros “a aproveitarem ao máximo” os fundos, no que se refere à habitação.
A 3.ª edição do Festival da Nova Bauhaus Europeia decorre até sábado sob o lema "Vida. Espaços. Edifícios".
O festival, promovido pela Comissão Europeia, junta líderes políticos a “criadores, inovadores e agentes de mudança” dos vários países da União Europeia (UE), para refletir sobre “como as comunidades podem trabalhar juntas para projetar casas e bairros mais sustentáveis, inclusivos e resilientes”.
Países nórdicos e bálticos manifestam apoio à Ucrânia na adesão à UE e à NATO
Os líderes dos países nórdicos e bálticos manifestaram hoje em duas declarações conjuntas o desejo de ver a Ucrânia integrar a UE “o mais rapidamente possível” e o seu apoio ao trajeto de Kiev rumo à NATO.
Costa defende que uma NATO “mais forte” é indispensável para segurança europeia
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou hoje que uma NATO mais forte “se mantém indispensável para a segurança da Europa”, pedindo que a União Europeia e a Aliança trabalhem em conjunto para responder às ameaças comuns.
Numa mensagem divulgada nas redes sociais após se ter reunido com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na sede da Aliança Atlântica, em Bruxelas, António Costa afirma que a Defesa europeia é uma “prioridade da União Europeia (UE)” e, na cimeira do Conselho Europeu da próxima semana, os chefes de Estado e de Governo do bloco vão “avaliar os progressos que têm sido feitos”.
“Uma UE mais forte significa uma NATO mais forte. E uma NATO mais forte mantém-se indispensável para a segurança da Europa. Por isso é que temos de continuar a trabalhar lado a lado para respondermos aos desafios e ameaças comuns”, defende.
O presidente do Conselho Europeu reuniu-se com o secretário-geral da NATO a pouco menos de um mês da cimeira de chefes de Estado e de Governo da Aliança, que se vai realizar em 07 e 08 de julho em Ancara.
Essa cimeira realiza-se um ano depois de os líderes da NATO se terem comprometido a dedicar 5% dos respetivos Produtos Internos Brutos (PIB) nacionais ao setor da Defesa até 2035.
Na cimeira deste ano, em Ancara, os líderes deverão avaliar se esse compromisso está a ser cumprido por todos os Aliados e irão igualmente discutir como é que os europeus podem assumir maiores responsabilidades pela segurança do continente europeu, uma exigência que tem sido feita pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Novo governo pró-russo da Bulgária vai suspender ajuda militar à Ucrânia
O novo Governo búlgaro, liderado pelo pró-russo e eurocético Rumen Radev, anunciou hoje que suspenderá a ajuda militar à Ucrânia para se defender da invasão russa, por considerar que só negociações solucionarão a guerra.
"Objetivo é salvar a vida das crianças": Donetsk alarga evacuações obrigatórias perto da frente de combate
As autoridades da região ucraniana de Donetsk alargaram a zona de evacuação obrigatória para famílias com crianças em várias localidades próximas da linha da frente. A medida abrange áreas de Sloviansk, Kramatorsk, Bilenke, Pryvillia e Malotaranivka, lê-se no Le Monde.
"É uma decisão difícil, mas necessária. O nosso principal objetivo é salvar a vida das crianças", afirmou chefe da administração militar da região, Vadym Filachkin, apelando aos pais para que não atrasem a saída das zonas em risco.
Rússia condena cinco ucranianos por assassinato de responsável pró-russo
Um tribunal russo condenou cinco ucranianos a penas que vão até à prisão perpétua pelo assassinato de um responsável da administração civil e militar pró-russa na região de Zaporíjia, território ucraniano ocupado pela Rússia.
Segundo a agência estatal russa TASS, os condenados foram considerados culpados pela morte do chefe da administração de uma localidade da região e pela tentativa de homicídio da sua filha.
De acordo com um representante do tribunal citado pela agência, os arguidos terão atuado sob ordens dos serviços de informações ucranianos.
Bruxelas propõe novo pacote de sanções à Rússia centrado em setores de maior impacto
A Comissão Europeia propôs hoje um novo pacote de sanções à Rússia centrado “nos setores de maior impacto” como energia, serviços financeiros e criptomoedas, querendo ainda proibir combatentes das forças armadas russas de entrar na União Europeia (UE).
“A nossa consistência na aplicação dos pacotes de sanções está a dar resultados e hoje apresentamos o 21.º pacote de sanções [contra a Rússia]. Estamos concentrados nos setores de maior impacto: energia, serviços financeiros e comércio de criptomoedas. Desta vez, inclui também, pela primeira vez, o setor das pescas e, além disso, estamos a planear restringir a entrada na UE de antigos combatentes russos”, anunciou a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen.
"Estão isolados e sozinhos": Zelensky diz que Rússia está a perder influência internacional
"A Rússia está a perder a iniciativa dia após dia". A convicção é do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que considera que a situação militar é atualmente a mais favorável para Kiev dos últimos dois anos e meio.
Numa entrevista ao The Guardian, Zelensky disse que Moscovo está também a perder influência internacional: "Estão isolados dentro da Europa e também dos Estados Unidos. Estão sozinhos".
O líder ucraniano voltou ainda a acusar Vladimir Putin de mentir sobre a guerra e garantiu que não aceitará ceder territórios ocupados à Rússia.
"Isso significa que não estão a ganhar a guerra", apontou, referindo-se às elevadas perdas sofridas pelas forças russas no terreno.
Rússia receia espionagem com IA e suspende sistema de vigilância que protege Putin
Ucrânia já tem "uma batalha ganha", mas há "outra" pela frente
Hugo Capela, editor de Internacional da CNN Portugal, analisa a entrevista de Volodymyr Zelensky e reflete sobre se a Rússia estará mesmo a "perder iniciativa".
"Esta guerra tem de acabar agora", diz chanceler alemão
O chanceler alemão, Friedrich Merz, diz que está alinhado com o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, quanto ao apoio à Ucrânia e defende o fim da guerra desencadeada pela invasão russa.
"Estamos de acordo quanto ao nosso apoio à Ucrânia", escreveu o chanceler alemão na rede social X, acrescentando que a Alemanha e a Polónia continuarão a coordenar os seus esforços de forma próxima.
"Esta guerra tem de acabar agora", remata Merz.
Ausführliches und gutes Gespräch mit dem polnischen Premierminister. @donaldtusk und ich sind uns einig über unseren Kurs an der Seite der Ukraine. Wir werden weiter eng koordinieren – dieser Krieg muss jetzt ein Ende finden.
— Bundeskanzler Friedrich Merz (@bundeskanzler) June 9, 2026